14 de abril de 2017

A LEI É A LEI...VÁ DISCUTIR NO CONGRESSO!



Amigos...

Todos já devem ter ouvido falar que, no Brasil, tem lei que "pega" e lei que "não pega". Já se começa errado quando a gente ouve isso. Por definição, as leis impõem deveres e direitos aos cidadãos de um país. Você pode não gostar, não conhecer, nem aprovar, mas você é obrigado a seguir as leis do Brasil.  Se você não gosta, não conhece ou aprova, você sempre pode se mexer para mudar a lei, através de projetos de iniciativa popular, angariando assinaturas, brigando para o legislativo mudar a lei. Isso pode ou não acontecer, mas não vai mesmo acontecer se ninguém se mexer.
Se você não conhece a lei, ainda sim, ela te alcança. Porque você não pode alegar desconhecimento da lei para não segui-la. Se você discorda dela, não é com o guarda na rua que você vai convencer a mudar a lei.
Assim posto, entenda de uma vez por todas, que o CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO, LEI Nº 9.503, DE 23 DE SETEMBRO DE 1997, estabelece:

  1. que a Bicicleta é veículo (art.96,II,a,1), mesmo que você acha que ela é apenas um brinquedo;
  2. que ela tem o direito de transitar nas vias públicas (art.58) e até pelas calçadas em casos especiais (art.59), e sem essa de que só nas ciclovias, ciclofaixas e cicloFALSAS!
  3. que ultrapassar um ciclista a menos de 1,5 metros ou em alta velocidade é infração média, com multa (art.201) e pontos na carteira, porque põe a vida do ciclista em risco!

E por outro lado, como ciclistas temos direitos e deveres, especialmente se estivermos desmontados (art.68, § 1º).  Inclusive, podemos ter a bicicleta apreendida se formos para a calçada e pedalarmos de forma agressiva (art. 255).  Ciclista consciente não pedala na calçada. Desce e empurra.

Resumindo, se você vir um ciclista na rua, de dentro do seu carro, respeite, dê espaço, não pressione, não fique acelerando colado na bicicleta. Você queira ou não, ele está certo!

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9 de abril de 2017

RESPEITO...

fonte: daqui


Amigos...

Temos uma grave crise de respeito em nossa sociedade.  Respeitar o outro, virou algo politicamente incorreto, deve fazer mal.  A falta é geral. Toda uma geração de pessoas que só olham para o próprio umbigo.  Se portam em sociedade como se essa sociedade lhe devesse tributo, como se fosse seu direito divino ancestral passar por cima de toda e qualquer outra pessoa, ou ignorar simplesmente sua existência. Não se agradece mais uma gentileza. Não se pede por favor, não se diz mais obrigado. Viramos bichos!

Pais e mães de filhos hoje grandes podem bater no peito: criamos a primeira geração de monstros.  Essa geração ignora a criação dos próprios filhos: cheios de "direitos" em ambientes em que pai e mãe não estão nem ai, seja porque também não tiveram educação doméstica, seja porque tem de lutar para conseguir sobreviver e enche-las com tudo de material, nada de educação. Seja por qualquer motivo, que são muitos. Os adultos sem respeito de hoje, estão criando a próxima geração dos sem respeito. Quando esses estiverem criados, serão esses pais que irão ver o que a falta de respeito faz.

Sem respeito pelo ser humano, motorista quer mais que qualquer outro no trânsito sifu. Ciclista, passar por cima. Motoqueiro, quero mais que morra!  Epa, ônibus não, que é mais forte. Respeitamos a força. O fraco, o idoso, o deficiente, passa por cima e mata. A lei que devia proteger, é gerenciada por quem também não tem respeito. E assim, se espalha a m... no mundo!  Se você tem entre 30 e 40 anos hoje, pode começar a se preparar porque quando vc tiver 60 ou 70,  o bicho vai te pegar!?!

Respeito é bom. Pena que só alguns sabem disso...

