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3 de fevereiro de 2010

AMADURECIMENTO CONCEITUAL PRECISA DE TEMPO

Amigos...

Vejamos alguns fenômenos sociais relacionados com o uso das bicicletas no dia a dia.

Primeiro o uso mais comum, quando pessoas de baixa renda que já a usa bastante, amplia seu uso dentro da própria classe. Mais e mais pessoas de baixo poder aquisitivo têm adotado as bicicletas como alternativa aos transportes públicos. São pessoas que não podem dispensar nenhum centavo de seus parcos ganhos, nem com o transporte nem com o tempo perdido de trabalho em engarrafamentos monumentais, cada vez piores no Recife. Quem anda pelas ruas de Recife logo cedo percebe a grande quantidade de trabalhadores indo e vindo do trabalho pedalando.

Depois os mais jovens. Menos restritos por convenções sociais, até com uma certa rebeldia, o uso das bicicletas tem crescido na cidade com estes usuários. Claro que muitos pais não gostam disto, sempre preocupados com a segurança no trânsito e contra assaltos. E claro que ainda não é um público fiel. Faz uso mais por contestação, por economia também, que por uma racionalização dos recursos ou por opção real de mobilidade. Mas quem usa a bicicleta corretamente, e com frequência, serve de conscientizador deste público. Para fora da atitude de rebeldia, de questionamento apenas, usando quando jovem para mover-se, cria uma consciência de que é uma outra opção real de transporte. E que o carro nem é tão necessário assim.

Finalmente, temos o poder público. Tentando de forma irracional (ou talvez não tão irracional a$$im) continuar a impor soluções de mobilidade baseadas no uso do automóvel para o transporte individual, o poder público perde a chance de fazer hoje o futuro, retido pelo conservadorismo automotivo. São individuos que pouco ou nunca usaram a bicicleta como meio de transporte, mesmo quando jovens. Indivíduos que se acostumaram a que o sucesso e a felicidade estavam ligados a propriedade de um carro, de preferência grande, luxuoso e potente (Freud explica!). Usaram a bicicleta apenas como item de lazer e associaram o uso dela como meio de transporte das classes mais baixas. Longe de ser uma opção ainda é vista como sinal de POBREZA ou NECESSIDADE extrema.

Por isto, vai demorar para termos resultados visíveis da nova onda que está acontecendo hoje. Vai demorar o tempo necessário para quem hoje tem 15, 16 anos, amadureça e perceba que pedalar para o trabalho é muito mais fácil e menos estressante que ter, manter e usar um carro. É uma questão de tempo de amadurecimento dos conceitos envolvidos.

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8 de setembro de 2009

PRÉ-SAL QUE NADA! ISTO É PRÉ-AÇUCAR!

Amigos...

Em minha jornada rumo a um mundo melhor observo que nossos políticos não são capazes de perceber o que é a verdadeira riqueza de um país. Nosso presidente acha que o tal petróleo do PRÉ-SAL é uma riqueza e para tanto, pretende gastar bilhões para extraí-lo e mais outros tantos bilhões em armas para "defende-lo"!!! E esta é apenas a "ponta" do iceberg. Todo este investimento para permitir que mais carros vão as ruas, mais poluentes sejam liberados, muito mais plásticos ainda mais baratos sejam produzidos e lançados no meio ambiente, etc.

E mais, com mais poluição, menos saúde como já vimos, mais gastos em horas de trabalho perdidas, em despesas hospitalares variadas, em doenças derivadas do stress e da poluição, e sem falar na redução da produtividade de toda a classe trabalhadora, a que o nosso grande "líder" já pertenceu um dia. A solução "mais petróleo" é vendida à ele como uma tábua de salvação social, educacional e de saúde. É vendida como uma grande riqueza, que, AGORA SIM, vai ser "voltada para o povo e não para o grande capital"!

A verdadeira riqueza de nosso país é nosso povo. Mas é uma riqueza de inocência, de fé, de simplicidade. Uma riqueza farta, mas também, fartamente explorada por alguns vivaldinos, capazes de alisar com uma mão e roubar o doce de uma criança com a outra. Se o nosso governo quisesse realmente fazer algo de bom pelo país, botava uma fração deste dinheiro na Embraer e comprava os aviões dela, sem torrar bilhões na França. E com o resto, se quisesse fazer algo de bom mesmo, orientava o país para desenvolver e depender de energias renováveis, buscar melhorar a sustentabilidade de nossas cidades, reduzir a poluição, estimular o transporte público e alternativo, estimular o consumo consciente, a reciclagem de materiais, a limpeza dos rios, a construção de casas para quem vive hoje em palafitas! Gastando uma fração disto tudo, a gente tirava as pessoas do mangue, da miséria sem par, da agonia de viver no esgoto, na sujeira, na fome.

Mas isto é simples. O gasto é pequeno apesar do retorno grande. Mas é um retorno para o povo, não para os políticos. 1% de 40 BILHÕES DE REAIS somem fácil, fácil, no meio de tanta "negociação". São apenas 400 milhões de Reais, ninguém vai nem notar tão pouco... Um nada junto aos 40 BILHÕES! Mas é dinheiro para eleger muita gente! Muito mais do que "poderia" ser desviado se o dinheiro fosse gasto com quem paga a conta! Pré- sal que nada! Isto vai é adoçar a boca de muita gente por ai! É um verdadeiro, PRÉ-AÇUCAR!

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DE OLHO NA BIKE



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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010