Amigos...
Tem quem faça planos, tem quem ache que faz, tenta, mas o que aparece é tão mixuruca! Hoje o alcaide do Recife, resolveu dar vida a um "plano de mobilidade", que coloco entre aspas porque não merece o título. Colocar mais CTTU nas ruas não é plano. Tirar uns giros a esquerda, umas entradas na Agamenon, e forçar o trânsito a dar uma volta por uma rua já congestionada como a rua das Creolas, NÃO é plano! Arrumar algumas entradas e saídas, melhorando o fluxo não é plano! Tudo factóide melado e lambuzado de baboseiras marketeiras para tentar resgatar a imagem do alcaide! Perda de tempo, não ganha nem para gari! #JCnemparagari!!!
Enquanto a PCR e a CTTU não perceberem que Recife não suporta mais tantos carros e não lidarem com isto, o trânsito não vai melhorar. O problema estava na Agamenon? Agora vai para os 4 Cantos, para a Graça, para a "ponte-que-caiu"! Porque nenhuma medida anunciada hoje faz o que precisa ser feito: PRIORIZAR O TRANSPORTE PÚBLICO e OBRIGAR A GRANDE MAIORIA A NÃO USAR OS CARROS. Uma medida não rola sem a outra. Ninguém vai deixar seus carros em casa, sair do seu conforto, para usar um transporte público impontual, desconfortável, que anda em ruas esburacadas, e para de qualquer jeito. Onde entra a prefeitura que não recapeia IMEDIATAMENTE o corredor de ônibus da CAXANGÁ! Tem crateras ANIMAIS! Quando o ônibus passa nelas, o passageiro passa por uma massagem forçada, tipo porrada de todo lado! O onibus sobe e desce, gira e roda, uma pessoa com labirintite vira ao avesso! E não é só isso! Porque a PCR não resolveu o corredor leste-oeste na AV. CARLOS DE LIMA CAVALCANTI? Ou será que só eu percebo que na hora do rush, o corredor não funciona, afunila entre o Derby e a Conde da Boa Vista, todos os ônibus lotados disputando espaço com centenas de carros que transportam 1,2 pessoas/veículo?!?!
Plano é isto! Plano é resolver problemas que afetem milhares de passageiros de uma hora para outra, sim, mas a longo prazo. E que eleve o ônibus a categoria de um transporte mais eficiente, rápido e confortável do que é hoje. Que faça com que as pessoas pensem 2 vezes em tirar o carro da garagem ao invés de ir de ônibus, que deveria ser rápido, confortável, pontual e fresco como o carro deles, mas sem o stress, a despesa, etc. O resto é enganação!
E para nem falar que a @granderecife esqueceu completamente de cumprir a NOVA lei sobre cicloinfraestrutura APROVADA RECENTEMENTE PELO MESMO ALCAIDE, e colocar bicicletários nos terminais!
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13 de maio de 2011
26 de maio de 2010
O CAOS PODE TER SOLUÇÃO
Amigos...
O vídeo a seguir foi apresentado pela DISCOVERY mostrando os problemas do tráfego em algumas grandes cidades, São Paulo para começar! E mostra algumas soluções adotadas e que estão fazendo a diferença. O vídeo é longo, mas completo! E tem mais, se vc trocar São Paulo por Recife, só precisa reduzir a escala, porque estamos iguaizinhos!
Assistam, fiquem cientes e COMENTEM!!!
O vídeo a seguir foi apresentado pela DISCOVERY mostrando os problemas do tráfego em algumas grandes cidades, São Paulo para começar! E mostra algumas soluções adotadas e que estão fazendo a diferença. O vídeo é longo, mas completo! E tem mais, se vc trocar São Paulo por Recife, só precisa reduzir a escala, porque estamos iguaizinhos!
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27 de março de 2010
PEDESTRES, SINAIS, CICLISTAS E OUTROS PENTELHOS
Amigos...
Um post do MENOS UM CARRO, blog português que acompanho, chamou a atenção para algo que vemos todos os dias e nem notamos. A grande maioria de vcs que me lêem, anda de carro. Alguns devem fazer como eu, só andam de carro quando é realmente preciso, e preferem andar a pé, de ônibus e de bike. Mas toda a cidade é organizada para o fluxo dos carros. Sinais de pedestres com tempos reduzidos para travessia, avenidas superlargas, passagens de pedestres separadas por 2 ou 3 quarteirões, tudo é feito em prol do fluxo de carros.
