Amigos...
Reza a lenda que a Caxangá é a "maior avenida em linha reta do mundo". Quando começaram as obras da Copa, a ideia era colocar um BRT e uma ciclovia ao longo de sua extensão. Era. Seria a glória uma ênfase ao transporte coletivo e ao individual com bicicletas, mas como sempre, saiu pela metade e ainda mal feito: o BRT cheio de pepinos, e um projeto para uma ciclovia sem pé nem cabeça que "voltou para estudos" e agora é que não sai mesmo!
Desde 2008, eu posto a relação dos ciclistas com o tráfego na Caxangá. Quem quiser ver mais pode usar minha caixa de busca, o FUTUQUE AQUI, com a palavra CAXANGÁ. Acompanhei a evolução do túnel da Abolição. A implantação do BRT pela metade, e até avaliei a maluquice que seria a tal ciclovia em cima de calçadas e junto aos negócios. Tudo para preservar o espaço do carro, sagrado carro, divino carro que não pode ser contrafeito.
Resumo, deixei de andar de bike na Caxangá. Antes, o sistema de ônibus era central, com os carros a gente conseguia se entender. Agora, os ônibus estão dos dois lados da via, agoniados, correndo, pressionando ciclistas. Mesmo assim, mais de 3000 ciclistas percorrem trechos da Caxangá nos dias úteis, segundo a última contagem da Ameciclo.
Quando a PCR e o governo do Estado irão cumprir suas "promessas", ninguém sabe! Eu já perdi a esperança. A verdade é que falta coragem aos nossos dois governantes e agora tmabém falta dinheiro (lavado e comido a jato!) para "se indispor" com 10% da população que usa carro, mesmo se indispondo contra o resto que se lasca num BRT mal feito, na falta de terminais de integração (prontos, criando mato!) e de ciclovias decentes.
Eles ainda não entenderam que isso vai custar a reeleição deles.
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13 de setembro de 2015
27 de agosto de 2015
INTERESSANTE OBJETO DO DESEJO...
Amigos...
Gostei desse dispositivo. Quem criou, pedala. Sabe como é interessante que um dispositivo assim seja a prova de larápios, água, lama, sujeira. Preferia que a luz frontal fosse maior e mais forte, mas é um problema de cada cidade. Algumas são mais escuras e tem mais buracos, como o Recife!
COMENTEM!
23 de agosto de 2015
MELHORANDO ESSA REAÇÃO...
Amigos...
Hoje de madrugada, enquanto pedalava pela cidade, tracei uma interessante analogia que agora divido com vocês. Talvez alguns não saibam, sou químico. Em química existe um ramo que estuda o EQUILÍBRIO das reações, quando os reagentes reagem para formar produtos, e ao mesmo tempo e intensidade, produtos se decompõem em reagentes. A maioria das reações químicas não é maravilhosa, e muitas vezes a quantidade de produto formado no equilíbrio é mínimo. Chega até aquela quantidade e fica! Cabe a quem estuda essa reação alterar as condições da reação para que ela apresente um bom rendimento. Que graça teria gastar uma tonelada de reagentes para obter um quilo de produto? Para isso, então, estudamos o equilíbrio e como podemos desloca-lo para aumentar esse rendimento. Aumentar ou diminuir a pressão, aumentar ou diminuir a temperatura, variar as quantidades relativas dos reagentes, ou se tudo falha, usar um catalisador, uma substância que facilita de alguma forma a reação. Claro, pode ser que seja preciso combinar várias ou todas essas alterações para que o equilíbrio seja afetado significativamente.
E o que tem isso a ver com bicicleta e mobilidade, homem de Deus?