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12 de março de 2017

AINDA MAIS DO "MAIS, DO MESMO"

Parte da "NOVA" ciclovia... 


Amigos...

Título complicado... mas explica-se.  Eu já usei o título MAIS, DO MESMO em posts anteriores.  Sempre mostrando que as ações da PCR e do Governo do Estado de Pernambuco são sempre ações parecidas e com os mesmos erros conceituais.

Dessa feita, as fotos mostram a "nova" ciclovia que o governo do estado quer vender como "nova".  Vamos por partes... Ela vai sair do Marco Zero, o ciclista sai pedalando. Ao chegar na Ponte Buarque de Macedo, ele utiliza os seus superpoderes e "voa" até a praça da República, porque a ciclofaixa NÃO atravessa a ponte. Segue pela praça da República, até a ponte Princesa Isabel, onde saca novamente sua varinha de Harry Potter e flutua sobre o Capibaribe até a Rua da Aurora. Nesse ponto, estão "fazendo" muito trabalho na ciclovia...pintando parte do calçamento que já existe em todo parque linear da Aurora, na beira do rio, para parecer uma ciclovia... nossos governantes parecem ODORICO PARAGUASSU, mudando o nome do cemitério para ver se morria alguém e podia ser inaugurado. Pintam a pista de bicicleta que JÁ EXISTE A ANOS no parque da Aurora e na Carlos de Lima Cavalcante, e chamam de ciclovia para ver se enganam alguém.

Os puxa-sacos ficam "lambendo o ovo" dos poderosos. Mas a gente que pedala sabe que esses cabras só se interessam por obras que possam tirar um "por fora".  E ciclovia é serviço mixuruca, barato, não dá "retorno" no bolso que autoriza. Novamente, nossos governantes tentam enganar o povo. Será que eles acham que ciclista é tudo analfabeto? Será que tem consciência de que somos médicos, advogados, físicos, químicos, engenheiros, funcionários federais de alto escalão, muitos com graduação, mestrado, doutorado e pós-docs?!

Como visto, MAIS, DO MESMO!

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13 de fevereiro de 2017

ESPAÇO MEU OU NOSSO?

ÔNIBUS DE MENOS, CARROS DE MAIS...
Afinal, de quem é o espaço público?
Quem deve agir para e como reduzir a dependência do carro?
A gente tem coragem?

Amigos...

Numa conversa com amigos CICLISTAS, alguns expuseram o problema de como resolver o tráfego bloqueado que anda rolando no Recife nesses primeiros dias de 2017. O papo rolou sobre como tirar carros das ruas, e como atender as demandas por mobilidade com o transporte público que temos.

O transporte público do Recife é ruim. Mas não é só por conta da quantidade de carros que existe nas ruas ou porque não existem faixas exclusivas em toda cidade. É ruim porque é mal integrado, existem poucos ônibus, que vivem presos em um sistema de vias antigo, apertado, e sem condições de fluidez. Os BRTs da Caxangá andam a 20 km/h! E isso porque tem uma canaleta exclusiva e um sistema de alimentação de passageiros super-rápido.

Faz tempo que o P&O defende que precisamos dar um RESET na mobilidade do Recife. E sugerimos a seguinte rota de ação:

