13 de março de 2018

QUASE PARANDO...

Amigos

Em função da falta de tempo, estou parado, sem pedalar. Estou tentando reorganizar minha vida para acomodar minha atividade física. Por enquanto, o Pedalando & Olhando vai ficar em segundo plano. Quem precisar falar comigo, pode recorrer ao Facebook...

Obrigado por acompanhar minhas aventuras aqui...nunca vou esquecer essa experiência.

Rogério Leite
PEDALANDO & OLHANDO...

22 de janeiro de 2018

NÃO PEDALE...

NÃO PEDALE

“Se eu pudesse dar um único conselho a você, que está lendo este texto, seria este: NÃO PEDALE

Acredite em mim, não PEDALE! PEDALAR é um ato de loucura.

Se você começar a PEDALAR vai perceber que, seu corpo vai doer, suas pernas vão cansar, seus pulmões irão sentir a gana desesperada por mais e mais oxigênio, suas mãos ficarão pesadas, seu bumbum vai doer.



NÃO PEDALE

Acredite em mim, se você começar a PEDALAR , vai perder as baladas de sábado à noite com os amigos e, num inverno qualquer, você vai acordar às 4 h da madrugada, vai comer uma porção de massa integral cozida apenas na água, sem sal e sem molho. Vai sair de casa no frio com uma temperatura de 5º, sentirá o ar gelado entrar pelos pulmões, sua pele vai arrepiar e, ainda assim, não terá vontade de voltar para cama.

NÃO PEDALE

Não seja como esses doidos que percorrem trilhas, respirando ofegantes, carregando garrafas com água, sugando pequenos saches de gel de carboidrato, com capacetes coloridos, fones de ouvido e relógios controladores de tempo e distância. Não seja mais uma pessoa que sai por aí pedalando sem destino, enquanto passa por carros parados em semáforos, ou por ônibus lotados.
Diga-me, quem em sã consciência trocaria o ar condicionado do carro ou o assento de um ônibus por uma pedalada ao ar livre, com vento no rosto e um visual incrível?

NÃO PEDALE

PEDALAR é um vício perigoso.
Você vai começar a falar uma linguagem estranha, seu vocabulário será inundado de, longões, singles, km, trilhas, altimetria, regenerativo, endorfina, seus amigos e familiares não entenderão quando você falar que ‘quebrou naquela prova’, e ficarão apavorados quando você disser que ‘pedalou 120km’ no pedal de ontem.

Quando você menos perceber seu armario terá mais shorts, breteles e camisetas do que roupas de pessoas comuns. As paredes da sua casa não terão mais quadros com lindas paisagens, estes darão lugar a medalhas com fitas coloridas e pedaços de papel com números aleatórios que mais parecerão formulas de física quântica, aos olhos das suas visitas. Mulheres que PEDALAM trocam a busca pelas medidas de mis, os famosos 90/60/90, por números estranhos, elas querem 36, 42, 90, 140, alguém entende?

CICLISTAS são pessoas estranhas, que comem sem medo, bebem sem culpa, que PEDALAM dezenas de provas durante o ano, ganham algumas outras não, mas festejam cada uma delas como uma conquista olímpica.
CICLISTAS são loucos, confie em mim.

PEDALAR vai te trazer a sensação de que você é capaz de ir sempre mais além. PEDALAR vai fazer de vocês pessoas loucas que começaram a PEDALAR e se tornaram viciadas, daquelas que se amontoam atrás de um pórtico de largada, que falam com desconhecidos no meio de um PEDAL . E vejam só, eles ajudam estranhos, incentivam pessoas que nunca viram antes a continuar PEDALANDO. Esses viciados não deixam os outros largarem o vício assim, no meio de um PEDAL . Eles te estimulam a querer sempre mais e mais… ahhh como são malvados estes viciados.

NÃO PEDALE

CICLISTAS são pessoas incomuns, eu diria até perigosas. CICLISTAS falam com estranhos, fazem conhecidos em cada PEDAL , se reúnem aos domingos às 7 h da manhã para PEDALAR em grupo, brincam de dar tiro, colecionam medalhas, possuem um corpo magro, uma mente saudável, fazem amigos de infância a cada PEDAL . Ouvi dizer que CICLISTAS são pessoas que sorriem demais, que se alegram com pequenas vitórias pessoais, que incentivam desconhecidos.

CICLISTAS são pessoas felizes, e isso, ahhh… isso é um perigo para a sociedade.

Então, acredite em mim, NÃO PEDALE.

Não corra o risco de se tornar um viciado incurável ou uma pessoa que possui felicidade genuína… não corra o risco de se tornar alguém melhor a cada dia.”

PS: SOU ESSE LOUCO INCURÁVEL, QUE NÃO CONSEGUE PARAR DE PEDALAR!!!!

16 de janeiro de 2018

TODOS OS CICLISTAS MAIS SEGUROS

Cena do vídeo da iniciativa TODOS OS CICLISTAS MAIS SEGUROS.
A lanterna na mão do narrador...
Amigos...

O post de hoje descreve uma iniciativa interessante de um grupo de ciclistas americanos, TODOS OS CICLISTAS MAIS SEGUROS. Eles se distribuem pisca-piscas para ciclistas menos afortunados junto com um pequeno guia rápido do ciclismo inteligente (em inglês) preparado pela Liga dos Ciclistas Americanos pela Bicicleta.  O pisca-pisca custa cerca de 10 dólares na Amazon.com, tem vários modos de piscar, é a prova d'água e recarregável. Ser recarregável resolve um dos problemas mais comuns dos ciclistas sem-teto, sem precisar adquirir pilhas para seu funcionamento. O objetivo além de tornar os ciclistas mais visíveis, também ajuda-os a pedalar de forma mais segura e a conhecer seus direitos como ciclista. Iniciativa muito interessante.  E tudo feito por voluntários e doações para aquisição dos piscas. Interessante que nos acostumamos a pensar na "riqueza" dos EUA, mas não vemos o qual solidários eles são, o quanto se envolvem em ações de cunho comunitário, de ajuda voluntária dos menos favorecidos.  Riqueza não é só dinheiro. É muito mais um estado de espírito.

Aqui o link para o vídeo sobre essa iniciativa. O Youtube faz uma tradução automática razoável para o português, nada erudito, mas ajuda a entender o vídeo.

Esse post foi baseado em um do Bike Commuters.com.

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15 de janeiro de 2018

O QUE É A GEOMETRIA DA BICICLETA?

[ALERTA ARTIGO LONGO]

Amigos...

