17 de julho de 2012

QUEM GANHA AFINAL?

Amigos...

O cidadão comum convive todos os dias com um estado omisso.  Mais que falta de recursos, existe mesmo é a omissão.  Exemplos não faltam, da saúde a educação. Mas esse blog é sobre mobilidade, então vamos falar das omissões do estado que empata a vida do cidadão. 
A tradição política nossa reza pela cartilha de fazer aquilo que aparece, que dá voto.  Esgoto, sinalização e manutenção não existem. O esgoto vai embaixo da terra, difícil ser mostrado nos anúncios da TV.  Sinalizar vias é gastar dinheiro em fazer algo necessário, mas que o político finge que não vê.  E manutenção então, não dá um único voto, apesar de ser mais barato manter que refazer. É mais barato para quem paga, mas quem manda lucra pouco com a manutenção, porque não tem como tirar seus por fora, e não dá para mostrar na TV que você pintou uma escola ou comprou camas novas para um hospital.
Assim, pintar sinalização nas ruas e fiscalizar seu cumprimento não dá voto. O cidadão "solto de canga e corda" "pinta e borda" no tráfego e não tem o estado para regular. Sinalizar tem de gastar tinta, homem-hora, pagar empresas, enfim, gastar dinheiro.  Fiscalizar tem de contratar gente ou botar câmera para ficar de olho nos infratores, enfim, gastar dinheiro.  E para que, se sai muito mais barato manter alguns motoqueiros da CTTU para acompanhar as situações onde a negociação entre os motoristas não foi bem feita e resultou em batida?!  Não tem porque gastar em sinalizar ou manter sinalizado, ou ainda botar fiscal, pagar pessoal, encargos, etc.  Isso não dá voto, nem por fora para a próxima campanha.  Queria saber qual o orçamento de sinalizar e manter, versus o de fazer (e levar por fora!).

Resumindo, se entende porque a gente está nessa merda de (i)mobilidade!

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CARRO X BUXO X SAÚDE

Amigos...

O texto a seguir foi extraído e adaptado do TREEHUGGER  e versa sobre meu problema atual. Aliás, meu e de meio mundo de gente: o vício do carro na mobilidade.   Se trocassemos GRÃ-BRETANHA por BRASIL, teríamos o mesmo retrato.  Pior se considerarmos que o custo disso pesa no INSS, no SUS, na qualidade da saúde do brasileiro, além da conta.  Não inventei o vício, mas percebo-o. Leia e veja se estou errado?!  Grifei umas partes em vermelho, só para enfatizar!
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CARRO MATA AO NOS DEIXAR GORDOS, diz Relatório Britânico.

A British Medical Association atualizou um relatório de 1997 sobre transporte saudável, e a notícia não é nada boa.  Desde o primeiro relato, "Transporte Saudável, Vida Saudável",  só aumentaram na Grã-Bretanha, o tráfego, a posse de carros e seu uso, os efeitos negativos de um estilo de vida mais sedentário, além da exposição a poluição sonora e do ar.

A razão de que mais pessoas estão dirigindo mais do que nunca, diz o relatório, é que o preço do automóvel e de seu uso na Grã-Bretanha caiu muito ao longo da última década. Além disso, os preços mais altos dos transportes públicos com cada vez mais baixa qualidade, e menos atenção para a segurança e facilidade de uso da bicicleta e do caminhar a pé, também contribuiram para a tendência do uso do carro na mobilidade. Escritores do relatório reconhecem que há um benefício do uso do carro que é uma maior capacidade de chegar onde você está indo mais rápido. O relatório também observa que houve uma diminuição global de longo prazo em usuários mortos ou feridos graves.  No entanto, a versão 2012 do novo relatório resume o efeito de todos os carros novos e condutores nas estradas como "desnecessariamente prejudicial" e "uma importante causa de morbidade e mortalidade."

Todo o aumento no uso dos carros na mobilidade é fazer as pessoas mais gordas e menos saudável, diz o relatório.  

"A consequência involuntária da utilização do automóvel é que reduzimos os níveis do uso do caminhar e do pedalar. A redução da quantidade de viagens ativas está associado a níveis mais altos de inatividade física e sedentarismo. Esta por sua vez, pode contribuir para maiores níveis de morbidade e mortalidade por meio de um aumento do risco de doenças clínicas, como doenças cardiovasculares, sobrepeso e obesidade, desordens metabólicas, e alguns tipos de câncer. "

Mas qual é o antídoto? Os órgãos públicos trabalharem e muito para levar as pessoas a andarem ou usarem a bicicleta de novo.
Infelizmente, os autores do relatório parecem perceber a dificuldade em conseguir que as pessoas larguem seus carros.   "Um forte compromissos e liderança do governo" é necessário, dizem eles, para inverter a tendência do carro, e isso é exatamente o que não parece existir.  Pelo lado positivo, o ciclismo está aumentando em lugares como Londres, onde colocar ciclovias novas é muito mais barato do que construir novas estradas e rodovias.   Espera-se também que talvez as próprias pessoas decidam que fazer uso do carro para tudo é supervaloriza-lo. Muitos relatórios têm apontado para o fato de que os jovens não veem a posse de automóvel tão desejável como, por exemplo, um telefone inteligente.   Se isso é o suficiente para chegar a todos nós para reduzir nossa dependência do automóvel é uma questão em aberto.
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Entendamos, sem que o poder público queira trabalhar em prol da bicicleta e do caminhar como promotores da redução dos gastos em saúde, e na qualidade de vida da população, o uso do carro que é viciante, não se resolve.

