4 de maio de 2010

SUADOS NO CONFORTO OU SECOS NO INCÔMODO?


SUADOS NO CONFORTO OU SECOS NO INCÔMODO? O QUE VOCÊ PREFERE?

Amigos...

Milito em design desde 1994, em projetos gráficos em grande parte, mas também em produtos, particularmente vestuário e embalagens. Design tem um foco em atender ao cliente com o produto mais adequado a ele, sem deixar de considerar variáveis de mercado, de materiais e processos. O cliente muitas vezes compra o produto errado pelo hábito e isto é das coisas mais difíceis de mudar. Claro que produto errado na opinião do designer, que sabe que aquele produto tem apenas algumas das características necessárias ao desempenho de suas funções, mas não as que realmente deveriam ser consideradas para aquele uso.

Assim é com uma discussão que tenho observado desde que comecei a andar de bike: camisetas de poliéster ou algodão. Uma discussão sobre se o vestuário para pedalar deva ser de um ou outro material, suas características, suas peculiaridades. Muita gente defende ardorosamente o poliéster: 'ele respira', 'deixa sair o calor', 'eu fico sequinho' são frases recorrentes a quem usa estas camisas. Em parte, elas vendem também o modelo, as camisas fechadas até o pescoço com o ziper, as mangas compridas para proteção ao sol. Claro que existem verdades em tecidos técnicos de alta performance, com textura de poros especiais que jogam o vapor d'água do suor para fora, sem deixar entrar chuvas por exemplo. Mas a grande maioria das camisetas que as pessoas usam por aqui para pedalar nos grupos é simples jersey de malha de poliéster, comum, barato e rasteiro, e sem esta tecnologia toda.

As camisetas de algodão permitem a pele respirar, absorvendo o suor, sendo o tecido ideal para o clima quente e úmido do Brasil, em especial no Nordeste. Juro que tentei me acostumar ao poliéster comum em camisetas, mas não consigo suportar o efeito de ´plástico´ colado na pele, parecendo aquela idéia maluca de passar filme de PVC em torno da barriga para 'queima-la'! Em todas as ocasiões, sei que estou melhor vestido usando básicas de algodão, decoradas ou não.

A forma mais correta de pensar na hora de comprar uma camiseta é que cada um deva escolher o tecido que mais o agrade, sem se deixar levar pelos sonhos psicodélicos de estar virando um campeão do Tour de France ou do Giro d'Itália só porque está pondo uma malhinha colante, imitação barata de produtos que estes profissionais do pedal usam. A influência fica bem clara quando você observa que a mesma pessoa que pedala usando o poliéster, sai depois para qualquer lugar de malha de algodão? O poliéster só funciona pedalando? Se é assim tão bom, porque a grande maioria tem muito mais malhas de algodão no armário que as de poliéster? Afinal, o que você pensa quando veste uma malha de poliéster para pedalar? Até onde é idéia sua e onde é influência da mídia e da propaganda dos fabricantes, ou simplesmente, falta de opções?

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3 de maio de 2010

E CONTINUAMOS CRESCENDO...

Amigos...

Notícia que acabo de ler dá conta de que, apesar de um cenário de malucos dirigindo perigosamente, o número de pessoas que usam a bicicleta em São Paulo não para de crescer. Em 1997, 54 mil viagens diárias eram feitas de bicicleta, contra 91 mil feitas em taxis. Em 2007, este número saltou para 148 mil viagens de bike contra apenas 79 mil de taxis. A bicicleta foi, em números absolutos, o segundo modo de transporte que mais cresceu na capital paulista, um aumento de 174% em 10 anos. E isto nem conta os deslocamentos para lazer e esporte!

Observe que São Paulo é uma Recife em superlativo. Não só no tamanho, mas nos fajutos argumentos que lastreiam a negativa do poder público de promover o uso da bicicleta: a alegação de falta de espaço. Quem quer faz, quem não quer, inventa!