Uma das mais brutais formas de perversão do nosso tráfego são os sinais de pedestres de Recife. Uma cidade plana, com uma enorme população que anda a pé, de ônibus ou de bike, mas que não dá nenhuma real atenção a esta grande parte menos favorecida da sociedade. Estimar que em 8 segundos uma pessoa adulta possa atravessar o sinal de pedestres, como no cruzamento da Benfica com a Estrada dos Remédios na Madalena, é uma coisa. Esperar que uma pessoa de idade, uma criança ou um deficiente motor, consiga fazê-lo é de uma crueldade sem par. Quantas e quantas vezes não vi carros tendo de esperar que uma pessoa assim conclua sua travessia?
Nossos gestores não estão atentos ou nem pensam em sinais de pedestres como sendo uma necessidade da sociedade. Para eles, estes sinais, assim como os usuários de bikes em geral, representam aborrecimentos, entraves no fluxo suave e continuo que deve ser representativo de uma grande metrópole que eles imaginam ser o Recife. Nossos gestores de tráfego administram a cidade para os 400.000 carros existentes, contra mais de 2 milhões de pessoas que não o utilizam, com uma mentalidade do começo do século XX. Acordem!
O cidadão comum que se f..., esta, com perdão da palavra, é a situação real do Recife.
Aqui se vc não é motorista, se não está em uma moto, você não existe. Ou pior, existe apenas para encher o saco deles. Por eles, vcs seriam fulminados ao se aproximarem de um sinal de tráfego. Um dia a sociedade vai ter de dar um basta nestes desmandos de nossos gestores. Um dia precisaremos de um tráfego democrático, que respeite o que dita nossa CONSTITUIÇÃO FEDERAL, oferecendo um tratamento que trate os iguais entre si da mesma forma, e diferente os que estão em diferentes situações. Pedestres e ciclistas não são iguais a carros e motos. Somos diferentes, mas também somos cidadãos deste país, temos o direito de sermos respeitados e tratados dentro dos nossos limites. Também merecemos ser considerados por quem gerencia o tráfego na cidade.
Ou então eu vou comprar uma jamanta de 18 rodas, e sair passando em cima de tudo quanto é carro que ficar na minha frente. Vai ser a lei do mais forte, mais pesado, mais possante! Se é para se portar no tráfego como se fosse um brucutu, então vamos partir logo para a ignorância!
COMENTEM!!!
Um post do MENOS UM CARRO, blog português que acompanho, chamou a atenção para algo que vemos todos os dias e nem notamos. A grande maioria de vcs que me lêem, anda de carro. Alguns devem fazer como eu, só andam de carro quando é realmente preciso, e preferem andar a pé, de ônibus e de bike. Mas toda a cidade é organizada para o fluxo dos carros. Sinais de pedestres com tempos reduzidos para travessia, avenidas superlargas, passagens de pedestres separadas por 2 ou 3 quarteirões, tudo é feito em prol do fluxo de carros.
Uma das mais brutais formas de perversão do nosso tráfego são os sinais de pedestres de Recife. Uma cidade plana, com uma enorme população que anda a pé, de ônibus ou de bike, mas que não dá nenhuma real atenção a esta grande parte menos favorecida da sociedade. Estimar que em 8 segundos uma pessoa adulta possa atravessar o sinal de pedestres, como no cruzamento da Benfica com a Estrada dos Remédios na Madalena, é uma coisa. Esperar que uma pessoa de idade, uma criança ou um deficiente motor, consiga fazê-lo é de uma crueldade sem par. Quantas e quantas vezes não vi carros tendo de esperar que uma pessoa assim conclua sua travessia?
Nossos gestores não estão atentos ou nem pensam em sinais de pedestres como sendo uma necessidade da sociedade. Para eles, estes sinais, assim como os usuários de bikes em geral, representam aborrecimentos, entraves no fluxo suave e continuo que deve ser representativo de uma grande metrópole que eles imaginam ser o Recife. Nossos gestores de tráfego administram a cidade para os 400.000 carros existentes, contra mais de 2 milhões de pessoas que não o utilizam, com uma mentalidade do começo do século XX. Acordem!
O cidadão comum que se f..., esta, com perdão da palavra, é a situação real do Recife.
Aqui se vc não é motorista, se não está em uma moto, você não existe. Ou pior, existe apenas para encher o saco deles. Por eles, vcs seriam fulminados ao se aproximarem de um sinal de tráfego. Um dia a sociedade vai ter de dar um basta nestes desmandos de nossos gestores. Um dia precisaremos de um tráfego democrático, que respeite o que dita nossa CONSTITUIÇÃO FEDERAL, oferecendo um tratamento que trate os iguais entre si da mesma forma, e diferente os que estão em diferentes situações. Pedestres e ciclistas não são iguais a carros e motos. Somos diferentes, mas também somos cidadãos deste país, temos o direito de sermos respeitados e tratados dentro dos nossos limites. Também merecemos ser considerados por quem gerencia o tráfego na cidade.
