Amigos...
Dinheiro move o mundo, não adianta pensar diferente. Implantar uma ampla infraestrutura cicloviária no Recife demanda recursos. Mas ao contrário da infraestrutura rodoviária, uma parte da infraestrutura cicloviária já está pronta: as ruas e avenidas do Recife. Temos grandes avenidas e muitas ruas que podem ser adaptadas ao trânsito cicloviário ao mero custo de sinalização, alguns remendos no asfalto (otimista, MUITOS remendos!) e várias latas de tinta para criar a "sensação" de compartilhamento das vias. A prefeitura vai gastar infinitamente menos para dotar toda a cidade de uma rede de ciclovias e ciclofaixas, do que se fosse abrir novas avenidas, mais pontes e viadutos. E com resultados muito mais rápidos!
Ao mesmo tempo, a criação de uma infraestrutura cicloviária abre inúmeras oportunidades para quem estiver por dentro das necessidades dos ciclistas urbanos. Muitos reclamam do calor em Recife, que chegariam ao trabalho suados e fedorentos! Ora, um estacionamento para 30 carros ocupa uma área de aprox. 200 m2, espaço que pode facilmente ser adaptado para 600 bicicletas. E assim quadruplicar o faturamento diário do estacionamento (por baixo!) cobrando 1/5 do valor pago para deixar um carro. Grande oportunidade, calculada de cabeça, assim, sem detalhes! Com algum investimento adicional, ainda se pode instalar chuveiros individuais, café, lojinha de vestuários e peças para bicicleta, e uma pequena oficina de reparos. O centro histórico, onde fica o Porto Digital, com 6.500 empregados, poderia ter uns 3 ou 4 destes bicicletários. A vizinhança de Shoppings, tb, mas menores. Outro problema são os consertos urgentes, tipo pneu furado ou corrente quebrada. Isto abre a oportunidade de uma rede de serviços móvel, em bicicleta, claro, que prestasse socorro a ciclistas na cidade, interligados pelo celular. Este tipo de rede poderia inclusive contar com um carrinho para o transporte da bicicleta, caso o dano fosse muito grande. Ciclocafés podem se tornar outro grande negócio. Juntando lojas de peças e serviços, pequenas oficinas e um bom atendimento para os ciclistas, teríamos toda uma gama de serviços crescentes na comunidade. Negócios de todo tipo, empresas, lanchonetes e restaurantes precisariam dispor de bicicletários, e eles são feitos de ferro, chumbado no concreto. Quem faz o bicicletário? Quem chumba? Quem pinta? Um sistema de aluguel de bicicletas poderia ser implementado, em cima de uma estrutura cicloviária que garantisse a segurança e o bem-estar dos ciclistas, atraindo turistas e usuários locais, em trechos que atendessem grande parte da cidade.
Enfim, incrementar a bicicleta em qualquer cidade não apenas ajuda as classes menos favorecidas que a usam como meio de transporte, como também negócios e serviços que atendam todos que passem a usa-la para isto também! É um investimento muito pequeno para tantas possibilidades de retorno. Porque só a prefeitura não vê isto?
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9 de março de 2011
VAMOS FALAR DO QUE INTERE$$A!
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18 de fevereiro de 2011
BÊ-A-BÁ DA IMOBILIDADE CARROCRATA
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| É por isto que o PLANO DE MOBILIDADE apresentado pelo Prefeito João da Costa VAI DAR ERRADO! (inspirado por trabalho semelhante de UIRÁ LOURENÇO, sobre Brasília-DF). |
Enquanto este círculo vicioso não for quebrado, não vai ser possivel termos uma cidade mais móvel, pessoas mais felizes, e uma sociedade mais justa. Com a palavra os gestores da cidade!
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4 de fevereiro de 2011
ESTIMULATIVOS...
Amigos...
Era uma vez, um bocado de estudantes e trabalhadores MEXICANOS (portanto, CIDADÃOS MEXICANOS) que queriam ir para a faculdade e cercanias, usando suas bicicletas. Eles precisavam fazer o poder público entender que para isto precisavam de alguma proteção, alguma forma de alertar os motoristas que por ali passavam, que ciclistas também estavam usando aquele espaço PÚBLICO para sua mobilidade. Aí, diante da omissão do poder publico, eles cansaram e partiram para fazer justiça com as próprias mãos, e atacaram de FAÇA-VC-MESMO. Observe que eu nem sei se eles tinham um governo de ESQUERDA, com altíssima taxa de aprovação, o que para algumas pessoas mais bem informadas significa um governo feito por pessoas que, NO PASSADO, enquanto oposição aos governos de DIREITA, defendiam e promoviam abertamente este tipo de ação.
Iniciativas parecidas já foram feitas em São Paulo, durante a copa, pintando faixas de pedestres onde a omissão do poder público deixava as pessoas a mercê da sanha dos carrocratas! Será que os cidadão de HELLCIFE precisarão de algo assim? Será que HELLCIFE tem alguém no governo?
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14 de janeiro de 2011
SOMOS DO MANGUE...
Amigos...