Esse artigo é voltado para quem está querendo comprar uma bike e não entende patavinas dos detalhes técnicos, eu no meio.  Traduzi e coloquei aqui para ajudar quem precisar e para mim mesmo quando for trocar a "Blue Thunder 26' EX-Alívio NOW-Tuornay"pela "Green Machine 29' Deore Especial Gravel" (MEU SONHO DE CONSUMO!)... O artigo foi traduzido e adaptado por Rogério Leite, do original  "What is bike geometry", de Sarah Lauzé, publicado no site I LOVE BICYCLING.  Todas as imagens são do artigo original. Boa Leitura! 

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O QUE É A GEOMETRIA DA BICICLETA?

A geometria da bicicleta é a coleção de medidas (comprimentos e ângulos) que compõem um quadro de bicicleta. Resumindo, tudo em uma bicicleta pode ser alterado, mas a geometria não pode. Olhar os gráficos de geometria nos sites do fabricante pode ser confuso, mas todos esses números se traduzem em conceitos muito reais e compreensíveis.



Há muito a saber sobre a geometria da bicicleta, mas entender o básico pode ajudar você percorrer um longo caminho para garantir sua escolha da bicicleta certa para o seu estilo de pedalar. A geometria da bicicleta pode ajudá-lo a entender como uma bicicleta vai se comportar, como você vai senti-la e qual confortável ela será para você.

A maioria dos fabricantes de bicicletas fornece gráficos de geometria de bicicleta dentro da descrição da bicicleta, mas o que está incluído varia. A maioria incluirá o tamanho do quadro, os comprimentos do tubo da cabeça e do assento, o comprimento do tubo superior, a distância entre eixos e o comprimento da cadeia. Outros também incluirão medidas de pilha e alcance, ancoragem do garfo, desnível do suporte inferior e trilha.

"Pilha" e "Alcance"
Empilhar e alcançar são os dois elementos fundamentais que podem ajudá-lo a determinar de imediato, se uma bicicleta lhe corresponder. Isto é especialmente importante porque ajuda a padronizar o ajuste entre tamanho e fabricante. Mesmo que uma bicicleta seja rotulada como "média" ou 53 cm, o ajuste real pode variar em até 2 cm.

"Pilha" é a distância vertical (em cm) do centro do suporte inferior do quadro para a parte superior do headtube, onde o garfo passa pelo quadro. Dá uma indicação de quão alto é um quadro.
"Alcance" é a distância horizontal do centro do suporte inferior ao centro superior do headtube. Isso dá uma indicação de quanto extenso é um quadro excluindo o tronco.

Suporte da Mesa
O ângulo do headtube é o ângulo do tubo do suporte da mesa em relação ao solo, sendo o ângulo "folgado" ou "íngreme". O ângulo clássico do headtube para uma bicicleta de estrada é de 73 graus, portanto um ângulo mais íngreme (maior número) significará menos esforço para dirigir, tornando-o melhor para altas velocidades. Um ângulo mais lento (número inferior) pode exigir mais esforço para dirigir, mas se comportar muito melhor em baixas velocidades.  O comprimento do headtube é exatamente o que parece ser. Os headtubes mais longos resultam em uma posição de condução mais ereta. Os headtubes curtos baixam a frente da bicicleta, colocando você em uma posição mais aerodinâmica.

Inclinação do Garfo e Arrasto
A inclinação do garfo é a distância entre o eixo da direção e o centro da roda (ver imagem). Quanto mais afastado, maior será a medida da "Arrasto", e isso tem impacto na dirigibilidade da bicicleta. O impacto de uma pequena quantidade de arrasto resultará em uma bicicleta de manipulação rápida, o que significa que exigirá menos do ciclista e irá lidar bem com altas velocidades. A desvantagem é uma certa quantidade de espasmos, fazendo um passeio mais áspero. Uma grande quantidade de arrasto resultará em uma bicicleta de movimentação lenta, que vai dar mais trabalho ao ciclista para dirigir a altas velocidades, mas vai se sentir mais estável e suave.  Garfos com pouca inclinação e poucoa arrasto são típicos de bicicletas de estrada, enquanto garfos mais inclinados e com mais trilha são típicos de MTB e bicicletas urbanas.  E você que pensava que as speeds eram duras por conta da falta de amortecedor dianteiro?!?!?

Desnível do suporte inferior
O desnível do suporte inferior define o quão baixo você se sente na bicicleta. É medido pela distância vertical que o centro do eixo Z fica abaixo do eixo da roda.



Quanto maior o desnível do suporte inferior, melhor  e mais rápida será bicicleta em curvas fechadas, como esquinas, porque seu centro de gravidade é mais baixo, mais perto do chão. A questão é o ajuste do pedal, porque o suporte inferior não pode ser tão baixo de forma que os pedais raspem no solo quando a bicicleta se inclina nas curvas fechadas. È preciso haver um balanço dessa medida e do comprimento da pedivela.  Por outro lado, quando o desnível é pequeno, a bicicleta será mais estável em baixas velocidade, mas não vai ser muito boa de curvas em alta velocidade, exigindo mais ação do ciclista no guidão nas esquinas do caminho.

Ângulo do tubo do assento (seat tube)
O ângulo do tubo do assento é o ângulo do tubo do assento em relação ao solo. Este ângulo será geralmente entre 71-74 graus, e não varia tanto quanto o ângulo do headtube. Você pode efetivamente influenciar o ângulo do tubo do assento, alterando a posição do selim para ficar mais folgado ou íngreme (mais para trás ou para frente no trilho do selim).

Comprimento de Corrente
O comprimento da corrente é a distância horizontal do centro do eixo Z ao centro do cubo traseiro.



O comprimento da corrente afeta o comprimento da distância entre eixos (distância entre os eixos das rodas dianteira e traseira), bem como o manuseio da bicicleta. Bicicletas com longas correntes terão mais estabilidade, além de permitir espaço para sacolas, fazendo ótimas bicicletas de turismo e resistência. As bicicletas de estrada e speeds, no entanto, terão um comprimento de cadeia mais curto para um manuseio mais ágil.

Cada medida por conta própria pode dar-lhe um retrato sobre como uma bicicleta vai se ajustar a você e ser sentida no pedalar, mas todas dependem uma da outra. Para ter uma idéia, experimente olhar duas bicicletas com geometria muito diferente e, em seguida, montar cada um, prestando atenção em como ele lida. Você pode então consultar esses gráficos, escolhendo elementos que funcionaram e outros que não o fizeram. Para obter mais informações, obter um "bike fitter" profissional é sempre um ótimo lugar para começar a descobrir o que funcionará melhor para você e seu tipo de uso da bicicleta.

