29 de outubro de 2021

O FIM DA TROVÃO AZUL

Anuncio o fim de carreira comigo da Trovão Azul. Desde 2013 ela vinha acompanhando minhas atividades ciclísticas, e suportou bem um peso pesado como eu. Abaixo, foto comigo em 2017 em passeio noturno.  Depois a fratura do quadro, logo abaixo da trava do canote. E a última foto dela no dia em que descobri o quadro rachado. O conserto seria uma alternativa se eu fosse magro. Mas não vale a pena.  Todo o conjunto motriz já estava desgastado e estava precisando ser trocado.  Ela ainda aguenta um tranco se o ciclista for magro, bastando um reparo na solda. 

A bike morreu! Viva a nova bike!

9 de outubro de 2021

Rumo aos 50 km...

Depois de passar pelo teste ergoespirométrico que checou meus limites cardio-respiratorios pós- valvoplastia, hora de mudar algumas regras nos meus treinos. Primeiro, quero fazer 3 saidas por semana, uma durante e 2 no fds. Aos domingos, vai ser distância máxima como controle. Aos sábados, vai ser percurso médio de 30 km com 10 tiros de 1 minuto em máxima cadência. E durante a semana, a meta é só tiros.  Tentar tiros de 30 segundos por 1h apenas. Sempre de olho no monitor cardíaco!... Anotar bpm médios e máximos, para acompanhar a evolução.

6 de junho de 2021

PLANEJANDO ROTA 40KM

 Minha meta atual é fazer uma pedalada de 40 km, dentro do Recife, usando ciclofaixas, ciclovias e ruas normais. O problema é que a pandemia exige que eu faça essa rota sozinho. Estar sozinho não é um problema para mim. Mas me deixa vulnerável a assaltos em alguns bairros mais distantes.  Então preciso de uma rota bem definida e bem pensada para conseguir fazer os 40 km dentro da cidade. O site do MAPMYRIDE permite que eu elabore um mapa com a rota sem precisar pagar nada. Olha como ficou... 


9 de abril de 2021

SUGALORDS... A SAGA

 Amigxs...

 Continuando a saga dos SUGARLORDS descritos no post anterior, resquicio das famílias "tradicionais" e velhos caciques da política de Pernambuco, vamos ver como eles afetam a mobilidade da cidade.  Primeiro, sugarlord que se preza, anda de carro, preferencialmente SUV.  As vezes, nem está com todo o recur$o necessário para adquirir, mas parcela.  Mora mal, vive apertado, mas ostenta no carro. E quando compra o carro, acha que compra um pedaço da rua, se acha melhor que qq um e vive fazendo as próprias regras de trânsito e circulação.  Quem já não viu que vive fazendo "roubadinhas" pegando uma contramão para evitar dar uma volta grande? Ou parando em qualquer lugar, as vezes em mão dupla, "só um instantinho", com o pisca alerta ligado? Ali está o SUGALORD em sua essência.  Sim, porque além da aristocracia falida, existem inúmeros imitadores, gente que não tem história nem tradição, mas imita direitinho. Sugarlord e muitos de seus imitadores não toleram ciclistas. Se estiver com pressa, tira fina na boa, mesmo que numa via de 3 faixas tenha bastante espaço para ele respeitar a lei. Mas que lei? A lei é ele quem faz, dane-se esse pobretão. 

A saga dos SUGALORDS continua em breve...

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4 de abril de 2021

RECIFE - PARAISO DOS SUGARLORDS

Amigos...

Uma cidade governada para os "sugarlords". Mas o que é um "sugarlord"? Recife tem uma casta de pessoas herdeiras do seu passado açucareiro, industrial e político, que influenciam as decisões sobre a cidade e sua vida. Alguns, herdaram fortunas ao longo de décadas e continuam vivendo suas vidas produtivas ou não. Muitos, no entanto, são pessoas de classe média alta ligados aos antigos engenhos de açúcar e forças políticas do estado, e que continuam a passar a ideia de que ainda influenciam os destinos da cidade. E usam a cidade como se isso fosse verdade. Aqueles que realmente são capazes de influenciar alguma coisa na cidade são realmente muito poucos, porque a cidade cresceu para além da capacidade de ser influenciada por qualquer familiar de ex-donos de engenhos. Mas os de famílias historicamente ligados a cidade, os sugalords, continuam a tentar.

Esse post vem a propósito de que a cidade tem um plano cicloviário estabelecido, mas continua a pingar a solução na cidade. Nenhuma das grandes avenidas conta com cicloinfraestrutura apesar da grande quantidade de ciclistas. Mas os ônibus continuam lotados no meio da pandemia, sem alternativas.  A bicicleta é uma solução viável e barata, fato que o mundo todo está mostrando. Mas na terra dos sugarlords, nem batendo de marreta eles permitem. Tirar espaço do meu SUV (parcelado em 40x, 3 parcelas em atraso!?) NUNCA!
 
Já é hora do poder político ser representante do povo da cidade e implantar aquilo que vai ser uma grande solução para todos, CICLOVIAS EM GRANDES AVENIDAS DA CIDADE.

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27 de março de 2021

A BICICLETA NA PANDEMIA

 

De bike para o trabalho...

 

Amigos...

