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23 de junho de 2010

ESTAMOS FAZENDO SOMBRA...

Foto: EcoVelo!

Amigos...

Tenho percebido alguns sinais inequívocos de que de alguma forma a bicicleta está começando a incomodar a indústria dos motorizados leves. Vamos a eles:
  • Primeiro, percebo um aumento elevado na quantidade de blogs, sites e outros pontos de contato virtual ao redor do mundo, dedicados a magrela.
  • Depois, noto uma elevação da quantidade de pessoas que estão sempre ligadas ao que ocorre no mundo, tipo marketeiros, publicitários, nerds, geeks, etc, que passam a pedalar muito, ou em passeios organizados ou para todos os lugares e todas as horas.
  • Também observo a grande quantidade de bicicletas e e-bikes desenvolvidas como "solução de transporte complementar" por fabricantes de carros, que de uma hora para outra perceberam que "precisam" oferecer isto para o seu mercado. Não parece estranho isto?
  • E finalmente, começo a farejar que alguns destes antenados, defendendo quem os alimenta - a indústria dos motorizados leves - começam a criar campanhas publicitárias e peças de marketing, se opondo a bicicleta, às vezes de forma sutil, às vezes de forma bem óbvia, para não "prenderem o rabo" no futuro.
Sinais dos tempos? Posso estar enganado, mas me parecem sinais de que de uma forma ou de outra a magrela está fazendo sombra sobre os desejos e vontades dos fabricantes de carros e motos, que para garantir sua posição estratégica na mobilidade mundial futura, está tentando formar a opinião das pessoas na direção da opinião deles, enquanto investe em formar uma mentalidade de intermodalidade que garanta seu espaço no futuro, que eles julgam líquido e certo.

Certamente, não seria o caso de pensarmos que estes fabricantes, movidos a lucros fantásticos com um faturamento de milhões, quisessem entregar tudo isto de bandeja para outros fabricantes de veículos leves, que não faturam tanto, mas que são mesmo a solução para os excessos cometidos contra a natureza e no uso do espaço público cada vez mais reduzido. E com tantos recursos, as agências de publicidade, onde estão muitos usuários das bikes - os antenados - viram reféns do lucro imediato, produzindo peças nas quais "vendem" a idéia do carro em cima do bem ou mal da bicicleta, sem se sujarem muito, porque elas mesmo perceberam que o futuro está fazendo sombra dentro de casa. E não tem como qualquer um escapar dela!

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19 de abril de 2010

NATUREZA QUE TE QUERO...


Fotos: a maioria, Rogério Leite. Nas que eu apareço (com camisa amarela da BICICLETADA RECIFE),
fotos do Eurico França do Corujaqueira e Roberta Tavares do APS)!


Amigos...

Ontem saí com o APS para um passeio interessante. Um dos bons motivos pelos quais passeios do grupo são legais são os locais que conhecemos. Quem pedala sempre à noite ou quem pedala muito só, como eu, fica relativamente limitado nos roteiros que faz pela cidade. Limitados pela segurança patrimonial e pelo trânsito. O APS supre esta deficiência, volta e meia, com roteiros muito inovadores. E isto é um adicional para a "porta de entrada" ao ciclismo e pedalismo urbano, uma verdadeira escola de ciclistas. Muitos reclamam da velocidade mais baixa deles, mas o APS tem essencialmente um cunho cultural, não é um espaço de formação esportiva, nem mesmo de condicionamento físico. É um espaço de lazer com a bicicleta, de descoberta do prazer de pedalar pela cidade, de ver o que ela tem escondido. E como tem coisa escondida por aqui!

Ontem fomos a um destes locais, um pequeno sítio de 13 hectares em Guabiraba, Zona Norte do Recife, depois da BR101, onde existe uma comunidade voltada para a educação ambiental. E como tal, vivem de forma ambientalmente sustentável, não poluindo e preservando os recursos naturais da região, colocada bem em cima do maior aquífero da região metropolitana do Recife. Preservar a mata do local é uma necessidade para manter o fornecimento de água para a cidade.

A comunidade BICHO DO MATO foi uma descoberta agradável. Só de pensar se eu mesmo conseguiria viver em condições tão simples ou se criaria minha filhota ali, já valeu o passeio. Não nos damos conta de como nos tornamos dependentes da tecnologia e dos confortos da vida moderna até ver que é possível. Já havia percebido que precisamos realmente de muito pouco para viver quando peregrinei a Santiago de Compostela. Mas 10 anos já passaram e, naturamente, conforto é sedutor demais. A gente termina voltando para ele se não houver uma constante lembrança de como é possível viver com menos, de forma mais integrada à natureza.

E foi a bicicleta quem me proporcionou este momento de percepção e que me ajuda a manter esta lembrança. Ela também uma forma mais simples de mobilidade, sem poluição ou outras formas de consumo de recursos do meio ambiente. Ela nos coloca sempre em contato com o mundo real, não nos isola, nos lembra que o planeta é único, que tem gente demais (e carros, nem se fala!) e que estamos "comendo" tudo que podemos, tal qual formigas. A diferença é que as formigas podem mudar o formigueiro de lugar. E nós, podemos mudar de planeta?

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DE OLHO NA BIKE



Click nas imagens e veja as fotos ampliadas no PICASA NA WEB!
Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010