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30 de abril de 2011

CICLOVIAS, CICLOFAIXAS OU FAIXAS COMPARTILHADAS?

Amigos...

Em referência a LEI Nº 17.694./2011 sobre o Sistema Cicloviário do Recife, fiquei pensando sobre CUSTOS enquanto pedalava pela cidade.  Vamos as definições que importam (todas devem ser delimitadas e sinalizadas, então isto não as diferencia!):
  1. CICLOVIA : Exclusiva, com piso especial e segregada do resto dos veículos;
  2. CICLOFAIXA: Exclusiva, pintada no asfalto mesmo e NÃO segregada;
  3. FAIXA COMPARTILHADA: NÃO exclusiva, NÃO segregada e pode ser nas calçadas.
O essencial é isto. Óbvio que por ordem de custo, as CICLOFAIXAS são as mais baratas, e digamos que uma CICLOFAIXA COMPARTILHADA, seja uma versão das CICLOFAIXAS, onde não couber mesmo "exigir" a exclusividade.

Recife é uma cidade com muitos problemas além da mobilidade. Alaga, faz muito calor, o asfalto é uma desgraça, volta e meia afunda porque é sempre muito "bem feito"! Tem problemas com camelôs, tem carroceiros - não são comuns em outras cidades -, tem muita falta de educação social, enfim, uma pá de coisas onde a prefeitura tem de colocar recursos além da estrutura cicloviária. Realmente irreal ficar pensando que em um curto espaço de tempo ela vá querer por muitos recursos em uma enorme rede de ciclovias segregadas.

Vamos partir então para a solução mais econômica: AS CICLOFAIXAS.  O que se gasta para fazer uma ciclofaixa/km pintado e sinalizado é uma miséria, e se for bem feita, dura bastante. Mas isto precisa ser feito com educação em paralelo. Porque não vamos ter respeito se a população não entender que ter ciclofaixas representa um avanço rumo à uma mobilidade melhor. Que os ciclistas cobrem e respeitem o espaço dado a eles. Que os motoristas respeitem o espaço do outro, entendendo que somos menos um carro ali na frente dele, e portanto, menos problema para ele. Que o poder público faça, mas cobre, vigie, policie, pelo menos por um bom tempo. A educação via anuncios e palhacinhos não resolve realmente se não tiver um bom fiscal para multar os infratores!

E vamos pedalando!

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2 de abril de 2011

A ROTATÓRIA DA MORTE

Esquema de entrada e saída do Campus, para qq veículo!

"Cruzamentos" de fluxo de veículos na entrada do Campus. 
Os dois mais a esquerda são os mais perigosos!

Amigos...

Como vivemos mesmo numa carrocracia, estamos sempre nos deparando com soluções de tráfego voltadas exclusivamente para os veículos motorizados. Rotatórias são uma destas soluções anti-cruzamento, anti-sinal luminoso, anti-gente!

Tomemos como exemplo aquela que batizei de A ROTATÓRIA DA MORTE. Localizada na entrada da UFPe, na Cidade Universitária, está entre a Reitoria da Universidade e o campus propriamente dito. Com a BR101 passando por cima, a rotatória é a única porta de entrada para carros, ônibus e caminhões, motociclistas e ciclistas. Os pedestres ainda dispõem de outras entradas, ao redor do campus, mas para os demais, só por ai. Sei que ainda não deve ter morrido ninguém por lá, por obra e graça do divino Espirito Santo, amém! Mas todos os dias dezenas de pessoas, na forma de pedestres e ciclistas, correm o risco de subir para o plano superior da existência, non-stop! Para garantir a fluência, não existem redutores de velocidade e apenas algumas placas avisando aos motoristas que estão chegando nela, que os veículos dentro da rotatória têm prioridade sobre quem está entrando.