 Desde que essa pandemia do COVID-19 começou, muito se tem falado da bicicleta.  Primeiro, o aumento significativo das vendas e do uso das bicicletas em todo o mundo. Chega a faltar peças... De repente, lembraram que ela é excelente em trechos urbanos, de baixíssimo custo de aquisição e manutenção, não paga mais impostos apenas para ter uma ou circular nas cidades.  E parece que de repente, até as cidades e políticos acordaram para o fato de que o sistema de transporte público nos ônibus é um forte caminho de propagação do vírus. Em nenhum local se consegue manter distância dos outros usuários dentro do ônibus ou dos metrôs. Mesmo usando um UBER ou TÁXI, você está exposto ao motorista, que você não sabe lá quem e de que forma ele já transportou naquele dia.  A bicicleta expõe você claro aos aerossóis do caminho, gente que anda sem a máscara, aglomera e fica conversando nas ruas. Mas em geral dá para evitar essas coisas. Então, se você está precisando se locomover, considere usar a bicicleta para suas atividades ou parte delas, sempre de máscara. Senão, fique em casa, ou use a máscara. Mesmo se você estiver vacinado, ainda pode propagar o vírus.

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20 de fevereiro de 2021

Rodando para reaquecer...

AMIGOS

Hoje sai para mais um rolê de treinamento. Mas terminou sendo apenas um reaquecimento de 25km em baixa velocidade. Isso porque essa semana matei a academia e as caminhadas. Só fiz Pilates seg,ter,qua. Nos dias de andar e pegar pesado, surgiram outros programas e não consegui tocar minhas atividades. Que seja um alerta, porque não posso ficar sem atividade, sob pena de baixar imunidade e arriscar o COVID. Olha o que deu pra fazer, no Strava!

Rodando para Reaquecer no Strava!

9 de fevereiro de 2021

ALÉM DA CICLOFAIXA DE LAZER

 


Amigos...

A Prefeitura do Recife criou um esquema de lazer que tem seus pontos altos e baixos.  É a CICLOFAIXA DE TURISMO E LAZER que rola aos domingos e feriados nacionais em seus vários braços. Um estrutura temporária que tem sua utilidade e seus problemas.  

Por um lado, oferece ao público uma forma de lazer barata e relativamente segura, através da bicicleta.  Ao conectar vários bairros da Zona Sul, Norte e Oeste ao Marco Zero, ela oferece uma variedade de possibilidades, que vem aumentando a medida que a Prefeitura vai implantando ciclofaixas fixas em outras ruas da cidade. Hoje é possível criar rotas relativamente seguras passando por vários bairros, desde que seja nos domingos e feriados.

Por outro lado, inegável que apesar de haver aumentado o número de ciclistas na cidade, foi com o aparecimento dessa iniciativa que os grandes grupos de ciclistas da cidade foram sendo fragmentados. Hoje, existem ainda alguns, mas estão longe dos grupos com até 600 pessoas que pedalavam nas noites do Recife.

Além disso, estimulou uma dependência dos usuários, que ficam limitados a pedalar só onde tem a ciclofaixa de lazer, até mesmo em domingos e feriados em que ela não é disponibilizada, como nos dias do ENEM.  Muitos ciclistas domingueiros ficam tão ligados a ciclofaixa que não percebem as integrações com as ciclofaixas fixas que permitem percorrer e chegar aos mesmos locais por outras vias. Resumo, aos domingos, a ciclofaixa de lazer está sempre cheia, resultando em aglomerações nesses tempos de pandemia.  

Muitos alegam que falta segurança fora da ciclofaixa de lazer. O mapa acima mostra uma pedalada segura, tanto em termos de tráfego quanto em termos patrimoniais. Foi realizada no último domingo pela manhã, usando essencialmente ciclofaixas e alguns pequenos trechos da ciclofaixa de lazer, em especial nas travessias da Av.Agamenon Magalhães. Existem outros pontos seguros de travessia dessa megaavenida que corta o Recife, mas reservo eles para os pedais de outros dias da semana.

Se você está me acompanhando e quer ver mais rotas, pode acessar meu STRAVA  e pedir para ser meu seguidor. Tenho várias rotas como essa, entre 20 e 40 km (minha meta atual!)...Divirta-se!

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27 de janeiro de 2021

TREINAR SEMPRE...

Eu no centro do Recife
Eu no Centro do Recife, em meio a Pandemia do COVID19, mas continuando a treinar só. Estou no grupo de risco e não posso me aventurar em grupos. E pra nem falar dos danos que os tratamentos de 2019 fizeram no meu corpo.

Amigos...

A coisa é bem simples. Não fomos feitos para a inatividade. Por mais atraente que uma cama ou sofá de sala, por mais interessante que seja maratonar Netflix, ou simplesmente cochilar, não é bom para o corpo se entregar por muito tempo ao ócio completo.  Dentro do seu corpo, fluidos estão sempre em movimento. Seu sangue, o ar que você respira, os alimentos deglutidos, a água que você bebe, tudo está em movimento. E tudo depende desse movimento para funcionar normalmente. Durante o movimento, seus músculos ajudam o sangue a se movimentar, a linfa a limpar o corpo, o ar a entrar e sair dos pulmões, forçando a difusão do oxigênio e a remoção do dióxido de carbono.

Agora, com a pandemia do Covid-19, fomos obrigados a ficar restritos em casa, usando internet para tudo. Muito tempo sentados, muito uso de controle remoto, pouco movimento. Tudo isso entreva, trava a gente, diminui nossa energia.

Então não tem essa de ficar parado. Não tem essa de ficar "esperando a morte da bezerra"!... Levanta e vai pedalar.

Enquanto ainda podemos vamos treinar... e não esquece a máscara...

18 de janeiro de 2021

VICIADO EM CICLOFAIXA MÓVEL

 Amigos...

