30 de abril de 2010

TERESINA, PIAUÍ!

Amigos...

Olha aí mais um exemplo de infraestrutura de ciclovias em uma grande cidade do Brasil. Teresina tem cerca de 50km de ciclovias, a grande maioria, como pode ser visto abaixo, sem manutenção e sinalização. Quase todas têm piso de calçamento que dificulta demais o pedalar. Mesmo assim é uma cidade com milhares de ciclistas e que fazem uso da bicicleta todos os dias, para o trabalho e lazer. E trabalho a fazer é o que não falta para melhorar a qualidade de vida dos ciclistas. Vejam o vídeo.



Para os meus seguidores de outras cidades, em especial ARACAJU que sei possuir uma infraestrutura maior de ciclovias, deixo o pedido de fazer igual, filmando as ciclovias da cidade e apontando os defeitos. Em breve, boto RECIFE por aqui. Gostei do modelo de apresentação editada em vídeo. ME AGUARDEM!

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29 de abril de 2010

CONTANDO BICICLETAS....



Amigos...

Precisei sair de carro, resolver alguns assuntos em vários lugares e distantes entre si. Aproveitei e resolvi em 16 km, parte do percurso de ida e volta, contar bicicletas. Claro que só seria vantagem se elas estivessem andando. Mas como aquelas que estavam paradas em algum negócio, tiveram de ser pedaladas até lá, elas também deviam ser contadas. Alguns mais atirados vão me perguntar porque perdi tempo fazendo isto! Quem disse que eu perdi? Estou fazendo um curso de Estatística Inferencial e gostaria de poder estimar a quantidade de bicicletas em uso em Recife em vários horários. Juntando informações em rotas diferentes e em horários diferentes poderei estimar quantas bicicletas circulam em cada horário na cidade. É pode ser muita viagem, mas meu cunhado é professor de estatística avançada, e eu vou consulta-lo sobre os resultados. Se der em nada, pelo menos estudei estatística!

Bem, os trajetos contados estão na tabela abaixo:

TRECHODIA/HORÁRIOKM ESTIMADAPEDALISTAS
Madalena/Antônio Falcão, via ImbiribeiraTerça/9:00h9 km40
Antônio Falcão /Madalena , via ImbiribeiraTerça/10:30H7 KM78

Os resultados são pontuais. Irei repetir este roteiro pelo menos umas 5 vezes em outros horários e dias, e tirar uma média para ver os resultados finais bem lastreados em pelo menos 5 medidas e verificar a representatividade dos dados. Mas se posso me adiantar, e se eu não estiver errado, os dados apontam para algo como 3.000 pedalistas em média nas ruas de Recife nestes horários. Aguardem!

Claro que alguns dirão que só este trajeto não representa toda a cidade. Mas juntando outros trajetos, em outros horários, e dando um tratamento estatístico preciso, podemos estimar qual a probabilidade de encontrar um pedalista em qualquer quilômetro percorrido de Recife, ou quantos pedalistas são encontrados a cada quilômetro da cidade. São dados assim que são valiosos para convencer os políticos que precisamos de um plano cicloviário e de investimentos neste setor.

Aliás, aproveito e pergunto: a faixa central da Imbiribeira não seria um ótimo corredor para bicicletas? Está sub-aproveitado, é largo o bastante para poder ser aproveitado em parte como ciclovia, e é mais contínuo que a faixa vizinha aos ônibus, sem contar que o investimento necessário seria bem menor que alterar todas as paradas. Uma ciclovia nesta região, que pudesse ser integrada a Av. Abdias de Carvalho, e a Avenida Norte, poderia interligar grandes áreas com uma forma segura de movimentação para os pedalistas.... vamos pensando!

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28 de abril de 2010

ARO 39 POLEGADAS!


Amigos...

O povo achou tão estranho notícia que saiu no PEDALEIRO, que fui atrás. Fui bater aqui, mas não achei o dono nem detalhes da bike. Está rolando um debate sobre inércia, peso, fragilidade estrutural do quadro, etc, no post que o PEDALEIRO colocou, quem quiser acompanhar pode dar uma olhada no link. Comentei que parece um Frankstein, um modelo ainda desengonçado. E como me parece interessante, pode ser que ainda mereça algum desenvolvimento. Se alguém vir ou souber de algum link com mais detalhes sobre esta bike, bote aqui nos comentários.

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O MUNDO PODE SER MELHOR...

Amigos...

Uma nova série de posts sobre como o mundo faz algumas coisas simples que melhoram a vida de quem pedala e a vida de quem vive nas cidades.

