18 de janeiro de 2021

VICIADO EM CICLOFAIXA MÓVEL

 Amigos...

Anos atrás, a prefeitura do Recife começou um esquema de montar uma ciclofaixa dedicada ao lazer nos domingos e feriados nacionais. A famosa CICLOFAIXA MÓVEL recebeu e recebe críticas desde sua primeira implantação.  A maioria das críticas diz respeito a ideia de que precisamos é mesmo de ciclofaixas e ciclovias PERMANENTES em toda a cidade, todo o tempo e não apenas nos fins de semana e feriados. A ciclofaixa também foi inicialmente para bairros nobres e para "inglês ver", saindo da Jaqueira até o Marco Zero, deixando de fora o grosso dos ciclistas que usam bicicleta no dia a dia. Posteriormente, outros segmentos foram e continuam sendo acrescentados, mas a natureza de lazer não foi alterada.

Por outro lado, a prefeitura começou a implantar ciclofaixas e ciclovias em outros traçados na cidade.  Santo Amaro hoje tem uma boa malha de ciclofaixas e é cortada por uma ciclovia. A Boa Vista recebeu a Parque Amorim-Rua do Hospício, via Riachuelo. Trechos de conexão entre Riachuelo com as de Santo Amaro em três pontos, criam uma rede muito útil ao usuário do dia a dia.  Outros trechos entre Espinheiro, Rosarinho e Jaqueira ampliam as possibilidades tanto de lazer quanto de mobilidade. Mais e mais trechos vão sendo criados, e aumentam a quilometragem disponível inclusive para o lazer de fim de semana.

Em alguns finais de semana, quando tem o ENEM por exemplo, não colocam a ciclofaixa móvel. Mas existem ciclistas usando o mesmo espaço "como se a ciclofaixa móvel estivesse ativa!". As ciclofaixas FIXAS por outro lado, ficam VAZIAS. Mas os espaços NÃO DEMARCADOS da ciclofaixa MÓVEL ficam muito ocupados. São verdadeiros viciados em uma rota fantasma.

Outro aspecto interessante é que esse efeito fantasma demonstra que a ciclofaixa móvel é menos necessária nos fins de semana.  Seria muito importante durante a semana, quando o tráfego de automóveis é muito elevado. 

Se você pedala só no fim de semana, dê uma chance as ciclovias fixas e ciclorotas demarcadas no Recife.  A maioria já tem continuidade, sai de um ponto para outro. Com as rotas demarcadas de vermelho e separadas por tachões, o tráfego é bastante respeitador dos ciclistas.

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4 de janeiro de 2021

BOTA MEL, BOTA FARINHA...

 

Gente, que eu tenho uma compulsão por dados, isso é natural! Afinal, como ser pesquisador sem dados não é mesmo?!  Eu tenho cintas de monitoramento cardíaco desde 2006, nem pedalava, mas usava na academia. Passei um tempo só com ciclocomputador desde 2008 com a cinta se perdendo depois de 10 anos de uso frequente (Polar, recomendo!).  Desde que passei pela minha epopéia de 2019 (vide post anterior), queria voltar a usar um monitor. 

Tentei um tipo pulseira, mas não aguentou o calor do Recife e pipocou a bateria depois de seis meses fora da garantia. Tentei comprar uma versão nacional, barata, da Speedo. Afinal não sou atleta, só viciado em números. Que porcaria. Se aparecer, delete da tela. Primeiro que a cinta come bateria literalmente.  Usa a pilha de lítio CR2032.  Quando é de marca, funciona por 1 semana, olhe lá, uso diário claro! Quanto é do tipo "genérico", "ching-ling", etc, dura duas horas de um treino. Ficou um pouquinho caro. Imaginem que a POLAR durou 10 anos no relógio e uns 5 a 6 anos na cinta... ANOS, gente, ANOS!!!  