Aqui na terrinha, cidade plana, sem grandes elevações, E COM ESPAÇO, o calor é a desculpa. Como se algum ar condicionado de carro desse conta do nosso calor?! Só quem pedala sabe como a brisa é suave quase todos dos dias, quase todas as horas, quando você está pedalando. Nunca suo a mais por ir pedalando aonde quero ir. Pedalismo não é ciclismo. Não é preciso bater recordes ao pedalar. É o uso da bicicleta como meio de transporte. É rápido, limpo, tranquilo e deve ser feito com suavidade. A bicicleta é mais rápida que os carros presos no tráfego, então para que pedalar correndo?

Para que o recifense passe a considerar a bicicleta como um veículo, precisamos da implantação de ciclovias e ciclofaixas na cidade. Interligadas, conservadas e bem mantidas. Senão ficamos com um dilema ovo-galinha por muito tempo. Não pedalamos porque não temos infraestrutura, nem temos infraestrutura porque não temos quem pedale. Isto não vai acontecer sem decisão política coerente. Coisa que falta em São Paulo, coisa que falta em Recife.

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SONHOS ENLATADOS...




Amigos...

Refletindo sobre as ações ciclísticas que realizamos semanalmente, me deparo com a interessante situação que temos em Recife. Acompanho blogs e sites de todo o país e observo que Recife tem uma quantidade grande de grupos com muitos participantes em passeios semanais. Nossos grupos têm com alguma frequência mais de 100 ciclistas, mas em algumas noites chegamos até a 300. São pessoas de todas as classes sociais, igualmente interessados em pedalar pela cidade, seja numa cargueira, na barraforte ou naquela com quadro de carbono hi-tech. Os grupos diferem por ter ou não apoio policial, por andarem mais rápido ou mais lentos, por darem total ou nenhum apoio. Mas todos são grupos abertos a quem quiser participar. Sem distinções de cor, credo, vontade, raça ou condição financeira. Se você consegue acompanhar, pode ir! Sei que outras cidades também têm grupos deste tipo, só não sei se são tantos, como a tabela RECIFE PEDALANDO (abaixo), ainda em construção, está me mostrando. Já são tantos que penso em transferir a tabela para uma página separada.

Voltando aos passeios, passou pela minha idéia que nós que pedalamos, a cada dia e hora, aqueles que saem de casa pedalando todos os dias porque precisam ou porque gostam, aqueles que sentem que Recife não aguenta mais a quantidade de carros nas ruas, que gostariam de ver reformas ocorrendo em toda a cidade, com ciclovias e ciclofaixas sendo implantadas, com bicicletários sendo construídos, todos nós, enfim, que lemos blogs como o meu, que participam da grande idéia que é usar a bicicleta, temos um trabalho de formiguinha que pode ser levado a cabo sem muito esforço. Educar o nosso colega de pedal.

É uma idéia simples, conversar sobre o assunto com nosso colega que pedala conosco em cada passeio. Não apenas falar de amenidades, mas questioná-lo sobre como usa a bike, se participa de outros passeios, se usa a bike no dia a dia. Comentar sobre como está difícil dirigir nas ruas, como está complicado e como é estressante enfrentar o tráfego todos os dias, são formas de abordagem que podem ser usadas sem que nós passemos por chatos. Conversando apenas. E lá pelo final, o óbvio comentário de que este stress não nos pertence mais: eu pedalo e não dirijo ou dirijo pouquissimo.

Claro que isto passa por uma convicção interior. Temos de refletir sobre como vemos o mundo, como vemos o ato de pedalar para o trabalho, lazer, para o dia a dia, no Recife. Mas isto, creio eu, fazemos todos os dias, quando "enlatados" no tráfego, vemos um outro colega de pedal passar ao largo, e sonhamos estar nós mesmos passando ao lado e trocando o calor, o barulho e o stress pela alegria de pedalar. Vamos pensar e educar mais, pedalando sempre.

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2 de maio de 2010

NOVOS HORIZONTES...

Amigos...

Como sabem sou um incansável voyeur da cicloatividade virtual. Traduzindo: vivo procurando sites novos e interessantes sobre bicicleta e assuntos relacionados. Abaixo algumas novas aquisições na minha lista de acompanhamentos, todos em inglês. Para os que tiverem dificuldade na leitura, recomendo o GOOGLE TRADUTOR, copiando o link e colando no campo de texto do tradutor. A página é reaberta em português e mesmo não sendo perfeito, já ajuda. Para visitar os sites abaixo, clic nas imagens!