E os ciclistas? Sim, tem muitos ciclistas entrando e saindo da Universidade todos os dias. São trabalhadores terceirizados, é o pessoal que trabalha das construções do ReUni, são técnicos, alunos e professores. Sim, alguns professores são dotados de consciência ambiental e social, e também seguem para a Universidade de bicicleta. O risco na entrada e na saída passando pela rotatória é enorme, mas não existe alternativa, já que a Universidade fechou todo o campus ao acesso de bicicleta. Uma entrada pela Várzea ou na Escola de Farmácia, resolveria em muito o problema, mas a "segurança" não deixa! Será que a UFPe não pode arcar com o custo de um vigilante adicional em uma ou duas guaritas? Será que este custo seria mais alto do que uma vida? Vamos esperar para que morra o primeiro ciclista na Rotatória da Morte para que a Reitoria proponha uma alternativa mais segura de acesso aos ciclistas?

Só espero que não seja eu quem suba! Tenho filha para criar!

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25 de março de 2011

APRENDE RECIFE!



Amigos... reproduzo parte de uma reportagem que li agora...

Cambridge, Massachusetts, EUA, veio com uma maneira criativa para apoiar a sua população cada vez mais amantes da bike e incentivar as pessoas a optar por transportes ecológicos. Instalou três estações de reparação de bicicletas na cidade. Ciclistas podem ir até os pontos em Harvard Square e fazer pequenos reparos ou inflar seus pneus. O gerente de transportes de Cambridge diz que a cidade inspirou-se no MIT (Massachusetts Institute of Technology), uma das mais prestigiadas universidades do planeta e que já possuía centros de reparação de bicicletas.


Segundo o BOSTON.COM, os estandes oferecem medidores de pneus e bombas, chaves Allen e algumas outras ferramentas que permitem aos ciclistas fazerem pequenos reparos, como o ajuste de assentos ou guidão. Cada posto custou à cidade cerca de US $ 1.000 e Seiderman disse que a cidade teve a idéia do MIT, que tem já instalados centros de reparação em torno de seu campus. A instalação dos centros de reparação surgiu com a observação de um número crescente de pessoas passando de bike por Cambridge. Um estudo conduzido pela cidade estima que o número de pessoas de bicicleta em Cambridge mais do que duplicou entre 2002 e 2008, com base em um estudo sobre o número de ciclistas que viajam contado através de 17 diferentes cruzamentos. Seiderman disse que o número continuou a aumentar desde 2008.

Enquanto isto, aqui no Recife, discute-se se vale mesmo a pena ter um sistema cicloviário, e a Universidade Federal não tem nem um acesso seguro para ciclistas na sua entrada, que dirá estações de reparo, bicicletários decentes, banheiros limpos e disponíveis para qualquer um usar! Recife é plano, ótimo para peladar, clima quente quase todo o ano, tudo que cidades como Boston e Cambridge não tem. Mas infelizmente, não tem a mentalidade e a cultura das pessoas de lá. Mesmo aquelas que deviam, por sua formação, por terem vivido anos no exterior fazendo cursos sofisticados, convivendo com a cultura do mundo civilizado, não conseguem encontrar no meio social nem no acadêmico, espaço para implantar meios básicos para melhora da qualidade de vida de todos.

É o egoísmo da lei de Gérson em alto e bom som! Que vantagem posso levar nisto, certo!?

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Fonte: http://www.geekosystem.com/diy-bike-repair-cambridge/

15 de fevereiro de 2011

PODIA SER NA UFPE, UNICAP, UPE...

Amigos...

Abaixo um vídeo sobre a UNIVERSIDADE AUTÔNOMA DO MÉXICO, onde existe uma infraestrutura cicloviária das melhores do mundo. MÉXICO, VIU! Não é EUROPA, nem Estados Unidos. É um país com os mesmos problemas que o Brasil! Babem!

UNAM - The Bicycle Friendly University in Mexico City from Copenhagenize on Vimeo.



Enquanto isto, na UFPE, o bicicletário que se encontra é um ferro sem cobertura alguma, ciclovias e ciclofaixas são sonhos, e nem uma mera alternativa PACÍFICA se tem para entrar na faculdade, obrigando os ciclistas a usarem a ROTATÓRIA DA MORTE! A UNICAP tem um bom bicicletário, pelo menos. E a UPE, não sei. Alguém comente a situação da UPE, por favor! A Maurício de Nassau ensaiou ações sustentáveis, implantação de um bicicletário, mas acho que não rolou nada!

Se quem pensa não pensa na bicicleta, como fazer? Pensando...