Anos atrás, a prefeitura do Recife começou um esquema de montar uma ciclofaixa dedicada ao lazer nos domingos e feriados nacionais. A famosa CICLOFAIXA MÓVEL recebeu e recebe críticas desde sua primeira implantação.  A maioria das críticas diz respeito a ideia de que precisamos é mesmo de ciclofaixas e ciclovias PERMANENTES em toda a cidade, todo o tempo e não apenas nos fins de semana e feriados. A ciclofaixa também foi inicialmente para bairros nobres e para "inglês ver", saindo da Jaqueira até o Marco Zero, deixando de fora o grosso dos ciclistas que usam bicicleta no dia a dia. Posteriormente, outros segmentos foram e continuam sendo acrescentados, mas a natureza de lazer não foi alterada.

Por outro lado, a prefeitura começou a implantar ciclofaixas e ciclovias em outros traçados na cidade.  Santo Amaro hoje tem uma boa malha de ciclofaixas e é cortada por uma ciclovia. A Boa Vista recebeu a Parque Amorim-Rua do Hospício, via Riachuelo. Trechos de conexão entre Riachuelo com as de Santo Amaro em três pontos, criam uma rede muito útil ao usuário do dia a dia.  Outros trechos entre Espinheiro, Rosarinho e Jaqueira ampliam as possibilidades tanto de lazer quanto de mobilidade. Mais e mais trechos vão sendo criados, e aumentam a quilometragem disponível inclusive para o lazer de fim de semana.

Em alguns finais de semana, quando tem o ENEM por exemplo, não colocam a ciclofaixa móvel. Mas existem ciclistas usando o mesmo espaço "como se a ciclofaixa móvel estivesse ativa!". As ciclofaixas FIXAS por outro lado, ficam VAZIAS. Mas os espaços NÃO DEMARCADOS da ciclofaixa MÓVEL ficam muito ocupados. São verdadeiros viciados em uma rota fantasma.

Outro aspecto interessante é que esse efeito fantasma demonstra que a ciclofaixa móvel é menos necessária nos fins de semana.  Seria muito importante durante a semana, quando o tráfego de automóveis é muito elevado. 

Se você pedala só no fim de semana, dê uma chance as ciclovias fixas e ciclorotas demarcadas no Recife.  A maioria já tem continuidade, sai de um ponto para outro. Com as rotas demarcadas de vermelho e separadas por tachões, o tráfego é bastante respeitador dos ciclistas.

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4 de janeiro de 2021

BOTA MEL, BOTA FARINHA...

 

Gente, que eu tenho uma compulsão por dados, isso é natural! Afinal, como ser pesquisador sem dados não é mesmo?!  Eu tenho cintas de monitoramento cardíaco desde 2006, nem pedalava, mas usava na academia. Passei um tempo só com ciclocomputador desde 2008 com a cinta se perdendo depois de 10 anos de uso frequente (Polar, recomendo!).  Desde que passei pela minha epopéia de 2019 (vide post anterior), queria voltar a usar um monitor. 

Tentei um tipo pulseira, mas não aguentou o calor do Recife e pipocou a bateria depois de seis meses fora da garantia. Tentei comprar uma versão nacional, barata, da Speedo. Afinal não sou atleta, só viciado em números. Que porcaria. Se aparecer, delete da tela. Primeiro que a cinta come bateria literalmente.  Usa a pilha de lítio CR2032.  Quando é de marca, funciona por 1 semana, olhe lá, uso diário claro! Quanto é do tipo "genérico", "ching-ling", etc, dura duas horas de um treino. Ficou um pouquinho caro. Imaginem que a POLAR durou 10 anos no relógio e uns 5 a 6 anos na cinta... ANOS, gente, ANOS!!!  

Bem, era para eu ter aprendido que o barato sai caro. Mas cansado desse "Speedo-come-pilha" resolvi me dar de presente de Natal outra tentativa.  Adquiri dessa vez , só o sensor e a cinta da TOPEAK que funciona com Bluetooth, direto no celular. A ideia é dispor do batimento, justamente quando preciso mais saber a quantas anda o coração "rebocado", em subidas e puxadas no pedal ou caminhando.  O resto do tempo, tá de boa. Para completar o "pacote" comprei junto um sensor de cadência. Queria saber a quanto esforço estou submetendo a "bomba" e se estou evoluindo ou apenas pedalando "no vazio". 

Depois de uma dor de cabeça procurando um aplicativo para usar esses 2 sensores, achei o WAHOO FITNESS (gostei demais!!!).  Infelizmente, esqueci de um detalhe. EU MORO NO "HELLCIFE", sucursal do inferno, quente pra dedéu!.  Nos primeiros trechos, o smartphone aguentou o tranco. Mas ontem, sol na moleira, ele não suportou o superaquecimento e desligou o WAHOO... resumo, apenas uma parte do pedal foi registrado. Agora de volta a prancheta, vou precisar de outro ciclocomputador que leia os sensores para ficar no lugar do smartphone. 

Estou desse jeito, BOTANDO MEL E BOTANDO FARINHA, mas sem chegar a uma GOROROBA decente!

Se vc tem um ciclocomputador XOSS ou IGPSPORT, me fale dele... são os melhores candidatos, porque POLAR e GARMIN não é para amadores como eu, e que ainda vivem no Recife dos Amigos do Alheio!

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17 de novembro de 2020

Voltando aos poucos...