  1. tirar TODAS as vagas de zona azul do Centro expandido da Cidade, em um arco que vai até o começo da Caxangá, começo da Herculano Bandeira, fim da Cruz Cabugá quase Olinda. Sem vagas baratas, só quem tiver muitos recursos poderá pagar os exorbitantes preços dos estacionamentos privados...ou então, usar táxis ou uber para ir de carro. O resto, vai ter de usar o ônibus ou a bicicleta.
  2. Proibir o estacionamento de motocicletas nas ruas e calçadas do Centro contraído (região da Guararapes e  Dantas Barreto, até o Marco Zero e cercanias). Não vamos deixar a brecha de trocar o carro pela moto. 
  3. Transformar todo o Centro contraído em área pedonal, como se fosse um "GALO DA MADRUGADA" permanente. Os únicos veículos permitidos seriam as bicicletas, inclusive as de aluguel e  os rinquixás a pedal. Futuramente, veículos leves sobre trilho ou um bonde turístico local faria um giro pela borda da área pedonal.
  4. Todo o sistema de transporte público passar a usar o bilhete único, válido por uma hora.
  5. Todas as vias por onde passassem ônibus seriam dotadas de faixas exclusivas e sistemas de prioridade nas sinaleiras. Tornar o fluxo de ônibus prioritário.
  6. Todas as vias grandes teriam uma ciclovia exclusiva, indo dos bairros ao centro, e transversalmente nas perimetrais.
  7. O IPVA de carros no Estado deveria ser duplicado para reduzir o interesse em sua aquisição.
  8. O ICMS das bicicletas deveria ser zerado, aumentando a facilidade de aquisição e barateando a manutenção.
  9. Campanha de TV e rádio deixando claro que a Prefeitura e o Governo do Estado espera que as pessoas deixem seus carros em casa durante a semana, e usem o transporte público, as bicicletas, e se for extremamente necessário, táxis e Uber.
  10. Linhas de crédito específicas para destinar os carros à venda no estado para exportação, inclusive os carros usados.

Parece difícil que um dia algo assim aconteça? Não parece, É MUITO DIFÍCIL. E sabe porque? Por que o carro domina as finanças do estado e do município. O carro elege os políticos.  O carro mantém postos de combustível funcionando, com pagamento de ISS. Mantém oficinas, lojas e revendas de peças, distribuidoras, etc, com pagamento de ICMS.  E tudo isso sem falar no lobby das empresas de ônibus, nas cooperativas de taxis, do CDL que pressionaria para ter carros no Centro, etc... Imagina o desemprego causado por essas 10 medidas acima?

O problema não é apenas o excesso de carros. O problema são as múltiplas e variadas dependências que a cidade e o estado, e porque não, o país, tem com a indústria e o comércio dos automóveis. Tirar isso da reta, só na paulada.

Quem se habilita a levar a primeira porrada?

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9 de fevereiro de 2017

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA UM ACIDENTE?

Pequenos acidentes podem ser muito perigosos.
Procure saber como resolve-los para evitar danos maiores.
Amigos...

A BIKE COMMUTERS postou esta questão sobre um acidente com um ciclista durante uma trilha. A queda foi grande e quase decepou um dos dedos da vítima. Isso colocou duas questões: primeiro, fazendo trilha, qual a cobertura em caso de acidente?  E segundo, e na cidade, como minimizar os efeitos de um acidente?

A primeira é mais simples que a segunda, porque fazer uma trilha é menos comum que pedalar no dia a dia. Sempre leve um kit de primeiros socorros, básico, mas suficiente até para estancar um corte feio na coxa, por exemplo.  Um corte assim, pode seccionar a artéria femural, e você morre rapidinho por falta de um simples torniquete.  Claro, você precisa saber que tem de aplicar um torniquete!!?  E para isso, é interessante que um ou mais de um participante, tenha conhecimentos ou feito um curso de primeiros socorros. Até chegar o SAMU no meio do mato, a vítima já "cantou para subir"! E você que gosta de trilhas, que curte sair pelo mato em locais ermos, tenha certeza que alguém sabe o que fazer em caso de acidente e tenha o kit básico sempre a mão.  E em seguida, SAMU. Estabilizado você tem mais chances de vida, e pode esperar o resgate.

