16 de novembro de 2014

NÃO SOU HARRY PORTER, MAS "DESAPARATEI"...

Pedalando sem capacete, com os "meus 4 fios de cabelo ao vento",
era o próprio CEBOLINHA! KKKK

Amigos...

Não sei se é coincidência ou erro de tradução, mas de qq forma, hoje resolvi que ia fazer meu rolê ciclofotográfico sem os tais APARATOS de segurança, capacete, luvas, etc... DESAPARATEI...Cresci pedalando sem isto, rodava a cidade toda, ninguém falava de usar capacete que aliás não existia, e se existisse, eu não tinha grana para comprar mesmo!  Então, resolvi deixar o capacete e as luvas em casa, e sentir a suave brisa da manhã esticando meus quatro fios de cabelo... qual CEBOLINHA!!! kkk...

Interessante a nossa cultura atual. Claro que não vivemos mais numa cidade provinciana como era o Recife uns 40 anos atrás.  A cidade cresceu e se complicou.  As ruas não são mais planas, sem tantos desníveis, não sei se a qualidade do asfalto baixou ou se foi o excesso de carros (mais provável!).  Mas existem tantos desníveis perto das valas, tantas árvores que não são podadas deixando seus galhos na altura dos olhos dos ciclistas. Falta manutenção, como se a cidade tivesse crescido mas a PCR não tivesse acompanhado este crescimento, e assim, não dá conta mais de mantê-la. Manter uma cidade deste tamanho não é fácil, mas não se entende que outras cidades até maiores conseguem, porque o Recife não.  Enfim, pedalar na ciclofaixa móvel e claro, em todas as ciclovias protegidas, não exige estes equipamentos.  Ainda mais se como eu, você pedalar devagar, "passo holandês" aproveitando a brisa, o sol do verão e trocando gentilezas ao pedalar!   Realmente se a cidade contasse com uma rede de ciclovias e ciclofaixas, e com alguma compreensão dos motoristas e motociclistas, pedalar não exigiria capacete nem luvas. 

Foi um ótimo passeio, com belas fotos para meu calendário 2015, HABITANTES DO CAPIBARIBE.

Vamos pedalando!

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3 de novembro de 2014

BICICLETA COMO VEÍCULO: ESTAMOS EVOLUINDO?

Exemplo de vestuário normal, mas com adaptações úteis a quem vai para o trabalho de bicicleta.
Via WALL STREET JOURNAL.

Amigos...

Costumo pensar que para qualquer coisa só existem dois caminhos: ou vai para cima, ou vai para baixo.  Não existem situações de completa e eterna estabilidade. Pode ser até que pareça que está estável, equilibrado, mas se não cresce apesar do trabalho colocado, está indo para baixo.  Penso isto de empresas, segmentos de mercado e até na vida pessoal.  Algo precisa estar sendo construído, os lucros devem existir e serem crescentes, não porque eu seja capitalista, mas porque com o passar do tempo, o dinheiro, os valores, as coisas que você já tem, estão se desvalorizando, perdendo impacto, presença, decaindo naturalmente. Então se ao final de um período, está tudo na mesma em relação ao começo, todo crescimento apenas compensou a degradação natural do sistema, seja isto um negócio, um segmento de mercado ou sua vida particular.  Ao final do ano, esperamos estar melhores que no começo, parece ser uma lei vital ainda não nominada!

Bem... observo alguns blogs americanos crescerem, se desenvolverem, irem para a frente. Lá, onde a recuperação econômica parece estar andando afinal, a atividade econômica em torno da bicicleta como veículo parece estar avançando, a julgar pelo número de anunciantes, pequenos negócios virando médios, em torno da bicicleta para o dia a dia, das roupas e acessórios para quem pedala como modal de transporte e não apenas esporte. Se você se interessar, pode dar uma passada em alguns na minha lista BLOGS ON BIKE, e  ver a quantidade de anúncios que existem.  Por outro lado, também percebo que como segmento, os blogs tem saído de linha, muitos estão desativando, ficando em standby, talvez sufocados por outras formas de conexão social.  A pensar...  Voltando, o crescimento dos anunciantes e a grande variedade de produtos e serviços para os comutadores mostra um crescimento do segmento de mercado bicicletas como modal.  Por outro lado, depois de um boom no Recife e creio que também em muitas capitais do Brasil, com a bicicleta sendo introduzida como modal via atividade recreativa, com ciclofaixas de lazer dominical, o crescimento e a evolução pararam.  O boom levou ao aparecimento de grande número de negociantes de oportunidade, que enxergaram na bicicleta como lazer uma fonte de lucros rápidos. Claro, que sem esforço ou trabalho, este segmento tende a uma certa estagnação, com a quantidade de bicicletas e acessórios ainda crescente, mas já sem aquela vontade inicial.  Evolução para a bicicleta como modal pode manter e salvar muitos destes novos negócios. 

