2 de janeiro de 2015

FELIZ MOBILIDADE VELHA...

Este post, primeiro do ano, era para ter sido escrito e postado ontem, dia primeiro de 2015, quando eu voltei do passeio de bike pela nossa ENORME e VAZIA cidade. Neste dia, pela manhã do primeiro dia do ano, o Recife mostra seu real tamanho, obscurecido diariamente pelo excesso de veículos, muitos carros, muitas motos, e muitos ônibus. 
Avenidas com muito espaço, como a Conde da Boa Vista, estão vazias. E neste dia, fica óbvio a quantidade de espaço que damos ao carro e a má organização do transporte público.  Em muito, a cidade assim lembra o fim do mundo.  Vazio, silencioso.  As pessoas não aparecem, poucas com coragem de ir e vir na cidade vazia.

Esta observação parece ser óbvia.  A cidade está vazia e só assim mostra sua amplitude e escancara sua má gestão. 5 anos depois, outro gestor nos últimos 2 anos, e a cidade não teve nem suas demandas resolvidas e nem mesmo um princípio de solução se esboçou. O tráfego no dia a dia está cada vez pior. Muita gente achando que a solução é "educar os motoristas" que deveriam já ter sido educados ao tirar a licença para dirigir. Outros pensam que a solução é "construir mais ruas, mais avenidas, mais pontes e viadutos", "mais estacionamentos", ou implantar "carros compartilhados no Centro".  E afora alguns mais conscientes, NINGUÉM FALA que o necessário mesmo é TIRAR CARROS DAS RUAS.  Nenhuma avenida a mais, nenhum BRT, VLT, XXXKXTXMEWETTT (sigla por sigla, eu faço as minhas!), vai resolver o problema de mobilidade enquanto os carros não forem tirados das ruas. Enquanto o poder público, fiel e zelador da ordem pública, continuar se abstraindo da questão chave e redirecionando a atenção do público do real problema - EXCESSO DE CARROS - para factóides como viadutos sobre a Agamenon, BRTs versão reinventada em PE, túneis e pontes, sistemas de transporte pelo Capibaribe, entre outras,  nada mudará.  Enquanto eles mentirem e nós aceitarmos, a coisa vai continuar assim...


E para não dizerem que apenas ofereço a crítica sem apontar a solução, vão algumas idéias simples para ajudar o sr. Prefeito a resolver o problema:
  1. PROIBIR TODO E QUALQUER ESTACIONAMENTO PÚBLICO NAS RUAS DO CENTRO DO RECIFE E EM ALGUNS PONTOS MOVIMENTADOS COMO A ILHA DO LEITE, CAXANGÁ, ETC...QUER USAR SEU CARRO, VOCÊ PODE. QUER ESTACIONA-LO NAS RUAS, VOCÊ NÃO PODE.
  2. Fechar o CENTRO TODO aos carros, a partir do Marco Zero e gradativamente ao resto da cidade.  Limitar a velocidade dos carros a 30 km por hora fora da zona central e especialmente em bairros residenciais.
  3. ORGANIZAR as linhas de ônibus que acessam ao centro, com prioridade total sobre qualquer cruzamento com carros. Integrar as linhas, implantar bilhete por hora, baratear o transporte de massa, e convencer as empresas que a prioridade para elas significa SERVIÇO PREMIUM para os usuários.
  4. PINTAR UMA REDE de ciclofaixas e ciclovias na cidade para quem insistir no transporte individual.
E antes que falem que isto é impossível, lembrem-se que São Paulo está fazendo algo assim. Quem sabe o HADDAD aparece no Recife um dia...

Feliz Ano Novo com Mobilidade Velha!

2 de dezembro de 2014

CALOR, FRIO, ROUPAS, PROBLEMAS...


EM BREVE, NUMA PRAIA PERTO DE VC!
Via ECOUTERRE

Amigos...

Eu assisti MAD MAX, o primeiro e original, e lembro de uma cena onde uma pessoa estava totalmente lambuzada da cabeça aos pés de creme azul e opaco, na praia. Para proteção contra radiação do futuro hipotético descrito no filme de 1979!  Já passamos desta fase!

Acompanho muitos blogs que analisam novidades em roupas e equipamentos para ciclistas. A maioria em países de clima frio ou com invernos muito frios.  Existe solução para todos estes climas, desde roupas térmicas para usar por baixo, até roupas aquecidas, casacos de todos os tipos, calças de todo tipo, etc... Para o frio, vc se protege.

Por outro lado, e para o sol e calor, que fazemos?

Observo muitos usando blusas com proteção UV-50, de poliéster e mangas compridas. É verdade que o câncer de pele tem sido um grande problema do homem atual. Mas fico espantado como alguns conseguem pedalar em pleno dia de sol completamente vestidos, totalmente lacrados.  Evita a radiação UV, mas desidrata, pode pegar uma insolação, e ter um "piripaque" por desidratação.  A roupa escura e fechada no sol quente, eu não acho uma boa opção.