RIDING PRETTY - Byke Chic California

Um blog que existe desde 2007, dedicado ao ato de pedalar elegante, mostrando que a bicicleta não serve só para paraticar esportes ou para ir e vir todo dia do trabalho. Mais que isto, mostra pessoas que pedalam com elegância, bem vestidos, e em grande maioria, linda mulheres. Tem um ar meio vintage, retrô mesmo, com trajes do auge do glamour holywodiano. Enfim, chic!

BICYCLE DESIGN

Voltado para o fértil segmento da criatividade em bicicletas e equipamentos, o BICYCLE DESIGN vem me ajudar a levar a vocês o que o TREEHUGGERS e o TUVIE começaram a fazer, mas de forma mais especializada. O design de bicicletas , e-bikes e equipamentos correlacionados é um campo muito procurado pelos designers de produto na atualidade. Vale dar uma olhada de vez em quando. É um Blog aberto desde 2005.

BIKE COMMUTERS

Este é voltado para o segmento de BIKE COMUTADORES, pessoas que optaram pelo uso das bikes no lugar dos carros e de outras formas de transporte. Inclui novidades em peças para bikes, equipamentos para uso do ciclista, e sobre o mundo virtual. Também foi aberto em 2007.

BIKE HUGGER

É outro blog em inglês escrito com colaboração de várias pessoas em várias cidades dos Estados Unidos. Oferece um panorama bem amplo da situação dos ciclistas e usuários das bicicletas nos EUA. É um blog de 2006. Vale a pesquisa.

Como vocês poderão perceber existe um crescimento do número de sites, blogs e comunidades virtuais ao redor do mundo, em torno da palavra bicicleta. Por que seria? Seria um fenômeno passageiro? Ou a bike está ai com tudo, para deitar e rolar? E vc, já aderiu?

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1 de maio de 2010

DE REPENTE, VIROU FEBRE!

Amigos...

Tem já algum tempo que percebo movimentos obscuros na tradicionalíssima indústria automotiva. De repente, parece que virou uma febre as indústrias de automóveis começarem a fazer bicicletas. Não apenas projetos conceituais para divulgar os designers de carros e suas máquinas, mas para vender mesmo as bicicletas, como negócio. Ou para vender o carro "antenado" com solução de mobilidade por bike "agregada". Será que eles perceberam algo no mercado que nós queremos sonhar que está acontecendo mas ainda não vimos na real?

Assistam este vídeo. A Volkswagen lança uma e-bike dobrável, para ser colocada dentro do porta-malas do carro. Uma solução integrada?


via Ciclelicious


Claro que nem é mesmo uma bicicleta, mas um tipo de veículo elétrico em duas rodas, sem pedais. Recarrega na tomada e tb dentro do carro (consumindo gasolina a mais dele no processo, claro!).

E vcs pensam que foi a única? Observem aqui a solução da LEXUS para uma outra e-bike, mas desta vez, híbrida. Um motor elétrico na roda da frente e um sistema de pedal na roda de trás. O motor de 240W é movido por uma bateria de Lítio-Íon que é carregada enquanto voce pedala.

Modelo da LEXUS
Detalhe do sistema de carregamento da baterial a pedal


Outros fabricantes também já produziram bikes, talvez não tão integradas mas "da marca", como a Ferrari! Que ninguém pense que ela vai ser uma ferrari se o "motor" estiver barrigudo!

É mesmo uma coisa para se pensar quando grandes fabricantes de automóveis enxergam a necessidade de produzir algum tipo de solução usando bicicletas, mesmo e-bikes, para agregar valor aos seus produtos. Quase como se pedissem desculpas ao planeta por serem a maior fonte de poluição existente e o causador dos maiores engarrafamentos, problema de qualquer grande cidade. Não sou irracional de achar que podemos eliminar totalmente os carros do mundo. Mas tenho certeza que podemos eliminar os engarrafamentos do planeta se aprendermos a usar os carros quando eles são realmente indispensáveis. E no resto do tempo? Ônibus, Metrô, bicicletas, caminhadas, ou tudo junto, integrando para ajudar o planeta, sem ceder ao conforto do mais fácil.

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DE OLHO NA BIKE



Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010