A grande verdade é que o Recifense é do mangue mesmo, nasceu e vive na lama. Só isto explica a falta de vergonha na cara dos governantes "pelo social" que deixam o centro da cidade sucumbir a sujeira, podridão, camelôs e carros. Ruas apertadas se tornam mais apertadas. O mau cheiro e a sujeira impera nas cercanias do belo Mercado de São José, todo em ferro, mas completamente sufocado pela incompetência dos gestores. O Mercado das Flores em Santa Rita, parece um mercado persa, e do Cairo, cheio de miséria, pobreza e mau cheiro no meio de inúmeras barracas vendendo comida. O que poderia ser um belo ponto da cidade, descortinando o rio e o bairro do Recife, é uma pocilga! Somos mesmo do mangue, quais caranguejos se esfregando na lama. E não é nem na lama limpa, nada contra o manguezal preservado. É naquele mangue podre, sujo e poluído mesmo. Naquele alimentado pela falta de educação, pelo descaso com a higiene, pela preguiça, pela incompetência. Como cobrar da Prefeitura espaço para os ciclistas, bicicletários, paraciclos, ciclovias, etc, se nem VARRER as ruas a PCR consegue. Se nem o básico, regulando a atividade e a ocupação do solo, a DIRCON e a PCR conseguem? Quem com os porcos se mistura...
É tudo pelo social. Sociedade da Lama S.A.
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A grande verdade é que o Recifense é do mangue mesmo, nasceu e vive na lama. Só isto explica a falta de vergonha na cara dos governantes "pelo social" que deixam o centro da cidade sucumbir a sujeira, podridão, camelôs e carros. Ruas apertadas se tornam mais apertadas. O mau cheiro e a sujeira impera nas cercanias do belo Mercado de São José, todo em ferro, mas completamente sufocado pela incompetência dos gestores. O Mercado das Flores em Santa Rita, parece um mercado persa, e do Cairo, cheio de miséria, pobreza e mau cheiro no meio de inúmeras barracas vendendo comida. O que poderia ser um belo ponto da cidade, descortinando o rio e o bairro do Recife, é uma pocilga! Somos mesmo do mangue, quais caranguejos se esfregando na lama. E não é nem na lama limpa, nada contra o manguezal preservado. É naquele mangue podre, sujo e poluído mesmo. Naquele alimentado pela falta de educação, pelo descaso com a higiene, pela preguiça, pela incompetência. Como cobrar da Prefeitura espaço para os ciclistas, bicicletários, paraciclos, ciclovias, etc, se nem VARRER as ruas a PCR consegue. Se nem o básico, regulando a atividade e a ocupação do solo, a DIRCON e a PCR conseguem? Quem com os porcos se mistura...
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25 de dezembro de 2010
TEM É MUITO ESPAÇO!
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| Rua Real da Torre, Madalena, Recife. É constante o engarrafamento na região. Foto: Daqui, onde também se podem ver outras fotos maravilhosas do topo de Recife! |
Vou de novo bater na mesma tecla: os problemas de tráfego de Recife se resumem ao excesso de carros nas ruas. A cidade é cortada por largas avenidas e ruas bem espaçosas. Mas é impossível de se perceber isto no dia a dia, cercados como estamos de tantos carros. O transporte público é considerado ruim e ineficiente? Mentira. Os motoristas são heróis de conseguir fazerem funcionar um sistema com tantos obstáculos: carros e mais carros. E o pior, é que transportam tão poucas pessoas/carro, e em grande maioria, para lugares próximos (menos de 5 km)! Distância e situação propícias para o uso da bicicleta. Ah, mas Recife é quente demais. Mas se é justamente porque é quente e plana que é a cidade ideal para o uso da bicicleta?! Mas como se pode usar a bicicleta com eficiência se a cidade não oferece ciclovias e ciclofaixas integradas, bicicletários e infraestrutura para os ciclistas, e segurança patrimonial nas vias? Até as estações de integração, que deveriam ter paraciclos e bicicletários seguros, agilizando a integração bicicleta-ônibus ou metrô, não possuem alternativas. Como exigir que empresas possuam vestiários, bicicletários seguros, chuveiros para os funcionários que optem pela bicicleta se nem mesmo o poder público o faz?!
A verdade é que Recife é gerida por carrocratas empedernidos, encruados em seus carros de luxo, com motoristas (pobre, estressado e se achando mais do que é porque está dirigindo um carro público para um gestor público!), andando no ar condicionado e brincando com seus iPads, iPhones, etc! iDiotas! Enquanto estas antas não perceberem que a cidade seria melhor, mais humana, mais tranquila, menos violenta, menos ruidosa, menos congestionada se a bicicleta fosse adotada, estimulada, propalada como solução de mobilidade individual, vamos continuar a fazer a mesma coisa: nos engarrafar todos os dias e passar parte de nossas conversas reclamando de como o tráfego de Recife está horrível!
