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1 de setembro de 2011

TEM QUEM FAÇA...TEM QUEM GOOGLEI!



Amigos...

Não sou muito fã de supercorporações, mas não deixo de me admirar com a GOOGLE.  Sou usuário de vários programas, mas fico muito mais interessado em usar mais e mais, divulgar mais e mais, quando vejo uma empresa que pensa até na mobilidade sustentável de seus funcionários.  Assistam o vídeo e fiquem pensando: "BEM QUE ISSO PODIA ROLAR NUMA EMPRESA DAQUI...EU TRABALHARIA MUITO PARA ELES"...

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28 de setembro de 2010

O CARRO É UM PROBLEMA!

Amigos...

Não quero fazer aqui uma ode contra a máquina. Pretendo que seja uma análise fria e racional sobre os problemas causados pelo excesso de carros em nossas cidades. Comentem se acharem que fui parcial em algum ponto!

O uso do carro traz alguns problemas para toda a sociedade, a saber:

27 de setembro de 2010

EM BUSCA DO EQUILÍBRIO

Chegou a Primavera... arrume sua bike e veja o mundo colorido que brotou com a nova estação.
Foto:
Daqui
Amigos...

Não tem quem não reclame quando precisa se movimentar nas cidades do Brasil. Até quem não pega muitos engarrafamentos, como nós os ciclistas, sofre com o completo abandono do gerenciamento pelos órgãos de fiscalização e gestão, com a falta de respeito geral dos motoristas (entre eles mesmo e conosco) e com a baixa qualidade da infraestrutura das vias públicas.  Estamos vivendo quase no caos, ainda não total, mas muito perto.

Nós ciclistas temos a necessidade de manter o equilíbrio acima de qualquer coisa. Fisicamente, impossível pedalar sem ele.  Mentalmente, somos humanos e nos revoltamos quando  sofremos alguma agressão ou enfrentamos buracos e descasos. Por outro lado, somos sistematicamente agraciados com as vantagens e o prazer de pedalar. Somos quase tão flexíveis na escolha dos nossos caminhos quanto um pedestre e mais velozes que um carro no meio da confusão.  Somos verdadeiramente eleitos, porque percebemos as cruéis condições de vida dos "enlatados" e encontramos uma alternativa real e saudável. Sabemos que a cidade é nossa, que com a bicicleta se pode ir a qualquer lugar sem deixar de ver nada e em curto espaço de tempo. Quem pedala sabe que esta é uma pálida representação do nosso prazer e que enche qualquer um de euforia: não existem grandes limitações para quem pedala.

Pedalar é mais que uma atividade física. É alimento para o espírito, calmante para as ansiedades, remédio para as dores da alma e do corpo. Saia da sua lata e venha descobrir que a vida é muito mais equilibrada e tranquila, e tem muito mais sentido e prazer, quando se está pedalando.

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21 de setembro de 2010

JABUTICABAS E MELANCIAS...

Aonde estão a melancia e a jaboticaba? Estava esperando outra coisa!
Eu acho que a MULHER MELANCIA pedalando é tão gostoso quanto uma jabuticaba! Explicado?
Viu o que vocês estão perdendo em não pedalar?


Amigos...

Quando era criança, li uma história sobre um menino que queria mudar o mundo. Achava o mundo muito louco, onde jabuticabas nasciam em grandes árvores, enquanto melancias se arrastavam pelo chão presas a um matinho.  Por ele, a coisa seria o contrário, até que deitou e cochilou embaixo de uma jabuticabeira e acordou com uma caindo em sua testa. Naquele momento ele entendeu que Deus fez a natureza do mundo do jeito dele, e nem sempre era sábio mexer com ela.

Este preâmbulo é uma paródia do que acontece no nosso mundo, na nossa cidade e na nossa vida. Por vezes, queremos que as coisas se ajustem, se encaixem na nossa visão do mundo, que é só nossa. Nos cabe a expectativa de que as coisas sejam do jeito que queremos mas não nos cabe a decepção por que as coisas não acontecem como tal. Assim é pedalar em Recife.  Grupos de lazer existem muitos, mas é apenas ciclismo de lazer. Mesmo se uns poucos pedalam para o trabalho, a grande maioria não. E não o faz nem para se manter coerentes. Simplesmente encontram desculpas como calor, distância, comodidades ou necessidades. E nada do que se escreva ou deseje, vai se realizar porque se quer apenas.