Para os que não sabem, as coisas mudaram muito desde que escrevi pela última vez no Pedalando & Olhando. Assumi minhas turmas de Reciclagem, Reologia e Materiais Políméricos. Baguncei minha alimentação e deixei de pedalar, andar, malhar, etc.  Resumo quando se para, queda de imunidade e hospital. Passei 2019 entrando e saindo de hospital, chegando a cirurgia para limpar a válvula tricuspíde em junho de 2019.  Ainda tive um episódio de pneumonia, mas aos poucos fui me recuperando. Voltei a fazer atividades, andar primeiro, nadar depois.  Voltei a pedalar também.  Mas para coroar o ano, minha mãe teve um AVC e hoje vive num lar geriátrico de longa permanência, com suporte 24/24h sete dias por semana.  Ai entrou 2020, e a pandemia prendeu a gente em casa. Atividade física limitada mas obrigatória, para manter a imunidade alta. Alimentação descontrolou e a diabetes bateu na porta.  Agora de volta a correr atrás da saúde. Pedalando 2 a 3x por semana, mas só uns 130, 150 km por mês, bem distante dos 600 km que já cheguei a pedalar no fim de 2017.  Alimentação controlada, medicação e controle médico constante. Nem sonhar em pegar a COVID.  Continuo a dar meus cursos, remotamente. Faz falta a presença dos alunos, mas enquanto não houver vacina, fico online.  Nesse tempo todo, não postei, mas não deixei de observar como anda a "cena bicicleteira" no Recife. E assim, vamos voltar a postar coisas sobre isso em breve...

Espero nunca mais passar por um tempo tão complicado quanto esse de 2018 a 2020 (que ainda não acabou, mas eu já quero "ver pelas costas").

13 de março de 2018

QUASE PARANDO...

Amigos

Em função da falta de tempo, estou parado, sem pedalar. Estou tentando reorganizar minha vida para acomodar minha atividade física. Por enquanto, o Pedalando & Olhando vai ficar em segundo plano. Quem precisar falar comigo, pode recorrer ao Facebook...

Obrigado por acompanhar minhas aventuras aqui...nunca vou esquecer essa experiência.

Rogério Leite
PEDALANDO & OLHANDO...

22 de janeiro de 2018

NÃO PEDALE...

NÃO PEDALE

“Se eu pudesse dar um único conselho a você, que está lendo este texto, seria este: NÃO PEDALE

Acredite em mim, não PEDALE! PEDALAR é um ato de loucura.

Se você começar a PEDALAR vai perceber que, seu corpo vai doer, suas pernas vão cansar, seus pulmões irão sentir a gana desesperada por mais e mais oxigênio, suas mãos ficarão pesadas, seu bumbum vai doer.



NÃO PEDALE

Acredite em mim, se você começar a PEDALAR , vai perder as baladas de sábado à noite com os amigos e, num inverno qualquer, você vai acordar às 4 h da madrugada, vai comer uma porção de massa integral cozida apenas na água, sem sal e sem molho. Vai sair de casa no frio com uma temperatura de 5º, sentirá o ar gelado entrar pelos pulmões, sua pele vai arrepiar e, ainda assim, não terá vontade de voltar para cama.

NÃO PEDALE

Não seja como esses doidos que percorrem trilhas, respirando ofegantes, carregando garrafas com água, sugando pequenos saches de gel de carboidrato, com capacetes coloridos, fones de ouvido e relógios controladores de tempo e distância. Não seja mais uma pessoa que sai por aí pedalando sem destino, enquanto passa por carros parados em semáforos, ou por ônibus lotados.
Diga-me, quem em sã consciência trocaria o ar condicionado do carro ou o assento de um ônibus por uma pedalada ao ar livre, com vento no rosto e um visual incrível?

NÃO PEDALE

PEDALAR é um vício perigoso.
Você vai começar a falar uma linguagem estranha, seu vocabulário será inundado de, longões, singles, km, trilhas, altimetria, regenerativo, endorfina, seus amigos e familiares não entenderão quando você falar que ‘quebrou naquela prova’, e ficarão apavorados quando você disser que ‘pedalou 120km’ no pedal de ontem.

Quando você menos perceber seu armario terá mais shorts, breteles e camisetas do que roupas de pessoas comuns. As paredes da sua casa não terão mais quadros com lindas paisagens, estes darão lugar a medalhas com fitas coloridas e pedaços de papel com números aleatórios que mais parecerão formulas de física quântica, aos olhos das suas visitas. Mulheres que PEDALAM trocam a busca pelas medidas de mis, os famosos 90/60/90, por números estranhos, elas querem 36, 42, 90, 140, alguém entende?

CICLISTAS são pessoas estranhas, que comem sem medo, bebem sem culpa, que PEDALAM dezenas de provas durante o ano, ganham algumas outras não, mas festejam cada uma delas como uma conquista olímpica.
CICLISTAS são loucos, confie em mim.

PEDALAR vai te trazer a sensação de que você é capaz de ir sempre mais além. PEDALAR vai fazer de vocês pessoas loucas que começaram a PEDALAR e se tornaram viciadas, daquelas que se amontoam atrás de um pórtico de largada, que falam com desconhecidos no meio de um PEDAL . E vejam só, eles ajudam estranhos, incentivam pessoas que nunca viram antes a continuar PEDALANDO. Esses viciados não deixam os outros largarem o vício assim, no meio de um PEDAL . Eles te estimulam a querer sempre mais e mais… ahhh como são malvados estes viciados.

NÃO PEDALE

CICLISTAS são pessoas incomuns, eu diria até perigosas. CICLISTAS falam com estranhos, fazem conhecidos em cada PEDAL , se reúnem aos domingos às 7 h da manhã para PEDALAR em grupo, brincam de dar tiro, colecionam medalhas, possuem um corpo magro, uma mente saudável, fazem amigos de infância a cada PEDAL . Ouvi dizer que CICLISTAS são pessoas que sorriem demais, que se alegram com pequenas vitórias pessoais, que incentivam desconhecidos.