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OBSERVAÇÃO FINAL: Que tal você pegar todas essas medidas em sua bicicleta atual e te-las a mão na hora de comprar sua nova bicicleta?! Isso também vai ajudar a quantificar o seu "feeling" quanto a sua bicicleta e ver o que você quer corrigir na próxima (uma mais rápida, ou uma mais manobrável, ou uma mais "família na ciclofaixa móvel"!)...

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9 de janeiro de 2018

LADEIRAS, AME-AS OU...

Se não der para ir pedalando, EMPURRA.
Vergonha não é empurrar, mas desistir!
Foto: DAQUI

Amigos...

Versão livre das dicas sobre como enfrentar ladeiras, do blog I LOVE BICYCLING  by

Subidas no Ciclismo: erros comuns ao subir ladeiras.

Ame-as ou as odeie, subir ladeiras de bicicleta é uma parte inevitável do ciclismo (a menos que de alguma forma você mapeie rotas perfeitamente planas). Então, quando você chega na base de uma ladeira assustadora, qual é a sua estratégia para supera-la? Quando você está empurrando seus músculos no seu limite, você pode dizer a eles para "se calarem" quantas  vezes você quiser - não importa o quão duro você seja, eles vão ganhar essa "discussão". Um monólogo interno muito comum quando surge quando você se aproxima de uma ladeira: você começa a dizer a si mesmo para "atacar a ladeira!" Embora este mantra possa ser efetivo para manter sua resistência mental, como técnica geral, ela não funciona. Aqui estão alguns dos erros mais comuns que os ciclistas fazem nas escaladas, e como superar essas colinas ladeiras com confiança.

Passo
Atacar a ladeira pode funcionar se ela for pequena e você possa ver a crista desde o fundo. No entanto, se você entrar de forma muito agressiva, com certeza você se sentirá forte no início, mas uma vez que você atingiu um certo ponto, é fácil "bater na parede". Você sobreexige seus músculos e dispara sua freqüência cardíaca em vez de se estimular para uma subida longa. Se você se encontra muitas vezes desacelerando a meio caminho através de uma subida, pense em se retrair mais cedo e manter as pernas girando. Você terá então a energia para "atacar a ladeira" quando chegar ao último empurrão pelo topo.

Usando uma transmissão muito pesada
Pode parecer óbvio, mas muitos ciclistas são culpados de entrar em ladeiras em alta velocidade por causa dessa sensação de perna fresca. Como mencionado acima, pode parecer ótimo no início da ladeiras, mas logo você estará triturando essa transmissão e dando tudo para permanecer correto. Reduza antes de enfrentar a ladeira, mantendo suas pernas girando a 70 rpm ou mais. Se você perceber suas pernas enfraquecendo, reduza mais para manter seu rpm nesse intervalo.

Estresse e Respiração Curta
Nem todo mundo é um alpinista natural, e olhar para uma escalada difícil pode ser estressante mentalmente. Se você se sentir segurando seu guidão com um aperto muito forte, é um sinal de que você precisa trabalhar para relaxar seu corpo. Em vez de me perguntar se você vai conseguir isso e deixar o pânico entrar, quebrar a ladeira em segmentos em sua mente. Começando fácil, mantenha seu corpo relaxado e respirando o mais profundo e lento possível.
À medida que começa a ficar mais difícil, pense em engajar o seu core, achatando as costas e alimentando cada curso do pedal através do seu core. Escolha um marco à frente e foque nele. Depois de chegar, escolha outro. Dando-se estas pequenas vitórias pode ajudar a mantê-lo positivo e focado, não importa o que suas pernas estão dizendo.

Levantar-se do selim
Levantar-se do selim pode fazer você explodir mais cedo, pois coloca mais carga nas pernas, resultando em uma maior necessidade de oxigênio a ser entregue. Ao contrário, permanecer na sela mantém sua taxa de coração baixa. Claro, se você é um cavaleiro mais leve e tem praticado em pé e escalando, então não há nada de errado em usá-lo como um tempo para esticar as pernas e colocar algum poder extra, basta usá-lo com moderação.

Estar abastecido
Se você está se aproximando de uma escalada difícil, você quer estar bem abastecido. Isso não significa queimar uma barra de energia antes de bater uma ladeira, porque essa vai bater como uma pedra no estômago. Em vez disso, trabalhe com uma mordida e alguns goles de água a cada 20 minutos ou mais em um pedal com muita escalada. Se você começar a sentir tonturas e fraqueza, isso pode ser um sinal de que você não alimentou seu corpo corretamente.

Pedalando pouco em ladeiras
Você não vai melhorar em nada, desejando isso na realidade. Escalar é difícil, e nunca vai ficar mais fácil, mas quanto mais você se desafie, mais forte você ficará. Metade da batalha está em encontrar seu ritmo com a escalada. Uma vez que você consegue, você pode encontrar-se mesmo ansioso para que cheguem as ladeiras!

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8 de janeiro de 2018

O QUE TE FAZ PEDALAR MELHOR?

PEDALAR MELHOR NA CIDADE...FOTO: daqui

Amigos...

Estimulado por uma matéria no I LOVE BICYCLING (em inglês)  fiquei pensando no que nos faz pedalar melhor NO DIA A DIA, numa grande cidade, com um tráfego infernal (um dos piores do planeta!) e sem uma infraestrutura que nos proteja nas ruas.

Quem pedala sabe, pedalar é um ato extremamente prazeiroso. Mas todo o prazer que a gente sente, volta e meia sofre uma paulada. São motoristas que acham que compraram a rua junto com o carro, que fazem o que querem, com um poder público medíocre mas totalmente comprometido com os carros. Pedalar não só nos faz fortes, mas também é para os fortes, os controlados, os exigentes com suas próprias ações. Descuidou um pouco, atropelam você fácil.

