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6 de maio de 2011
UFPe e a MOBILIDADE INDIVIDUAL
Amigos...
Observar o mundo e a cidade é foco deste blog. Mas meu mundo anda bem restrito, cheio de disciplinas e pesquisa no doutorado. Então a UFPe ultimamente tem sido "meu mundo"! Ir e vir para lá, e também andar por lá! E como usuário pedestre do campus do Recife, tenho a ingrata missão de descrever o péssimo posicionamento dos pedestres na mobilidade para acesso e dentro do campus! Não estamos nem no fim da escala: nós não existimos!
O acesso ao campus já havia sido comentado em posts anteriores, dada a dificuldade imposta pela segurança e economia com uma simples guarita e um guarda. Isto obriga todos os veículos, inclusive as bicicletas, a entrarem pela "ROTATÓRIA DA MORTE". Esta decisão de deixar o acesso de veículos por apenas uma porta mostrou-se mais uma vez equivocada neste último período de chuvas fortes em Recife (entre o meio de abril e hoje, espero!). A BR101, o "fosso" que cerca o Recife quando chove, faz qualquer acesso entre o resto da cidade e o campus ficar limitado a quem tiver carro grande ou que venha de ônibus. Mas de qualquer forma, enfrentando longos e demorados engarrafamentos. E só para economizar uma garita e um guarda! Pelo menos uma via alternativa devia EXISTIR. Um portão com cadeado na Escola de Química, ou no CTG para permitir um acesso por outro ponto do campus em dias assim!
Se motorizado ou de bicicleta a mobilidade é tão mal gerenciada, para os pedestres o buraco é mais embaixo! Estudei na UFPe até 1986, o campus era mais ou menos da mesma forma, mas esperei que com mais de 25 anos, já tivessem posto pelo menos calçadas nas ruas! São vários os espaços onde as calçadas não existem, e onde você anda na rua ou no mato! Existe um projeto em andamento de reforma das calçadas na Avenida dos Reitores. Beleza, vão ficar lindas! Enquanto isto o acesso entre o CCEN e a reitoria deve ser feito pelo meio da via, molhada, com agua empoçada, e ainda compartilhado com carros e ônibus. Ir do CTG ao Centro de Convenções, idem. O próprio campo no meio das duas vias da Av. dos Reitores poderia ter uma calçada circundante, e o campo, algumas árvores, uma pracinha, ao invés de um enorme nada cheio de mato!
Andar no campus, o que deveria ser uma atividade agradável, um local aberto e seguro, não é, pela dificuldade de acesso e pela falta de espaços dedicados aos pedestres.
Pena que nossos gestores não andem a pé, nem de bicicleta, nem de ônibus, e acho que nem mesmo dirigem! Porque se o fazem e passam por estas situações e não tomam medidas para remediar isto, que gestores são estes?
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27 de novembro de 2010
CICLONEWS
"MAQUIAGEM" DA CICLOFAIXA DO CENTRO
Tem algum tempo que analisei a situação calamitosa da CICLOFAIXA do Centro do Recife. Estava em muito mal estado! Mas ai, a Rede Globo fez o tal PASSEIO REDE GLOBO NORDESTE, no dia 21/11, e para "ficar bem na fita" a Prefeitura resolveu fazer uma "maquiagem" na ciclofaixa. Repintou as faixas. E só! Nem as setas indicativas de direção dentro da ciclofaixa receberam atenção! E os problemas detetados na idéia da ciclofaixa como falta de segurança para os ciclistas, horário absurdo de funcionamento ou falta de sinalização avisando aos carros de que ali era uma ciclofaixa, não foram nem ao menos olhados. Será que os gestores da cidade acham que somos tapados?! Se é para fazer alguma coisa, que façam direito!Olhem as fotos da ciclofaixa "maquiada"!
ÁRVORE DE NATAL RESPONSÁVEL
Pelo menos uma das ciclonews precisava ser boa. Vi de perto a montagem da árvore de Natal da Prefeitura do Recife, que vai ficar boiando no Capibaribe em frente ao Paço da Alfândega e ao Fórum. A árvore é toda feita de CDs e DVDs usados e descartados. Unidos com presilhas plásticas formando uma placa flexível presa a uma moldura de alumínio, criando paineis depois presos a estrutura de aço da árvore. Tudo isso boiando numa plataforma e iluminada por centenas de lâmpadas. O conjunto ficou lindo! E sustentável. Espero apenas que depois do Natal, RECICLEM tudo!Olha as fotos!

CALÇADAS: UMA VERGONHA!