CICLISTAS são pessoas felizes, e isso, ahhh… isso é um perigo para a sociedade.

Então, acredite em mim, NÃO PEDALE.

Não corra o risco de se tornar um viciado incurável ou uma pessoa que possui felicidade genuína… não corra o risco de se tornar alguém melhor a cada dia.”

PS: SOU ESSE LOUCO INCURÁVEL, QUE NÃO CONSEGUE PARAR DE PEDALAR!!!!

16 de janeiro de 2018

TODOS OS CICLISTAS MAIS SEGUROS

Cena do vídeo da iniciativa TODOS OS CICLISTAS MAIS SEGUROS.
A lanterna na mão do narrador...
Amigos...

O post de hoje descreve uma iniciativa interessante de um grupo de ciclistas americanos, TODOS OS CICLISTAS MAIS SEGUROS. Eles se distribuem pisca-piscas para ciclistas menos afortunados junto com um pequeno guia rápido do ciclismo inteligente (em inglês) preparado pela Liga dos Ciclistas Americanos pela Bicicleta.  O pisca-pisca custa cerca de 10 dólares na Amazon.com, tem vários modos de piscar, é a prova d'água e recarregável. Ser recarregável resolve um dos problemas mais comuns dos ciclistas sem-teto, sem precisar adquirir pilhas para seu funcionamento. O objetivo além de tornar os ciclistas mais visíveis, também ajuda-os a pedalar de forma mais segura e a conhecer seus direitos como ciclista. Iniciativa muito interessante.  E tudo feito por voluntários e doações para aquisição dos piscas. Interessante que nos acostumamos a pensar na "riqueza" dos EUA, mas não vemos o qual solidários eles são, o quanto se envolvem em ações de cunho comunitário, de ajuda voluntária dos menos favorecidos.  Riqueza não é só dinheiro. É muito mais um estado de espírito.

Aqui o link para o vídeo sobre essa iniciativa. O Youtube faz uma tradução automática razoável para o português, nada erudito, mas ajuda a entender o vídeo.

Esse post foi baseado em um do Bike Commuters.com.

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15 de janeiro de 2018

O QUE É A GEOMETRIA DA BICICLETA?

[ALERTA ARTIGO LONGO]

Amigos...

Esse artigo é voltado para quem está querendo comprar uma bike e não entende patavinas dos detalhes técnicos, eu no meio.  Traduzi e coloquei aqui para ajudar quem precisar e para mim mesmo quando for trocar a "Blue Thunder 26' EX-Alívio NOW-Tuornay"pela "Green Machine 29' Deore Especial Gravel" (MEU SONHO DE CONSUMO!)... O artigo foi traduzido e adaptado por Rogério Leite, do original  "What is bike geometry", de Sarah Lauzé, publicado no site I LOVE BICYCLING.  Todas as imagens são do artigo original. Boa Leitura! 

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O QUE É A GEOMETRIA DA BICICLETA?

A geometria da bicicleta é a coleção de medidas (comprimentos e ângulos) que compõem um quadro de bicicleta. Resumindo, tudo em uma bicicleta pode ser alterado, mas a geometria não pode. Olhar os gráficos de geometria nos sites do fabricante pode ser confuso, mas todos esses números se traduzem em conceitos muito reais e compreensíveis.



Há muito a saber sobre a geometria da bicicleta, mas entender o básico pode ajudar você percorrer um longo caminho para garantir sua escolha da bicicleta certa para o seu estilo de pedalar. A geometria da bicicleta pode ajudá-lo a entender como uma bicicleta vai se comportar, como você vai senti-la e qual confortável ela será para você.

A maioria dos fabricantes de bicicletas fornece gráficos de geometria de bicicleta dentro da descrição da bicicleta, mas o que está incluído varia. A maioria incluirá o tamanho do quadro, os comprimentos do tubo da cabeça e do assento, o comprimento do tubo superior, a distância entre eixos e o comprimento da cadeia. Outros também incluirão medidas de pilha e alcance, ancoragem do garfo, desnível do suporte inferior e trilha.

"Pilha" e "Alcance"
Empilhar e alcançar são os dois elementos fundamentais que podem ajudá-lo a determinar de imediato, se uma bicicleta lhe corresponder. Isto é especialmente importante porque ajuda a padronizar o ajuste entre tamanho e fabricante. Mesmo que uma bicicleta seja rotulada como "média" ou 53 cm, o ajuste real pode variar em até 2 cm.

"Pilha" é a distância vertical (em cm) do centro do suporte inferior do quadro para a parte superior do headtube, onde o garfo passa pelo quadro. Dá uma indicação de quão alto é um quadro.
"Alcance" é a distância horizontal do centro do suporte inferior ao centro superior do headtube. Isso dá uma indicação de quanto extenso é um quadro excluindo o tronco.

Suporte da Mesa
O ângulo do headtube é o ângulo do tubo do suporte da mesa em relação ao solo, sendo o ângulo "folgado" ou "íngreme". O ângulo clássico do headtube para uma bicicleta de estrada é de 73 graus, portanto um ângulo mais íngreme (maior número) significará menos esforço para dirigir, tornando-o melhor para altas velocidades. Um ângulo mais lento (número inferior) pode exigir mais esforço para dirigir, mas se comportar muito melhor em baixas velocidades.  O comprimento do headtube é exatamente o que parece ser. Os headtubes mais longos resultam em uma posição de condução mais ereta. Os headtubes curtos baixam a frente da bicicleta, colocando você em uma posição mais aerodinâmica.

