Amigos...
Recife é uma cidade interessante em que as pessoas já estão tão acostumadas com a sua natureza que nem estranham mais nada. Eu que passei 20 anos em Salvador, estranho ainda várias coisinhas! Em Salvador, a prefeitura era tão relapsa quanto a daqui na conservação das ruas. Mas ela tinha uma característica: todas as avenidas eram recapeadas periodicamente, enquanto as operações "tapa buraco" eram reservadas para as ruas menores. Eram impensável você pegar uma 'avenida de vale', os grandes eixos de mobilidade de Salvador, e encontrar buracos, porque o asfalto era mantido sempre impecável (pelo menos até 2008, pode ser que agora já tenham mudado!).
Moro na Visconde de Albuquerque, na Madalena, uma das perimetrais usadas para ligar a Zona Sul a Zona Norte sem passar pelo Centro. É uma avenida com 4 faixas que parece mais uma colcha de retalhos. Não sei se é pela natureza de manguezal em que nossos bairros foram construídos, mas é só questão de tempo para o piso afundar aqui e ali, e um novo buraco aparecer! Os japoneses constroem um aeroporto numa ilha artificial e nós não conseguimos fazer uma simples avenida que não viva afundando e esburacando?!
Na continuação dela, já do outro lado do Capibaribe, a via tem uma ondulação gigante na subida do viaduto do Carrefour, sentido Parnamirim-Afogados, que deixa claro que a obra de construção foi muito mal feita. Ou nossos engenheiros são incompetentes, ou as construtoras não funcionam direito, ou ainda, os gestores públicos destas obras são péssimos! Adivinha em quem ponho as fichas deste jogo?! Neste trecho você vai de montanha-russa dentro do carro, moto, e pior, na bike!
Sim, porque os carros pouco notam as ondulações e irregularidades causadas pelos remendos. Mas nós, ciclistas, sentimos cada reentrância do piso. Mudar a cultura da cidade para abraçar a bicicleta é mais do que apenas construir ciclovias e ciclofaixas. É mudar a cabeça do pessoal da Compesa e da Prefeitura, grandes "topeiras" da cidade, furando e tapando buracos em toda sua extensão. É preciso que a cidade toda se convença que nós, recifenses, merecemos uma cidade melhor para viver. Acorda João da...
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30 de julho de 2010
9 de dezembro de 2009
TRANSPORTE PÚBLICO EFICIENTE...
DECÁLOGO ESMIUÇADO II
Amigos...
Até que o nosso não é dos piores. Mas tem tanta a coisa a melhorar. Qualquer que seja a solução que permita que as pessoas se movimentem sem usar o carro, é um elemento chave para a melhoria da qualidade de vida de uma cidade. Mais e melhores ônibus significam menos carros nas ruas e melhor fluidez, menos poluição, estresse e despesas de manutenção das vias e da saúde da população.
E isto depende sempre de decisão política. Quando a Prefeitura está interessada, obras como o corredor Leste-Oeste ou o novo corredor Norte-Sul andam! O que nossos políticos deveriam entender de uma vez por todas é que não existe mais tempo para perder sem se fazer as transformações necessárias para que a maior parte da cidade movimente-de de transporte coletivo ou bicicleta. Será que por acaso eles acham que acontecerá o "milagre da multiplicação das avenidas"? Elas dobrarão seu espaço por obra e graça do Divino Espírito Santo? Eles que não trabalhem nesta direção e esperem para ver o buraco em que estão se metendo!
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Até que o nosso não é dos piores. Mas tem tanta a coisa a melhorar. Qualquer que seja a solução que permita que as pessoas se movimentem sem usar o carro, é um elemento chave para a melhoria da qualidade de vida de uma cidade. Mais e melhores ônibus significam menos carros nas ruas e melhor fluidez, menos poluição, estresse e despesas de manutenção das vias e da saúde da população.
E isto depende sempre de decisão política. Quando a Prefeitura está interessada, obras como o corredor Leste-Oeste ou o novo corredor Norte-Sul andam! O que nossos políticos deveriam entender de uma vez por todas é que não existe mais tempo para perder sem se fazer as transformações necessárias para que a maior parte da cidade movimente-de de transporte coletivo ou bicicleta. Será que por acaso eles acham que acontecerá o "milagre da multiplicação das avenidas"? Elas dobrarão seu espaço por obra e graça do Divino Espírito Santo? Eles que não trabalhem nesta direção e esperem para ver o buraco em que estão se metendo!
