Amigos...
Somos CIVILIZADOS! Esta é uma premissa para quem está lendo este post. Você acessa a internet, lê sua Veja toda semana, assina o jornal, e vê TV. E com tudo isto, ainda tem quem escorregue na educação doméstica?!
Ora, você sai para pedalar, em um belo domingo de sol, atravessa comunidades e não dá um único bom dia?! Afinal, você não acordou ao lado daquelas pessoas, e elas não são seus desafetos para não merecerem ao menos um bom dia, delicado e cortês, de preferência acompanhado de um sorriso sincero! Isto não dói nada, e você vai ficar mais feliz, acredite, funciona!
Não creio que meus leitores sejam filhos de chocadeira, portanto todos nós tivemos educação doméstica. Nossas mães puxariam nossas orelhas, se fossemos tão grosseiros com as pessoas ao nosso lado! Ou estou errado? Mas será que o mundo louco em que nos colocamos está nos fazendo esquecer nossa civilidade? Seria a carrocracia, a louca corrida pelo ganha-pão, a desenfreada busca pelo alívio entorpecedor que a indústria do entretenimento te coloca que te faz esquecer as regras básicas do bom convívio. Afinal você está de certa forma 'invadindo' as cercanias daquela comunidade, ocupando a manhã de domingo delas com "aquele bando de ciclista maluco" com que somos descritos. Mas ao mesmo tempo estamos crescendo, expandindo a nossa realidade sobre o Recife ao pedalar por lá. Temos de ser melhores do que aqueles que se refugiam em suas "latinhas" móveis, porque queremos reconquistar o espaço que todos nós perdemos para elas! E parte disto é ser educado, ser polido, ser e fazer diferente, para recurperar o ser gentil perdido para o carro, e respeitar o espaço e a privacidade das comunidades por onde passamos.
Portanto, quando sair para pedalar pela cidade se lembre de dar um bom dia, uma boa tarde, de esperar que o pedestre atravesse na faixa, de ter paciência com todos. Precisamos dar o exemplo sempre. Só assim conquistaremos a opinião pública e reaveremos o nosso espaço no trânsito e na comunidade! Seja gentil!
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2 de agosto de 2010
27 de setembro de 2009
UM POUCO DE CORTESIA... PELO MENOS, UM BOM-DIA!
Amigos...
Quem acompanha este blog já deve ter percebido que sou uma pessoa cordata e que escreve tanto em favor do respeito, da polidez, da sensatez e é claro, da cortesia ao pedalar e ao dirigir. Nós ciclistas somos uma parte das mais frágeis dentre as que utilizam as ruas e avenidas de nossas cidades. E dependemos da simpatia dos "mais fortes", os motoristas e motociclistas, para termos um bom dia de pedal!
Acontece que ao pedalar, percebemos que a sociedade moderna perdeu uma série de vantagens em relação aos mais antigos. No passado, por as cadeiras na rua para conversar com os vizinhos, ver a vida passar e jogar conversa fiada enquanto as crianças se divertiam, era comum. Era impensável cruzar com alguém, conhecido ou não, sem dizer um bom dia. Era considerado o cúmulo da má educação, podendo levar em alguns casos, a violência entre as pessoas.
Esta mesma violência que hoje nos afeta tanto, tem como cerne a indiferença, o isolamento que as pessoas adotaram como estilo de vida moderno. Não existe mais a figura do vizinho, e muitas vezes, moramos em prédios onde nem conhecemos quem mora ao nosso lado! E este isolamento se estende ao nosso comportamento nas ruas, ao pedalar ou ao dirigir. O outro é sempre desconhecido e nosso inimigo.
Pedalando nossa vida de repente sofre uma 'puxada de freio de mão'. Passamos a enxergar a vida mais devagar, de forma mais aberta e percebemos as 'paredes' de individualidade, de isolamento, de não-receptividade.