Bem, era para eu ter aprendido que o barato sai caro. Mas cansado desse "Speedo-come-pilha" resolvi me dar de presente de Natal outra tentativa.  Adquiri dessa vez , só o sensor e a cinta da TOPEAK que funciona com Bluetooth, direto no celular. A ideia é dispor do batimento, justamente quando preciso mais saber a quantas anda o coração "rebocado", em subidas e puxadas no pedal ou caminhando.  O resto do tempo, tá de boa. Para completar o "pacote" comprei junto um sensor de cadência. Queria saber a quanto esforço estou submetendo a "bomba" e se estou evoluindo ou apenas pedalando "no vazio". 

Depois de uma dor de cabeça procurando um aplicativo para usar esses 2 sensores, achei o WAHOO FITNESS (gostei demais!!!).  Infelizmente, esqueci de um detalhe. EU MORO NO "HELLCIFE", sucursal do inferno, quente pra dedéu!.  Nos primeiros trechos, o smartphone aguentou o tranco. Mas ontem, sol na moleira, ele não suportou o superaquecimento e desligou o WAHOO... resumo, apenas uma parte do pedal foi registrado. Agora de volta a prancheta, vou precisar de outro ciclocomputador que leia os sensores para ficar no lugar do smartphone. 

Estou desse jeito, BOTANDO MEL E BOTANDO FARINHA, mas sem chegar a uma GOROROBA decente!

Se vc tem um ciclocomputador XOSS ou IGPSPORT, me fale dele... são os melhores candidatos, porque POLAR e GARMIN não é para amadores como eu, e que ainda vivem no Recife dos Amigos do Alheio!

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17 de novembro de 2020

Voltando aos poucos...

Para os que não sabem, as coisas mudaram muito desde que escrevi pela última vez no Pedalando & Olhando. Assumi minhas turmas de Reciclagem, Reologia e Materiais Políméricos. Baguncei minha alimentação e deixei de pedalar, andar, malhar, etc.  Resumo quando se para, queda de imunidade e hospital. Passei 2019 entrando e saindo de hospital, chegando a cirurgia para limpar a válvula tricuspíde em junho de 2019.  Ainda tive um episódio de pneumonia, mas aos poucos fui me recuperando. Voltei a fazer atividades, andar primeiro, nadar depois.  Voltei a pedalar também.  Mas para coroar o ano, minha mãe teve um AVC e hoje vive num lar geriátrico de longa permanência, com suporte 24/24h sete dias por semana.  Ai entrou 2020, e a pandemia prendeu a gente em casa. Atividade física limitada mas obrigatória, para manter a imunidade alta. Alimentação descontrolou e a diabetes bateu na porta.  Agora de volta a correr atrás da saúde. Pedalando 2 a 3x por semana, mas só uns 130, 150 km por mês, bem distante dos 600 km que já cheguei a pedalar no fim de 2017.  Alimentação controlada, medicação e controle médico constante. Nem sonhar em pegar a COVID.  Continuo a dar meus cursos, remotamente. Faz falta a presença dos alunos, mas enquanto não houver vacina, fico online.  Nesse tempo todo, não postei, mas não deixei de observar como anda a "cena bicicleteira" no Recife. E assim, vamos voltar a postar coisas sobre isso em breve...

Espero nunca mais passar por um tempo tão complicado quanto esse de 2018 a 2020 (que ainda não acabou, mas eu já quero "ver pelas costas").

13 de março de 2018

QUASE PARANDO...

Amigos

Em função da falta de tempo, estou parado, sem pedalar. Estou tentando reorganizar minha vida para acomodar minha atividade física. Por enquanto, o Pedalando & Olhando vai ficar em segundo plano. Quem precisar falar comigo, pode recorrer ao Facebook...

Obrigado por acompanhar minhas aventuras aqui...nunca vou esquecer essa experiência.

Rogério Leite
PEDALANDO & OLHANDO...

22 de janeiro de 2018

NÃO PEDALE...

NÃO PEDALE

“Se eu pudesse dar um único conselho a você, que está lendo este texto, seria este: NÃO PEDALE

Acredite em mim, não PEDALE! PEDALAR é um ato de loucura.