Dentro desse espectro de ameaças, algumas coisas ajudam ou ajudariam mais, vamos a minha listinha:

  1. ...Mais Árvores. Muitas árvores. Todo ciclista é um defensor das árvores, da sombra que elas propiciam, da queda de temperatura que elas favorecem, ainda mais numa cidade conhecida por HELLcife. Sucursal do inferno na Terra, o Recife é quente o ano todo. Quente seco ou quente chuvoso. Mas quente, muito quente, e cada vez mais quente porque vivem cortando as árvores, sob a desculpa de estarem secas, morrendo, atrapalhando a rede elétrica, caindo em cima de carros.  Na verdade, a ideia é tirar todas e abrir mais espaço para carros, que foi o que levou as árvores a essa situação, espremida em minúsculas calçadas em ruas que antes eram alamedas arborizadas.
  2. ...Mais Cicloinfra.  Ciclovias em grandes avenidas. Ciclofaixas em avenidas e ruas menores. Ciclorotas com prioridade para a bicicleta colocada de forma bem declarada, em vias locais.  Quem pedala sabe que no HELLcife, a prioridade são os carros e sua vasta rede de "coletores de ISS" para a prefeitura. Todos as centenas de empresas que prestam todos os serviços para o carro e geram um horror de ISS. Carros também pagam muito ICMS, então o estado também quer mais e mais deles nas ruas.  Mas fora isso, os ônibus e suas empresas que financiam a eleição de políticos também querem seu quinhão. Então pra que ciclovia que tira passageiro dos "meus ônibus"? Nada disso. E TUDO nesse sentido para. O tal PLANO DE MOBILIDADE POR BICICLETA, foi uma espécie de "cala-boca" aos gritos dos ativistas. Não sai do papel. E por ai vai. Mas que cicloinfra ia ser um boom para as bicicletas na cidade, ia!
  3. ...Mais Cicloinfra 2. Bicicletários e paraciclos.  "É ruim" você pagar um horror por uma bike para deixa-la guardada no sol todo dia enquanto está no trabalho. Esses itens deviam ser obrigatórios em todos os negócios, sempre cobertos (bicicletários) e seguros (ambos).
  4. ...Mais Segurança.  Patrimonial pelo menos. Quem pedala vive de olho aberto para não virar mais um alvo da roubalheira na cidade.
  5. ...Mais Segurança 2. No tráfego, ter e sentir apoio dos órgãos de trânsito. Ser imprensado, ser atropelado, ser agredido nas ruas e ainda ter de se defender na CTTU, sendo quase sempre visto como culpado, mesmo que a situação diga o contrário, não ajuda ninguém.
  6. ...Menos Impostos. Pagamos um horror de impostos em qualquer bicicleta ou peça de bicicleta. Mas os carros volta e meia tem isenção disso ou daquilo, em outro exemplo de como o Estado privilegia o carro. Afinal, gasolina paga uma tonelada de impostos. Carros pagam uma tonelada de impostos. Suporte e manutenção de carros, idem.  O Estado olhar para os outros modais? Só se estiver doente!

Enfim, nem tem algo a ver com a reportagem original. Mas tem a ver com o nosso dia a dia, o que é quase igual!

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24 de dezembro de 2017

CICLOVIA NA CAXANGÁ, JÁ!

Amigos...

Um pacote de mobilidade do projeto PEDALA PE em 2012, previu...
6,1 Km de implantação de ciclovia na Av. Caxangá;
E na época, eu comentei assim:
Então, vai pelo canteiro central? E como passamos pelas estações do BRT de forma segura?  Vai ter uma ilha que dê passagem pelo lado? Vamos voar? Vai ter tuneis ou viadutos para os ciclistas??? 
Hoje, vim da Madalena até a CDU pela Caxangá.  Se o povo do governo realmente USASSE A BICICLETA veria que o canteiro central é uma ciclovia natural para a Caxangá. Com pequenos ajustes, POUQUÍSSIMOS realmente, e um pouco de cimento e tinta, teríamos um filé para nenhum ciclista reclamar. Vejamos:

  • o canteiro é largo, plano, com muitas árvores, contínuo e com poucas interrupções.
  • o canteiro é lugar de passagem de pedestres, que são raros e podem ser contornados. 
  • as estações do BRT são interrupções maiores, mas contornáveis, com sinalização e orientação.
  • parte das rampas já existe, usadas para deficientes motores, podia se complementada.

Para mim, para implantar uma ciclovia no canteiro central a PCR deveria:

  • definido o roteiro, cimentar e pintar a ciclovia. Pedras portuguesas não são o melhor piso para pedalar.
  • em alguns aglomerados de árvores, o caminho está obstruído, mas pode ser contornado.
  • o ciclista ao chegar numa estação do BRT, teria os dois lados disponíveis para passar, dependendo de qual lado estivesse sem ônibus parado ou chegando. Sinalização indicaria que o ciclista tem tempo para passar ou se o ônibus estiver chegando. 
  • nos cruzamentos existentes, o ciclista deveria seguir a sinalização dos carros, descendo por uma rampa semelhante a de deficientes mas colocada no sentido do tráfego.
  • ao longo de toda a extensão da ciclovia, rampas seriam colocadas para permitir o acesso as ruas transversais. Sinalização avisaria ao ciclista que deveria tomar cuidado e verificar se existia ou não condições para a travessia.

Então, solução existe, e a necessidade também.
Solução aliás usada em Aracaju alguns anos atrás.
Desde 2015 que esperamos que a PCR termine os estudos da tal ciclovia. Será que estaremos vivos para vê-la?

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5 de dezembro de 2017

SEGURANÇA NUNCA É DEMAIS...

U-LOCK modelo B15 da ORTRE.  Foto da BICYCLE TIMES

Amigos...

Recorrente aqui e em todas as rodas de conversa, é a insegurança que ronda todos os ciclistas. Não basta estarmos sujeitos a falta de educação e respeito dos motoristas quando estamos pedalando, ainda precisamos administar as "almas sebosas" que estão de olho em nossas bikes nas ruas (assaltos) ou nos paraciclos (furtos).  Assaltos e furtos especialmente tem aumentado muito, exigindo maior cuidado e controle nas contramedidas.

O assunto aqui vai se restringir aos furtos que atingem mais quem usa a bicicleta no dia a dia, e também a quem tem bicicletas caras estacionadas em garagens de prédios, por exemplo. Tenho notado um desconhecimento generalizado sobre as trancas e correntes. Sugiro a leitura de dois posts de 2009 sobre o assunto: a primeira e a segunda parte. Algumas contramedidas mais atualizadas podem ser vistas no BICYCLE TIMES (links 1 e 2), com travas tipo U-LOCK da Kriptonita e outros modelos diferentes, nem sempre encontrados por aqui.

Só tenha certeza de adquirir uma marca DECENTE.  Ir comprar qualquer "ching-ling" mesmo uma U-LOCK GENÉRICA não aumenta mais sua segurança, só sua ILUSÃO DE SEGURANÇA. Na AMAZON tem uma lista de modelos de boa qualidade, como KRIPTONITE, ABUS, ON-GUARD, etc.  Vocês não vão encontrar todos os modelos por aqui. Mas alguns se encontram, e já conhecendo as características, pode escolher de forma mais consciente.

