30 de agosto de 2012

EU APOIO ESSE MANIFESTO!

Manifesto pela democratização da mobilidade

  • “Pedalo também e apóio as ciclovias, desde que não atrapalhe a mobilidade dos outros modais”.
  • “Se não há espaço para se colocar essa ciclovia, vamos deixar o espaço para quem paga os impostos”.
  • “Pegue sua bicicleta e vá brincar em outro lugar”.
  • “Corredor de ônibus na Av. Recife? Não tem espaço!”
  • “Deveriam em vez de tirar espaço pra ciclofaixa, alargar mais as vias do bairro.”
  • “Se a maioria das pessoas se desloca de carro, por que dar espaço para bicicletas?”

Essas são algumas frases que foram ditas e repetidas durante estas últimas semanas por alguns críticos das ciclofaixas de Casa Amarela. Elas revelam principalmente uma hipocrisia de uma parcela – esperamos que pequena – da sociedade zona nortista, que se vangloria de morar num bairro arborizado, e de uma época em que a Av. 17 de agosto tinha quebra-molas. Esses cidadãos orgulhosos de morar num bairro tranquilo, seguro, bucólico não percebem que Casa Forte, Parnamirim, Casa Amarela, não são mais os mesmos, só existe no imaginário deles. E esses mesmos cidadãos, que da boca pra fora se orgulham deste bairro imaginário, não pedem mais árvores em suas quadras, não querem redutores de velocidade nas principais avenidas, não lutam por mais faixas de pedestre e se recusam a dar um pedaço da rua – como se a rua deles fosse – ao trânsito de bicicletas.

A lógica é inimiga da hipocrisia, e alguns fatos não estão sendo considerados nesta discussão. É dever do poder público governar para todos, e apesar de parecer, pelo enorme espaço que os carros ocupam nas ruas, que eles são maioria, não o são. Muitos discutem toda esta questão a partir de duas premissas: Recife é quente para andar de bicicleta e ônibus é cheio e lento. A falha deste discurso está justamente em sua perspectiva individualista, como se as políticas públicas tivessem que ser feitas somente para dar condições aos motoristas de deixarem o carro em casa. Mas, além desses objetivos, a prefeitura deve melhorar o trânsito das pessoas na realidade de hoje. Hoje, e não num futuro próximo, temos ciclistas se locomovendo nas ruas de Recife, no meio de um mar de carros ocupados em sua maioria por uma pessoa. A média em Recife é de 1,2 pessoas por carro. Hoje, e não daqui a 20 anos, temos a grande maioria da população se locomovendo de ônibus. E se nada for mudado, continuaremos com o espaço público loteado somente para donos de automóveis, seja para que estes possam se locomover mais rápido que todos os outros modais, seja para terem espaço garantido para estacionamento em vias públicas, onde poderiam estar passando ciclofaixas ou faixas exclusivas de ônibus. O carro tem espaço demais nas ruas, e chegou a hora de equilibrar um pouco o uso do espaço público, transferindo uma parte do espaço dos carros para a bicicleta, modal não poluente, que ocupa pouco espaço para se locomover e para se estacionar – e para s ônibus, que transporta muito mais pessoas por metro quadrado.

É pensando nessa realidade, nesses fatos incontestáveis, que solicitamos à CTTU a ampliação das ciclofaixas de Casa Amarela, tirando uma das faixas de estacionamento da Rua do Futuro até o Derby, cruzando a Rua Amélia, a Rui Barbosa, a Joaquim Nabuco, para que se faça uma ciclofaixa de mão dupla. Esta, no início da Rua do Futurose bifurcaria em duas de mão única, sendo estas ligadas às ciclofaixas de mão única da Estrada do Arraial e na Rua Padre Roma, através da Cônego Barata. Solicitamos também, para atender a maioria da população que sofre nos ônibus por causa dos engarrafamentos causados principalmente pelos carros, que se faça duas faixas exclusivas de ônibus: a primeira passando por Estrada do Encanamento, Av. Parnamirim e Av. Rui Barbosa até a Av. Agamenon Magalhães, a segunda localizada na Av. Rosa e Silva e Estrada do Arraial. Essa faixa de ônibus poderia muito bem ser aberta para o trânsito de vans escolares, carros de polícia, ambulâncias e táxis com passageiro. Com alguns poucos agentes da CTTU localizados em posições aleatórias nos dois eixos, se inibiria a ação dos infratores. Então, com essa estrutura para uma mobilidade democrática, que fornece várias opções aos moradores da Zona Norte, verificaríamos a honestidade ou a hipocrisia dos titulares de dois discursos bem comuns em redes sociais e mesas de bar: “se tivesse ciclofaixa eu iria de bicicleta para o trabalho” ou “se o transporte coletivo fosse bom, eu usaria ônibus”. 