Ora, trânsito é como o movimento molecular durante uma "reação". Carros, motocicletas, ônibus, bicicletas e pedestres se misturam. Todos reconhecem que essa "reação" anda empacada. O "rendimento" dela é baixo, demora muito até atingirmos os produtos (o nosso ir e vir sem problemas). Do ponto de vista do trânsito que nós ciclistas queremos, fluindo sem problemas, sem barreiras e seguro, acreditamos que a remoção dos carros seria o ideal. Reduzir esse "reagente" melhoraria o fluxo rumo ao nosso "produto". Mas isso não vai rolar de graça, porque esse "reagente" é muito abundante e gruda nas ruas. Reduzir os carros se consegue com melhora significativa do fluxo dos ônibus, mudança de cultura em geral, e melhora do fluxo para os ciclistas com ciclovias em grandes corredores. A segregação parece ser um erro, dizem alguns, que deveria era haver respeito. Mas as vias já são segregadas nos dias de hoje. Todos com veículos pelo meio, todos sem veículos (pedestres) pelos cantos. Nos corredores isso é óbvio. Agora, criam as faixas azuis, para segregar os ônibus e deixa-los fluir melhor. Se construirem ciclovias, isso irá segregar mais, organizando o trafego nos corredores, onde corremos mais perigo devido a velocidade dos carros. Ciclovias irão reduzir o medo de usar a bicicleta, outro processo que afeta nossa expansão. Quase todo NÃO-ciclista questiona se existe risco ao pedalar na cidade. Ciclovias, praticamente acabam com esse medo. E isso já está sendo visto...em São Paulo.
Haddad, prefeito de Sampa, resolveu agir como catalisador, implantando as ciclovias na cidade. Ao fazer isso, mudou a composição do trânsito, diminuindo o número de carros,a pressão do sistema público de transportes, e aumentando a quantidade de bicicletas nas ruas. No resultado geral, melhora da "reação".
Recife tem condições estruturais ruins em alguns lugares, mas dizer que a Imbiribeira, Agamenon e Avenidas Norte e Sul não comportam uma ciclovia segregada é uma besteira. Essa podia ser a solução, se o "nosso catalisador", modelo GEJU, não fosse tão ruim de química. Pena!
Resumindo, tomar medidas que ofereçam alternativas seguras e mais eficientes para obter o "nosso produto" (retirar carros, melhorar muito os ônibus e construir muitas ciclovias) vai melhorar muito a nossa relação.
Isso se o cartel que controla a cidade deixar.
COMENTEM!
Hoje de madrugada, enquanto pedalava pela cidade, tracei uma interessante analogia que agora divido com vocês. Talvez alguns não saibam, sou químico. Em química existe um ramo que estuda o EQUILÍBRIO das reações, quando os reagentes reagem para formar produtos, e ao mesmo tempo e intensidade, produtos se decompõem em reagentes. A maioria das reações químicas não é maravilhosa, e muitas vezes a quantidade de produto formado no equilíbrio é mínimo. Chega até aquela quantidade e fica! Cabe a quem estuda essa reação alterar as condições da reação para que ela apresente um bom rendimento. Que graça teria gastar uma tonelada de reagentes para obter um quilo de produto? Para isso, então, estudamos o equilíbrio e como podemos desloca-lo para aumentar esse rendimento. Aumentar ou diminuir a pressão, aumentar ou diminuir a temperatura, variar as quantidades relativas dos reagentes, ou se tudo falha, usar um catalisador, uma substância que facilita de alguma forma a reação. Claro, pode ser que seja preciso combinar várias ou todas essas alterações para que o equilíbrio seja afetado significativamente.
E o que tem isso a ver com bicicleta e mobilidade, homem de Deus?