Se você puder, registre sua bike no BIKE REGISTRADA, anote número do quadro, a descrição das peças mais importantes (se espelhe nas listas usadas pelos fabricantes para vender as bikes), e tire muitas fotos da bicicleta e dos itens para servir de prova em caso de furto ou assalto.

De resto, fique ligado onde você guarda sua bicicleta, não dê mole para os sebosos, e não facilite.

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6 de novembro de 2017

VISIBILIDADE... VAMOS DISCUTIR ISSO?

Laser projetando linhas atrás da bicicleta. Casaco claro, com refletivos. Bicicleta com lanterna atrás do banco. E nem assim, podemos realmente acreditar que o ciclista está protegido!  Foto: DAQUI.
Amigos...

       O CTB (ARTIGO 29, INCISO XII, PARÁGRAFO 2º) e qualquer ciclista vai defender que existe uma responsabilidade imediata do motorista sobre os ciclistas e pedestres na via. E os ciclistas irão de imediato acrescentar que muitos carros não respeitam essa norma, especialmente à noite.  Existem opiniões divergentes se existe mesmo essa de "OLHEI MAIS NÃO VI" alegado por muitos motoristas para justificar fechadas e acidentes com ciclistas.  Também existem muitos ciclistas que não querem usar iluminação ou refletivos nas bicicletas ("não sou Árvore de Natal para andar piscando!" Já ouvi de uma ciclista!), que andam de preto com uma bike preta sem um único refletivo (ciclista ninja), e tendo a certeza de que estão sendo bem vistos no meio do tráfego.
Lanterna da BLAZE, projeta uma bike verde seis metros a frente do ciclista além do farol.  Foto: DAQUI
      Pedalo e ando à noite, em áreas de trânsito intenso, e já presenciei muitas dessas fechadas, muitos desses ninjas com destaque especial em ruas escuras, onde a visibilidade depende exclusivamente do farol dos carros.  Observe que estando a frente do carro, a bike é vista sempre. Mas estando atrás, ela está no esquema geral de sombras e contraluzes que dificultam uma precisa determinação de distâncias e vetores de direção. Eu, quando motorista, nunca consegui prever corretamente o movimento de sombras, atento que ficava ao tráfego a frente do carro. Por isso, quando pedalo, minha lanterna é posicionada ligeiramente a esquerda, para atingir o espelho retrovisor do carro imediatamente a minha frente e a minha esquerda.  Roupas claras, refletivos, lanternas traseiras piscando, tanto na bike quanto no capacete (ou na mochila, ou no boné, ou em qq parte alta), ajudam a aumentar minha visibilidade. Já tive aqueles lasers que criam linhas de "espaço do ciclista" ao lado e atrás da bike. E já vi o trabalho da Blaze em Londres, com um laser que cria uma bike verde à frente do ciclista para avisar ao motorista de sua presença e evitar que ele te feche.

      Acredito que tudo é válido para nos manter visível.  Isso não nos dá 100% de segurança, mas tira de nossos ombros o problema de visibilidade.  Cabe aos motoristas entenderem e respeitarem o nosso espaço.

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4 de novembro de 2017

PLÁSTICOS: O FIM DE TUDO...

SACOS DE LIXO, no manguezal do Rio Capibaribe, na Rua da Aurora, altura da Assembleia Legislativa do Estado.
Levará quase um século para se dissolver totalmente, mas antes, irá se converter em pó e poeira da plástico, microparticulada, sendo absorvida por animais microscópicos e entrando na cadeia alimentar.

Amigos...

Sacos e garrafas plástica fazem parte do mundo nos últimos 50 anos. A natureza, em todo o mundo, está contaminada com eles. Plásticos não dissolvem como os materiais naturais, como madeira, metais ou cerâmicos. Plásticos se fragmentam em partículas minúsculas depois de muito tempo, e algumas são invisíveis a olho nu, mas capazes de entrar em todas as coisas, inclusive seres vivos. Entra através dos animais microscópicos que alimentam a base da cadeia alimentar, indo se acumular em peixes, aves e animais maiores que se alimentam deles, inclusive o homem.  Só muito recentemente foi descoberta uma nova bactéria que se alimenta realmente de plásticos, digerindo totalmente as cadeias poliméricas, mas ela só está presente em alguns lugares do planeta. Com isso, todos nós estamos nos tornando depósitos de materiais insolúveis e que não podemos digerir, que não podemos metabolizar, e que se acumula em nossos sistemas digestivo e excretor.  O tempo vai nos mostrar se esse dano que estamos causando aos nossos corpos será comparável com o que estamos causando ao resto do meio ambiente.

Seja proativo. Reutilize ou recicle todos os sacos e garrafas plásticas que puder. Nunca libere esses materiais no meio ambiente. Se você não fizer isso por você, faça pelos seus filhos e netos.  São eles que vão receber o mundo sujo que estamos deixando.

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15 de outubro de 2017

ÁRVORES E BICICLETAS...TUDO A VER!

PRAÇA DA REPÚBLICA
Árvores fazem a diferença na temperatura da ciclofaixa.


Amigos...

Algumas décadas atrás, o Recife tinha bairros cheios de alamedas arborizadas, onde circulava a nata da cidade. A nata resolveu que não era possível para ela, nata, usar os pés para andar por essas alamedas. Queria exibir seu sucesso, seu poder, suas riquezas, e para isso, começaram a usar o carro como objeto de distinção. Quem tinha carro, tinha tudo. Depois, não bastava um único carro, mas um carro para cada membro da família.  Ora, nem nossas belas alamedas são de "borracha"?!?!  Muitos carros, vamos alargar as alamedas para termos mais espaço, mas isso tem limite. E começou assim o drama de nossas árvores, relegadas a vilãs de uma "nata" sem juízo.

Empurrados os limites das pistas de rolamento para os carros, reduziu as calçadas e sufocou as árvores.  Doenças, maus tratos, e idade, estão fazendo o resto.  Dúzias de árvores removidas.

No momento que mais e mais cidades do mundo investem na bicicleta, precisamos cada vez mais das árvores.  No Recife, cidade de sol quase constante durante o ano, são as árvores que garantem que os bairros "bons", continuem "bons".  Áreas de sombra como as oferecidas pelas árvores, reduzem a temperatura do ar, e criam correntes microlocalizadas que ajudam a reduzir a temperatura. Áreas de sombra fazem o pedalar mais suave, mais tranquilo e mais conectado com a cidade. Mais bicicleta, menos carros, quem sabe podemos voltar a ter alamedas onde andar seja o principal, conectando as pessoas ao lugar onde moram.

Assim, proteger e fomentar a bicicleta é também garantir o espaço das árvores. E lutar pelas árvores é garantir um ambiente melhor, inclusive para os ciclistas.