Recife é uma cidade plana, de temperatura agradável quase todo o ano.  Mesmo em dias muito quentes, com sol a pino, a temperatura sobre o corpo é bem menor pedalando do que dentro de um ônibus comum.  Tem espaço para que o poder público vença o poder das empresas de ônibus através da formalização das rotas de bicicleta. Haddad, prefeito de São Paulo mostrou isto. Aracaju e Sorocaba também investiram nesse modal e só tiveram a ganhar! Resta saber quando os demais prefeitos do país vão deixar de lado os preconceitos e vão peitar a evolução necessária para transformar a bicicleta em um modal sério.

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27 de outubro de 2014

GOSTEI DESSA...


VOCÊ NÃO É FEITO DE AÇÚCAR...
NÃO VAI DERRETER NA CHUVA!
Via BIKE HUGGER

22 de outubro de 2014

TAMBÉM QUERO O RECIFE PARA MIM...



Amigos...

Costumam achar que uma cidade grande como o Recife, algumas vezes maior que Zurique a cidade onde este filme acima passa, não poderia adotar soluções similares. Zurique acha que no centro da cidade, pessoas são bem vindas, carros não. Dotada de um bom sistema de bondes elétricos, ônibus, e até barcos, e usando uma enorme variedade de sensores que monitoram a quantidade de carros dentro da cidade evitando engarrafamentos, a cidade foi transformada para as pessoas.

Quem quiser ler mais, em inglês, pode acessar o link da Streetfilms.

Tem um tempo que sonho com o dia em que o Recife será todo fechado ao tráfego de carros, começando na Rua da Aurora. Guararapes, Dantas Barreto, e cercanias da Praça da República, tudo fechado. Marco Zero já ensaia isto. Tudo feito apenas para pedestres, ciclistas, quem sabe um VLT ou mesmo belos bondes elétricos como Zurique! Uma cidade para as pessoas, e não para os carros!

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22 de setembro de 2014

PARA RESPEITAR, PRECISA PINTAR!



Amigos...

Eu tenho observado que o Recife tem alguns problemas que são causados pela própria prefeitura. Um desses é a falta de respeito dos motoristas com as faixas de pedestres.  Eu sou pedestre, costumo fazer muita coisa andando, academia, supermercado, banco, etc, tenho sorte e moro perto de tudo.  E assim percebo que a PCR não dá o mesmo tratamento as faixas de pedestres de toda a cidade.  Alguns locais, recebem a faixa quando a PCR obedece a lei que obriga depois de recapear ou asfaltar uma nova rua. Mas NUNCA mais aparece ninguém. Não tem manutenção.  Enquanto isso, outras ruas, recebem seguidas mãos de pintura, e estão sempre pintadas.  Não precisa dizer em que bairros estão esses dois casos, porque é lógico.

E com essa carência, muitos motoristas se aproveitam e param em cima das faixas inexistentes ou quase invisíveis, alegando que não viram! Muitos pedestres são agredidos por eles, que jogam o carro por cima, ou se atravessam de forma que o pedestre não tem por onde seguir exceto pelo meio das faixas de rolagem, por exemplo. 

A PCR faz "campanhas educativas" e posta equipamentos eletrônicos automáticos para pegar os infratores, mas divulga o local, alegando que não está "industrializando" as multas! Os locais amplamente divulgados, são evitados ou ali, os motoristas se comportam, até recebem "selinhos de respeito ao pedestre" (ou melhor, respeito a multa!). No resto, mata que pedestre é o alvo!

Ao invés de selinho, que tal a PCR gastar dinheiro com tinta e mais desses guardas eletrônicos, muitos mais, um em cada cruzamento da cidade, e sem divulgar nada!  E multar sim, uma, duas, três vezes... quantas vezes forem necessárias para o sujeito lembrar das aulas da autoescola sobre respeito ao pedestre e ao ciclistas, elos mais fracos da corrente do trânsito!

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Original ROGÉRIO LEITE @ 2010