Existe uma lei que obriga aos proprietários de imóveis a manter as suas calçadas limpas e transitáveis, e com o pavimento adequado. Mas ela não é seguida. Acredito que em muitos casos, é um problema de falta de recursos. Mas e quando a calçada é de uma grande empresa? Abaixo 3 exemplos FOTOGRAFADOS em 27/nov/2010, com calçadas na frente do INSTITUTO DOS CEGOS e na ESQUINA DA RUA DAS GRAÇAS COM A RUI BARBOSA, e ainda, na frente do COLÉGIO AMERICANO BATISTA. ![]() |
1 - Rui Barbosa c/Rua da Graça, Graças / 2 - Colégio Americano Batista, Pq Amorim 3 - Instituto dos Cegos, Graças |
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28 de julho de 2010
PORQUE ELES USAM A CALÇADA?
Amigos...
Uma imagem recorrente a quem anda pelo Recife (ANDAR = USAR AS PERNAS PARA IR DE UM PONTO A OUTRO, ainda lembram disto né?!), é o grande número de ciclistas que utilizam as calçadas no tráfego da cidade.
Claro que eles estão errados de fazer isto, aqui não se trata da apologia "eles não nos dão ciclovias, então usamos a calçada"! Esta apologia é cega de muitas formas. No Japão, ciclista não pode usar as ruas. Ele é OBRIGADO a usar as calçadas, dividindo o espaço público, que lá é muito restrito, com os pedestres. E funciona!
Também observo que quem usa as calçadas para pedalar no Recife o faz sempre de forma relativamente ordeira, pedala devagar, com atenção. E considerando que com tantas pontes, nossos gargalos centenários, não existe a possibilidade de deixar de considerar usar a calçada em algum momento. O certo seria descer da bike e empurra-la pela calçada através da ponte, mas ninguém faz isto! E alguns trajetos não foram considerados para o ciclista mesmo! O que dizer da Ponte do Derby, sentido Derby-Praça do Internacional, com uma faixa que mal passa um carro? Quem é o ciclista doido que deixa de usar a calçada e se expõe ao tráfego do corredor Leste-Oeste e suas dúzias de linhas de ônibus?! E com uma larga calçada ao lado, tentação clara e óbvia!
Observe que quem pedala por lazer normalmente não corre tantos riscos ao pedalar na rua de uma ponte. O risco aumenta exponencialmente para aqueles que vivem em cima da bicicleta, arriscando-se no tráfego o dia todo. E por mais que sejam estes que nos garantam a entrega de nosso gás, nossa água mineral, nosso jornal diário, nossas cartas e correspondências especiais, muitos são simplesmente ignorados e tratados como se fossem um impecilho ao movimento dos seus carros! Carrocracia é isto!
Então quando você vir uma pessoa pedalando pela calçada se lembre que, quase com 100% de certeza, ele vive disto. Seja mais tolerante e aceite que ele não faz isto porque ele deseja ardentemente atropelar os pedestres e burlar a lei, mas porque o poder público continua tratando o ciclista de Recife como um ser abjeto e que não devia estar lá! E as vezes, ele cansa mesmo, compra uma moto e sai matando por ai! Tome na cara, seu prefeito! Dar condições aos ciclistas é tirar dezenas de potenciais malucos em cima de uma moto! Já pensaram nisto?
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27 de julho de 2010
CORRIDA DE OBSTÁCULOS...
Amigos...
Nós que pedalamos pela cidade achamos que somos esquecidos pelo poder público. Somos realmente, mas pelo menos podemos ver e andar sem dificuldade quando descemos da bike. Recife é uma cidade abandonada quando se olham suas calçadas, suas ruas, e todas as dificuldades que os nossos gestores impõem a uma grande massa de desvalidos, cegos, idosos, cadeirantes e gestantes. Nossas calçadas fazem nojo. Uma colcha de retalho, como dito por um especialista que li neste domigo no JC? Não. Uma selva de buracos, desníveis, irregularidades, mais um exemplo desta terra de ninguém que é a veneza brasileira!
Antes as pessoas cuidavam de suas calçadas, procuravam fazê-las homogênea, regular, um local onde se colocavam as cadeiras para conversar com os vizinhos. Hoje, é cada um por si. Na cidade da individualidade moderna, onde ninguém tem tempo para ver ou ouvir ninguém, que dirá conversar, as calçadas são apenas o reflexo da sociedade cada vez mais ávida pela velocidade e pela fantasia mediocre de uma carrocracia de classe média financiada em mil pagamentos!