E na cidade? Você vai pedalando por ai, a lazer ou a trabalho, e uma "anta" motorizada te joga contra o meio-fio, fazendo seu passeio virar queda, dor, ferimentos, etc. A primeira questão é que você não deve dar um pulo e ficar de pé de imediato, apesar de ser o reflexo de 100% dos acidentados.  Pare onde caiu e se inspecione, deitado mesmo.  Veja se sente mais dor em qualquer parte do corpo, e tente se mexer aos poucos. Não force.  Em caso de dúvida, aguarde o resgate. Se você sentir que pode, levante-se devagar, sempre atento ao que está rolando com o seu corpo. A raiva de momentos assim nos enche de adrenalina, e deixa o corpo meio que anestesiado. Se nada pior aconteceu, siga. Se sobrou algo quebrado e/ou dolorido, dê um tempo para passar e siga. E se preciso, chame o resgate.

Independente do que acontecer depois, fique atento a sinais importantes: se bateu a cabeça, mesmo com capacete, dores de cabeça podem indicar que houve algum dano com a pancada. Melhor procurar um médico.  Se alguma área do corpo inchar ou ficar alguma mancha roxa, procure um médico. Se você estiver com dores localizadas em algum ponto do corpo, mal estar, enjoo, procure um médico.

E procure um médico RÁPIDO! Quanto mais rápido melhor.

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4 de fevereiro de 2017

LEMBREM-SE DO SUJISMUNDO


Tem outros vídeos do SUJISMUNDO no Youtube... 
repasse ao seu "amigo" sujão e desrrepeitador da coisa pública!

Amigos...

A quem pertence a rua? Parece ser uma questão óbvia: "pertence a todos".  Mas você acha que "pertence mesmo a todos"? E o que é algo que "pertence a todos" no Brasil?  Nos acostumamos a pensar que o que "pertence a todos" serve para ser usado de forma irresponsável.

Tratamos o bem público não como algo que devemos zelar e manter porque não é só meu. Ora, se é meu, eu faço o que quiser, inclusive sujar, ignorar o próximo, exigir o uso como se tudo fosse meu mesmo, propriedade de papel passado e tudo. Perversão de conceito.

Essa é a raiz de tantos desmandos.

O poder público faz campanhas onde "pessoas felizes" seguem todas as regras, "sem constrangimentos".  E elas não funcionam. Todos os dias vemos isso. Gente que comprou um carro e acha que comprou a rua. Gente que joga seu lixo pela janela do ônibus ou do assento da moto. Gente que pedala rápido ameaçando pedestres em cima de calçadas.

O poder público devia mostrar era as "muitas caras feias da gente" olhando e observando esses comportamentos, como a gente faz quando vê. O poder público devia ser capaz de constranger os prováveis infratores para que pensassem duas vezes no ato antes de faze-lo.  Lembrem-se do SUJISMUNDO... funcionava tão bem...

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11 de janeiro de 2017

GRUPOS DE PEDAL...

SAÍDA COM O APS no Carnaval de 2014.
Nosso colega, Gabriel, "THE COCÔMAN", enchendo a cidade de alegrias...


Amigos...