Perceber isto nos faz pessoas especiais, fora do sistema, do 'status-quo' vigente. A cortesia é a forma pela qual o mundo também pode perceber este nosso estado. Pedalar sempre com um sorriso na boca, sempre disposto a dar um bom dia, a orientar quem está na sua frente, aos ciclistas na contramão. Orientar com calma e tranquilidade a quem gostar da idéia de pedalar, sugerindo sempre tranquilidade, alegria, prazer. O mundo é complicado e não muda de um dia para o outro. O mundo muda por exemplos, por ações de um, que viram dois, três, quatro, dez, cem, mil. Use a educação e a cortesia para ir mudando o mundo e a opinião dos outros pedestres, ciclistas, motoristas e pessoas ao seu redor, e quem sabe um dia teremos uma cidade tão boa quanto aquela que existia no passado!
Se você não puder, pelo menos, ao passar por outro ciclista, dê um bom-dia!
COMENTEM!!!
Quem acompanha este blog já deve ter percebido que sou uma pessoa cordata e que escreve tanto em favor do respeito, da polidez, da sensatez e é claro, da cortesia ao pedalar e ao dirigir. Nós ciclistas somos uma parte das mais frágeis dentre as que utilizam as ruas e avenidas de nossas cidades. E dependemos da simpatia dos "mais fortes", os motoristas e motociclistas, para termos um bom dia de pedal!
Acontece que ao pedalar, percebemos que a sociedade moderna perdeu uma série de vantagens em relação aos mais antigos. No passado, por as cadeiras na rua para conversar com os vizinhos, ver a vida passar e jogar conversa fiada enquanto as crianças se divertiam, era comum. Era impensável cruzar com alguém, conhecido ou não, sem dizer um bom dia. Era considerado o cúmulo da má educação, podendo levar em alguns casos, a violência entre as pessoas.
Esta mesma violência que hoje nos afeta tanto, tem como cerne a indiferença, o isolamento que as pessoas adotaram como estilo de vida moderno. Não existe mais a figura do vizinho, e muitas vezes, moramos em prédios onde nem conhecemos quem mora ao nosso lado! E este isolamento se estende ao nosso comportamento nas ruas, ao pedalar ou ao dirigir. O outro é sempre desconhecido e nosso inimigo.
Pedalando nossa vida de repente sofre uma 'puxada de freio de mão'. Passamos a enxergar a vida mais devagar, de forma mais aberta e percebemos as 'paredes' de individualidade, de isolamento, de não-receptividade.
Perceber isto nos faz pessoas especiais, fora do sistema, do 'status-quo' vigente. A cortesia é a forma pela qual o mundo também pode perceber este nosso estado. Pedalar sempre com um sorriso na boca, sempre disposto a dar um bom dia, a orientar quem está na sua frente, aos ciclistas na contramão. Orientar com calma e tranquilidade a quem gostar da idéia de pedalar, sugerindo sempre tranquilidade, alegria, prazer. O mundo é complicado e não muda de um dia para o outro. O mundo muda por exemplos, por ações de um, que viram dois, três, quatro, dez, cem, mil. Use a educação e a cortesia para ir mudando o mundo e a opinião dos outros pedestres, ciclistas, motoristas e pessoas ao seu redor, e quem sabe um dia teremos uma cidade tão boa quanto aquela que existia no passado!
Se você não puder, pelo menos, ao passar por outro ciclista, dê um bom-dia!
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13 de julho de 2009
EDUCAÇÃO E CORTESIA
Amigos
Quando estamos pedalando no tráfego somos mais um dos elementos que o compõe. Carros, pedestres, motociclistas, ônibus e caminhões, das mais diversas formas e tamanhos, são outros elementos móveis que, como nós, está vindo de algum lugar e indo para outro.