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13 de outubro de 2017

A VERDADEIRA INVERSÃO DE PRIORIDADES

VIA MANGUE - RETRATO DE UMA SOCIEDADE CARROCRATA
Amigos...

Muitos devem lembrar que o atual prefeito do Recife "vendeu" a ideia de uma "inversão de prioridades" na ocupação do tráfego da cidade.  Os ônibus e os modais não motorizados, como a bicicleta e os pedestres, passariam a ser os reais "donos" do espaço público das ruas da cidade.

Isso ele nunca levou a sério.

Existem vários exemplos disso, mas os mais simples de perceber são a dificuldade para implantar faixas azuis exclusivas para os ônibus, a eternidade para a implantação dos terminais integrados da Caxangá, e a falta de colocação de ciclovias e ciclofaixas previstas no Plano Diretor Cicloviário.  Nunca tem dinheiro para essas ações que beneficiam os mais pobres, aqueles que não usam o carro particular para se mover na cidade.

E mesmo quando faz algo, ele faz errado. Na foto acima, mais uma vez, o ciclista que esteja usando a Ciclovia da Via Mangue é avisado que deve PARAR porque tem VEÍCULOS NA TRANSVERSAL.  Até aí, tudo mais ou menos, ele deveria ser instado a ter atenção. Mas onde está a placa para advertir o MOTORISTA que ele está cruzando uma ciclovia? Onde está a necessária lombada protetora para evitar que ele entre com tudo na transversal, como esse carro está fazendo?  Onde está a proteção ao ciclista na ciclovia que pela lei tem a prioridade ao passar em um cruzamento com motorizados?

Essa é a situação em todas as ciclovias e ciclofaixas do Recife. O ciclista é quem precisa administrar sua segurança, não só ao pedalar nas ruas, mas também em ciclofaixas e ciclovias, onde PELA LEI,  a prioridade é dele.  Essa é uma amostra da VERDADEIRA INVERSÃO DAS PRIORIDADES da Prefeitura da Cidade do Recife?!?!

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25 de setembro de 2017

UMA PEDALADA MAIS INTERESSANTE...



Amigos...

Outro dia, um amigo comentou comigo sobre o porque eu usava expressões como "COSTURANDO A CICLOFAIXA" ou "LAMBENDO A CICLOFAIXA".  Isso me levou a esse post onde explico o porque e como isso tem a ver com a ideia de explorar as m... que a Prefeitura faz, de uma forma positiva e criativa, para o bem da bicicleta e de seus usuários.

A ciclofaixa em questão é a CICLOFAIXA DE TURISMO E LAZER que a Prefeitura inventou para estimular o uso da bicicleta - se bem que para o lazer apenas.  Isso porque só funciona aos domingos e feriados, e não afeta ao usuário diário da bicicleta como meio de transporte. É uma versão moderna do "circo" romano, da famosa frase PÃO E CIRCO, atribuída à Nero.

Bem, voltando... passei a usar as expressões COSTURANDO ou LAMBENDO para passeios que eu uso pequenos trechos dessa ciclofaixa para integrar com as ciclovias da cidade.  Recife tem poucas ciclovias, geralmente ligando o nada a lugar algum.  Essa forma de usa-las expande a capacidade do usuário de ver a cidade, ver seus problemas, ver sua geografia e captar suas necessidades de mais infraestrutura para o ciclista.

Ao COSTURAR a ciclofaixa, eu enfatizo os cruzamentos da minha rota com a ciclofaixa, de forma a conhecer as cercanias por onde a ciclofaixa passa e sem ficar retido ao traçado que a prefeitura quer.  Eu faço meu caminho, em torno da ciclofaixa e expando as minhas possibilidades como ciclista.

Ao LAMBER a ciclofaixa, eu faço a mesma coisa, mas sem necessariamente cruzar a ciclofaixa. Entro e saio em pequenos trechos, de uso meu, enquanto amplio as áreas no entorno da ciclofaixa.

Em ambos os casos, a rota tende a ser maior.  No mapa, eu mostro em vermelho a última rota - que foi meio abortada por conta da chuva - de uma "lambida"!  Em laranja a ciclofaixa de lazer e turismo. E em azul, os pedaços das ciclovias da cidade... Pode ser visto que parte da rota feita beira a ciclofaixa em alguns pontos na região central e norte da cidade.

Se você se decide a ir com seus amigos para um passeio de bike, experimente costurar ou lamber a ciclofaixa. Você vai ver o quanto a nossa cidade permite pedalar e ir além do que a PCR pretende de você...

SEMANA QUE VEM, TEM OUTRA LAMBIDA!!! kkkk

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14 de setembro de 2017

EXPERIÊNCIAS DIVIDIDAS...

ILUSTRAÇÃO: ROGÉRIO LEITE @ PEDALANDO E OLHANDO.
Indevidamente copiada de um site que indevidamente copiou do P&O!


Amigos...

Pedalo desde os 8 anos, já vão décadas, deixa quieto! Passei um tempo afastado, morando em uma cidade cheia de altos e baixos. Desde 2008, voltei para o pedal, rodando só e em grupos, fazendo atividade física ou apenas para compras, passear ou fotografar.  E claro, para alimentar esse blog. Então, creio que tenho suficiente experiência para dar algumas dicas aos novatos e provocar o debate de idéias com os experientes.

OBSERVE...