Já vá pensando se as "soluções" que a Prefeitura está propondo para melhorar o tráfego do Recife vão mesmo surtir algum efeito? E se achar que não, considere escolher um prefeito que pense em resolver o problema e não em enrricar com ele! 447 milhões é o custo da VIA MANGUE. E sem falar no Corredor Norte-Sul, na "reforma" da Av.Norte, na "requalificação" do Corredor Leste-Oeste! Sem tirar os carros das vias, nenhum efeito que estas novidades criem vai durar! Escreva ai, tudo feito, dura exatamente 2 anos para voltar a situação anterior: muitos engarrafamentos e muitas reclamações!
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3 de setembro de 2010
MACEIÓ SAI NA FRENTE...
Amigos...
Outra notícia interessante, dá conta de que em Maceió, pedagogos da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) darão treinamento sobre como pedalar com segurança no trânsito à trabalhadores do ramo da construção civil e que utilizam bicicleta como meio de transporte na cidade.
A iniciativa, pioneira no Nordeste, é para diminuir o índice de atropelamentos que envolve este público, que hoje alcança números considerados como altos. A maioria dos episódios é causada pelo mau hábito que estes ciclistas possuem de trafegar contra o fluxo de trânsito, ou seja, na contramão. No final, os ciclistas ganharão colete refletivo para que possam usar todas as vezes que se deslocarem de bicicleta. Recife tem o mesmo problema, mas aqui a CTTU é cega-surda-muda e obviamente, tapada! Ou então, o Prefeito do Recife resolveu que não é importante gastar dinheiro com segurança do trânsito. Escolha você, leitor, o que pensar!
Como já havia mostrado iniciativas em João Pessoa e Aracaju mais uma capital do Nordeste, faz seu próprio caminho, saindo na frente da "Capital do Nordeste". Será que somos mesmo capital? Será que nos atribuindo esta alcunha, não precisaríamos agir em conformidade com o que ela define, liderando as demais capitais com medidas ousadas e criativas para resolver os problemas do dia a dia. Ou na verdade não passamos de "preguiçosos carro-compulsivos" e metidos a besta?
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Outra notícia interessante, dá conta de que em Maceió, pedagogos da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) darão treinamento sobre como pedalar com segurança no trânsito à trabalhadores do ramo da construção civil e que utilizam bicicleta como meio de transporte na cidade.
A iniciativa, pioneira no Nordeste, é para diminuir o índice de atropelamentos que envolve este público, que hoje alcança números considerados como altos. A maioria dos episódios é causada pelo mau hábito que estes ciclistas possuem de trafegar contra o fluxo de trânsito, ou seja, na contramão. No final, os ciclistas ganharão colete refletivo para que possam usar todas as vezes que se deslocarem de bicicleta. Recife tem o mesmo problema, mas aqui a CTTU é cega-surda-muda e obviamente, tapada! Ou então, o Prefeito do Recife resolveu que não é importante gastar dinheiro com segurança do trânsito. Escolha você, leitor, o que pensar!
Como já havia mostrado iniciativas em João Pessoa e Aracaju mais uma capital do Nordeste, faz seu próprio caminho, saindo na frente da "Capital do Nordeste". Será que somos mesmo capital? Será que nos atribuindo esta alcunha, não precisaríamos agir em conformidade com o que ela define, liderando as demais capitais com medidas ousadas e criativas para resolver os problemas do dia a dia. Ou na verdade não passamos de "preguiçosos carro-compulsivos" e metidos a besta?
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30 de junho de 2010
FUTUROLOGIA...
Amigos...
Ontem pedalando no Corujaqueira até a Várzea, via Camaragibe, conversava com um colega sobre como as coisas acontecem no mundo. Quando a gente é novo quer "peitar" tudo, achando que as coisas se resolvem com "movimentos", "lutas", "mobilizações". Uma das coisas que você percebe quando vai passando o tempo é que desde que o mundo é mundo, as coisas se organizam de uma única forma. Tudo bem que a internet é uma coisa nova, que mobiliza virulentamente grupos variados e distantes de pessoas ao redor do mundo. Mas para o "feijão com arroz" local, ali na sua vizinhança próxima, as coisas continuam acontecendo da forma bem tradicional. O assunto era sobre como a cultura da bicicleta iria se instalar. A ansiedade de muitos, inclusive a minha, é de que vejamos logo os resultados e que o Recife vire uma Copenhagen, do dia para a noite! É ruim viu! Levaram 17 anos para fazer Pirapama que vai resolver o problema MUITO MAIS GRAVE de falta d'água?! Se é que vai mesmo!
Ai entrou minha mente de SCI-FIER (viciado em ficção científica) em ação. Nós temos nossos empregos e muitos começam a usar a bike para ir ao trabalho, para o lazer, para a escola, nos transformando em pedalistas. Em todas as oportunidade, nós os fanáticos, vamos vendendo esta imagem de pedalista a quem quiser ouvir, a quem perguntar ou não sobre o porque de usar a bike. Aliás, nem precisa perguntar sobre isto, a gente já vai vendendo, qual camelô, descambando qualquer conversa para a bicicleta e seu uso diário!
Isto se chama EXEMPLO e é aqui que começa a Futurologia!