Não seria melhor continuar apenas no protetor solar? Numa versão transparente!?


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29 de novembro de 2014

NÃO É SÓ AQUI...

O touro na loja chinesa...
você é o "prato" no trânsito com muitos "touros" soltos!

Amigos...

Não é só aqui no Recife ou mesmo no Brasil que as campanhas de "educação" no trânsito são pensadas para que pedestres e ciclistas tomem cuidado com os carros. Muitos comentaristas e jornalistas, ao fazerem matérias sobre o assunto perigo nas ruas, jogam para os pedestres e ciclistas o ônus da atenção, do cuidado, e muitas vezes, da culpa por haverem sido atropelados.  O condutor do carro age como o "touro na loja chinesa", guiando ou agindo de forma descuidada.  A situação exige cuidado, mas o responsável agiu de forma brusca, não cuidadosa.  Assim, o verdadeiro responsável pelo problema é mantido de fora da questão, como se fosse um agente independente, que não tivesse culpa, e até mesmo nem existisse como condutor, e que portanto, não teria participação na morte. Quantas vezes não dizemos ou lemos..."O CARRO ATROPELOU...!"  E o motorista onde estava? Em casa ou atrás do volante dele?

Dois exemplos, um na cidade de Colônia, Alemanha e outro na cidade de Frederiksberg, Dinamarca, mostram que a carrocracia está muito arraigada na população mundial.  Até em "Mecas" da mobilidade sustentável, países com alto nível educacional, com alto nível de responsabilidade social, ainda tem administradores carrocratas fazendo coisas assim.   Em Colônia, em nome da segurança, adotam a ridicularização das ações dos pedestres.  Em Frederiksberg, críticas as pessoas distraídas com seus celulares que atravessam sem olhar para os carros. Os links estão em inglês, mas são bem esclarecedores de como a sociedade humana endeusa o carro a ponto de considera-lo AVATAR do motorista, que na hora do aperto, some e transfere a culpa a vítima! 

Lembram o Recife ou não?

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24 de novembro de 2014

CAIXA PRETA PARA CICLISTA...




Amigos...

Este modelo de câmera registra em 170º e em loop contínuo.  Também tem sensores que registram os movimentos do ciclista e dos carros ao redor, sendo portanto, capaz de fornecer mais provas quando um ciclista é bruscamente interrompido no ato prazeiroso de pedalar nas ruas. 

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16 de novembro de 2014

NÃO SOU HARRY PORTER, MAS "DESAPARATEI"...

Pedalando sem capacete, com os "meus 4 fios de cabelo ao vento",
era o próprio CEBOLINHA! KKKK

Amigos...

Não sei se é coincidência ou erro de tradução, mas de qq forma, hoje resolvi que ia fazer meu rolê ciclofotográfico sem os tais APARATOS de segurança, capacete, luvas, etc... DESAPARATEI...Cresci pedalando sem isto, rodava a cidade toda, ninguém falava de usar capacete que aliás não existia, e se existisse, eu não tinha grana para comprar mesmo!  Então, resolvi deixar o capacete e as luvas em casa, e sentir a suave brisa da manhã esticando meus quatro fios de cabelo... qual CEBOLINHA!!! kkk...

Interessante a nossa cultura atual. Claro que não vivemos mais numa cidade provinciana como era o Recife uns 40 anos atrás.  A cidade cresceu e se complicou.  As ruas não são mais planas, sem tantos desníveis, não sei se a qualidade do asfalto baixou ou se foi o excesso de carros (mais provável!).  Mas existem tantos desníveis perto das valas, tantas árvores que não são podadas deixando seus galhos na altura dos olhos dos ciclistas. Falta manutenção, como se a cidade tivesse crescido mas a PCR não tivesse acompanhado este crescimento, e assim, não dá conta mais de mantê-la. Manter uma cidade deste tamanho não é fácil, mas não se entende que outras cidades até maiores conseguem, porque o Recife não.  Enfim, pedalar na ciclofaixa móvel e claro, em todas as ciclovias protegidas, não exige estes equipamentos.  Ainda mais se como eu, você pedalar devagar, "passo holandês" aproveitando a brisa, o sol do verão e trocando gentilezas ao pedalar!   Realmente se a cidade contasse com uma rede de ciclovias e ciclofaixas, e com alguma compreensão dos motoristas e motociclistas, pedalar não exigiria capacete nem luvas. 

Foi um ótimo passeio, com belas fotos para meu calendário 2015, HABITANTES DO CAPIBARIBE.

Vamos pedalando!

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Original ROGÉRIO LEITE @ 2010