Inclinação do Garfo e Arrasto
A inclinação do garfo é a distância entre o eixo da direção e o centro da roda (ver imagem). Quanto mais afastado, maior será a medida da "Arrasto", e isso tem impacto na dirigibilidade da bicicleta. O impacto de uma pequena quantidade de arrasto resultará em uma bicicleta de manipulação rápida, o que significa que exigirá menos do ciclista e irá lidar bem com altas velocidades. A desvantagem é uma certa quantidade de espasmos, fazendo um passeio mais áspero. Uma grande quantidade de arrasto resultará em uma bicicleta de movimentação lenta, que vai dar mais trabalho ao ciclista para dirigir a altas velocidades, mas vai se sentir mais estável e suave.  Garfos com pouca inclinação e poucoa arrasto são típicos de bicicletas de estrada, enquanto garfos mais inclinados e com mais trilha são típicos de MTB e bicicletas urbanas.  E você que pensava que as speeds eram duras por conta da falta de amortecedor dianteiro?!?!?

Desnível do suporte inferior
O desnível do suporte inferior define o quão baixo você se sente na bicicleta. É medido pela distância vertical que o centro do eixo Z fica abaixo do eixo da roda.



Quanto maior o desnível do suporte inferior, melhor  e mais rápida será bicicleta em curvas fechadas, como esquinas, porque seu centro de gravidade é mais baixo, mais perto do chão. A questão é o ajuste do pedal, porque o suporte inferior não pode ser tão baixo de forma que os pedais raspem no solo quando a bicicleta se inclina nas curvas fechadas. È preciso haver um balanço dessa medida e do comprimento da pedivela.  Por outro lado, quando o desnível é pequeno, a bicicleta será mais estável em baixas velocidade, mas não vai ser muito boa de curvas em alta velocidade, exigindo mais ação do ciclista no guidão nas esquinas do caminho.

Ângulo do tubo do assento (seat tube)
O ângulo do tubo do assento é o ângulo do tubo do assento em relação ao solo. Este ângulo será geralmente entre 71-74 graus, e não varia tanto quanto o ângulo do headtube. Você pode efetivamente influenciar o ângulo do tubo do assento, alterando a posição do selim para ficar mais folgado ou íngreme (mais para trás ou para frente no trilho do selim).

Comprimento de Corrente
O comprimento da corrente é a distância horizontal do centro do eixo Z ao centro do cubo traseiro.



O comprimento da corrente afeta o comprimento da distância entre eixos (distância entre os eixos das rodas dianteira e traseira), bem como o manuseio da bicicleta. Bicicletas com longas correntes terão mais estabilidade, além de permitir espaço para sacolas, fazendo ótimas bicicletas de turismo e resistência. As bicicletas de estrada e speeds, no entanto, terão um comprimento de cadeia mais curto para um manuseio mais ágil.

Cada medida por conta própria pode dar-lhe um retrato sobre como uma bicicleta vai se ajustar a você e ser sentida no pedalar, mas todas dependem uma da outra. Para ter uma idéia, experimente olhar duas bicicletas com geometria muito diferente e, em seguida, montar cada um, prestando atenção em como ele lida. Você pode então consultar esses gráficos, escolhendo elementos que funcionaram e outros que não o fizeram. Para obter mais informações, obter um "bike fitter" profissional é sempre um ótimo lugar para começar a descobrir o que funcionará melhor para você e seu tipo de uso da bicicleta.

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OBSERVAÇÃO FINAL: Que tal você pegar todas essas medidas em sua bicicleta atual e te-las a mão na hora de comprar sua nova bicicleta?! Isso também vai ajudar a quantificar o seu "feeling" quanto a sua bicicleta e ver o que você quer corrigir na próxima (uma mais rápida, ou uma mais manobrável, ou uma mais "família na ciclofaixa móvel"!)...

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9 de janeiro de 2018

LADEIRAS, AME-AS OU...

Se não der para ir pedalando, EMPURRA.
Vergonha não é empurrar, mas desistir!
Foto: DAQUI

Amigos...

Versão livre das dicas sobre como enfrentar ladeiras, do blog I LOVE BICYCLING  by

Subidas no Ciclismo: erros comuns ao subir ladeiras.

Ame-as ou as odeie, subir ladeiras de bicicleta é uma parte inevitável do ciclismo (a menos que de alguma forma você mapeie rotas perfeitamente planas). Então, quando você chega na base de uma ladeira assustadora, qual é a sua estratégia para supera-la? Quando você está empurrando seus músculos no seu limite, você pode dizer a eles para "se calarem" quantas  vezes você quiser - não importa o quão duro você seja, eles vão ganhar essa "discussão". Um monólogo interno muito comum quando surge quando você se aproxima de uma ladeira: você começa a dizer a si mesmo para "atacar a ladeira!" Embora este mantra possa ser efetivo para manter sua resistência mental, como técnica geral, ela não funciona. Aqui estão alguns dos erros mais comuns que os ciclistas fazem nas escaladas, e como superar essas colinas ladeiras com confiança.

Passo
Atacar a ladeira pode funcionar se ela for pequena e você possa ver a crista desde o fundo. No entanto, se você entrar de forma muito agressiva, com certeza você se sentirá forte no início, mas uma vez que você atingiu um certo ponto, é fácil "bater na parede". Você sobreexige seus músculos e dispara sua freqüência cardíaca em vez de se estimular para uma subida longa. Se você se encontra muitas vezes desacelerando a meio caminho através de uma subida, pense em se retrair mais cedo e manter as pernas girando. Você terá então a energia para "atacar a ladeira" quando chegar ao último empurrão pelo topo.