No começo, você é visto como "exótico". É aquele que "vem de bicicleta para o trabalho, o doido"! Passa o tempo, e você se destaca no emprego, porque é mais tranquilo, centrado, saudável, equilibrado. E logo, passam do "porque de bike" para o "como é que se faz", a curiosidade normal do ser humano sobre o sucesso do outro. Logo, aparece mais um, e outro, e mais outro, todos querendo vir de bike para o trabalho também, pressionados pela baixa qualidade do transporte público, do tráfego pesado e dos preços do combustível e dos estacionamentos. O passo seguinte é que ao invés da sua isolada bike no estacionamento da empresa, passam a ter várias, muitas, um engarrafamento de bikes amarradas em todos os lugares.
Neste ponto, os funcionários pressionam a empresa para criar melhores condições com bicicletário e mais chuveiros (pressionados pelo "perfume" nauseabundo que exala de alguns apressados sem banho pós pedal na reunião semanal). Logo, a empresa passa a ter um bom bicicletário e demais infraestruturas. Isto está é claro acontecendo em diversos tempos nas empresas ao redor. E clariiiissssssiiiiimmmooo, que os candidatos a vereador, precisando de $ chegam nelas para "correr a sacolinha" com os empresários. Estes, antenados com as necessidades e riscos de seus funcionários, com o retorno que melhores condições de acesso teriam sobre sua empresa, cobram ciclovias, bicicletários, chuveiros públicos, etc destes candidados se eleitos. E é ai, que começam a rolar as pressões de todos os lados sobre os prefeitos eleitos, eles também carentes de apoio para seus projetos na Câmara de Vereadores. Assim, o jogo vai para frente.
A gente também pode se reunir de outras formas, criando entidades representativas ou mesmo entidades virtuais, fazer protestos, etc. Um abaixo-assinado com 10.000 assinaturas mostra que uma camada da sociedade tem interesses comuns e pressiona quem está ou quem quer estar no poder. Pode acelerar as reformas necessárias em âmbito geral, mas não se enganem, o resultado específico, a ciclovia na sua porta, vai sair de cada comunidade, de cada empresa, de cada ação mais localizada, mais perto de você. Reunindo quem pedala no seu bairro, na sua empresa, no seus grupos, é que iremos conseguir resultados mais específicos, mais localizados ali ao seu lado. É nos mobilizando e aos nossos círculos de amizade, vizinhança, etc que iremos alcançar o tão sonhado paraíso: ter Recife como uma cidade tão pedalável quanto Copenhagen!
É isto ou compre logo uma passagem e se mande para a Dinamarca!
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Ontem pedalando no Corujaqueira até a Várzea, via Camaragibe, conversava com um colega sobre como as coisas acontecem no mundo. Quando a gente é novo quer "peitar" tudo, achando que as coisas se resolvem com "movimentos", "lutas", "mobilizações". Uma das coisas que você percebe quando vai passando o tempo é que desde que o mundo é mundo, as coisas se organizam de uma única forma. Tudo bem que a internet é uma coisa nova, que mobiliza virulentamente grupos variados e distantes de pessoas ao redor do mundo. Mas para o "feijão com arroz" local, ali na sua vizinhança próxima, as coisas continuam acontecendo da forma bem tradicional. O assunto era sobre como a cultura da bicicleta iria se instalar. A ansiedade de muitos, inclusive a minha, é de que vejamos logo os resultados e que o Recife vire uma Copenhagen, do dia para a noite! É ruim viu! Levaram 17 anos para fazer Pirapama que vai resolver o problema MUITO MAIS GRAVE de falta d'água?! Se é que vai mesmo!
Ai entrou minha mente de SCI-FIER (viciado em ficção científica) em ação. Nós temos nossos empregos e muitos começam a usar a bike para ir ao trabalho, para o lazer, para a escola, nos transformando em pedalistas. Em todas as oportunidade, nós os fanáticos, vamos vendendo esta imagem de pedalista a quem quiser ouvir, a quem perguntar ou não sobre o porque de usar a bike. Aliás, nem precisa perguntar sobre isto, a gente já vai vendendo, qual camelô, descambando qualquer conversa para a bicicleta e seu uso diário!
Isto se chama EXEMPLO e é aqui que começa a Futurologia!
No começo, você é visto como "exótico". É aquele que "vem de bicicleta para o trabalho, o doido"! Passa o tempo, e você se destaca no emprego, porque é mais tranquilo, centrado, saudável, equilibrado. E logo, passam do "porque de bike" para o "como é que se faz", a curiosidade normal do ser humano sobre o sucesso do outro. Logo, aparece mais um, e outro, e mais outro, todos querendo vir de bike para o trabalho também, pressionados pela baixa qualidade do transporte público, do tráfego pesado e dos preços do combustível e dos estacionamentos. O passo seguinte é que ao invés da sua isolada bike no estacionamento da empresa, passam a ter várias, muitas, um engarrafamento de bikes amarradas em todos os lugares.