E o que dizer de nossas avenidas e ruas. Buracos fazem aniversário, alagamentos comemoram décadas de descaso a cada chuva mais forte. Faixas pintadas nas ruas? Só se for de propaganda. Tirar o pó da construção das torres que entope os bueiros, nem pensar! Arranjar uma rampa para quem precisa usar uma cadeira de rodas, nunca! E nós ciclistas achamos ruim a gestão do tráfego e da cidade?! Nós ainda podemos descer da bike e empurrar! E quem não vê o caminho? E quem não tem as pernas e depende das rodas para se locomover? Te vira nego, problema teu!! E pior, além desta minoria, nós temos os nossos idosos que estão rapidamente se transformando em maioria. Parece até que quem define esta manutenção não tem mãe, não tem pai, ou não vai ficar ele mesmo idoso um dia! Deve ser filho de chocadeira! Ou pretende envelhecer milionário e ter um escravo para levá-lo de cá para lá! Quem sabe com nossos impostos...
E de tudo isso sobra só a descrença nestas pessoas que se dizem gestores. Não confiaria nem um carrinho de pipocas para eles administrarem (que me desculpem os pipoqueiros!).
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Nós que pedalamos pela cidade achamos que somos esquecidos pelo poder público. Somos realmente, mas pelo menos podemos ver e andar sem dificuldade quando descemos da bike. Recife é uma cidade abandonada quando se olham suas calçadas, suas ruas, e todas as dificuldades que os nossos gestores impõem a uma grande massa de desvalidos, cegos, idosos, cadeirantes e gestantes. Nossas calçadas fazem nojo. Uma colcha de retalho, como dito por um especialista que li neste domigo no JC? Não. Uma selva de buracos, desníveis, irregularidades, mais um exemplo desta terra de ninguém que é a veneza brasileira!
Antes as pessoas cuidavam de suas calçadas, procuravam fazê-las homogênea, regular, um local onde se colocavam as cadeiras para conversar com os vizinhos. Hoje, é cada um por si. Na cidade da individualidade moderna, onde ninguém tem tempo para ver ou ouvir ninguém, que dirá conversar, as calçadas são apenas o reflexo da sociedade cada vez mais ávida pela velocidade e pela fantasia mediocre de uma carrocracia de classe média financiada em mil pagamentos!
E o que dizer de nossas avenidas e ruas. Buracos fazem aniversário, alagamentos comemoram décadas de descaso a cada chuva mais forte. Faixas pintadas nas ruas? Só se for de propaganda. Tirar o pó da construção das torres que entope os bueiros, nem pensar! Arranjar uma rampa para quem precisa usar uma cadeira de rodas, nunca! E nós ciclistas achamos ruim a gestão do tráfego e da cidade?! Nós ainda podemos descer da bike e empurrar! E quem não vê o caminho? E quem não tem as pernas e depende das rodas para se locomover? Te vira nego, problema teu!! E pior, além desta minoria, nós temos os nossos idosos que estão rapidamente se transformando em maioria. Parece até que quem define esta manutenção não tem mãe, não tem pai, ou não vai ficar ele mesmo idoso um dia! Deve ser filho de chocadeira! Ou pretende envelhecer milionário e ter um escravo para levá-lo de cá para lá! Quem sabe com nossos impostos...
E de tudo isso sobra só a descrença nestas pessoas que se dizem gestores. Não confiaria nem um carrinho de pipocas para eles administrarem (que me desculpem os pipoqueiros!).
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4 de junho de 2010
SEM CONTAR COM A GENTE...
Amigos...
Não é desconhecido da maioria de vocês que o trânsito mata. Dados preliminares publicados no Jornal do Commércio* mostram que 1.395 pessoas perderam a vida no trânsito de Pernambuco em 2009. Os números ainda não foram consolidados mas mostram que por si só, carros, ônibus, caminhões e motocicletas estão sendo guiados por pessoas com sérios problemas de sociabilização. Mesmo que admitamos que existe um percentual de acidentes mesmo, daqueles causados por falha mecânica ou motivos naturais, ainda morre gente demais por irresponsabilidade dos motoristas.
O que pensar então da relação destes com os ciclistas e pedestres?
A sociedade do automóvel não os considera válidos. Ciclistas e pedestres são "pedras" no caminho dos poderosos motorizados! Para os pedestres a coisa está ruim demais! E nisto estou citando os que podem andar com desenvoltura, e também os que não podem, como cadeirantes e idosos. A situação das calçadas é muito ruim. Existe a lei que exige que proprietários mantenham suas calçadas, mas a prefeitura não cobra, não multa, não exige a manutenção. E quem sofre é a parte mais fraca da sociedade, que não tem carro ou moto, ou quem precisa usar a cadeira de rodas ou as muletas. Para os usuários das calçadas, a cidade é uma assassina. Muitas vezes, elas estão tão danificadas os obrigam a andar pelas ruas, correndo um risco ainda maior. Os membros da Prefeitura da Cidade do Recife parecem que não têm mãe ou pai de idade, ou pensam que serão jovens e ágeis para sempre!? A idade vai mostrar para eles que deveriam ter feito o dever de casa quando puderam! Pena que até lá, mais e mais pessoas irão sofrer com isto!