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16 de outubro de 2009
A LÓGICA ESTÁ ESCASSA...
Amigos...
Costumo escrever sempre alguns comentários onde os maus motoristas são o meu alvo mais frequente. Bem, hoje, o foco é outro. O foco é a calçada e sua prima, a faixa de pedestres. Em anos muito passados, as ruas eram dos pedestres. As calçadas começaram a ser construídas com a chegada do carro, e com o aumento deles, chegaram os sinais de trânsito e as faixas de pedestres. De certa forma, a calçada representa um gueto aonde os "sem-carro" foram segregados, postos assim, de lado, para não "atrapalhar" o tráfego. Não é porque não tenhamos ou usemos um carro que não precisemos nos mover! E mesmo os motorizados, eventualmente também são pedestres, em algum momento. Perdemos mais espaço a cada dia, a medida em que as pessoas que dirigem e organizam o trânsito simplesmente nos ignoram como um dos elementos que precisam desfrutar de mobilidade na cidade.
E como vemos isto acontecer? Vemos todos os dias e nem nos damos conta. Quantos cruzamentos em Recife tem calçadas de ambos os lados, faixas de pedestres para "orientar o gado" onde atravessar a rua, mas ao mesmo tempo, os temporizadores NÃO tem um tempo de travessia exclusiva para o pedestre? É uma questão simples de lógica: tem calçada, faixa e sinal, então devia ter tempo para o pedestre indo de uma calçada a outra, pela faixa e obedecendo o sinal poder passar! Mas a lógica é escassa, falta mesmo. E as faltas são inúmeras. Os tempos são acertados pelas autoridades do trânsito que postam um sujeito no cruzamento com uma pranchetinha marcando quantos carros passam por minuto em cada sentido, quantas pessoas atravessam as ruas de cada cruzamento. Tanto trabalho científico, toneladas de estatísticas, e ai, um burocrata, expert em transportes lá na CTTU, vai e define que precisa colocar este ou aquele tempo nos temporizadores. E nem lembra que o pedestre existe ou considera todos uns Bolt da vida, capazes de correr 100m em menos de 9 segundos!
Será que estou errado? Pois bem, três cruzamentos de alto fluxo como exemplo!
1 - Ponte da Capunga com Beira Rio. Tempo de 17 segundos para a travessia. Não tem guarda municipal que chegue para multar tanto motorista que joga o carro por cima do sinal vermelho e por cima dos pedestres que atravessam a pista. Depois, sempre é necessário fazer dois ciclos de quem vai ou volta da Academia da Cidade para a Madalena, o tempo é mínimo para um adulto atravessar os dois sentidos sem correr riscos, exigindo que ele corra e muito para isto! Uma pessoa de idade sofre, e olhe que são muitas as pessoas de idade que usam a pista da Academia da Cidade! Custava acrescentar 3 segundos a mais para dar conforto aos pedestres que atravessam a rua por ali? Que nada... é tempo demais para quem está dentro de um carro com ar condicionado! É tempo demais para considerar aquelas coisas "sem carro" chamadas de pedestres!
2 - A Caxangá alimenta a rua José Gonçalves de Medeiros na Madalena, na ligação com a sede do Sport. No cruzamento com a Estrada dos Remédios, em frente ao Posto de Saúde Lessa de Andrade, existem CALÇADAS, FAIXA e SINAL. Mas esqueceram de novo do pedestre! Porque o sinal não tem tempo para eles atravessarem! Em um local onde provavelmente passam pessoas adoentadas, incapacitadas ou quase, indo e vindo do Posto de Saúde, faltou um pouco de sensibilidade por parte da CTTU! Mas tem tráfego demais, os coitados que se virem!
3 - E na esquina seguinte, cruzamento da Benfica com a Estrada dos Remédios-Visconde de Albuquerque, o sinal tem apenas 8 segundos de tempo. E as faixas, sumiram! Coitados, se virem de novo!
Como vocês podem perceber, número não garante respeito. Os pedestres são a grande maioria no tráfego. O Grande Recife tem mais de 2 milhões de habitantes (pedestres) e apenas 420.000 carros (quase-meio-pedestres). Mas mesmo assim, são tratados como nada pelas autoridades de trânsito. Será que assim fica mais fácil, amigos ciclistas, suportar o que nos é imposto pela falta de ação destas mesmas autoridades?