  1. Ao fazer curvas a direita, em meio ao tráfego, nunca se encolha junto a canaleta. Ocupe o máximo da faixa e obrigue assim o motorista a abrir na curva.  Se houver trânsito de muitos carros, acene, para ser visto. 
  2. Por mais louco que você seja, evite ficar "costurando" pelo meio dos carros. Essa é uma das maiores reclamações contra os motoqueiros, e também um dos motivos pelos quais mais de 70% dos acidentes ocorrem com eles. Quando você costura, passa a ideia de desrrespeito as leis (como furar sinais vermelhos ou pegar a contramão).  E isso deixa uma imagem péssima dos ciclistas em geral.  
  3. Cortar ônibus que está coletando passageirons na parada é risco de ser pego no meio. Tenha certeza de que ele está quebrado, ou acaba de parar e vai pegar muita gente antes de arriscar. Prefira esperar e seguir com ele a frente. 
  4. Nem pensar em "morcegar" o ônibus ou caminhão, numa subida, por exemplo. O risco de cair ou ser pego pelas rodas do caminhão é grande.
  5. Evite vias de grande fluxo. Se for impossível, mantenha pelo menos 1 metro do meio-fio, como área de escape, e mantenha sua atenção em quem vem atrás. Não se deixe espremer, ocupando o máximo da faixa.  Nada de pedalar no celular ou ouvindo música nessas vias (também não recomendo em vias de baixo movimento, mas o risco é bem menor).
  6. Nos sinais fechados, a tentação de pegar a "canaleta" entre os carros é grande. Mas lembre das motos.  Prefira esperar atrás de um dos carros, ocupando o meio da faixa.  O motorista atrás de você lhe dará ainda mais valor porque você está agindo de forma correta e respeitosa as leis de trânsito.
  7. Motoristas são em geral muito mais estressados do que ciclistas. Acham que cortando e imprensando você vão furar o tráfego, chegar antes.  Então paciência. Em casos de violência explicita, fale em alto e bom som, o modelo do carro, a cor e a placa.  Leia mesmo, de forma explicita.  Deixe claro, em voz alta, o tipo de infração dele.  Se não servir para nada, serve para dar um choque de realidade ao motorista e alertar passantes que podem ser uma testemunha em caso de agravamento da agressão.
  8. Não deixe barato qualquer agressão maior. Registre o boletim de ocorrência na delegacia, convoque testemunhas, grave o ataque se possível, filme e endosse o BO com isso. Lembre que um motorista agressor que você deixa impune hoje, pode matar uma criança ou uma pessoa importante para você amanhã.  Se ele não se controla, que o estado seja instigado a controla-lo. E quanto antes melhor.
  9. Seguir listas como essa é opcional.  Use sempre o bom senso, que é mais confiável que qualquer recomendação.
  10. Esqueci algo? 
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2 de setembro de 2017

PRA QUE CULTURA?



Amigos...

Às vésperas do BICICULTURA 2017 aqui no Recife, rodei hoje olhando alguns centros culturais da cidade.  Museus, Centros Culturais e pontos específicos como a Casa do Mamulengo no bairro do Recife.  Observo que apenas em alguns desses locais existe uma infraestrutura para os amigos da bicicleta. Claro que você pode deixar sua bicicleta lá no cais, em frente aos armazéns do Porto, e andar até o Centro Cultural da Caixa ou dos Correios.  Mas quem se arrisca a deixar a bike distante, a céu aberto e sem uma vigilância efetiva?  Nos tempos atuais, é pedir para ser furtado.

E paraciclos e bicicletários não são equipamentos caros, complexos e que tomem grande espaço. Mas é outra forma da PCR dificultar o uso da bicicleta no Recife. Existe a lei que obriga os novos empreendimentos a instalar equipamentos para a bicicleta. Mas o poder público sempre dá um jeitinho de ficar de fora dessas obrigações, basta ver a situação das calçadas da cidade...

Em tempos de BICICULTURA, para que serve mesmo a cultura?  Eu sei a resposta, mas será que todo mundo sabe? E minha resposta inclui acesso fácil e seguro a ela...onde fica minha bicicleta nesse caso?

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Vejam algumas fotos...
Centro Cultural dos Correios. Tem espaço para um paraciclo!

Centro Cultural da Caixa. Tem de usar o paraciclo do outro lado da rua, em frente ao
mercado de Artesanato, sem nenhuma segurança de que ao voltar você vai encontrar a bicicleta lá.

Outra alternativa? Realmente, vc vai conseguir apreciar a cultura pensando que
naquele momento tem alguém levando sua bicicleta furtada???

Embaixada dos Bonecos Gigantes. Tem espaço para estacionamento, mas não paraciclos.

A sinagoga. Não tem paraciclo.

Paço do Frevo. A gente amarra a bike nessa grade? Tenta para ver!?! 

Embaixada de Pernambuco e Casa do Mamulengo na Praça do Arsenal. Nenhum paraciclo a vista.

Torre Malakoff... tem um belo gradil na frente. Tenta amarrar tua bike ali, que vc vai logo ser
solicitado a leva-la para outro local.

Cais do Sertão tem um paraciclo "mostruário para ladrão".
Fica de frente para rua, sem cobertura ou proteção adequada.

30 de agosto de 2017

ÁRVORES SE PAGAM COM FOLGA...

Foto e informações econômicas da INHABITAT

Amigos...

Sempre tem quem mostre o que "custam" as árvores no Recife: folhas no chão sujando a rua, carros destruídos por uma ou outra maltratada que cai, espaço de menos nas calçadas para pedestres e cadeirantes...Então vamos equilibrar as coisas.
ÁRVORES PODEM ECONOMIZAR R$ 1,5 BILHÕES/ANO EM CIDADES COM MAIS DE 10 MILHÕES DE HABITANTES.
Os benefícios ofertados pelas árvores vão muito além da sombra, dos eventuais frutos ou flores, e da amenização da paisagem dura do concreto urbano.  A cada ano, elas oferecem uma economia de R$1,4 bilhões em redução da poluição do ar, R$ 33 milhões em lidar com água das chuvas, R$ 24 milhões em sequestro de carbono, e R$ 1,5 milhões em despesa com aquecimento e refrigeração do ar. [DADOS CONVERTIDOS COM  3 R$/US$].

A Grande Recife tem uns 3,5 milhões de habitantes, então, quando maldisser uma árvore, se lembre que sem ela, a cidade não só fica estética e climaticamente mais pobre. Fica também com menos recursos financeiros para o resto: saúde que piora, clima que torra ou afoga, infelicidade e depressão que decorrem da tristeza ambiental!  Pense e divulgue!

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28 de agosto de 2017

CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA... A NOSSA!

Ficus depenado... cidade mais quente!
Amigos...

Triste ver que a Prefeitura da Cidade do Recife não valoriza as árvores que a cidade tem, e acho que grande parte da população também não. Esse mês foram várias as baixas, entre podas superexageradas e erradicação de árvores "doentes".  Dentre elas, a poda radical de um ficus dos mais emblemáticos cartão postal da cidade, na rua da Aurora esquina com a ponte Princesa Isabel, em frente a SDS.  O ficus apesar de muito danificado e mal cuidado, queimado, meio derrubado em cima do Capibaribe, resistia bravamente, se agarrava ao pequeno pedaço de chão que a "civilização" deixou para ele. Civilização do carro quer mais espaço para a passagem daquele que controla a vida da cidade, entra prefeito, sai prefeito.  Aquele que alargou as alamedas no passado, em cima das calçadas arborizadas, deixando nacos mínimos de terra para as árvores se agarrarem e os pedestres passarem.

Agora, a coisa está pior.