Ora, trânsito é como o movimento molecular durante uma "reação". Carros, motocicletas, ônibus, bicicletas e pedestres se misturam. Todos reconhecem que essa "reação" anda empacada. O "rendimento" dela é baixo, demora muito até atingirmos os produtos (o nosso ir e vir sem problemas). Do ponto de vista do trânsito que nós ciclistas queremos, fluindo sem problemas, sem barreiras e seguro, acreditamos que a remoção dos carros seria o ideal. Reduzir esse "reagente" melhoraria o fluxo rumo ao nosso "produto". Mas isso não vai rolar de graça, porque esse "reagente" é muito abundante e gruda nas ruas. Reduzir os carros se consegue com melhora significativa do fluxo dos ônibus, mudança de cultura em geral, e melhora do fluxo para os ciclistas com ciclovias em grandes corredores. A segregação parece ser um erro, dizem alguns, que deveria era haver respeito. Mas as vias já são segregadas nos dias de hoje. Todos com veículos pelo meio, todos sem veículos (pedestres) pelos cantos. Nos corredores isso é óbvio. Agora, criam as faixas azuis, para segregar os ônibus e deixa-los fluir melhor. Se construirem ciclovias, isso irá segregar mais, organizando o trafego nos corredores, onde corremos mais perigo devido a velocidade dos carros. Ciclovias irão reduzir o medo de usar a bicicleta, outro processo que afeta nossa expansão. Quase todo NÃO-ciclista questiona se existe risco ao pedalar na cidade. Ciclovias, praticamente acabam com esse medo. E isso já está sendo visto...em São Paulo.
Haddad, prefeito de Sampa, resolveu agir como catalisador, implantando as ciclovias na cidade. Ao fazer isso, mudou a composição do trânsito, diminuindo o número de carros,a pressão do sistema público de transportes, e aumentando a quantidade de bicicletas nas ruas. No resultado geral, melhora da "reação".
Recife tem condições estruturais ruins em alguns lugares, mas dizer que a Imbiribeira, Agamenon e Avenidas Norte e Sul não comportam uma ciclovia segregada é uma besteira. Essa podia ser a solução, se o "nosso catalisador", modelo GEJU, não fosse tão ruim de química. Pena!
Resumindo, tomar medidas que ofereçam alternativas seguras e mais eficientes para obter o "nosso produto" (retirar carros, melhorar muito os ônibus e construir muitas ciclovias) vai melhorar muito a nossa relação.
Isso se o cartel que controla a cidade deixar.
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19 de junho de 2015
PODIA SER, MAS NÃO É...
Fonte: Site da ASCOBIKE!
Amigos...
Tenho conversado muito sobre política de bicicletas, serviços e outras coisitas mais com Maria Helena, minha companheira, desde 2008! Ela está fazendo um TCC sobre o BIKE PE, e a gente fica trocando umas ideias sobre o assunto! Hoje ela me mostrou a ASCOBIKE - Associação dos Condutores de Bicicleta, em Mauá-SP.
Eles gerenciam o maior bicicletário das Américas, com 1700 usuários por dia. O bicicletário fica ao lado da estação de trem da CPTM no centro da cidade. Estávamos comparando as fotos no site deles com um "gêmeo" em Brisbane, na Austrália, que já apareceu aqui. O de Mauá é simples, mas atende e a um custo baixíssimo.
Enquanto isso, no Recife, temos postes, árvores, grades de muro, etc. Parece que existe uma lei para obrigar a construção de bicicletários. Mas falta interesse.
Realmente várias coisas faltam para implementar a bicicleta como modal de uso mais intenso na sociedade recifense: educação aos motoristas, algumas ciclovias em avenidas de alto fluxo, ciclofaixas em alguns locais menos arriscados, e também, bicicletários, paraciclos e infraestrutura para o usuário nas empresas.
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13 de junho de 2015
...O POVO QUE SE EXPLODA!
Amigos...
As pessoas de baixa renda usam a bicicleta. É o veículo mais barato existente, eficiente em pequenos deslocamentos, de baixa e simples manutenção. Não é a toa que existem mais de 5 milhões de bicicletas no região metropolitana do Recife, muito mais que carros. Em toda a cidade, para onde nos viramos, vemos gente pedalando, indo ao trabalho ou passeando.
Mas os nossos políticos não veem isso.
As pessoas de baixa renda também usam o transporte coletivo. Quem está empregado, recebe o vale transporte para ajudar sua locomoção. O sistema é fraco, mal organizado, com problemas de mobilidade causado pelos carros. Os ônibus andam atrasados, lotados, o acesso segue a lei do mais forte, os terminais integrados são uma bagunça.
