9 de fevereiro de 2021

ALÉM DA CICLOFAIXA DE LAZER

 


Amigos...

A Prefeitura do Recife criou um esquema de lazer que tem seus pontos altos e baixos.  É a CICLOFAIXA DE TURISMO E LAZER que rola aos domingos e feriados nacionais em seus vários braços. Um estrutura temporária que tem sua utilidade e seus problemas.  

Por um lado, oferece ao público uma forma de lazer barata e relativamente segura, através da bicicleta.  Ao conectar vários bairros da Zona Sul, Norte e Oeste ao Marco Zero, ela oferece uma variedade de possibilidades, que vem aumentando a medida que a Prefeitura vai implantando ciclofaixas fixas em outras ruas da cidade. Hoje é possível criar rotas relativamente seguras passando por vários bairros, desde que seja nos domingos e feriados.

Por outro lado, inegável que apesar de haver aumentado o número de ciclistas na cidade, foi com o aparecimento dessa iniciativa que os grandes grupos de ciclistas da cidade foram sendo fragmentados. Hoje, existem ainda alguns, mas estão longe dos grupos com até 600 pessoas que pedalavam nas noites do Recife.

Além disso, estimulou uma dependência dos usuários, que ficam limitados a pedalar só onde tem a ciclofaixa de lazer, até mesmo em domingos e feriados em que ela não é disponibilizada, como nos dias do ENEM.  Muitos ciclistas domingueiros ficam tão ligados a ciclofaixa que não percebem as integrações com as ciclofaixas fixas que permitem percorrer e chegar aos mesmos locais por outras vias. Resumo, aos domingos, a ciclofaixa de lazer está sempre cheia, resultando em aglomerações nesses tempos de pandemia.  

Muitos alegam que falta segurança fora da ciclofaixa de lazer. O mapa acima mostra uma pedalada segura, tanto em termos de tráfego quanto em termos patrimoniais. Foi realizada no último domingo pela manhã, usando essencialmente ciclofaixas e alguns pequenos trechos da ciclofaixa de lazer, em especial nas travessias da Av.Agamenon Magalhães. Existem outros pontos seguros de travessia dessa megaavenida que corta o Recife, mas reservo eles para os pedais de outros dias da semana.

Se você está me acompanhando e quer ver mais rotas, pode acessar meu STRAVA  e pedir para ser meu seguidor. Tenho várias rotas como essa, entre 20 e 40 km (minha meta atual!)...Divirta-se!

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27 de janeiro de 2021

TREINAR SEMPRE...

Eu no centro do Recife
Eu no Centro do Recife, em meio a Pandemia do COVID19, mas continuando a treinar só. Estou no grupo de risco e não posso me aventurar em grupos. E pra nem falar dos danos que os tratamentos de 2019 fizeram no meu corpo.

Amigos...

A coisa é bem simples. Não fomos feitos para a inatividade. Por mais atraente que uma cama ou sofá de sala, por mais interessante que seja maratonar Netflix, ou simplesmente cochilar, não é bom para o corpo se entregar por muito tempo ao ócio completo.  Dentro do seu corpo, fluidos estão sempre em movimento. Seu sangue, o ar que você respira, os alimentos deglutidos, a água que você bebe, tudo está em movimento. E tudo depende desse movimento para funcionar normalmente. Durante o movimento, seus músculos ajudam o sangue a se movimentar, a linfa a limpar o corpo, o ar a entrar e sair dos pulmões, forçando a difusão do oxigênio e a remoção do dióxido de carbono.

Agora, com a pandemia do Covid-19, fomos obrigados a ficar restritos em casa, usando internet para tudo. Muito tempo sentados, muito uso de controle remoto, pouco movimento. Tudo isso entreva, trava a gente, diminui nossa energia.

Então não tem essa de ficar parado. Não tem essa de ficar "esperando a morte da bezerra"!... Levanta e vai pedalar.

Enquanto ainda podemos vamos treinar... e não esquece a máscara...

18 de janeiro de 2021

VICIADO EM CICLOFAIXA MÓVEL

 Amigos...

Anos atrás, a prefeitura do Recife começou um esquema de montar uma ciclofaixa dedicada ao lazer nos domingos e feriados nacionais. A famosa CICLOFAIXA MÓVEL recebeu e recebe críticas desde sua primeira implantação.  A maioria das críticas diz respeito a ideia de que precisamos é mesmo de ciclofaixas e ciclovias PERMANENTES em toda a cidade, todo o tempo e não apenas nos fins de semana e feriados. A ciclofaixa também foi inicialmente para bairros nobres e para "inglês ver", saindo da Jaqueira até o Marco Zero, deixando de fora o grosso dos ciclistas que usam bicicleta no dia a dia. Posteriormente, outros segmentos foram e continuam sendo acrescentados, mas a natureza de lazer não foi alterada.

Por outro lado, a prefeitura começou a implantar ciclofaixas e ciclovias em outros traçados na cidade.  Santo Amaro hoje tem uma boa malha de ciclofaixas e é cortada por uma ciclovia. A Boa Vista recebeu a Parque Amorim-Rua do Hospício, via Riachuelo. Trechos de conexão entre Riachuelo com as de Santo Amaro em três pontos, criam uma rede muito útil ao usuário do dia a dia.  Outros trechos entre Espinheiro, Rosarinho e Jaqueira ampliam as possibilidades tanto de lazer quanto de mobilidade. Mais e mais trechos vão sendo criados, e aumentam a quilometragem disponível inclusive para o lazer de fim de semana.