Neste ponto, os funcionários pressionam a empresa para criar melhores condições com bicicletário e mais chuveiros (pressionados pelo "perfume" nauseabundo que exala de alguns apressados sem banho pós pedal na reunião semanal). Logo, a empresa passa a ter um bom bicicletário e demais infraestruturas. Isto está é claro acontecendo em diversos tempos nas empresas ao redor. E clariiiissssssiiiiimmmooo, que os candidatos a vereador, precisando de $ chegam nelas para "correr a sacolinha" com os empresários. Estes, antenados com as necessidades e riscos de seus funcionários, com o retorno que melhores condições de acesso teriam sobre sua empresa, cobram ciclovias, bicicletários, chuveiros públicos, etc destes candidados se eleitos. E é ai, que começam a rolar as pressões de todos os lados sobre os prefeitos eleitos, eles também carentes de apoio para seus projetos na Câmara de Vereadores. Assim, o jogo vai para frente.
A gente também pode se reunir de outras formas, criando entidades representativas ou mesmo entidades virtuais, fazer protestos, etc. Um abaixo-assinado com 10.000 assinaturas mostra que uma camada da sociedade tem interesses comuns e pressiona quem está ou quem quer estar no poder. Pode acelerar as reformas necessárias em âmbito geral, mas não se enganem, o resultado específico, a ciclovia na sua porta, vai sair de cada comunidade, de cada empresa, de cada ação mais localizada, mais perto de você. Reunindo quem pedala no seu bairro, na sua empresa, no seus grupos, é que iremos conseguir resultados mais específicos, mais localizados ali ao seu lado. É nos mobilizando e aos nossos círculos de amizade, vizinhança, etc que iremos alcançar o tão sonhado paraíso: ter Recife como uma cidade tão pedalável quanto Copenhagen!
É isto ou compre logo uma passagem e se mande para a Dinamarca!
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12 de maio de 2010
NOVO PRIMEIRO-CICLISTA...
Amigos...
Notícia de hoje no BIKE HUGGER dá conta de que o novo primeiro-ministro inglês é da nossa "curriola", ciclista. Seria o novo PRIMEIRO-CICLISTA! Olha a foto do Sr. David Cameron, escolhido ontem para o posto!
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Notícia de hoje no BIKE HUGGER dá conta de que o novo primeiro-ministro inglês é da nossa "curriola", ciclista. Seria o novo PRIMEIRO-CICLISTA! Olha a foto do Sr. David Cameron, escolhido ontem para o posto!
Fonte: DAYLIFE | Este é mais um exemplo de que mudar hábitos culturais começa com o exemplo sendo dado por quem deve dar exemplos. Nossos políticos não são lá muito "exemplares", dirão alguns. E é verdade, ou não precisaríamos estar lutando por um projeto como o FICHA LIMPA. Vocês podem imaginar Lula, Dilma, Serra ou Marina pedalando? Jarbas ou Eduardo? Não. Não consigo. E olha que tenho uma imaginação bem fértil! E é este um ponto importante para nós que estamos nos alinhando para escolher nosso presidente e nosso governador este ano. Quais as metas sobre mobilidade que estes candidatos trazem? Quais os programas que pretendem seguir para melhorar o trânsito nas nossas cidades? E para os ciclistas? O foco no emprego e na melhoria das condições da população que o atual governo se empenhou, trouxe problemas na infraestrutura de quase todas as grandes cidades. Problemas causados pela riqueza, coisa ruim né?! IPI Zero garante emprego, mas aumenta carros nas ruas, aumenta consumo de combustíveis, etc. São problemas com que toda a população hoje se depara, ricos e pobres. Lixo em excesso, barulho, poluição, tráfego caótico, acidentes, etc. Crescer muito rápido cria problemas novos e exige gente com novas idéias, novas formas de agir, novas formas de viver! Como vocês veem isto? Quais preocupações vocês NÃO veem nos nossos candidatos? |
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7 de maio de 2010
SOROCABA... MERECE!
Amigos...
O artigo do site O ECO dando conta da situação da infraestrutura ciclistica do Brasil e mostrando o ranking das cidades com mais ciclovias despertou meu interesse por SOROCABA. A opinião de Maria Pereira, colocada na lista CICLOTUR-BR sobre a cidade dela, motorista e ciclista, foi importante para mostrar que o obtido lá não é mera obra de fachada, nem uma ciclovia perdida sem pé nem cabeça. Lá, fizeram um trabalho para dotar a cidade de outra forma de mobilidade. Resolvi que seria legal dar um panorama sobre a cidade para termos um comparativo real. Dados foram retirados do site SOROCABA.COM.BR http://www.sorocaba.com.br/sobre-sorocaba.html
Zaqueu Proença / Secom
QUEM QUER FAZ, QUEM NÃO QUER ARRANJA DESCULPA!