Mas os nossos políticos não querem saber disso.
Os nossos políticos se interessam em "gerar empregos" na indústria automobilística nacional e em suas milhares de derivações. São postos de gasolina, oficinas, lojas de usados, concessionárias, e indiretamente a Petrobras que fornece os combustíveis, fabricantes de ferramentas, agências de publicidade e jornais que anunciam carros e mais carros. É muita gente empregada, dependente de um modelo de cidade dos anos 50 e do qual não saímos ainda. Mas também é muito imposto, dinheiro que o governo quer e precisa, e não vai querer abrir mão nunca.
Em todas as esferas, do federal ao municipal, o que se observa é que os inúmeros governos "socialistas" ou "social-democratas" pensam primeiro em si, depois em si, depois em si de novo. Pensam quem vai pagar suas campanhas, quais indústrias e negócios que não podem ser tocados para poderem continuar mantendo seus empregos através de seguidas eleições.
E nessa, o povo apenas quer ter uma vida simples e poder ir ao trabalho na sua bicicleta ou no seu ônibus, com dignidade e segurança, e quer voltar vivo para ver a família cresce, dar estudo e qualidade de vida a eles. Sem precisar de um carro. Isso é a grande maioria. Isso é o que o povo deseja...
Mas na cabeça do político, o povo é apenas massa votante. Os desejos e aspirações dele não contam realmente, exceto na hora de conquistar o voto com mentiras e invencionices. Realmente, O POVO QUE SE EXPLODA!
COMENTEM...
As pessoas de baixa renda usam a bicicleta. É o veículo mais barato existente, eficiente em pequenos deslocamentos, de baixa e simples manutenção. Não é a toa que existem mais de 5 milhões de bicicletas no região metropolitana do Recife, muito mais que carros. Em toda a cidade, para onde nos viramos, vemos gente pedalando, indo ao trabalho ou passeando.
Mas os nossos políticos não veem isso.
As pessoas de baixa renda também usam o transporte coletivo. Quem está empregado, recebe o vale transporte para ajudar sua locomoção. O sistema é fraco, mal organizado, com problemas de mobilidade causado pelos carros. Os ônibus andam atrasados, lotados, o acesso segue a lei do mais forte, os terminais integrados são uma bagunça.
Mas os nossos políticos não querem saber disso.
Os nossos políticos se interessam em "gerar empregos" na indústria automobilística nacional e em suas milhares de derivações. São postos de gasolina, oficinas, lojas de usados, concessionárias, e indiretamente a Petrobras que fornece os combustíveis, fabricantes de ferramentas, agências de publicidade e jornais que anunciam carros e mais carros. É muita gente empregada, dependente de um modelo de cidade dos anos 50 e do qual não saímos ainda. Mas também é muito imposto, dinheiro que o governo quer e precisa, e não vai querer abrir mão nunca.
Em todas as esferas, do federal ao municipal, o que se observa é que os inúmeros governos "socialistas" ou "social-democratas" pensam primeiro em si, depois em si, depois em si de novo. Pensam quem vai pagar suas campanhas, quais indústrias e negócios que não podem ser tocados para poderem continuar mantendo seus empregos através de seguidas eleições.
E nessa, o povo apenas quer ter uma vida simples e poder ir ao trabalho na sua bicicleta ou no seu ônibus, com dignidade e segurança, e quer voltar vivo para ver a família cresce, dar estudo e qualidade de vida a eles. Sem precisar de um carro. Isso é a grande maioria. Isso é o que o povo deseja...
Mas na cabeça do político, o povo é apenas massa votante. Os desejos e aspirações dele não contam realmente, exceto na hora de conquistar o voto com mentiras e invencionices. Realmente, O POVO QUE SE EXPLODA!
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DE OLHO NA BIKE
Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!
Original ROGÉRIO LEITE @ 2010