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22 de janeiro de 2011

MAIS CICLOVIAS = MAIS EMPREGOS...

Amigos...

Interessante estudo divulgado pelo site ECOVELO.INFO, bota mais "um gás" sobre o papel das bicicletas no mundo. Além de economizar nas despesas nacionais de saúde e meio-ambiente, de não poluir, de reduzir o número de acidentes e a pegada de carbono das cidades, além de tantas outras razões já conhecidas de quem frequenta este espaço, a construção e manutenção de ciclovias também emprega mais gente do que a construção e manutenção de estradas.  Segundo o estudo realizado pela Political Economy Research Institute da Universidade de Massachusetts, em Amherst, EUA, projetos de infra-estrutura para bicicletas produzem mais de duas vezes mais empregos por dólar investido do que em projetos de manutenção de estradas. Segundo o estudo, os projetos rodoviários de recapeamento criam 6,8 emprego por US$ 1 milhão, enaquanto novas ciclovias criam 14,4 empregos para cada US$ 1 milhão. A diferença é explicada pelo fato de que os projetos de construção de bicicletas e pedestres são mais "trabalho-intensivo", dependentes do trabalho humano, e assim uma parcela maior dos recursos vai para os trabalhadores em vez de materiais e máquinário.

Mais um motivo bem SOCIAL para as nossas prefeituras e estados, criarem programas sérios de implantação de cicloinfraestrutura no país!

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19 de julho de 2010

ENQUETES / RESUMO DA ÓPERA...

Amigos...

Não foram muitas respostas, se tivesse de fazer uma análise estatística teria de apelar para inferências de pequenas amostras. Mas dá para pensar!

80% das pessoas que responderam a pergunta "AÇÃO MAIS IMPORTANTE do Estado para os Ciclistas" acham que é a implantação de uma malha de ciclovias e ciclofaixas cobrindo a cidade. O número é bem expressivo, não dá para discutir! Já quando quis saber o que preferiam mais, entre "só ciclovias, tráfego compartilhado ou as duas coisas, dependendo do caso", o resultado sem uma clara prepoderância mostra que ainda existem dentre nós aqueles que acreditam em compartilhar as vias, e aqueles que querem se isolar do tráfego totalmente. E uma grande maioria, ponderada, prefere que a solução seja mista, dependendo da rua ou avenida em que vai ser implantada. Isto abre uma conclusão lógica: ruas de alto tráfego, separar os ciclistas em uma ciclovia protegida, alimentada por ciclofaixas em ruas menos movimentadas, compartilhando a rua. Ciclovias são mais protegidas mas de implantação mais dificil e custo mais alto. Ciclofaixas compartilhadas são mais expostas, mas de implantação mais fácil e custo mais baixo. Um solução que deixe o ciclista mais protegido sem onerar toda a sociedade com altíssimos investimentos, precisaria de um equilibrio entre os dois tipos de via.

Em outra vertente, a "construção de bicicletários no Metrô e em outras estações de integração", mostrou que não existe a cultura da integração com a bicicleta. O uso eventual não justificaria a implantação? Sim, provavelmente iria criar uma cultura de integração se existissem os bicicletários. E mesmo que nem todos usassem todos os dias, eu acredito que estariam sempre cheios!

Estou montando outras enquetes. Fiquem atentos e respondam!

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RESULTADO FINAL

AÇÃO MAIS IMPORTANTE do Estado para os ciclistas?
Malha de ciclovias e ciclofaixas - 80%
Bicicletários e paraciclos nas empresas - 10%
Punir infrações envolvendo ciclistas - 0%
Campanhas de inclusão dos ciclistas - 10%
Bicicletários públicos no Metrô e no SEI - 0%

BICICLETÁRIO no Metrô e nas Estações Integradas, você usaria.....?
Todos os dias / Sempre - 25%
Quando fizesse sol! - 12%
Eventualmente, mas não sempre - 50%
Nunca, não uso ônibus! - 12%

VOCÊ PREFERE?
Ciclofaixas compartilhando o tráfego - 22%
Só ciclovias isoladas do trânsito - 33%
Ambas, dependendo do caso. - 44%
Prefiro pedalar na rua. - 0%

DE OLHO NA BIKE



Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010