Em alguns finais de semana, quando tem o ENEM por exemplo, não colocam a ciclofaixa móvel. Mas existem ciclistas usando o mesmo espaço "como se a ciclofaixa móvel estivesse ativa!". As ciclofaixas FIXAS por outro lado, ficam VAZIAS. Mas os espaços NÃO DEMARCADOS da ciclofaixa MÓVEL ficam muito ocupados. São verdadeiros viciados em uma rota fantasma.

Outro aspecto interessante é que esse efeito fantasma demonstra que a ciclofaixa móvel é menos necessária nos fins de semana.  Seria muito importante durante a semana, quando o tráfego de automóveis é muito elevado. 

Se você pedala só no fim de semana, dê uma chance as ciclovias fixas e ciclorotas demarcadas no Recife.  A maioria já tem continuidade, sai de um ponto para outro. Com as rotas demarcadas de vermelho e separadas por tachões, o tráfego é bastante respeitador dos ciclistas.

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4 de janeiro de 2021

BOTA MEL, BOTA FARINHA...

 

Gente, que eu tenho uma compulsão por dados, isso é natural! Afinal, como ser pesquisador sem dados não é mesmo?!  Eu tenho cintas de monitoramento cardíaco desde 2006, nem pedalava, mas usava na academia. Passei um tempo só com ciclocomputador desde 2008 com a cinta se perdendo depois de 10 anos de uso frequente (Polar, recomendo!).  Desde que passei pela minha epopéia de 2019 (vide post anterior), queria voltar a usar um monitor. 

Tentei um tipo pulseira, mas não aguentou o calor do Recife e pipocou a bateria depois de seis meses fora da garantia. Tentei comprar uma versão nacional, barata, da Speedo. Afinal não sou atleta, só viciado em números. Que porcaria. Se aparecer, delete da tela. Primeiro que a cinta come bateria literalmente.  Usa a pilha de lítio CR2032.  Quando é de marca, funciona por 1 semana, olhe lá, uso diário claro! Quanto é do tipo "genérico", "ching-ling", etc, dura duas horas de um treino. Ficou um pouquinho caro. Imaginem que a POLAR durou 10 anos no relógio e uns 5 a 6 anos na cinta... ANOS, gente, ANOS!!!  

Bem, era para eu ter aprendido que o barato sai caro. Mas cansado desse "Speedo-come-pilha" resolvi me dar de presente de Natal outra tentativa.  Adquiri dessa vez , só o sensor e a cinta da TOPEAK que funciona com Bluetooth, direto no celular. A ideia é dispor do batimento, justamente quando preciso mais saber a quantas anda o coração "rebocado", em subidas e puxadas no pedal ou caminhando.  O resto do tempo, tá de boa. Para completar o "pacote" comprei junto um sensor de cadência. Queria saber a quanto esforço estou submetendo a "bomba" e se estou evoluindo ou apenas pedalando "no vazio". 

Depois de uma dor de cabeça procurando um aplicativo para usar esses 2 sensores, achei o WAHOO FITNESS (gostei demais!!!).  Infelizmente, esqueci de um detalhe. EU MORO NO "HELLCIFE", sucursal do inferno, quente pra dedéu!.  Nos primeiros trechos, o smartphone aguentou o tranco. Mas ontem, sol na moleira, ele não suportou o superaquecimento e desligou o WAHOO... resumo, apenas uma parte do pedal foi registrado. Agora de volta a prancheta, vou precisar de outro ciclocomputador que leia os sensores para ficar no lugar do smartphone. 

Estou desse jeito, BOTANDO MEL E BOTANDO FARINHA, mas sem chegar a uma GOROROBA decente!

Se vc tem um ciclocomputador XOSS ou IGPSPORT, me fale dele... são os melhores candidatos, porque POLAR e GARMIN não é para amadores como eu, e que ainda vivem no Recife dos Amigos do Alheio!

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17 de novembro de 2020

Voltando aos poucos...

Para os que não sabem, as coisas mudaram muito desde que escrevi pela última vez no Pedalando & Olhando. Assumi minhas turmas de Reciclagem, Reologia e Materiais Políméricos. Baguncei minha alimentação e deixei de pedalar, andar, malhar, etc.  Resumo quando se para, queda de imunidade e hospital. Passei 2019 entrando e saindo de hospital, chegando a cirurgia para limpar a válvula tricuspíde em junho de 2019.  Ainda tive um episódio de pneumonia, mas aos poucos fui me recuperando. Voltei a fazer atividades, andar primeiro, nadar depois.  Voltei a pedalar também.  Mas para coroar o ano, minha mãe teve um AVC e hoje vive num lar geriátrico de longa permanência, com suporte 24/24h sete dias por semana.  Ai entrou 2020, e a pandemia prendeu a gente em casa. Atividade física limitada mas obrigatória, para manter a imunidade alta. Alimentação descontrolou e a diabetes bateu na porta.  Agora de volta a correr atrás da saúde. Pedalando 2 a 3x por semana, mas só uns 130, 150 km por mês, bem distante dos 600 km que já cheguei a pedalar no fim de 2017.  Alimentação controlada, medicação e controle médico constante. Nem sonhar em pegar a COVID.  Continuo a dar meus cursos, remotamente. Faz falta a presença dos alunos, mas enquanto não houver vacina, fico online.  Nesse tempo todo, não postei, mas não deixei de observar como anda a "cena bicicleteira" no Recife. E assim, vamos voltar a postar coisas sobre isso em breve...

Espero nunca mais passar por um tempo tão complicado quanto esse de 2018 a 2020 (que ainda não acabou, mas eu já quero "ver pelas costas").

DE OLHO NA BIKE



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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010