Usando uma transmissão muito pesada
Pode parecer óbvio, mas muitos ciclistas são culpados de entrar em ladeiras em alta velocidade por causa dessa sensação de perna fresca. Como mencionado acima, pode parecer ótimo no início da ladeiras, mas logo você estará triturando essa transmissão e dando tudo para permanecer correto. Reduza antes de enfrentar a ladeira, mantendo suas pernas girando a 70 rpm ou mais. Se você perceber suas pernas enfraquecendo, reduza mais para manter seu rpm nesse intervalo.

Estresse e Respiração Curta
Nem todo mundo é um alpinista natural, e olhar para uma escalada difícil pode ser estressante mentalmente. Se você se sentir segurando seu guidão com um aperto muito forte, é um sinal de que você precisa trabalhar para relaxar seu corpo. Em vez de me perguntar se você vai conseguir isso e deixar o pânico entrar, quebrar a ladeira em segmentos em sua mente. Começando fácil, mantenha seu corpo relaxado e respirando o mais profundo e lento possível.
À medida que começa a ficar mais difícil, pense em engajar o seu core, achatando as costas e alimentando cada curso do pedal através do seu core. Escolha um marco à frente e foque nele. Depois de chegar, escolha outro. Dando-se estas pequenas vitórias pode ajudar a mantê-lo positivo e focado, não importa o que suas pernas estão dizendo.

Levantar-se do selim
Levantar-se do selim pode fazer você explodir mais cedo, pois coloca mais carga nas pernas, resultando em uma maior necessidade de oxigênio a ser entregue. Ao contrário, permanecer na sela mantém sua taxa de coração baixa. Claro, se você é um cavaleiro mais leve e tem praticado em pé e escalando, então não há nada de errado em usá-lo como um tempo para esticar as pernas e colocar algum poder extra, basta usá-lo com moderação.

Estar abastecido
Se você está se aproximando de uma escalada difícil, você quer estar bem abastecido. Isso não significa queimar uma barra de energia antes de bater uma ladeira, porque essa vai bater como uma pedra no estômago. Em vez disso, trabalhe com uma mordida e alguns goles de água a cada 20 minutos ou mais em um pedal com muita escalada. Se você começar a sentir tonturas e fraqueza, isso pode ser um sinal de que você não alimentou seu corpo corretamente.

Pedalando pouco em ladeiras
Você não vai melhorar em nada, desejando isso na realidade. Escalar é difícil, e nunca vai ficar mais fácil, mas quanto mais você se desafie, mais forte você ficará. Metade da batalha está em encontrar seu ritmo com a escalada. Uma vez que você consegue, você pode encontrar-se mesmo ansioso para que cheguem as ladeiras!

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8 de janeiro de 2018

O QUE TE FAZ PEDALAR MELHOR?

PEDALAR MELHOR NA CIDADE...FOTO: daqui

Amigos...

Estimulado por uma matéria no I LOVE BICYCLING (em inglês)  fiquei pensando no que nos faz pedalar melhor NO DIA A DIA, numa grande cidade, com um tráfego infernal (um dos piores do planeta!) e sem uma infraestrutura que nos proteja nas ruas.

Quem pedala sabe, pedalar é um ato extremamente prazeiroso. Mas todo o prazer que a gente sente, volta e meia sofre uma paulada. São motoristas que acham que compraram a rua junto com o carro, que fazem o que querem, com um poder público medíocre mas totalmente comprometido com os carros. Pedalar não só nos faz fortes, mas também é para os fortes, os controlados, os exigentes com suas próprias ações. Descuidou um pouco, atropelam você fácil.

Dentro desse espectro de ameaças, algumas coisas ajudam ou ajudariam mais, vamos a minha listinha:

  1. ...Mais Árvores. Muitas árvores. Todo ciclista é um defensor das árvores, da sombra que elas propiciam, da queda de temperatura que elas favorecem, ainda mais numa cidade conhecida por HELLcife. Sucursal do inferno na Terra, o Recife é quente o ano todo. Quente seco ou quente chuvoso. Mas quente, muito quente, e cada vez mais quente porque vivem cortando as árvores, sob a desculpa de estarem secas, morrendo, atrapalhando a rede elétrica, caindo em cima de carros.  Na verdade, a ideia é tirar todas e abrir mais espaço para carros, que foi o que levou as árvores a essa situação, espremida em minúsculas calçadas em ruas que antes eram alamedas arborizadas.
  2. ...Mais Cicloinfra.  Ciclovias em grandes avenidas. Ciclofaixas em avenidas e ruas menores. Ciclorotas com prioridade para a bicicleta colocada de forma bem declarada, em vias locais.  Quem pedala sabe que no HELLcife, a prioridade são os carros e sua vasta rede de "coletores de ISS" para a prefeitura. Todos as centenas de empresas que prestam todos os serviços para o carro e geram um horror de ISS. Carros também pagam muito ICMS, então o estado também quer mais e mais deles nas ruas.  Mas fora isso, os ônibus e suas empresas que financiam a eleição de políticos também querem seu quinhão. Então pra que ciclovia que tira passageiro dos "meus ônibus"? Nada disso. E TUDO nesse sentido para. O tal PLANO DE MOBILIDADE POR BICICLETA, foi uma espécie de "cala-boca" aos gritos dos ativistas. Não sai do papel. E por ai vai. Mas que cicloinfra ia ser um boom para as bicicletas na cidade, ia!
  3. ...Mais Cicloinfra 2. Bicicletários e paraciclos.  "É ruim" você pagar um horror por uma bike para deixa-la guardada no sol todo dia enquanto está no trabalho. Esses itens deviam ser obrigatórios em todos os negócios, sempre cobertos (bicicletários) e seguros (ambos).
  4. ...Mais Segurança.  Patrimonial pelo menos. Quem pedala vive de olho aberto para não virar mais um alvo da roubalheira na cidade.
  5. ...Mais Segurança 2. No tráfego, ter e sentir apoio dos órgãos de trânsito. Ser imprensado, ser atropelado, ser agredido nas ruas e ainda ter de se defender na CTTU, sendo quase sempre visto como culpado, mesmo que a situação diga o contrário, não ajuda ninguém.
  6. ...Menos Impostos. Pagamos um horror de impostos em qualquer bicicleta ou peça de bicicleta. Mas os carros volta e meia tem isenção disso ou daquilo, em outro exemplo de como o Estado privilegia o carro. Afinal, gasolina paga uma tonelada de impostos. Carros pagam uma tonelada de impostos. Suporte e manutenção de carros, idem.  O Estado olhar para os outros modais? Só se estiver doente!