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16 de julho de 2012

QUANDO O PROBLEMA É SEU...

Amigos...

Tenho de confessar que estou numa crise carrocrática!  Primeiro foi por conta de uma fascite plantar no pé direito, junto com uma distensão no alto da coxa esquerda.  Parei um tempo de andar pela manhã, encostei a bicicleta e comecei a andar de ônibus e usar o carro umas duas vezes por semana, e depois de algum tempo, as dores passaram.  Depois começaram os problemas domésticos, reforma que minha mãe projetou na área de serviço, tomando meu escasso tempo e me obrigando a usar o carro para "ganhar algum tempo e agilidade",  e juntando com as chuvas, greve de ônibus, greve na universidade e problemas do meu projeto, viciei!   Na verdade, o ganho de tempo é irrisório, ao contrário do ganho de "buxo", esse já está "quilométrico".  Estou no inferno, viciado em andar de carro. 

Será que tem alguma clínica para recuperação desse vício?! KKKK

Well, mas já estou bem consciente do problema, principalmente que todas esses fatos são na verdade DESCULPAS para estimular a preguiça.  Espero que seja o primeiro passo de uma longa lista de passos para retornar a minha forma de porta, e fugindo da forma de BARRIL!  Estou recomeçando a atividade física, redefinindo metas e horários no laboratório, estudando como reduzir a  alimentação de forma equilibrada. 

Em breve espero vencer o vício!

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15 de julho de 2012

O CARRO TE PEGA, CLARO! ELE NÃO TE VÊ!







O video acima está em ALEMÃO. Mas é bem didático e dá para entender o risco de pedalar à noite sem estar bem iluminado. Vale a pena ver.

O vídeo veio daqui onde tem uma boa abordagem geral de equipamentos para o ciclista urbano completando o que está aqui.  Nem sempre o culpado da má relação carro-bike é do carro.  Só podemos falar disso se e somente se, o ciclista estiver bem iluminado e o cabra jogar por cima. Mas quantas vezes não nos surpreendemos com um carro surgindo do nada?  É importante a gente também fazer a nossa parte, piscando, brilhando e refletindo que nem árvore de Natal!  Pedalar bem é pedalar seguro, e cada um precisa fazer a sua parte para ter segurança!

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14 de julho de 2012

CICLOINFRASTRUTURA RESOLVE?

Amigos...

Quando debato o tema mobilidade com bicicletas observo que os leigos pensam sempre em ciclovias como solução.  Temos de ter, fazer, manter e colocar mais ciclovias; se houvesse mais ciclovias, eu usaria a bicicleta; é muito arriscado pedalar fora de uma ciclovia; são frases comuns.  Recife tem míseros 20 km (aprox.) de ciclovias e ciclofaixas na cidade.  Mas é interessante como tem ciclistas comuns, pessoas de baixa renda que dependem da bicicleta para ter mobilidade, e que nem pensam se seria melhor com mais ciclovias: eles apenas montam na bicicleta e saem por ai.  O que as motiva é o fator econômico.  Contrariando a visão tosca de alguns políticos, não adianta querer que toda a população tenha um carro, como sinônimo de riqueza.   Algumas pessoas sempre preferirão ir pedalando.

Então não precisamos de ciclovias?  Claro que precisamos, especialmente em grandes eixos viários, onde a velocidade dos carros expõe os ciclistas a riscos muito grandes.  Mesmo defendendo que é possível encontrar caminhos alternativos, sempre temos de cruzar ou passar por trechos de grandes eixos, e aí é que a coisa pega.

Mas essencialmente precisamos de educação no trânsito. Campanhas longas, na TV e em horários nobres, de mais cartazes nos pontos de ônibus, de mais cursos para os motoristas de ônibus, de mais exigências quanto a segurança de ciclistas e pedestres nos exames do DETRAN.  Cobrar, bater na mesma tecla, cobrar e bater na mesma tecla de novo, por um bom tempo.  Medidas simples, mostrando o direito de todos, como pedalar direito, como respeitar as leis e porque respeita-las.  Se não tem recursos para fazer uma ciclovia, que ponham placas ao longo dos eixos, Caxangá, Imbiribeira, Agamenon, lembrando aos motoristas que a via é de todos, e que os mais fortes (carros, ônibus, caminhões e motos) são responsáveis pela segurança dos mais fracos (pedestres e ciclistas).  Cobrar, bater na mesma tecla, cobrar e bater na mesma tecla de novo, por um bom tempo.

E se o problema para ter ciclovias é dinheiro, vale lembrar que se trocarmos os recursos de apenas 1 dos 4 novos viadutos da Agamenon, faríamos toda uma rede de ciclovias e ciclofaixas, que são baratas e tão eficientes quanto na remoção de veículos das vias!  Dinheiro tem, mas tem desejo de resolver?

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DE OLHO NA BIKE



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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010