A grande maioria alega que Recife não tem infraestrutura, nem nas ruas, nem nas empresas. E que sua população, mesmo habituada com os grupos, não respeita os ciclistas quando isolados. Primeiro, a infraestrutura existe: são milhares de ruas e avenidas, que segundo o CTB devem ser compartilhadas entre carros e bicicletas. Segundo, nenhuma empresa vai implantar banheiros e armários se os empregados não pedalam: outro dilema ovo-galinha.  Finalmente, quem pedala muito em Recife e segue as regras sente que, apesar de haver alguns malucos, a grande maioria nos respeita sim e isto tem crescido a cada dia.

Mas enfim, desculpas a parte, pedalar é gostoso, econômico, anti-estresse, saudável, alegre, e deixa qualquer um em estado de felicidade plena. Então, eu continuo pedalando e olhando, e deixo aos inteligentes o exemplo, e aos nem tanto, a idéia.  Quanto mais cedo começarem mais fácil será a adaptação ao inevitável!

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13 de julho de 2010

RASPAS E RESTOS...

Amigos...

Eu recebi um folheto da campanha EU PEDALO, EU RECICLO, promovido pela Caloi, do Instituto Via Viva e da Avape. Uma campanha para coleta e reciclagem dos pneus de bike usados e que não podem ser mais reutilizados, finos demais, rasgados, etc. Campanha elogiável com apoio da Centauro. E como não tenho o que fazer, vou logo no site deles e descubro que parece que a reciclagem só lá no "sul maravilha"! Por aqui não! Por enquanto! Pena! Já perguntei a eles, aguardo resposta.

Mas isto despertou uma outra questão?! O que fazer com peças usadas de bicicletas - que ainda servem, bem dito - ou peças inutilizadas, como pneus velhos, correntes partidas, velhas câmaras de ar, cabos, sistemas antigos de câmbio, etc? Com toda certeza, você tem um "cemitério" de peças antigas e foras de uso em casa, e não tem a menor idéia de como se livrar delas. Muitas a gente guarda para "aquele dia" em que eu vou precisar delas, e que nunca chega! A grande maioria a gente guarda porque não sabe o que fazer com elas mesmo!


Detalhe de escultura exposta na FENEARTE 2010, com partes de bicicletas reutilizadas como material

Se você não é um talentoso artista plástico para usar as peças em laboriosas esculturas metálicas, o que lhe resta é o descarte e a doação das peças. Quem pedala nos grupos sabe que existe quem não tenha recursos para equipar uma bike perfeita. Alguns nem freio tem, e qualquer peça que funcione e não tenha mais uso para você, com certeza, servirá a eles. Quando você doa, ajuda um ciclista que realmente precisa pedalar a faze-lo com mais conforto e segurança! Seja generoso!

Já se sua opção é o descarte, seja bem criterioso:
  • peças de metal podem ser simplesmente levadas a um ferro velho que compra por quilo de material.
  • Peças de borracha, câmaras e pneus, precisam ser descartados adequadamente. Procure um revendedor de pneus e pergunte se ele se importaria de incluir os seus pneus e câmaras usadas nas remessas deles para reciclagem. Como não pesa nada, com um bom papo, ele encaminha seu descarte.
  • Peças de plástico podem ser descartadas em pontos de coleta de recicláveis domésticos. Existem em supermercados e alguns pontos públicos de coleta como a Academia da Cidade, no final da Beira Rio.
Descartar, doar ou reaproveitar os materiais e peças que você não precisa mais é um ato de responsabilidade ambiental que tem tudo a ver com o uso da bicicleta. Como diria Cazuza, "Raspas e restos me interessam"!!! NOS INTERESSAM! Participe!

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23 de abril de 2010

É PRECISO DEIXAR FLUIR...

Amigos...

O TRANSPORTE ATIVO trouxe um texto muito ilustrativo sobre como eu me sinto e vejo movimentos como a Bicicletada. Apesar de que ele questionar se existem resultados reais nos 15 anos do movimento, e independente disto existir mesmo ou não, a idéia de divulgar o uso da bicicleta no dia a dia é excelente. Claro que na grande maioria das cidades que não tem a nossa quantidade de grupos de ciclismo pedalando várias noites todas as semanas precisam ter um grupo que faça esta divulgação, e a Bicicletada cumpre esta função. Uma função formal de divulgar a idéia que nos grupos é divulgada em ações. Ações descritas no texto do TA.

E muitas destas, defendidas aqui no blog. Respeitar o motorista, dar o exemplo, educar pela forma e função bem executadas são bandeiras minhas desde que comecei a escrever aqui.

