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19 de junho de 2011

LOUCURA OU IGNORÂNCIA?

OBSERVE PARA ONDE ESTÁ INDO O CICLISTA e para onde vão os carros,
entrando no acesso a BR101, no cruzamento com a Av. Caxangá,
onde o tráfego é intenso SEMPRE!
 


Amigos...

Ignorância, às vezes, é uma benção. Pelo tanto que fazem os ciclistas comutadores em Recife, podemos dizer até que Deus, além dos bêbados e crianças, ungiu a todos os ciclistas locais. São tantos casos de desmandos, riscos desnecessários, imprudências cavalares, que me espanta que não tenhamos um necrotério especializado em cadáveres de ciclistas. Está braba a coisa.

Tem quem ache que a bicicleta é apenas um mero dispositivo que aumenta a sua velocidade, mas continua pensando em si como um pedestre turbinado. Calçadas, contramão, sinal vermelho, são "acidentes de percurso", ostensivamente ignorados.

Com um pouco de atenção, estes desmandos são vistos em toda a cidade. A pergunta que me faço é se uma rede de ciclovias e ciclofaixas iria melhorar ou ordenar este comportamento? As regras existem, estão no CTB. Mas claro, brasileiro não lê nem manual de equipamento caro, vai ler lei?! Uma minoria segue as regras intuitivamente. Nós não dispomos de escolas que ensinem a pedalar nas ruas. As próprias escolas que deviam ensinar a respeitar as leis e obedecer a um comportamento social de respeito aos demais, mal consegue se segurar na falta de recursos, no despreparo de professores, e na falta de motivação salarial, profissional e de condições de trabalho de quem ensina.

O resultado é vermos malucos como este ai em cima. Uma ciclovia iria mudar isto?

Ou não caberia ao órgãos de trânsito fazerem algo como o que está mostrado neste vídeo, com uma BLITZ EDUCATIVA do departamento de trânsito da cidade de Chicago, notificando 250 ciclistas, e multando um?  Olhem o vídeo. Está em inglês, mas se pode entender apenas vendo as imagens. Como algumas "amebas" vão entender que a bicicleta é um veículo, se os órgãos de trânsito simplesmente nos ignoram?!

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2 de abril de 2011

A ROTATÓRIA DA MORTE

Esquema de entrada e saída do Campus, para qq veículo!

"Cruzamentos" de fluxo de veículos na entrada do Campus. 
Os dois mais a esquerda são os mais perigosos!

Amigos...

Como vivemos mesmo numa carrocracia, estamos sempre nos deparando com soluções de tráfego voltadas exclusivamente para os veículos motorizados. Rotatórias são uma destas soluções anti-cruzamento, anti-sinal luminoso, anti-gente!

Tomemos como exemplo aquela que batizei de A ROTATÓRIA DA MORTE. Localizada na entrada da UFPe, na Cidade Universitária, está entre a Reitoria da Universidade e o campus propriamente dito. Com a BR101 passando por cima, a rotatória é a única porta de entrada para carros, ônibus e caminhões, motociclistas e ciclistas. Os pedestres ainda dispõem de outras entradas, ao redor do campus, mas para os demais, só por ai. Sei que ainda não deve ter morrido ninguém por lá, por obra e graça do divino Espirito Santo, amém! Mas todos os dias dezenas de pessoas, na forma de pedestres e ciclistas, correm o risco de subir para o plano superior da existência, non-stop! Para garantir a fluência, não existem redutores de velocidade e apenas algumas placas avisando aos motoristas que estão chegando nela, que os veículos dentro da rotatória têm prioridade sobre quem está entrando.

E os ciclistas? Sim, tem muitos ciclistas entrando e saindo da Universidade todos os dias. São trabalhadores terceirizados, é o pessoal que trabalha das construções do ReUni, são técnicos, alunos e professores. Sim, alguns professores são dotados de consciência ambiental e social, e também seguem para a Universidade de bicicleta. O risco na entrada e na saída passando pela rotatória é enorme, mas não existe alternativa, já que a Universidade fechou todo o campus ao acesso de bicicleta. Uma entrada pela Várzea ou na Escola de Farmácia, resolveria em muito o problema, mas a "segurança" não deixa! Será que a UFPe não pode arcar com o custo de um vigilante adicional em uma ou duas guaritas? Será que este custo seria mais alto do que uma vida? Vamos esperar para que morra o primeiro ciclista na Rotatória da Morte para que a Reitoria proponha uma alternativa mais segura de acesso aos ciclistas?