Enfim, nem tem algo a ver com a reportagem original. Mas tem a ver com o nosso dia a dia, o que é quase igual!

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24 de dezembro de 2017

CICLOVIA NA CAXANGÁ, JÁ!

Amigos...

Um pacote de mobilidade do projeto PEDALA PE em 2012, previu...
6,1 Km de implantação de ciclovia na Av. Caxangá;
E na época, eu comentei assim:
Então, vai pelo canteiro central? E como passamos pelas estações do BRT de forma segura?  Vai ter uma ilha que dê passagem pelo lado? Vamos voar? Vai ter tuneis ou viadutos para os ciclistas??? 
Hoje, vim da Madalena até a CDU pela Caxangá.  Se o povo do governo realmente USASSE A BICICLETA veria que o canteiro central é uma ciclovia natural para a Caxangá. Com pequenos ajustes, POUQUÍSSIMOS realmente, e um pouco de cimento e tinta, teríamos um filé para nenhum ciclista reclamar. Vejamos:

  • o canteiro é largo, plano, com muitas árvores, contínuo e com poucas interrupções.
  • o canteiro é lugar de passagem de pedestres, que são raros e podem ser contornados. 
  • as estações do BRT são interrupções maiores, mas contornáveis, com sinalização e orientação.
  • parte das rampas já existe, usadas para deficientes motores, podia se complementada.

Para mim, para implantar uma ciclovia no canteiro central a PCR deveria:

  • definido o roteiro, cimentar e pintar a ciclovia. Pedras portuguesas não são o melhor piso para pedalar.
  • em alguns aglomerados de árvores, o caminho está obstruído, mas pode ser contornado.
  • o ciclista ao chegar numa estação do BRT, teria os dois lados disponíveis para passar, dependendo de qual lado estivesse sem ônibus parado ou chegando. Sinalização indicaria que o ciclista tem tempo para passar ou se o ônibus estiver chegando. 
  • nos cruzamentos existentes, o ciclista deveria seguir a sinalização dos carros, descendo por uma rampa semelhante a de deficientes mas colocada no sentido do tráfego.
  • ao longo de toda a extensão da ciclovia, rampas seriam colocadas para permitir o acesso as ruas transversais. Sinalização avisaria ao ciclista que deveria tomar cuidado e verificar se existia ou não condições para a travessia.

Então, solução existe, e a necessidade também.
Solução aliás usada em Aracaju alguns anos atrás.
Desde 2015 que esperamos que a PCR termine os estudos da tal ciclovia. Será que estaremos vivos para vê-la?

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5 de dezembro de 2017

SEGURANÇA NUNCA É DEMAIS...

U-LOCK modelo B15 da ORTRE.  Foto da BICYCLE TIMES

Amigos...

Recorrente aqui e em todas as rodas de conversa, é a insegurança que ronda todos os ciclistas. Não basta estarmos sujeitos a falta de educação e respeito dos motoristas quando estamos pedalando, ainda precisamos administar as "almas sebosas" que estão de olho em nossas bikes nas ruas (assaltos) ou nos paraciclos (furtos).  Assaltos e furtos especialmente tem aumentado muito, exigindo maior cuidado e controle nas contramedidas.

O assunto aqui vai se restringir aos furtos que atingem mais quem usa a bicicleta no dia a dia, e também a quem tem bicicletas caras estacionadas em garagens de prédios, por exemplo. Tenho notado um desconhecimento generalizado sobre as trancas e correntes. Sugiro a leitura de dois posts de 2009 sobre o assunto: a primeira e a segunda parte. Algumas contramedidas mais atualizadas podem ser vistas no BICYCLE TIMES (links 1 e 2), com travas tipo U-LOCK da Kriptonita e outros modelos diferentes, nem sempre encontrados por aqui.

Só tenha certeza de adquirir uma marca DECENTE.  Ir comprar qualquer "ching-ling" mesmo uma U-LOCK GENÉRICA não aumenta mais sua segurança, só sua ILUSÃO DE SEGURANÇA. Na AMAZON tem uma lista de modelos de boa qualidade, como KRIPTONITE, ABUS, ON-GUARD, etc.  Vocês não vão encontrar todos os modelos por aqui. Mas alguns se encontram, e já conhecendo as características, pode escolher de forma mais consciente.

Se você puder, registre sua bike no BIKE REGISTRADA, anote número do quadro, a descrição das peças mais importantes (se espelhe nas listas usadas pelos fabricantes para vender as bikes), e tire muitas fotos da bicicleta e dos itens para servir de prova em caso de furto ou assalto.

De resto, fique ligado onde você guarda sua bicicleta, não dê mole para os sebosos, e não facilite.

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DE OLHO NA BIKE



Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010