Voltei a pedalar em Recife no meio de 2008.  Com a idéia de que o Recife era muito perigoso, assaltos em toda a cidade, comecei a sair com grupos de pedal noturno, para fazer alguma atividade física.  Para quem não pedalou muito por uns 15 anos (Salvador tem ladeiras demais para bike!), Recife é um paraíso e os grupos de pedal se mostraram um caminho simples e gratuito para me adaptar a cidade novamente.
Sempre recomendo os grupos de pedal para iniciantes. A grande maioria dos grupos é composta de ciclistas que querem pedalar por prática esportiva ou simples prazer, e procura na formação do "efeito manada" a segurança que a cidade não oferece ao ciclista no dia a dia.  Ontem, por exemplo, dois atropelamentos de ciclista, com uma morte, mostram que muitos motoristas não gostam dos ciclistas, mesmo a gente sendo "um carro a menos", mesmo e talvez por isso, "não pague IPVA, não uso gasolina"... Todas as iniciativas são válidas para melhorar a vida da cidade.  Já ouvi de gente esclarecida, com nível superior e boas escolas, que a cidade não é para o ciclista, que foi feita para os carros e pronto. E tem ódio aos grupos de pedal que "roubam" 15 ou 20 segundos do seu precioso tempo num cruzamento. Sem discussão, porque gente assim costuma ser intolerante até com quem simplesmente o manda ler o CTB.  Mas sim, tem gente do nosso lado que também não gosta de grupos de pedal. Que acha que eles fazem mal para o "movimento dos ciclistas".  Que não lutam por nada além do poder econômico para eles.
Eu já pedalei em 6 grupos. Nesses 8 anos, eu paguei 5 reais em um dos grupos que sai para experimentar. O dinheiro era para pagar o apoio que o grupo dava, gasolina no carro de apoio, pessoal não voluntário.  É um grupo de iniciante, onde o povo morre de medo de pedalar nas ruas. Haja paciência.  Conheço outras iniciativas que estimulam o uso da bike no dia a dia, voluntárias. Mas se tem o grátis e tem o pago, e se tem gente para as duas, cada um que escolha a que se sentir mais cômoda.
Eu como não tenho recursos, acreditei e acredito nos grupos de pedal grátis.
Sinto falta do APS para recomendar aos iniciantes, talvez o melhor grupo de que já participei, sem apoio, ninguém ficava para trás solto ou desprotegido, e rodava pela cidade toda, por lugares que só conhecia de letreiro de linha de ônibus.  Linha do Tiro, Corrégo do Euclides, Alto do Passarinho, entre outros, foram lugares que conheci com o povo do APS (AMIGOS PARA SEMPRE!). Obrigado a Roberta e Gil, organizadores do APS, por essas experiências. Também sinto falta do Corujaqueira. Mesmo limitado a 3 destinos alternados: OLINDA, BOA VIAGEM e  VÁRZEA, era um bom passeio.
A CICLOFALSA demoliu por dentro os grupos, oferecendo um espaço para o passeio de bike semanal sem grupos. A prosperidade dos primeiros anos Lula, estimulou o uso das bicicletas.  Mas então veio o fim da prosperidade, a tal crise.  Com ela, o aumento da criminalidade e com novos alvos, as bicicletas.  E como mágica, alguns grupos que tinha continuado com menos gente, crescem em número de ciclistas e captam novas parcerias e roteiros. Agora os AMIGOS DO PEDAL PE, o VAMOS PEDALAR SEMPRE -VPS/Pedal Alternativo, e outros remanescentes da "época de ouro" dos grupos como o MARÉ BIKE e o PEDAL CLUBE, ganham força novamente.
Esperar longa vida ao grupos, é infelizmente, entrar em conflito com o desejo de todos nós, de que a cidade seja mais amiga do ciclista TODO DIA, e que possamos ir para todos os lugares com menos medo.  Mas enquanto não conseguimos isso, vida longa aos grupos!

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2 de janeiro de 2017

5 CAUSAS DA SUA "BANHA" CONTINUAR RESISTINDO!

PEDAL TODO DIA, MAS O "BUCHINHO" É RESISTENTE! PORQUE?


Amigos...

Você se mata, acorda de madrugada, pedala todo dia, mas nada daquele "bucho" obsceno se transformar pelo menos numa barriga decente, de leve, sutil! Fica aquele "cinto de banha", aquele "pneu de trator", em volta da cintura, aqueles "babados" balançando nas horas e lugares errados!  Talvez você esteja fazendo alguma coisa errada! Mas o que?

Nesse post, vamos resumir a matéria da TOTAL WOMEN'S CYCLING sobre 5 motivos que estão causando essa banha, apesar dos seus esforços. As meninas costumam ter mais "tecnologia" que nós, homens, quando se trata de perseguir a banha!  Vamos lá...

VOCÊ NÃO TEM DORMIDO O SUFICIENTE
O sono é um momento de reparo dos músculos e equilibrio hormonal. Sem as horas necessárias, seu corpo fica sem energia e procura suprir isso com mais fome, quase sempre, carbohidratos. Durma uma noite sem despertador e sem interferências (crianças, animais, celular do chefe, etc) e descubra quantas horas seu corpo está precisando repousar mesmo, acordando naturalmente.