Só espero que não seja eu quem suba! Tenho filha para criar!

COMENTEM!!!

7 de março de 2011

ELES SÃO O TRÁFEGO!

Click na imagem para aumentar. Está em alta resolução no PICASA!


Amigos...

A foto acima é do editorial do Jornal do Commércio de hoje, 7/2, onde a mobilidade no Recife é analisada, creio eu, pela primeira vez de forma não carrocrática. Leiam e concluam por si só! Eu apenas contrapus, via email abaixo, que o problema principal é simplesmente, restringir o tráfego de carros particulares, que foi sugerido, mas não efetivamente dito. Parece querer ser dito, quem tem alguma inteligência percebe, mas não foi dito com todas as letras! E ainda questionam a mudança para a bicicleta, sobre "quem vai querer mesmo trocar o carro pela bicicleta"?! Então, para não deixar passar a oportunidade, sugiro a todos que leiam e se manifestem junto ao mesmo email cartas@jc.com.br.

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EMAIL ENVIADO AO cartas@jc.com.br no dia 7/2, 9:20 da manhã!
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Editorial de Mobilidade

O editorial da edição de 7/2 foi muito feliz em delinear o problema do trânsito no Recife. Pecou apenas por não propor que o poder público restrinja efetivamente o automóvel particular como alternativa de transporte individual. Enquanto a prefeitura investe em mais avenidas, vias, elevados e pontes, que visam a facilitar o tráfego dos carros, a mobilidade no Recife só vai piorar. Construir elevados para os ônibus ajuda, mas não é uma proposta sustentável, porque libera espaço para mais carros nas avenidas contempladas e atrai ainda mais carros para elas. O problema de mobilidade talvez não exista mais quando retirarmos os carros da equação. A prefeitura poderia criar áreas em que o uso do carro particular fosse totalmente impedido, obrigando os cidadãos a deixa-los em casa e usar o transporte público, ou dotando a cidade de estacionamentos periféricos e linhas confortáveis para atende-los. O fluxo do transporte público seria otimizado facilmente, reduzindo o tempo das viagens e o desconforto das longas esperas, reduzindo os custos e aumentando a capacidade de investimento das empresas em mais conforto nas linhas. Ciclofaixas e paraciclos poderiam ser implantados, compartilhando as ruas e proporcionando uma alternativa de transporte adicional. Empresas poderiam receber estímulos quando dotassem suas sedes de bicicletários, armários e chuveiros para ciclistas, via redução do ISS ou do IPTU. Novos negócios, como bicicletários particulares com todos os serviços e sistemas de aluguel de bicicletas públicas, poderiam ser explorados em toda a cidade. E tudo seria apenas uma questão de adaptação da população a nova situação, o que já aconteceu quando a prefeitura ordenou o tráfego na Conde da Boa Vista e na Dantas Barreto. Seria criadas as condições para que os motoristas entenderem que eles não ficam presos no tráfego, eles são o tráfego!

Rogério Leite
PEDALANDO & OLHANDO
contato.rl@gmail.com

12 de fevereiro de 2011

UM GIRO PELA CIDADE...

Pra que ciclovias? Não tem ciclistas?!
Amigos...