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O artigo do site O ECO dando conta da situação da infraestrutura ciclistica do Brasil e mostrando o ranking das cidades com mais ciclovias despertou meu interesse por SOROCABA. A opinião de Maria Pereira, colocada na lista CICLOTUR-BR sobre a cidade dela, motorista e ciclista, foi importante para mostrar que o obtido lá não é mera obra de fachada, nem uma ciclovia perdida sem pé nem cabeça. Lá, fizeram um trabalho para dotar a cidade de outra forma de mobilidade. Resolvi que seria legal dar um panorama sobre a cidade para termos um comparativo real. Dados foram retirados do site SOROCABA.COM.BR http://www.sorocaba.com.br/sobre-sorocaba.html
Sorocaba, no estado de São Paulo, com área de 449,122 km² e população estimada em 2007 de 610.120 habitantes. É o terceiro município mais populoso do interior paulista, com um potencial de consumo per capita anual estimado em 2,4 mil dólares para a população urbana (602 mil pessoas) e 917 dólares para a rural (7,2 mil pessoas) e a oitava cidade brasileira com maior potencial de consumo.E do site SOROCABA.SP.GOV.BR uma descrição do Plano Cicloviário, resumida!
Zaqueu Proença / SecomA Prefeitura de Sorocaba desenvolve um Plano Cicloviário entre suas ações prioritárias, dentro dos ideais de “Cidade Saudável” e “Cidade Educadora”. É um novo conceito de qualidade de vida e mobilidade urbana, pois garante segurança aos ciclistas, estimula o lazer e a prática de atividades físicas, além de oferecer uma opção econômica e não poluente de transporte. O Plano Cicloviário implica na construção de ciclovias em avenidas e interligações de pistas novas com as já existentes, para propiciar aos usuários deslocamentos mais longos. Todas ciclovias possuem padrão com pintura vermelha, sinalização viária com placas e pintura de e, ao longo dos percursos, calçadas para caminhadas, sistema de iluminação e paisagismo, com gramado, arbustos e arborização. A meta do plano é viabilizar 85 quilômetros de ciclovias interligados, o que permitiria a circulação entre todas as regiões da cidade. No momento, estão sendo implantados paraciclos, que são pontos de estacionamentos para bicicletas em locais com grande circulação de pessoas, como o Terminal Santo Antônio, praças, parques e nas unidades da “Casa do Cidadão”. O projeto prevê a criação de bicicletários, pontos estratégicos com serviços de apoio aos usuários, e dispositivos para facilitar a integração do sistema cicloviário com os demais meios de transportes e os parques municipais.Alguém ainda duvida que é necessário ter BOA vontade política para ter uma cidade melhor? Porque não basta fazer ciclovias e ciclofaixas, mas é preciso que elas sejam uma alternativa de mobilidade e uma forma de atender a populção mais carente e usuária natural destes equipamentos. Vamos trabalhar para isto mas não esqueçam:
Além das ciclovias, a Prefeitura de Sorocaba colocou em prática na cidade o “Pedala Sorocaba”, que atrai centenas de ciclistas em passeios, sorteios, ações recreativas e culturais, sempre tendo como foco principal a importância do uso da bicicleta. Além dessas atividades, há também o Fórum Pedala. A reunião é quinzenal e é aberta à população interessada em debater os assuntos ligados ao ciclismo em Sorocaba, seja ele voltado ao lazer ou à mobilidade urbana.
QUEM QUER FAZ, QUEM NÃO QUER ARRANJA DESCULPA!
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27 de março de 2010
PEDESTRES, SINAIS, CICLISTAS E OUTROS PENTELHOS
Amigos...
Um post do MENOS UM CARRO, blog português que acompanho, chamou a atenção para algo que vemos todos os dias e nem notamos. A grande maioria de vcs que me lêem, anda de carro. Alguns devem fazer como eu, só andam de carro quando é realmente preciso, e preferem andar a pé, de ônibus e de bike. Mas toda a cidade é organizada para o fluxo dos carros. Sinais de pedestres com tempos reduzidos para travessia, avenidas superlargas, passagens de pedestres separadas por 2 ou 3 quarteirões, tudo é feito em prol do fluxo de carros.
Uma das mais brutais formas de perversão do nosso tráfego são os sinais de pedestres de Recife. Uma cidade plana, com uma enorme população que anda a pé, de ônibus ou de bike, mas que não dá nenhuma real atenção a esta grande parte menos favorecida da sociedade. Estimar que em 8 segundos uma pessoa adulta possa atravessar o sinal de pedestres, como no cruzamento da Benfica com a Estrada dos Remédios na Madalena, é uma coisa. Esperar que uma pessoa de idade, uma criança ou um deficiente motor, consiga fazê-lo é de uma crueldade sem par. Quantas e quantas vezes não vi carros tendo de esperar que uma pessoa assim conclua sua travessia?
Nossos gestores não estão atentos ou nem pensam em sinais de pedestres como sendo uma necessidade da sociedade. Para eles, estes sinais, assim como os usuários de bikes em geral, representam aborrecimentos, entraves no fluxo suave e continuo que deve ser representativo de uma grande metrópole que eles imaginam ser o Recife. Nossos gestores de tráfego administram a cidade para os 400.000 carros existentes, contra mais de 2 milhões de pessoas que não o utilizam, com uma mentalidade do começo do século XX. Acordem!
