21 de maio de 2015

CIDADES DOS CARROS: SINALIZAÇÃO...


Amigos...

O carro tirou das pessoas a possibilidade de observar coisas simples, fazer coisas simples.  Atravessar uma rua, para um pedestre numa cidade desenhada para carros é uma tortura. O fato é que cidades onde o carro manda, as regras são feitas para os carros.  É quase impossível não quebrar algumas dessas regras quando você está de bike ou a pé, porque bikes e pedestres não são carros, é óbvio! 

Os carros são movidos à motor, e a energia necessária para isso não é diretamente sentida pelo motorista. Por outros lado, as bicicletas são veículos de continuidade, o consumo de energia a cada pedalada para manter a velocidade é mínimo. Cada parada, cada retomada, consome muito mais energia, cansa, frustra. Cidades sem infraestrutura para pedestres e ciclistas ou com infraestrutura desenhada numa situação claramente PRÓ-CARRO, mostram isso de forma muito clara na sinalização. 

Estamos cheios de exemplos de sinalizações SOBRE O CARRO PARA O CICLISTA OU PEDESTRE.  É o pedestre ou o ciclista quem tem a obrigação de RESPEITAR O CARRO, CUIDAR DO CARRO, EVITAR O CARRO, em clara inversão dos papeis previstos no CTB.  E isso mesmo com a grande quantidade de pedestres nas ruas e com a crescente quantidade de ciclistas para o trabalho nos últimos cinco anos.  Olhe alguns exemplos aqui no Recife:
  1. Não se vê renovação das faixas de pedestres, pintam quando dá vontade, levam anos sem pinta-las!  Não existe respeito por elas.
  2. Mesmo quando o espaço tem faixa de pedestres, essas são projetas para proteger o tempo do motorista. É comum em cruzamentos obrigarem o pedestre a fazer o caminho mais longo para poder atravessar em segurança, apenas para evitar reduzir o tempo de tráfego dos carros.
  3. Sinais de pedestres levam vários minutos para abrir, e poucos segundos para fechar, violando o estatuto do idoso, as regras de acessibilidade para deficientes motores, mesmo quando estão ao lado de um posto de saúde ou hospital.
  4. Ciclofaixas fixas são construídas com placas lembrando ao CICLISTA que ali tem uma saída de CARRO, mas sem nenhum aviso ao motorista de que ali tem uma ciclofaixa!?!
  5. Mesmo em grandes avenidas com espaço bastante, com canteiro largo, com calçadas ainda mais largas e muito pouco usadas, como na Mascarenhas de Morais, onde sobre espaço para a colocação de uma ciclovia fixa ou de pintar pelo menos uma ciclofaixa fixa, não se coloca, PARA NÃO PREJUDICAR O TRÁFEGO DE CARROS!?!!
Enfim, a cidade foi tomada aos poucos pelos carros. Foi tomada da população, a maioria acuada, calada, revoltada mas sem voz, sem vez, sem tempo.  Só resistindo conseguiremos resgatar o espaço que já foi nosso! É isso ou saudar seu rei...

IMPERIUS MACCHINA!

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19 de maio de 2015

CIÊNCIA...AH, CIÊNCIA!


BORIS, prefeito de Londres, é meu ídolo.  Também não só diz que faz, não só se mostra fazendo, mas trabalha para que outros façam.  Porque GEJU não se espelha nele?!

Amigos...

Como cientista, sempre aprecio quando a ciência comprova alguma coisa que a gente já sabia. Mas claro, com aval da CIÊNCIA, a coisa ganha repercussão, status, qualidades essenciais para ser julgada VERDADE! Nem sempre é, tantas as reviravoltas da própria ciência, mas na maior parte dos casos é assim, e funciona. Os cientistas não são infalíveis, e se estamos errados, ou nos descobrimos errados em algo, refazemos tudo.

Bem, acabo de ler algo assim, comprobatório do que já sabemos na Treehugger.

Está estressado no trabalho? PEDALE!  Isso não é novidade. Todo mundo que pedala sabe que o mundo adquire novas cores, novos aromas, novas nuances quando se pedala.  Mas agora, dados coletados por sistemas de acompanhamento de respiração e taxa cardiáca durante o dia, foram analisados por cientistas de Stanford, prestigiadissima universidade na Califórnia, berço do Vale do Silício.

E os cientistas comprovaram o que todo mundo já sabia... que o mundo adquire novas cores, novos aromas, novas nuances quando se pedala!

Leia mais (em inglês) no link acima.

Ou não leia, experimente por um mês e veja se consegue deixar!