Chega de frases prontas! Queremos soluções diversas para o trânsito de PESSOAS, e não uma solução única para o trânsito de veículos, e é pra ontem!!!

26 de agosto de 2012

CORTESIA BIKE FOREVER...


PRECISAMOS DISSO TB!

Amigos...

Bem que precisamos de que alguém nos lembre dos pedestres no Recife. Calçadas esburacadas, carros estacionados indevidamente, esgotos e alagamentos imprevistos impedindo o ir e vir. Mas tem algum gestor preocupado? Acho mesmo que os atuais estão com "a macaca". E como vingança boa, se come fria, estão fazendo aquele corpo mole uma hora, e fazendo mais um pouco de porcaria na hora seguinte! Continuam gerenciando a cidade para os carros, e os pedestres que si f...

Até Paris tem gente assim. Uma visita ao Arco do Triunfo é dessa forma mesmo, um caos para se atravessar. Considerando a quantidade de turistas e o quanto esses trazem de dinheiro para a cidade e para o país, podia mesmo ser melhor.

Vamos pedalando!

COMENTEM!

23 de agosto de 2012

DMSC 2012


Foto base para a ilustração veio daqui (editada em parte).

21 de agosto de 2012

CICLOVIAS REAIS

Amigos...

Tem cerca de 4 anos que o Pedalando & Olhando começou a mostrar como é o Recife para quem não usa o carro como única forma de transporte.  Nesse período, foram várias as vezes que bati na tecla da falta de competência dos gestores locais para lidar com o problema do espaço público.

A lei precisa existir para que o poder público aja. Mas muita coisa poderia ser feita de forma mais fácil. Muita coisa mesmo.

Uma dessas mais simples são as ciclovias. Aqui não entenda apenas a definição de via segregada para ciclistas, mas todas as alternativas de rotas demarcadas para ciclistas.
O primeiro aspecto é que toda rota dessas precisa pensar no ciclista.  Ele não vai aparecer do nada no começo da rota e sumir no final dela. Ele precisa sair da casa dele por uma rua qualquer e atingir a rota marcada, seja ela totalmente segregada ou não. Ele precisa seguir por ela, e se precisar mudar de direção, deve se conectar com outras de forma integrada. Ele precisa dispor de pontos de saída intermediárias e também seguras. E claro, ele deve poder contar com um bicicletário quando chegar ao seu destino.
Isso é o que falta no Recife.  Por aqui as ciclovias e ciclofaixas são todas do tipo "do nada a lugar algum".  Na realidade, tem SEMPRE embutidas uma proposta de ciclovia ou ciclofaixa de lazer, e você pode ver isso fácil. 

Observe a ciclofaixa do Cavouco, claramente feita para simular um parque ao redor do canal e nas pontes sobre o canal. 

Ou veja a nova ciclofaixa do binário Arraial-Entroncamento, que não passa de uma tentativa pífia de ciclofaixa. 

Ou a ciclofaixa Tiradentes, que atravessa da Caxangá até a Abdias, passando ao lado de um parque. E para resumir, observe que todas são absolutamente separadas umas das outras, sem conexão entre si. 

Agora os nossos gestores querem fazer uma ciclovia na Caxangá e outra na Agamenon.  Eu aplaudiria se fossem ciclovias reais, para uso como canal de escoamento de centenas de ciclistas que pedalam nessas avenidas todos os dias. Mas quando se observam os projetos, a coisa fede!   A ciclovia prometida para a Caxangá vai pelo canteiro central, mas em momento algum o projeto estabelece o que vai acontecer quando ela cruzar as novas estações do BRT?!  Vamos voar, acredite!  E a ciclovia da Agamenon, está prometida também pelo lado do canal. E novamente, deixando a vida do ciclista um inferno.

Inferno do tipo que corta rotas de ônibus como a ciclofaixa Arraial-Entroncamento na vizinhança do Hospital Agamenon Magalhães.

Inferno do tipo que é para quem precisa entrar ou sair da ciclofaixa do Cavouco, ou ainda para quem precisa continuar da ciclovia da Orla de B.Viagem para o centro, totalmente largado na buraqueira e sem proteção alguma.

Esses e outros motivos me impelem a mandar os atuais gestores para bem longe de mim nas próximas eleições porque tiveram 12 anos para fazer algo a respeito, e deixaram a m... feder feio.  Espero que você também chute eles para bem longe e acredite que com a pessoa certa, em 5 ou 6 anos, o Recife pode ser uma cidade totalmente diferente!

COMENTEM!!!

DE OLHO NA BIKE



Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010