O cidadão comum que se f..., esta, com perdão da palavra, é a situação real do Recife.
Aqui se vc não é motorista, se não está em uma moto, você não existe. Ou pior, existe apenas para encher o saco deles. Por eles, vcs seriam fulminados ao se aproximarem de um sinal de tráfego. Um dia a sociedade vai ter de dar um basta nestes desmandos de nossos gestores. Um dia precisaremos de um tráfego democrático, que respeite o que dita nossa CONSTITUIÇÃO FEDERAL, oferecendo um tratamento que trate os iguais entre si da mesma forma, e diferente os que estão em diferentes situações. Pedestres e ciclistas não são iguais a carros e motos. Somos diferentes, mas também somos cidadãos deste país, temos o direito de sermos respeitados e tratados dentro dos nossos limites. Também merecemos ser considerados por quem gerencia o tráfego na cidade.
Ou então eu vou comprar uma jamanta de 18 rodas, e sair passando em cima de tudo quanto é carro que ficar na minha frente. Vai ser a lei do mais forte, mais pesado, mais possante! Se é para se portar no tráfego como se fosse um brucutu, então vamos partir logo para a ignorância!
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Um post do MENOS UM CARRO, blog português que acompanho, chamou a atenção para algo que vemos todos os dias e nem notamos. A grande maioria de vcs que me lêem, anda de carro. Alguns devem fazer como eu, só andam de carro quando é realmente preciso, e preferem andar a pé, de ônibus e de bike. Mas toda a cidade é organizada para o fluxo dos carros. Sinais de pedestres com tempos reduzidos para travessia, avenidas superlargas, passagens de pedestres separadas por 2 ou 3 quarteirões, tudo é feito em prol do fluxo de carros.
Uma das mais brutais formas de perversão do nosso tráfego são os sinais de pedestres de Recife. Uma cidade plana, com uma enorme população que anda a pé, de ônibus ou de bike, mas que não dá nenhuma real atenção a esta grande parte menos favorecida da sociedade. Estimar que em 8 segundos uma pessoa adulta possa atravessar o sinal de pedestres, como no cruzamento da Benfica com a Estrada dos Remédios na Madalena, é uma coisa. Esperar que uma pessoa de idade, uma criança ou um deficiente motor, consiga fazê-lo é de uma crueldade sem par. Quantas e quantas vezes não vi carros tendo de esperar que uma pessoa assim conclua sua travessia?
Nossos gestores não estão atentos ou nem pensam em sinais de pedestres como sendo uma necessidade da sociedade. Para eles, estes sinais, assim como os usuários de bikes em geral, representam aborrecimentos, entraves no fluxo suave e continuo que deve ser representativo de uma grande metrópole que eles imaginam ser o Recife. Nossos gestores de tráfego administram a cidade para os 400.000 carros existentes, contra mais de 2 milhões de pessoas que não o utilizam, com uma mentalidade do começo do século XX. Acordem!
O cidadão comum que se f..., esta, com perdão da palavra, é a situação real do Recife.
Aqui se vc não é motorista, se não está em uma moto, você não existe. Ou pior, existe apenas para encher o saco deles. Por eles, vcs seriam fulminados ao se aproximarem de um sinal de tráfego. Um dia a sociedade vai ter de dar um basta nestes desmandos de nossos gestores. Um dia precisaremos de um tráfego democrático, que respeite o que dita nossa CONSTITUIÇÃO FEDERAL, oferecendo um tratamento que trate os iguais entre si da mesma forma, e diferente os que estão em diferentes situações. Pedestres e ciclistas não são iguais a carros e motos. Somos diferentes, mas também somos cidadãos deste país, temos o direito de sermos respeitados e tratados dentro dos nossos limites. Também merecemos ser considerados por quem gerencia o tráfego na cidade.
Ou então eu vou comprar uma jamanta de 18 rodas, e sair passando em cima de tudo quanto é carro que ficar na minha frente. Vai ser a lei do mais forte, mais pesado, mais possante! Se é para se portar no tráfego como se fosse um brucutu, então vamos partir logo para a ignorância!
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1 de janeiro de 2010
DO QUE PRECISAMOS MESMO?
Avenida da Conde da Boa Vista, no dia 1/1/2010 - 11h da manhã
Amigos...
Ano novo. Rescaldo de excessos. Pedalando e olhando a cidade vazia, 11h da manhã do primeiro dia do ano novo. Qualquer pessoa com o mínimo de raciocínio percebe que Recife tem muito espaço dedicado aos carros. Quando eles ficam em casa, derrubados por uma noite de libações desenfreadas, uma verdadeira bacanal gastronômica e foguetória, é que notamos quanto espaço esta cidade dedica a eles. Amplas avenidas com três ou mais faixas de rolagem...vazias. É quando notamos a cidade, seus prédios ricos em arquitetura neoclássica, que emolduram vias sem tráfego, percorridas rapidamente por ônibus desimpedidos.