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21 de abril de 2015

HUMANOS DE BICICLETA NO RECIFE



- Quando foi que você começou a pedalar todo vestido de cor-de-rosa?
- Em 2009, no Corujaqueira.
- E porque rosa?
- Para ver a reação da galera. Para instigar...

Isaac Heleno, conhecido por Rosado, já pedalou semi-esportivamente por quase todo o estado de Pernambuco e várias cidades do Nordeste. Já foi a Petrolina e voltou em uma semana, e mais de uma vez.  Já esteve em Agripina, Fortaleza, Salvador, e para aquecer, vai ali em Bezerros, Gravatá, por aí.  É personagem bem conhecido pelos ciclistas da cidade e pelo seu lema "chutaaaaa"!

ISAAC "ROSADO" HELENO pedala o Recife!

20 de abril de 2015

TAMBÉM ACONTECE POR LÁ, MAS, SQN!

FONTE: TREEHUGGER

Amigos...

Estava passando os olhos por um artigo da Treehugger sobre acidentes envolvendo ciclistas em Londres e Toronto. Como digo, as pessoas de qualquer lugar do mundo são iguais. Elas tem pressa, elas são descuidadas, elas tem filhos pequenos e pais idosos, elas tem vidas como as nossas. E claro, cometem erros como os nossos.  E alguns matam como em qualquer lugar do mundo. A diferença? Lá quem faz isso é punido, preso, paga e sustenta a quem matou ou mutilou! Aqui? Vira piada de mau gosto!

Fiz uma tradução livre e adaptei o texto daqui!
Leiam e ilustrem-se...

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A indústria de construção civil deve assumir a responsabilidade por mortes de ciclistas
Quatro em cinco mortes de ciclistas em Londres foram causados por caminhões basculantes. Uma delas foi Moira Gemmill, uma figura importante da arquitetura e design na cidade.  Importantes arquitetos agora estão lutando para que construtores e arquitetos se esforcem e exijam motoristas treinados e equipamentos de segurança nos caminhões para evitar mortes assim. O motivo? Muitos motoristas são empregados ou donos dos caminhões, e com dívidas, hipotecas, etc, se apressam para fazer mais viagens, se tornando mais descuidados. A polícia sempre esteve ciente, mas só tomam medidas depois das mortes.

Os caminhões de construção são justamente apontados como os piores criminosos. Muito tem sido feito para resolver estas questões, como sinais na parte de trás do veículo para evitar que ciclistas ultrapassagem na esquerda para dentro, sinais de ficar para trás, sinais para comunicar que o veículo faz paradas regulares e assim por diante. No entanto nada desse tipo pode eliminar totalmente o perigo evidente de ter tais veículos nas ruas e avenidas.

Em Toronto, o desrespeito aos ciclistas em locais de construção é chocante. Ciclovias são pátios de estocagem de construção, os ciclistas são empurrados para os corredores de tráfego de alta velocidade, e as estradas são fechadas. Em um caso extremo, cones de sinalização foram fixados no meio de uma grande ciclovia.

Quando há uma morte no canteiro de obras, os responsáveis pela segurança da obra  fecha o canteiro por semanas para a investigação. Mas, quando um caminhão de lixo espreme um ciclista, é apenas um acidente inevitável. Se cada incidente com um veículo de construção fosse tratado como um acidente de construção, com certeza as coisas iriam mudar muito rápido.

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13 de abril de 2015

AÇUDE DO PRATA

Mapa APROXIMADO da rota. Faltam 3,5 km, porque o programa que acompanha fechou inesperadamente no começo do trajeto.  Esse mapa foi feito de memória.

Amigos...


Segui o APS para conhecer o Açude do Prata.  Queria conhecer o açude já tem algum tempo.  O Açude do Prata fica dentro da reserva do Parque de Dois Irmãos, em uma área fechada a visitação. Antes de chegar lá, no entanto, rodamos muito por dentro da Zona Norte do Recife. Não esperava uma ida tão carregada de subidas e descidas, que fizeram os meus 38 km pedalados muito cansativos.  A curiosidade ficava por conhecer o casarão de Branca Dias, junto ao açude.  Mais detalhes sobre a história e as lendas por trás do casarão pode ser encontrado aqui.

No caminho, forte contraste.  Pequenas comunidades sem esgoto ou coleta regular de lixo, convivem com trechos de mata atlântica, remanescentes de natureza quase intocada.   O contraste entre o verde e a vida precária pode ser vista em todo lugar. Retrato do descaso e esquecimento de muitas das comunidades no entorno das grandes cidades do Brasil.

Atenção: as fotos que constam desse post NÃO são de ciclistas como registro do passeio. Recomendo buscar nas páginas do APS para se encontrar.

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Original ROGÉRIO LEITE @ 2010