VOCÊ ESTÁ "REABASTECENDO" MAIS QUE "QUEIMANDO"
Observe que o item 2 é óbvio: se entra mais calorias do que você gasta, você não vai emagrecer mesmo. Mas além de prestar atenção as calorias, é preciso observar as várias necessidades do corpo. O corpo precisa de muito mais do que apenas calorias para queimar. Precisa de sais minerais variados, vitaminas, etc. A falta de um ou mais elementos na dieta, leva seu corpo a uma fome específica que muitos gordos não conseguem identificar. Terminam assim, comendo o que não precisam, apenas porque a fome bate, mesmo que aquilo que estão comendo não consiga suprir essa falta. Mantenha um diário de alimentação por algum tempo, observe se você mantém uma variedade de alimentos, se você busca estar sempre escolhendo frutas e verduras diferentes, nozes e castanhas, grãos integrais variados, etc.  Essencial combater a rotina alimentar, variando sempre que possível.

VOCÊ ESTÁ SE EXERCITANDO MUITO E/OU COMENDO POUCO!
Que loucura é essa?! Se estou me exercitando muito e comendo pouco, porque a banha não some? Porque seu corpo é uma máquina perfeita, desenhada por milhões de anos de evolução! Ela tem mecanismos de proteção ANTI-JEJUM.  Exercitando muito e/ou comendo muito pouco, seu corpo dispara uma situação de "FALTA DE COMIDA", e enche você de Cortisol. Isso diminui sua energia. Mais detalhes, você pode ler (em inglês) aqui!



VOCÊ ESTÁ GANHANDO MÚSCULOS!
Essa é a minha preferida, "me engana que eu gosto"! Realmente, o que você quer? Banha e músculos tem densidades diferentes: densidade é a divisão do peso pelo volume.  Assim, se o músculo é 3x mais denso que a banha, ao trocar 1 kg de banha por 1 kg de músculos, você ficou cerca de 67% menos volumoso. E o peso, continua o mesmo.  Isto nos sugere que uma boa forma de trabalhar é tirar suas medidas para que você acompanhe a redução do seu volume. Existem muitos protocolos para isso, um bom professor de educação física tem de saber como tirar as medidas. As banhas que estão ali na cintura podem estar sendo reduzidas, por baixo, convertidas em músculos, e apesar do peso se manter, o resultado final pode ser apenas que aquela gordura localizada não está sendo trabalhada adequadamente. Aí entra o quinto ítem.

VOCÊ NÃO ESTÁ MUDANDO SUA ROTINA DE EXERCÍCIOS
Esse é um dos mais difíceis de mexer: mudar sua rotina.  A tendência de todo mundo é manter a regularidade. Então a gente sai naqueles grupos que pedalam 40-50km, 3x por semana, 2-3h de pedal forte, e a banha ali, segura e firme.  Será que o nível de atividade e o tipo de atividade não estão constantes demais? Não seria o caso de alternar um ou dois desses treinos com um treinamento de altíssima intensidade e tempo mais curto? Ou simplesmente, deixar a bike de lado e dar uma corrida, ou fazer uma sessão de musculação variada?!  Se você malha todo dia na academia, já deve ter sido recomendado trocar a série periodicamente. A mesma coisa se você usa a bicicleta como atividade. É preciso variar!

Assim, a gente que precisa se manter dentro de uma boa forma, especialmente quando os médicos nos descrevem com palavras altamente estimulantes como "diabético", "hipertenso", "quase-morto", tem de fazer mais do que apenas sentar e comer, treinar sem se ligar, pedalar até morrer.  A gente vai ficando banhudo com o tempo, mas não precisa ficar descuidado!

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DE OLHO NA BIKE



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No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010