Sábado, de sol, bom dia para um pedal pela cidade, sem rumo, sem destino. Sai para a zona norte apenas porque é uma área arborizada e ventilada, e o pedal começa bem: Madalena, Beira Rio, Amélia, girando por dentro do Espinheiro, saindo para Tamarineira, Casa Amarela, Casa Forte, Apipucos, Dois Irmãos. Ai para ousar, peguei a BR101, rumo Caxangá. Trânsito louco, sem acostamento decente, foi a primeira e última vez que pego este trecho, difícil e perigoso. Mesmo assim cruzo com vários ciclistas, entregadores de água, gente indo aos mercados da área. Gente que pedala de sandália de dedo, sem camisa, capacete nem pensar, quando muito um boné! Foi, passei! Cheguei a Caxangá para ver vários carros usando a faixa exclusiva de ônibus para passar. Fiscalização não existe. Nunca soube de ninguém que a CTTU tenha multado por fazer isto através das câmaras de vídeo ou de agentes. Não tem fiscalização então POOODE! Seguindo: entrei pela Várzea rumo UFPe, e passei reto, rumo passarela sobre a BR101, que haviam me falado que existia (Eu já devo ter passado centenas de vezes no local sem vê-la! Até de bike!). Cheguei nela onde só se pode subir empurrando a bike: tem chicanas de cano de ferro nos acessos, obriga a desmontar e empurrar. Aproveitei para fotografar as pessoas, os ciclistas nas vias e nela, empurrando as bikes. Nas vias, malucos seguem pedalando como se aqueles carros em alta velocidade não fossem nada. Um ciclista, pedalando na calçada, me disse que morrem muitos ciclistas na área. Tinha de ser, porque é uma passagem para vários bairros onde se encontram usuários constantes da bicicleta como veículo: Curado, Roda de Fogo, Engenho do Meio, Várzea, Tejipió, Areias, Afogados, Jardim São Paulo, San Martin. A infraestrutura para acomodar estes usuários não existe, só uma placa dizendo que pedestres e ciclistas devem obedecer a sinalização: TRADUÇÃO - Saia da rua e deixe os carros passarem! Ironia sacana! Olhem algumas fotos!


25 de setembro de 2010

CALENDÁRIO 2011 - Chamada aos ciclofotografos!

Amigos...

Todo ano, o Pedalando & Olhando produz e distribui online um calendário para o ano seguinte (Aqui para baixar o de 2010 com 8Mb). Normalmente usávamos as fotos obtidas durante  os passeios de bicicleta do ano anterior. Mas em 2011, resolvemos elaborar um CALENDÁRIO COLABORATIVO com fotos feitas pelos ciclistas em pedaladas pelo RECIFE.  O tema De Bike em Recife está aberto a toda e qualquer pessoa que tenha alguma foto digital de boa resolução, mínimo de 6 Mb de arquivo, com uma bicicleta inserida em uma paisagem do Recife e cercanias. Existem alguns poucos requisitos para participar do calendário:
  • É necessário que a cidade ou suas cercanias sejam IMEDIATAMENTE IDENTIFICÁVEIS pela foto, que mesmo contendo legenda com nome do autor e local, deve dispensa-la para quem for da cidade. Portanto, uma foto da Sé de Olinda, pode entrar, mas uma do forte de Pau Amarelo não, porque nem todo mundo conhece.
  • É necessário que a foto seja interessante e bem feita, para conseguirmos um bom resultado final na produção. Ninguém vai querer um calendário com fotos contendo lixo, sujeira, problemas. Recife tem muitos locais peculiares a ela e fazer uma foto apenas com a sua bicicleta inserida na paisagem não é difícil.
  • A foto precisa ser em formato PAISAGEM (landscape). O calendário segue o modelo abaixo, ainda em elaboração. Observe que no exemplo de foto do modelo, de imediato se reconhece a cidade de São Francisco pela Ponte Golden Gate. Assim deve ser o nosso: reconhecer a cidade por seus pontos interessantes, mas com a bike ali, meio que dizendo a quem observa que podemos ver toda a cidade em cima de nossas magrelas.

Então é colocar mãos a obra. O Prazo de apresentação das fotos é 30 de OUTUBRO DE 2010. As melhores 12 fotos entram no calendário.  Caprichem!!!

IMPRESSÃO

Este calendário será distribuído ONLINE, em arquivo PDF e cada um pode imprimir em casa ou em gráfica rápida a sua cópia. Se eventualmente aparecer algum patrocinador interessado, poderemos fazer uma tiragem em gráfica OFFSET ou RÁPIDA com a distribuição gratuita. Neste caso, os autores deverão receber uma quantidade proporcional a tiragem gráfica para seu uso como retribuição da sua participação, para distribuir aos amigos e familiares.

PATROCINADORES

Os que desejarem patrocinar este calendário podem entrar em contato com Rogério Leite no 9701-2910 ou pelo email para discutir as condições de produção, quantidade e valores.

Mais alguns detalhes AQUI!

CAPRICHEM NAS FOTOS E COMENTEM!!!

DE OLHO NA BIKE



Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010