Já o fluxo no tráfego não é constante. Recife, por exemplo, é uma cidade "QUADRADA", cheia de esquinas, com tráfego cruzado e muitos sinais. Salvador, outra cidade que conheço bem, já é uma cidade "REDONDA", onde as grandes avenidas têm poucos cruzamentos, com muitos retornos e pistas de aceleração para mudança de direção. Isto faz Recife uma cidade que tem uma menor velocidade média para o ciclista que Salvador. Isto a faz mais segura, porque com o fluxo a velocidade dos demais elementos também diminue o risco e ajuda a visualização do ciclista pelos outros elementos móveis do tráfego.
E mesmo assim acontecem tantos acidentes com ciclistas!
Uma coisa que percebo ao pedalar pelo Recife é que muitos de nós não temos a preocupação de tornar os demais elementos simpáticos a nós, agindo com correção, prudência, educação e cortesia.
Primeiro, por experiência própria, creio é vital para qualquer ciclista respeitar as leis de trânsito e o bom senso ao pedalar. Isto é muito importante para mostrar aos demais elementos móveis do tráfego que, como eles, também temos o direito de estar naquela via. E serve para lembrá-los que também somos considerados pelo CÓDIGO BRASILEIRO DE TRÃNSITO - CTB como veículos que transitam pela via pública e que seguimos várias regras específicas.
Segundo, existe no CTB, um código de sinalização com gestos como para veículos que todo motorista precisa aprender antes de tirar sua licença de motorista(vide pag 156).
Apesar de não haver algo similar para indicar as intenções dos ciclistas, procure criar o seu e acostumar-se a usá-lo sempre, para de forma visível e segura, deixar claro as suas intenções, como entrar a direita ou esquerda, seguir em frente em um cruzamento, alertar sobre outros veículos parados ou tráfego pela contramão.
Além disto, quando outros elementos o reconhecem e são corteses, deixando você passar sem forçar a barra para eles, cabe a você também ser cortês e agradecer, tanto com o sinal de OK - polegar levantado - quanto dizendo um simples OBRIGADO, em voz alta. Isto serve de reconhecimento da gentileza dele, reduzindo o potencial negativo que se forma na cabeça dele pelo fato ter de aguardar sua passagem. Ele se sente recompensado, e isto "puxa a brasa para nossa sardinha". E mesmo quando ele jogar o carro por cima, liberando o stress dele, xingar a mãe dele não vai ajudar em nada! Deixe-o passar, sorria e, como ninguém é de ferro, só xingue a progenitora dele quando ele não puder mais ouvi-lo. Em contrapartida, decore a placa e modelo do carro dele, e conte a experiência aqui no blog, postando comentários para que todos saibam da existência de mais um insensato no trânsito de Recife! Você imagina se um deles, por acaso, termina sabendo por um parente ou amigo que o que fez está na internet como péssimo exemplo de motorista! Muito educacional!!! :))
Em geral, onde imperam as camadas mais humildes da população, a gente precisa reconhecer que cortesia, gentileza e educação não são bem entendidos como uma necessidade da vida em sociedade! Muitos confundem isto com fraqueza, como se no trânsito precisassemos estabelecer uma relação de força - o carro mais forte que vc, o ônibus/caminhão mais forte que os dois, o pedestre na ponta mais fraca. Mas o trânsito é formado por pessoas, que estão indo e vindo do seu trabalho, escola, lazer. São pessoas que têm uma vida, como qualquer um, e que por necessidade ou opção, esolheram pedalar ou dirigir. Esta relação de força é uma mentira criada pela mídia e pela propaganda, para quem os carros são instrumentos de realização de uma pessoa. Ter o "poder" da máquina, a velocidade, a força. Mas isto é ilusão.
Nunca transfira seu stress, seus problemas e frustrações para o ato de dirigir ou pedalar. Os resultados são muito perigosos!
COMENTEM!!!
Quando estamos pedalando no tráfego somos mais um dos elementos que o compõe. Carros, pedestres, motociclistas, ônibus e caminhões, das mais diversas formas e tamanhos, são outros elementos móveis que, como nós, está vindo de algum lugar e indo para outro.