Se você começar a PEDALAR vai perceber que, seu corpo vai doer, suas pernas vão cansar, seus pulmões irão sentir a gana desesperada por mais e mais oxigênio, suas mãos ficarão pesadas, seu bumbum vai doer.



NÃO PEDALE

Acredite em mim, se você começar a PEDALAR , vai perder as baladas de sábado à noite com os amigos e, num inverno qualquer, você vai acordar às 4 h da madrugada, vai comer uma porção de massa integral cozida apenas na água, sem sal e sem molho. Vai sair de casa no frio com uma temperatura de 5º, sentirá o ar gelado entrar pelos pulmões, sua pele vai arrepiar e, ainda assim, não terá vontade de voltar para cama.

NÃO PEDALE

Não seja como esses doidos que percorrem trilhas, respirando ofegantes, carregando garrafas com água, sugando pequenos saches de gel de carboidrato, com capacetes coloridos, fones de ouvido e relógios controladores de tempo e distância. Não seja mais uma pessoa que sai por aí pedalando sem destino, enquanto passa por carros parados em semáforos, ou por ônibus lotados.
Diga-me, quem em sã consciência trocaria o ar condicionado do carro ou o assento de um ônibus por uma pedalada ao ar livre, com vento no rosto e um visual incrível?

NÃO PEDALE

PEDALAR é um vício perigoso.
Você vai começar a falar uma linguagem estranha, seu vocabulário será inundado de, longões, singles, km, trilhas, altimetria, regenerativo, endorfina, seus amigos e familiares não entenderão quando você falar que ‘quebrou naquela prova’, e ficarão apavorados quando você disser que ‘pedalou 120km’ no pedal de ontem.

Quando você menos perceber seu armario terá mais shorts, breteles e camisetas do que roupas de pessoas comuns. As paredes da sua casa não terão mais quadros com lindas paisagens, estes darão lugar a medalhas com fitas coloridas e pedaços de papel com números aleatórios que mais parecerão formulas de física quântica, aos olhos das suas visitas. Mulheres que PEDALAM trocam a busca pelas medidas de mis, os famosos 90/60/90, por números estranhos, elas querem 36, 42, 90, 140, alguém entende?

CICLISTAS são pessoas estranhas, que comem sem medo, bebem sem culpa, que PEDALAM dezenas de provas durante o ano, ganham algumas outras não, mas festejam cada uma delas como uma conquista olímpica.
CICLISTAS são loucos, confie em mim.

PEDALAR vai te trazer a sensação de que você é capaz de ir sempre mais além. PEDALAR vai fazer de vocês pessoas loucas que começaram a PEDALAR e se tornaram viciadas, daquelas que se amontoam atrás de um pórtico de largada, que falam com desconhecidos no meio de um PEDAL . E vejam só, eles ajudam estranhos, incentivam pessoas que nunca viram antes a continuar PEDALANDO. Esses viciados não deixam os outros largarem o vício assim, no meio de um PEDAL . Eles te estimulam a querer sempre mais e mais… ahhh como são malvados estes viciados.

NÃO PEDALE

CICLISTAS são pessoas incomuns, eu diria até perigosas. CICLISTAS falam com estranhos, fazem conhecidos em cada PEDAL , se reúnem aos domingos às 7 h da manhã para PEDALAR em grupo, brincam de dar tiro, colecionam medalhas, possuem um corpo magro, uma mente saudável, fazem amigos de infância a cada PEDAL . Ouvi dizer que CICLISTAS são pessoas que sorriem demais, que se alegram com pequenas vitórias pessoais, que incentivam desconhecidos.

CICLISTAS são pessoas felizes, e isso, ahhh… isso é um perigo para a sociedade.

Então, acredite em mim, NÃO PEDALE.

Não corra o risco de se tornar um viciado incurável ou uma pessoa que possui felicidade genuína… não corra o risco de se tornar alguém melhor a cada dia.”

PS: SOU ESSE LOUCO INCURÁVEL, QUE NÃO CONSEGUE PARAR DE PEDALAR!!!!

DE OLHO NA BIKE



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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010