"LEI DE IDAHO"
No estado americano de Idaho, há 27 anos editaram uma lei que permite a manutenção da inércia do ciclista. A bicicleta é o veículo mais econômico existente no planeta. Mas ela depende essencialmente de manter seu movimento para isto. Em Idaho, uma lei dos anos 80 permite que os ciclistas passem sem parar em placas de PARE. A lei converte estas placas em DÊ A PREFERÊNCIA para o ciclista. Ele deve diminuir, observar o movimento no cruzamento e passar, sem parar, exceto na presença de pedestres. A lei tem uma segurança inquestionável, com baixissimos índices de acidente decorrentes dela. Outros estados americanos estudam propostas semelhantes, mas por enquanto, apenas IDAHO tem uma lei como esta em funcionamento. Ela não protege o ciclista a ponto de garantir que ele possa atravessar os cruzamentos em alta velocidade, existindo inclusive uma multa grande se ele assim o fizer. Mas garante que ele possa manter sua inércia de movimento, reduzindo a velocidade para observar o tráfego no cruzamento e sem parar, passar por ele. Deem uma olhada neste vídeo [através do blog TRANSPORTE ATIVO]

Bicycles, Rolling Stops, and the Idaho Stop from Spencer Boomhower on Vimeo.

"ONDA VERDE"
Copenhagen, capital da Dinamarca, é um exemplo recorrente quando falamos de ciclocultura. A cidade tem até uma ONDA VERDE em seu principal eixo de acesso, garantindo que se o ciclista mantiver 20 km/h ele passará por todos os sinais verdes, sem precisar parar ou reduzir a velocidade. Não é a toa que a cidade hoje luta para resolver o problema de congestionamentos de bicicletas! Vejam como funciona neste vídeo abaixo.

The Green Wave in Copenhagen from Copenhagenize on Vimeo.

Como nós escolhemos nossos representantes, precisamos estar atentos aqueles que estejam antenados com as reais necessidades de mobilidade da sociedade. Não basta garantir ônibus na porta, mas estes precisam ser confortáveis, com uma frequência razoável, terem seu caminho livre e preferencial pelas ruas e avenidas. Os empresários, por eles, poriam ônibus sem teto, sem bancos, sem nada. Ar condicionado ou um bom sistema alternativo de ventilação é essencial em Recife. Também é preciso garantir uma melhor situação para os nossos pedalistas, pessoas que saem cedo pedalando pela cidade, para economizar o transporte, para garantir melhores condições de alimentação e vida para seus filhos. Então nós que pedalamos por prazer e por opção, temos sempre de dar exemplos e lutar para conseguir uma situação melhor, não só para o nosso lazer, mas pelas centenas de pessoas que, silenciosamente, usam a bike todos os dias para se mover, sem encontrar respaldo político nos nossos governantes.

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Obs. Mais detalhes sobre a Lei de IDAHO AQUI, e sobre a ONDA VERDE, aqui.

27 de abril de 2010

PARA ALÉM DAS CICLOVIAS

BIKE BOX em Portland, Oregon, EUA.
Ponto definido nos cruzamentos para que ciclistas esperem o sinal abrir para eles.

Amigos...

Post no Copenhagenize.com, sobre novas posturas que algumas autoridades americanas estão tomando. Traduzi e repliquei, vamos a matéria.
Além de ciclovias
Utne Reader

Apesar de uma recente explosão do número de ciclistas nos EUA, menos de 1 por cento deles usa regularmente de bicicleta para o trabalho. De acordo com o BCE, revista governamental de Janeiro de 2010, alguns urbanistas veem essa estatística como prova "de que algumas estratégias mais radical para promover o ciclismo devem ser adotadas".

"É hora de pensar para além de ciclovias", dizem os planejadores, "e começar a usar no tráfego apenas sinais-de-bicicleta, o tráfego protegido em ciclo-faixas, e projetos de ruas que são mais comuns em cidades européias como Amsterdam, Copenhagen, onde até 40% de todas as viagens são feitas sobre duas rodas".

Entraves à concretização deste tipo de eficiência escandinava incluem a burocracia, questões legais, e da bíblia do design urbano das ruas, o Manual sobre os Dispositivos Padrão de Controle de Tráfego do Federal Highway Administration (órgão americano de controle das autoestradas), que tem sido lento em adotar projetos voltados para o uso da bicicleta.

A boa notícia é que planejadores mais arrojados a frente da National Association of City Transportation Officials (Associação Nacional do Transporte de Funcionários Municipais), associação que representa mais de uma dezena de grandes cidades, se uniram para lançar Cidades para Bicicleta, uma central de informações que permite aos municípios a experiência com projetos fora do padrão e partilhar as melhores práticas dos associados. Portland, Oregon, já está avançando com caixas de bicicleta [BIKE BOX], áreas marcadas nos cruzamentos que permitem bicicletas esperar a luz vermelha na frente dos carros.
Como veem vocês, meus 57 seguidores, enquanto nós ainda pensamos se vale a pena usar a bike no dia a dia, os Americanos estão simplesmente copiando o que alguns Europeus têm feito nos últimos 20 anos, e acrescentando seus próprios desenvolvimentos. O BIKE BOX é uma grande idéia deles. Algum gestor de Recife vai acordar para a necessidade de tomar medidas estimulando o uso das bicicletas, ou estão todos reunidos, tomando um 12 anos 'on the rocks', esperando o grande apocalipse motorizado e 'que se danem estes otários que usam bicicleta'?! Seriam eles como o prefeito de Seattle, MIKE BIKE ou como JUSTO VERÍSSIMO, ODORICO PARAGUASSU, e outros folclóricos representantes da nossa classe política?!?!

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DE OLHO NA BIKE



Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010