Estou então 100% de acordo com o TA? Não totalmente, porque existem cidades em que falta uma estrutura para esta divulgação. Mas concordo que não podemos provocar reações negativas, mas dar o exemplo de pedalar, todos os dias, em todas as condições. E o máximo que posso aceitar de qualquer movimento que estimule o uso da bicicleta é que panfletemos na sinaleira, quando todos, inclusive os motoristas, estamos parados esperando. Podemos até usar cartazes e faixas, mas não transformar o passeio em algo que atrapalhe o já atrapalhado trânsito de Recife.

Acima de tudo, não devemos irritar os "popós", porque "popó" irritado não "compra" a idéia de pedalar para o trabalho. Pedalando direito, damos o exemplo necessário para que estas "crianças" do ambientalismo cresçam, se tornem pessoas melhores e mais responsáveis. É um trabalho de seduzir não de obrigar ninguém a nada. É preciso se insinuar na mente e no desejo das pessoas, pondo de lado, gentilmente, toda e qualquer oposição. É preciso deixar fluir, como o antes, o tráfego fluia.

É como o TA disse mesmo. Um trabalho de convencer, o aumento gradual de pedalistas, a cobrança natural pela infraestrutura, a implantação dela em algum momento. É um trabalho lento de convencimento no qual o seu exemplo é fundamental!

E vamos pedalando!

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9 de março de 2010

ESPAÇO... PARA TODOS!

Amigos...

Nós, ciclistas, somos também motoristas. Ou, pelo menos uma boa maioria dos que estão lendo este post é! Muitas vezes ao volante, estamos naquela posição incômoda do outro lado dos que imprensam. O que nos diferencia é que por pedalarmos, procuramos respeitar os outros ciclistas, respeitar o espaço de 1,5m ao ultrapassa-lo, não pressiona-lo e acima de tudo, nunca jogarmos o carro em cima deles.

Já me vi naquela situação de estar imprensado entre um ônibus e uma bike, sem saber aonde ir, e literalmente parado. Tenho de reconhecer que nem sempre é culpa do motorista a falta de espaço. Acontece. Simplesmente alguns espaços não foram concebidos para permitir que ciclista e motorista passem lado a lado. E neste caso, é deixar o veículo lento ir na frente, como você faria se na sua frente estivesse um carro antigo ou bem velho. Na faixa da direita, ele está certo e tem tanto direito a usar a via quanto vc [leia o CTB para qq dúvida sobre isto!].

E como agir corretamente nestas situações? Os ciclistas devem primeiro evitar estes espaços apertados. Pedalar na via exclusiva de carros na Av.Conde da Boa Vista, por exemplo, só em último caso. Em muitas vias deste tipo mal cabe um carro. E se for realmente necessário, aja como um automóvel: pedale pelo centro da faixa, pedale rápido e saia de lá o mais cedo possível. Neste caso mesmo, o mais indicado para pedalar são os binários, as vias menos movimentadas das laterais dela como a Manoel Borba e a Rua do Príncipe.

Aos motoristas colocados nestas situações, armem-se da paciência que vocês teriam se na frente estivesse um velho modelo T, a plenos 20km/h! Sei que com o calor escorchante que tem feito em Recife, com os ar condicionados suando para garantir um ambiente apenas morno, suportar um ciclista ou um calhambeque em situações assim é um exercício de paciência dos melhores. Mas ai entra a pessoa consciente que você é e que cobra dos outros posturas corretas: DÊ O EXEMPLO! Se for preciso, proteja seu colega de pedal, aja como "carro de apoio", siga-o sem pressiona-lo, suporte as buzinadas e outros "estímulos" dos menos conscientes. E aproveite para refletir sobre a pressa em que você vive. Se é mesmo tão necessária assim!

Resumindo, faça aos outros o que você iria querer para si. Um dia pode ser que seja você no lugar dele!

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25 de janeiro de 2010

E A GUERRA CONTINUA...

Amigos...