Para nós, ciclistas, ainda dá para parar, esperar o trânsito amainar e passar. E mesmo pedalando com extrema consciência, seguindo todas as regras, se protegendo ao máximo, ainda nos deparamos com a falta de consciência e educação dos demais. Concordo com a Jornalista Márcia Parente que escreve a coluna que originou este post: precisamos endurecer a lei. Se um motorista atropelar um pedestre ou ciclista, ou se atropelar um idoso ou um cadeirante, era para nunca mais dirigir, caçar a carteira para sempre e obrigar o motorista a sustentar os mesmos ou seus dependentes para o resto da vida! É preciso que a lei se lembre quem é o mais fraco, quem é que realmente precisa usar a cidade, E QUEM OS ELEGE! Sim, porque somos nós, a grande maioria de pedestres, ciclistas, usuários de transporte público e calçadas que os elegemos. Somos nós que podemos escolher quem vai fazer obras, educar os "poderosos motorizados", e cobrar dos demais o respeito para todos, fazendo da sociedade "carrocrática" atual uma real democracia!
Chega de defender a cidade para os carros. Eu também moro em Recife e quero respeito!
COMENTEM!!!
*Coluna JC nas Ruas, Caderno Cidades, sexta 04/06/2010.
Não é desconhecido da maioria de vocês que o trânsito mata. Dados preliminares publicados no Jornal do Commércio* mostram que 1.395 pessoas perderam a vida no trânsito de Pernambuco em 2009. Os números ainda não foram consolidados mas mostram que por si só, carros, ônibus, caminhões e motocicletas estão sendo guiados por pessoas com sérios problemas de sociabilização. Mesmo que admitamos que existe um percentual de acidentes mesmo, daqueles causados por falha mecânica ou motivos naturais, ainda morre gente demais por irresponsabilidade dos motoristas.
O que pensar então da relação destes com os ciclistas e pedestres?
A sociedade do automóvel não os considera válidos. Ciclistas e pedestres são "pedras" no caminho dos poderosos motorizados! Para os pedestres a coisa está ruim demais! E nisto estou citando os que podem andar com desenvoltura, e também os que não podem, como cadeirantes e idosos. A situação das calçadas é muito ruim. Existe a lei que exige que proprietários mantenham suas calçadas, mas a prefeitura não cobra, não multa, não exige a manutenção. E quem sofre é a parte mais fraca da sociedade, que não tem carro ou moto, ou quem precisa usar a cadeira de rodas ou as muletas. Para os usuários das calçadas, a cidade é uma assassina. Muitas vezes, elas estão tão danificadas os obrigam a andar pelas ruas, correndo um risco ainda maior. Os membros da Prefeitura da Cidade do Recife parecem que não têm mãe ou pai de idade, ou pensam que serão jovens e ágeis para sempre!? A idade vai mostrar para eles que deveriam ter feito o dever de casa quando puderam! Pena que até lá, mais e mais pessoas irão sofrer com isto!
Para nós, ciclistas, ainda dá para parar, esperar o trânsito amainar e passar. E mesmo pedalando com extrema consciência, seguindo todas as regras, se protegendo ao máximo, ainda nos deparamos com a falta de consciência e educação dos demais. Concordo com a Jornalista Márcia Parente que escreve a coluna que originou este post: precisamos endurecer a lei. Se um motorista atropelar um pedestre ou ciclista, ou se atropelar um idoso ou um cadeirante, era para nunca mais dirigir, caçar a carteira para sempre e obrigar o motorista a sustentar os mesmos ou seus dependentes para o resto da vida! É preciso que a lei se lembre quem é o mais fraco, quem é que realmente precisa usar a cidade, E QUEM OS ELEGE! Sim, porque somos nós, a grande maioria de pedestres, ciclistas, usuários de transporte público e calçadas que os elegemos. Somos nós que podemos escolher quem vai fazer obras, educar os "poderosos motorizados", e cobrar dos demais o respeito para todos, fazendo da sociedade "carrocrática" atual uma real democracia!
Chega de defender a cidade para os carros. Eu também moro em Recife e quero respeito!
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*Coluna JC nas Ruas, Caderno Cidades, sexta 04/06/2010.
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No aguarde!
Original ROGÉRIO LEITE @ 2010