Era assim que deveriam ser os dias normais. Pessoas usando o transporte público, a calçada, a bicicleta, ruas vazias. Recife seria mais limpa, talvez até perdesse algum asfalto, algumas vias devolvidas para árvores, para o verde. Recife seria melhor se o sistema de transporte coletivo fosse uma real prioridade dos seus gestores. Se fossem tomadas medidas para estimula-lo, em detrimento do tráfego dos carros. Se os ônibus, VLT´s, Metrôs, etc fossem bem conservados, seguros, refrigerados, conduzidos por profissionais bem treinados, bem remunerados e bem controlados. Recife seria melhor se eles pensassem em todos os cidadãos e não apenas naqueles que têm carro.

Conde da Boa Vista com Dom Bosco, 1/1/2010 - 11h da manhã
Quem em sã consciência iria querer tirar um carro para dirigir uma hora para o trabalho, com stress, risco, pagando caros estacionamentos, se pudesse chegar bem, fresquinho, limpo, seguro, em menos tempo, e com menos stress? Precisamos mesmo de mais avenidas, viadutos, binários e alças, ou precisamos mesmo é tirar os carros das ruas, encarecer estacionamentos ou aboli-los, cobrar por quilômetro rodado?
Quem andou nestes feriadões pela cidade, sabe a resposta!
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15 de dezembro de 2009
ACABAR COM A SEGREGAÇÃO DE ÁREAS URBANAS.
DECÁLOGO ESMIUÇADO VII
Qualquer manual de PRODUÇÃO dirá que os arranjos produtivos mais eficientes seriam aqueles em que cada setor cumpre um pequeno grupo de funções. Numa cidade, isto significaria agrupar indústrias, comércio, serviço e moradias em locais distintos com problemas e soluções distintas, todos interligados por meios de transporte eficientes. E os mesmos manuais dirão que se este arranjo crescer muito, fica difícil obter máxima eficiência porque não se pode crescer as conexões de transporte indefinidamente. Neste caso, a solução é ramificar toda a estrutura em outra árvore, mais distante, acomodando eficiência em blocos menores interligados, e agrupando os todas as árvores com uma ainda mais eficiente e rápida conexão.
Recife não aprendeu esta lição. A cidade incha a olhos vistos e a especialização de seus bairros já era! Bairros calmos e tranquilos hoje estão tomados pela expansão imobiliária e pela agregação de comércio e serviços de forma desordenada. É certo que já foi o tempo em que era possível ter regiões exclusivas para moradia, comércio e indústrias de base. Mais e mais cidades estão reduzindo a especialização de seus bairros, agregando vidas completas as vizinhanças. Mas isso lá é feito de forma organizada, e faz com que as pessoas morem e trabalhem perto de casa, estimulando-os a fazerem compras no comércio local. Isso economiza combustível, reduz poluição, minora o tempo em viagens para ir ao mercado ou a padaria.
Mas quem disse que está sendo feito de forma organizada aqui? E este caos, só aumenta o número de viagens, de deslocamentos, de emissão de poluentes, de superlotação das linhas de transporte, do estresse das pessoas. E prejudica a saúde e o meio ambiente.
Ter políticos "com peito" para enfrentar as medidas impopulares para organizar nossos bairros com racionalidade e coragem, é o que nos falta!
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Qualquer manual de PRODUÇÃO dirá que os arranjos produtivos mais eficientes seriam aqueles em que cada setor cumpre um pequeno grupo de funções. Numa cidade, isto significaria agrupar indústrias, comércio, serviço e moradias em locais distintos com problemas e soluções distintas, todos interligados por meios de transporte eficientes. E os mesmos manuais dirão que se este arranjo crescer muito, fica difícil obter máxima eficiência porque não se pode crescer as conexões de transporte indefinidamente. Neste caso, a solução é ramificar toda a estrutura em outra árvore, mais distante, acomodando eficiência em blocos menores interligados, e agrupando os todas as árvores com uma ainda mais eficiente e rápida conexão.
Recife não aprendeu esta lição. A cidade incha a olhos vistos e a especialização de seus bairros já era! Bairros calmos e tranquilos hoje estão tomados pela expansão imobiliária e pela agregação de comércio e serviços de forma desordenada. É certo que já foi o tempo em que era possível ter regiões exclusivas para moradia, comércio e indústrias de base. Mais e mais cidades estão reduzindo a especialização de seus bairros, agregando vidas completas as vizinhanças. Mas isso lá é feito de forma organizada, e faz com que as pessoas morem e trabalhem perto de casa, estimulando-os a fazerem compras no comércio local. Isso economiza combustível, reduz poluição, minora o tempo em viagens para ir ao mercado ou a padaria.
Mas quem disse que está sendo feito de forma organizada aqui? E este caos, só aumenta o número de viagens, de deslocamentos, de emissão de poluentes, de superlotação das linhas de transporte, do estresse das pessoas. E prejudica a saúde e o meio ambiente.
Ter políticos "com peito" para enfrentar as medidas impopulares para organizar nossos bairros com racionalidade e coragem, é o que nos falta!
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DE OLHO NA BIKE
Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!
Original ROGÉRIO LEITE @ 2010