Tenho analisado a forma como as pessoas avaliam e se posicionam quanto as dificuldades de se mexer na cidade. Cada pessoa reage ao estresse do trânsito de forma diferente, a me ver:
  1. Tem quem odeie movimentar-se em Recife de qq forma, achando problemas em todos os meios de transporte. Ônibus são quentes e demorados. Carros ficam entalados. Ciclistas são encurralados. Pedestres literalmente ignorados!
  2. Tem os indiferentes, que não se entregam ao estresse dos motoristas mal-educados, dos buracos nas vias públicas ou ao excesso de carros nas vias. O mundo é cor-de-rosa. É uma forma de ver o mundo das mais interessantes, do buraco onde a cabeça deles está enterrada.
  3. Tem aqueles que gostam. Acredite, tem quem goste! Mas são raros. Todos, na verdade, gostam de ir e vir sem restrições, desde que o possam fazer pelo menos na velocidade normal da via. E isto só se consegue em feriadões ou cedo nas manhãs de domingo!
Ora, não existe vida em sociedade sem trânsito. Quer viver sem ele, se mude para o meio da selva ou da Caatinga. Trânsito é inerente a vida em sociedade, do próprio agrupamento de milhares de pessoas naquilo que chamamos cidade. É apenas derivado do movimento de milões de pessoas que moram juntas. Sabendo que ele é inevitável, quem odeia perde seu tempo odiando, reclamando ou xingando. Pior se reclama e não faz nada para melhorar, para reduzi-lo ou melhor conviver com ele.

Podemos passar tempo olhando o mundo sem atuar nele, eu que o diga! Mas podemos também atuar nele de alguma forma, buscando modifica-lo de forma a curar os males que detectamos. Atuar para reduzir o sofrimento de pessoas numa catástrofe como o Haiti, ou para melhorar a vida de todos os seus vizinhos. Atuar observando e discutindo, esclarecendo, divulgando o que dá certo, metendo o pau no que estiver errado, apontando soluções e apresentando propostas que melhore para o seu lado e para os seus - parentes, amigos e concidadãos. Atuar usando primeiro os pés, depois a bike, o ônibus e só em último caso, o carro para o transporte individual. Mas em caso extremo mesmo, tipo ataque cardiáco - se bem que indo a pé chega-se mais rápido!

Assim, depois de umas pequenas férias mentais, estou de volta para continuar a guerra à baixa qualidade da mobilidade em Recife, desafio a que me propus como parte da minha contribuição à sociedade, quem sabe ajudando a melhorar o tráfego na cidade e a criar novos pedalistas, o que tem mais o menos o mesmo resultado!

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10 de novembro de 2009

O IMPACTO NEGATIVO DO PEDALAR...

Amigos...

O título parece e é ruim! Como tudo na vida, pedalar tem seu lado mau, que tem várias facetas, e que muitas vezes desconsideramos. Algumas são mais conhecidas, outras nem tanto.

Na saúde, todos vivemos vendendo a idéia da saúde que o pedalar constante proporciona. Porém não devemos nos esquecer das tendinites, das dores nas costas, e em todo o desgaste nas articulações proporcionado pelo excesso. Quem pensa em virar atleta ou mesmo pedalar todos os dias para o trabalho, não pode deixar de estar atento a isto, e procurar evitar a todo custo esta degradação orgânica. Checkups periódicos incluídos!

Não se conhece quem pedale sem a bicicleta ou similar. Construir uma bicicleta consome recursos materiais, mínimo em relação aos demais métodos de locomoção, mas consome. A escolha de um modelo deve sempre levar em consideração se o uso dos materiais envolvidos foi racional, se este ou aquele detalhe é importante ou supérfluo. Para que 30 marchas se você só usa 5! Para que uma "speed" cheia de materiais de ponta se tudo que você quer fazer é passear com os filhos no domingo?! Consumo racional é uma necessidade hoje, para que possamos continuar a existir no futuro.

Também o uso continuado traz o problema do desgaste. Além do atrito mecânico e corrosão das partes metálicas, temos o desgaste dos pneus e das câmaras de ar, e o uso de óleos poluentes na lubrificação mecânica, uso de pilhas não recarregáveis em lanternas e lâmpadas. Cuidar destes problemas é uma necessidade para quem usa a bicicleta com frequência ou de forma mais agressiva, em trilhas e cicloviagens.

Além do desgaste, quando a peça perde a serventia, se parte, não consegue mais reter o ar com tantos remendos, fica na lona, é hora de atentar para o que fazer com o seu "lixo pedalante". As partes metálicas podem ser recicladas em qualquer ferro-velho, e os metais reaproveitados. Câmaras de ar e pneus deveriam ser reciclados, porque são boas fontes de energia para caldeiras preparadas para incinera-los. Outros usos domésticos em projetos do tipo faça-você-mesmo também podem ser destino das tiras de borracha. O mais importante é dar um destino e evitar que eles cheguem ao meio ambiente.

Cabe a nós conhecer e administrar este "lado mau" do pedalar, e tentar minimizar o impacto dele na sociedade. Até porque é uma locomoção limpa e todos nós que gostamos, queremos que permaneça assim!

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DE OLHO NA BIKE



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No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010