As calçadas não atendem mais aos pedestres, o tráfego de cadeirantes e idosos não é possível.  E a culpa recai sobre as árvores, que nada fazem, só sujam com suas "malvadas" quase "perversas" folhas secas! Os "donos" incógnitos e não mencionados da cidade só aparecem quando uma das "malvadas" árvores, velha e desnecessária, deixa de resistir a tanta agressão e cai por cima de um carro. De repente, o povo se lembra que os "donos" da cidade estão em perigo, podem ser danificados pelo "mal encarnado", as silenciosas e magnificas árvores das belas alamedas do Recife.

Recife é um forno. Cercado de morros, estamos em um baixio, rente aos manguezais. As árvores amenizam o calor ambiental, absorvem a luz do sol e o excesso de umidade, proporcionam sombra, retém uma atmosfera mais fresca abaixo de suas copas. Remover as árvores de suas alamedas, além de descaracterizar bairros como Espinheiro, Graças, Torre, Casa Forte, etc, esquentam a vida de todos. Matam a cidade.

Fui lá no Ficus da Aurora. Pedi desculpas pela poda exagerada causada por outros da minha espécie. Orei para que ele se recupere. Ou estaremos todos condenados. É apenas uma questão de tempo...

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4 de agosto de 2017

DIRIGIR BEM OU PILOTAR MAL?



Amigos...

Vamos definir isso direito: dirigir é o ato de conduzir um veículo; pilotar é dirigir um veículo numa competição com outros veículos. A maioria dos motoristas dirige. Uns bem, outros mal. Mas é direção, o motorista está observando as leis de trânsito, com uma ou outra roubadinha no espírito de "levar vantagem em tudo, certo?!" Mas tem aqueles que querem fazer do tráfego, uma pista de corrida, uma disputa tresloucada para chegar antes, nem que seja alguns segundos antes, no sinal fechado. Aqueles que ficam roncando o motor, em geral, potente, que correm cortando todos que aparecem pela frente. Aqueles que freiam em cima, brigam por um milímetro, xingam quem é mais lento, quem para onde quer. Quem sabe quais seriam os "mínimos" motivos para isso?!  Bem, em geral, esses "competidores" que se acham bons pilotos, dirigem muito mal. A grande maioria nunca entrou em uma pista de corrida, nunca disputou com iguais uma corrida, nunca nem mesmo participou de um "racha" para ver "quem é mais macho"?!?!  Só dirige mal, e muito provavelmente, pilota mal.

Quem sabe dirigir, entende o tráfego como uma atividade comunitária. Todos querem chegar, e não precisa ser o primeiro, se isso significar arriscar a vida. Todos só querem chegar ao seu destino, sem bater em ninguém, sem matar ninguém.

Ser bom motorista é saber dirigir bem, não pilotar mal!

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3 de agosto de 2017

9 Dicas para pedalar no trânsito

Ajudando você a pedalar de forma mais segura no tráfego 
Foto e tradução livre desse artigo da TOTAL WOMEN CYCLING. 

Vamos enfrentar a realidade, andar de bicicleta nas ruas das cidades lotadas pode ser uma perspectiva assustadora, especialmente se você não usa sua bicicleta há algum tempo.

   As dicas a seguir sobre como pedalar no trânsito devem garantir que você tenha um passeio mais seguro:
  1. Seja observador. Use todos os seus sentidos. Seus olhos e ouvidos o guiarão para a segurança. Se você é dos que gostam de ouvir música enquanto pedala, leiam o artigo "se o ciclismo com fones de ouvido deve ser banido" (em inglês) para ter uma ideia de como isso afetará sua segurança nas ruas.
  2. Conheça as regras da estrada. Pratique a sinalização ao andar de bicicleta com uma mão, pois você será muito mais estável quando se trata de sinalizar o trânsito. Leia mais sobre o Código da Trânsito para obter mais informações.
  3. Planeje sua rota. Comece a andar de bicicleta em ruas mais tranquilas e familiares. Planeje e teste sua rota para trabalhar quando estiver menos tráfego. Conhecendo a rota, você já sabe por onde você vai, e deixa toda a atenção para o tráfego ao seu redor.
  4. Pedale com um amigo. Antes de peitar estradas e avenidas movimentadas, faça um passeio com um ciclista confiante, siga-os em um único bloco e deixe-os guiá-lo.
  5. Use roupas brilhantes. Não há nada pior do que não ser visível no tráfego pesado. Você pode encontrar um bom capacete alto e alguns acessórios brilhantes ideais para ser visto.
  6. Use as ciclovias. Onde possível, pedale nas vias concebidas para pedalar.
  7. Posicione-se longe da calçada, fuja da vala. Mantenha cerca de 3 metros de distância da calçada. Isso permitirá que os veículos vejam onde você está.
  8. Só saia da frente se você precisar. Se você está se sentindo desconfortável com um veículo que vem por trás, se está tentando ultrapassá-lo ou não, sinalize e puxe para um lugar seguro.
  9. Lembre-se que você tem o direito de estar nas ruas. Não deixe os veículos pressioná-lo. Esteja preparado para motoristas impacientes, apenas respire fundo, assegure-se de andar de bicicleta com segurança e ignorar.
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              1 de agosto de 2017

              INVEJA MATA...

              É amigos, a inveja mata!

              Mata de raiva ver que existe solução para tanto engarrafamento, desde que se decida que o carro não é mais o "imperador" da cidade. Chega de IMPERIUS CARRUS... quem aguenta ir 4 ou 5 km distante e levar uma hora de carro (quando é preciso usar mesmo o carro!?!) podendo fazer em 10 minutos de bike. A gente precisava de um prefeito que tivesse coragem, vontade, força política para levantar a mão e dizer com todas as letras: DEIXE SEU CARRO EM CASA, NÃO TEMOS MAIS ESPAÇO PARA ELE NA NOSSA CIDADE.  Políticos que botassem os ônibus na prioridade, ágeis e pontuais, e que atendessem toda a população. Políticos que decidissem que se não for ônibus, é a bicicleta que tem vez, é o pedestre que tem prioridade. Tirar carros da rua é a única forma de melhorar a mobilidade no Recife. E quem sabe, daqui a algum tempo, fazer feito Copenhagen, e implantar uma rede de SUPERCICLOVIAS, interligando localidades a 30-40 km de distância do centro da cidade. Algo como interligar o centro do Recife a Abreu e Lima, Igarassu, Itamaracá, Cabo, etc, por uma rede de ciclovias seguras, passagens prioritárias. Quem sabe...

              Como disse, INVEJA MATA!  Olhe o que Copenhagen está fazendo...



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              DE OLHO NA BIKE



              Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
              Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
              No aguarde!

              Original ROGÉRIO LEITE @ 2010