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Costumo escrever sempre alguns comentários onde os maus motoristas são o meu alvo mais frequente. Bem, hoje, o foco é outro. O foco é a calçada e sua prima, a faixa de pedestres. Em anos muito passados, as ruas eram dos pedestres. As calçadas começaram a ser construídas com a chegada do carro, e com o aumento deles, chegaram os sinais de trânsito e as faixas de pedestres. De certa forma, a calçada representa um gueto aonde os "sem-carro" foram segregados, postos assim, de lado, para não "atrapalhar" o tráfego. Não é porque não tenhamos ou usemos um carro que não precisemos nos mover! E mesmo os motorizados, eventualmente também são pedestres, em algum momento. Perdemos mais espaço a cada dia, a medida em que as pessoas que dirigem e organizam o trânsito simplesmente nos ignoram como um dos elementos que precisam desfrutar de mobilidade na cidade.
E como vemos isto acontecer? Vemos todos os dias e nem nos damos conta. Quantos cruzamentos em Recife tem calçadas de ambos os lados, faixas de pedestres para "orientar o gado" onde atravessar a rua, mas ao mesmo tempo, os temporizadores NÃO tem um tempo de travessia exclusiva para o pedestre? É uma questão simples de lógica: tem calçada, faixa e sinal, então devia ter tempo para o pedestre indo de uma calçada a outra, pela faixa e obedecendo o sinal poder passar! Mas a lógica é escassa, falta mesmo. E as faltas são inúmeras. Os tempos são acertados pelas autoridades do trânsito que postam um sujeito no cruzamento com uma pranchetinha marcando quantos carros passam por minuto em cada sentido, quantas pessoas atravessam as ruas de cada cruzamento. Tanto trabalho científico, toneladas de estatísticas, e ai, um burocrata, expert em transportes lá na CTTU, vai e define que precisa colocar este ou aquele tempo nos temporizadores. E nem lembra que o pedestre existe ou considera todos uns Bolt da vida, capazes de correr 100m em menos de 9 segundos!
Será que estou errado? Pois bem, três cruzamentos de alto fluxo como exemplo!
1 - Ponte da Capunga com Beira Rio. Tempo de 17 segundos para a travessia. Não tem guarda municipal que chegue para multar tanto motorista que joga o carro por cima do sinal vermelho e por cima dos pedestres que atravessam a pista. Depois, sempre é necessário fazer dois ciclos de quem vai ou volta da Academia da Cidade para a Madalena, o tempo é mínimo para um adulto atravessar os dois sentidos sem correr riscos, exigindo que ele corra e muito para isto! Uma pessoa de idade sofre, e olhe que são muitas as pessoas de idade que usam a pista da Academia da Cidade! Custava acrescentar 3 segundos a mais para dar conforto aos pedestres que atravessam a rua por ali? Que nada... é tempo demais para quem está dentro de um carro com ar condicionado! É tempo demais para considerar aquelas coisas "sem carro" chamadas de pedestres!
2 - A Caxangá alimenta a rua José Gonçalves de Medeiros na Madalena, na ligação com a sede do Sport. No cruzamento com a Estrada dos Remédios, em frente ao Posto de Saúde Lessa de Andrade, existem CALÇADAS, FAIXA e SINAL. Mas esqueceram de novo do pedestre! Porque o sinal não tem tempo para eles atravessarem! Em um local onde provavelmente passam pessoas adoentadas, incapacitadas ou quase, indo e vindo do Posto de Saúde, faltou um pouco de sensibilidade por parte da CTTU! Mas tem tráfego demais, os coitados que se virem!
3 - E na esquina seguinte, cruzamento da Benfica com a Estrada dos Remédios-Visconde de Albuquerque, o sinal tem apenas 8 segundos de tempo. E as faixas, sumiram! Coitados, se virem de novo!
Como vocês podem perceber, número não garante respeito. Os pedestres são a grande maioria no tráfego. O Grande Recife tem mais de 2 milhões de habitantes (pedestres) e apenas 420.000 carros (quase-meio-pedestres). Mas mesmo assim, são tratados como nada pelas autoridades de trânsito. Será que assim fica mais fácil, amigos ciclistas, suportar o que nos é imposto pela falta de ação destas mesmas autoridades?
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DE OLHO NA BIKE
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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!
Original ROGÉRIO LEITE @ 2010