Amigos...
Com certa frequência ouço a frase: A IGNORÂNCIA É UMA BENÇÃO! Com certeza é muito mais fácil viver num mundo IGNORANDO as coisas. A gente investe em formação e educação, mas vive no meio de uma sociedade composta de pessoas absolutamente ignorantes de tudo. E isto fica patente no trânsito, que está cheio deles! Ignoram os buracos, a falta de sinalização, os mau-feitos. Ignoram a baixa qualidade dos gestores que entopem a malta com pão e circo, para o que sempre existem recursos públicos, enquanto se espremem em ônibus caros, quentes, atolados, presos em um engarrafamento contínuo e interminável. Ignoram a sujeira, os desmandos dos camelôs que tomam as calçadas de assalto, empurrando os pedestres para as ruas. Ignoram.
Quem NÃO consegue ignorar, sofre. Sofre porque vê. E em terra de cegos sociais, quem tem percepção NÃO É rei, mas mendigo. Pior, quando aponta os problemas, quando expõe as feridas causadas pelas ignorância, corre o risco de ser apedrejado, moral, social ou econômicamente. Ser ignorante é uma benção. Ou se fazer, deixar de ligar, desligar e se fazer de ignorante, o que só serve para perpetuar as causas. Por isto, como não posso fazer, posso postar. Sei que posto para quem, como eu, percebe e sofre. Liga mas finge que não. A gente deve lutar em todo lugar, mostrar a quem puder, a qualquer um a necessidade de melhorar a mobilidade nas cidades, de realmente priorizar o transporte público, de inserir a bicicleta nas opções de mobilidade individual, de incluir os idosos e os deficientes em todas as ações que visem a mobilidade.
Quem sabe um dia, um gestor capaz de ouvir essas idéias, trabalhe para isto!
Quem sabe...
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8 de janeiro de 2011
3 de fevereiro de 2010
AMADURECIMENTO CONCEITUAL PRECISA DE TEMPO
Amigos...
Vejamos alguns fenômenos sociais relacionados com o uso das bicicletas no dia a dia.
Primeiro o uso mais comum, quando pessoas de baixa renda que já a usa bastante, amplia seu uso dentro da própria classe. Mais e mais pessoas de baixo poder aquisitivo têm adotado as bicicletas como alternativa aos transportes públicos. São pessoas que não podem dispensar nenhum centavo de seus parcos ganhos, nem com o transporte nem com o tempo perdido de trabalho em engarrafamentos monumentais, cada vez piores no Recife. Quem anda pelas ruas de Recife logo cedo percebe a grande quantidade de trabalhadores indo e vindo do trabalho pedalando.
Depois os mais jovens. Menos restritos por convenções sociais, até com uma certa rebeldia, o uso das bicicletas tem crescido na cidade com estes usuários. Claro que muitos pais não gostam disto, sempre preocupados com a segurança no trânsito e contra assaltos. E claro que ainda não é um público fiel. Faz uso mais por contestação, por economia também, que por uma racionalização dos recursos ou por opção real de mobilidade. Mas quem usa a bicicleta corretamente, e com frequência, serve de conscientizador deste público. Para fora da atitude de rebeldia, de questionamento apenas, usando quando jovem para mover-se, cria uma consciência de que é uma outra opção real de transporte. E que o carro nem é tão necessário assim.
Finalmente, temos o poder público. Tentando de forma irracional (ou talvez não tão irracional a$$im) continuar a impor soluções de mobilidade baseadas no uso do automóvel para o transporte individual, o poder público perde a chance de fazer hoje o futuro, retido pelo conservadorismo automotivo. São individuos que pouco ou nunca usaram a bicicleta como meio de transporte, mesmo quando jovens. Indivíduos que se acostumaram a que o sucesso e a felicidade estavam ligados a propriedade de um carro, de preferência grande, luxuoso e potente (Freud explica!). Usaram a bicicleta apenas como item de lazer e associaram o uso dela como meio de transporte das classes mais baixas. Longe de ser uma opção ainda é vista como sinal de POBREZA ou NECESSIDADE extrema.
Por isto, vai demorar para termos resultados visíveis da nova onda que está acontecendo hoje. Vai demorar o tempo necessário para quem hoje tem 15, 16 anos, amadureça e perceba que pedalar para o trabalho é muito mais fácil e menos estressante que ter, manter e usar um carro. É uma questão de tempo de amadurecimento dos conceitos envolvidos.
COMENTEM!!!
Vejamos alguns fenômenos sociais relacionados com o uso das bicicletas no dia a dia.
Primeiro o uso mais comum, quando pessoas de baixa renda que já a usa bastante, amplia seu uso dentro da própria classe. Mais e mais pessoas de baixo poder aquisitivo têm adotado as bicicletas como alternativa aos transportes públicos. São pessoas que não podem dispensar nenhum centavo de seus parcos ganhos, nem com o transporte nem com o tempo perdido de trabalho em engarrafamentos monumentais, cada vez piores no Recife. Quem anda pelas ruas de Recife logo cedo percebe a grande quantidade de trabalhadores indo e vindo do trabalho pedalando.
Depois os mais jovens. Menos restritos por convenções sociais, até com uma certa rebeldia, o uso das bicicletas tem crescido na cidade com estes usuários. Claro que muitos pais não gostam disto, sempre preocupados com a segurança no trânsito e contra assaltos. E claro que ainda não é um público fiel. Faz uso mais por contestação, por economia também, que por uma racionalização dos recursos ou por opção real de mobilidade. Mas quem usa a bicicleta corretamente, e com frequência, serve de conscientizador deste público. Para fora da atitude de rebeldia, de questionamento apenas, usando quando jovem para mover-se, cria uma consciência de que é uma outra opção real de transporte. E que o carro nem é tão necessário assim.
Finalmente, temos o poder público. Tentando de forma irracional (ou talvez não tão irracional a$$im) continuar a impor soluções de mobilidade baseadas no uso do automóvel para o transporte individual, o poder público perde a chance de fazer hoje o futuro, retido pelo conservadorismo automotivo. São individuos que pouco ou nunca usaram a bicicleta como meio de transporte, mesmo quando jovens. Indivíduos que se acostumaram a que o sucesso e a felicidade estavam ligados a propriedade de um carro, de preferência grande, luxuoso e potente (Freud explica!). Usaram a bicicleta apenas como item de lazer e associaram o uso dela como meio de transporte das classes mais baixas. Longe de ser uma opção ainda é vista como sinal de POBREZA ou NECESSIDADE extrema.
Por isto, vai demorar para termos resultados visíveis da nova onda que está acontecendo hoje. Vai demorar o tempo necessário para quem hoje tem 15, 16 anos, amadureça e perceba que pedalar para o trabalho é muito mais fácil e menos estressante que ter, manter e usar um carro. É uma questão de tempo de amadurecimento dos conceitos envolvidos.
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DE OLHO NA BIKE
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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!
Original ROGÉRIO LEITE @ 2010