Já o fluxo no tráfego não é constante. Recife, por exemplo, é uma cidade "QUADRADA", cheia de esquinas, com tráfego cruzado e muitos sinais. Salvador, outra cidade que conheço bem, já é uma cidade "REDONDA", onde as grandes avenidas têm poucos cruzamentos, com muitos retornos e pistas de aceleração para mudança de direção. Isto faz Recife uma cidade que tem uma menor velocidade média para o ciclista que Salvador. Isto a faz mais segura, porque com o fluxo a velocidade dos demais elementos também diminue o risco e ajuda a visualização do ciclista pelos outros elementos móveis do tráfego.
E mesmo assim acontecem tantos acidentes com ciclistas!
Uma coisa que percebo ao pedalar pelo Recife é que muitos de nós não temos a preocupação de tornar os demais elementos simpáticos a nós, agindo com correção, prudência, educação e cortesia.
Primeiro, por experiência própria, creio é vital para qualquer ciclista respeitar as leis de trânsito e o bom senso ao pedalar. Isto é muito importante para mostrar aos demais elementos móveis do tráfego que, como eles, também temos o direito de estar naquela via. E serve para lembrá-los que também somos considerados pelo CÓDIGO BRASILEIRO DE TRÃNSITO - CTB como veículos que transitam pela via pública e que seguimos várias regras específicas.
Segundo, existe no CTB, um código de sinalização com gestos como para veículos que todo motorista precisa aprender antes de tirar sua licença de motorista(vide pag 156).
Apesar de não haver algo similar para indicar as intenções dos ciclistas, procure criar o seu e acostumar-se a usá-lo sempre, para de forma visível e segura, deixar claro as suas intenções, como entrar a direita ou esquerda, seguir em frente em um cruzamento, alertar sobre outros veículos parados ou tráfego pela contramão.Além disto, quando outros elementos o reconhecem e são corteses, deixando você passar sem forçar a barra para eles, cabe a você também ser cortês e agradecer, tanto com o sinal de OK - polegar levantado - quanto dizendo um simples OBRIGADO, em voz alta. Isto serve de reconhecimento da gentileza dele, reduzindo o potencial negativo que se forma na cabeça dele pelo fato ter de aguardar sua passagem. Ele se sente recompensado, e isto "puxa a brasa para nossa sardinha". E mesmo quando ele jogar o carro por cima, liberando o stress dele, xingar a mãe dele não vai ajudar em nada! Deixe-o passar, sorria e, como ninguém é de ferro, só xingue a progenitora dele quando ele não puder mais ouvi-lo. Em contrapartida, decore a placa e modelo do carro dele, e conte a experiência aqui no blog, postando comentários para que todos saibam da existência de mais um insensato no trânsito de Recife! Você imagina se um deles, por acaso, termina sabendo por um parente ou amigo que o que fez está na internet como péssimo exemplo de motorista! Muito educacional!!! :))
Em geral, onde imperam as camadas mais humildes da população, a gente precisa reconhecer que cortesia, gentileza e educação não são bem entendidos como uma necessidade da vida em sociedade! Muitos confundem isto com fraqueza, como se no trânsito precisassemos estabelecer uma relação de força - o carro mais forte que vc, o ônibus/caminhão mais forte que os dois, o pedestre na ponta mais fraca. Mas o trânsito é formado por pessoas, que estão indo e vindo do seu trabalho, escola, lazer. São pessoas que têm uma vida, como qualquer um, e que por necessidade ou opção, esolheram pedalar ou dirigir. Esta relação de força é uma mentira criada pela mídia e pela propaganda, para quem os carros são instrumentos de realização de uma pessoa. Ter o "poder" da máquina, a velocidade, a força. Mas isto é ilusão.
Nunca transfira seu stress, seus problemas e frustrações para o ato de dirigir ou pedalar. Os resultados são muito perigosos!
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DE OLHO NA BIKE
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No aguarde!
Original ROGÉRIO LEITE @ 2010