Ou então eu vou comprar uma jamanta de 18 rodas, e sair passando em cima de tudo quanto é carro que ficar na minha frente. Vai ser a lei do mais forte, mais pesado, mais possante! Se é para se portar no tráfego como se fosse um brucutu, então vamos partir logo para a ignorância!
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20 de setembro de 2009
SOU UM FRANCO-ATIRADOR!
Amigos...
Dicionários online tem sua vantagem! Meu iDicionário Aulete é ótimo e ainda me ajuda com idéias para novos posts! Agora mesmo recebi um email dele com a palavra do dia: FRANCO-ATIRADOR! E uma das definições foi "2. Fig. Quem trabalha por um ideal, mas sem estar vinculado a um grupo ou instituição". Sou eu! Um franco-atirador nas maluquices que nos são vendidas pela mídia em prol do trânsito como ele é hoje.
Porque é preciso muitos de nós para fazer barulho contra tanta obra PRÓ-CARROS, ou melhor, "AJUDA MEU POPÓ A PASSAR"! Recife e seus governantes continuam a montar obras para "melhorar o trânsito", "dar fluidez ao tráfego", "facilitar a vida dos cidadãos", cuja tradução precisa ser vista sempre como FAZER MAIS E MAIS OBRAS PARA EU TIRAR A MINHA PARTE! Todos os dias, vemos uma turminha ser presa pela PF porque inventou uma forma de se locupletar com parte dos recursos públicos destinados a alguma obra ou serviço públicos. Quem gosta de meter a mão em fundos públicos [eita!] é criativo e muito esperto. É preciso muito franco-atirador dizendo isto para ver se o povo acorda e fica de olho.
No JC de hoje, matéria ressalta as 5 obras grandes que foram aprovadas e para as quais temos recursos que irão "desafogar" o trânsito do Recife. A matéria, que não veio assinada, ressalta a necessidade de fazer duas pontes, Iputinga-Monteiro e Torre-Santana, um integrador no binário Encanamento-Arraial e as obras da Via Mangue na Zona Sul. As pontes e o binário conectam a Zona Oeste com a Zona Norte. E eu fiquei pensando, por quanto tempo esta obras irão realmente adiantar para manter o trânsito desafogado? Eu acho que pouquissimo tempo! Primeiro porque a Torre, Madalena e entornos estão sendo literalmente tomadas de assalto pela expansão imobiliária. Vai faltar espaço para os "popós" nas vias atuais com tantos novos prédios e super-prédios que estão sendo construídos! Segundo, porque das 5 obras, apenas uma tem previsão de ser usada de forma integrada com os transportes públicos, que é a ponte Torre-Santana. As demais, serão mais um ponto de passagem para os "popós"!
Enquanto isto, ninguém fala se o tal BINÁRIO ENCANAMENTO-ARRAIAL vai ter uma faixa exclusiva para bicicletas. Ninguém cita se as tais pontes e a nova via Mangue terão alguma estrutura para os ciclistas! Quando é que os nossos governantes vão abrir os olhos para ver a cidade como ela é: uma cidade que tem muita gente para quem a bicicleta é O VEÍCULO de transporte do dia a dia! Nestas obras todas, nada está previsto para dotar a cidade de uma infraestrutura cicloviária pelo menos razoável, porque o que temos hoje é uma desgraça! Ciclovias e ciclofaixas sujas, mal sinalizadas, destruídas, tomadas pelos "popós" estacionados, e por aí vai. Interessante que enquanto o mundo civilizado está cada vez mais desestimulando o uso dos "popós" para o transporte individual, Recife e seus governantes continuam querendo mais e mais "popós" fluindo no tráfego. Nada é feito para que o motorista deixe seu "popós" em casa, e vá pedalando, andando ou de ônibus. Nada disto é interessante!
Nada disto é interessante... e porque seria? Uma ciclovia ou ciclofaixa custa barato de fazer e manter. Recursos para isto provavelmente não faltariam. Mas persite a pergunta, porque não é interessante? A quem não interessa? Porque não interessa?... É nestas idéias que nós, os franco-atiradores, temos que mirar para entender!
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12 de agosto de 2009
SIM... SOMOS DIFERENTES!
Amigos...
Você está parado no sinal vermelho, dentro de seu carro, quando na transversal passa um ciclista pedalando tranquilamente. Você não mais o percebe além do estereótipo. Um ciclista. Mais um. Ele, o ciclista, está vestido como todo mundo, a bicicleta dele é uma das mais comuns do mercado, nada chama a atenção de quem o vê. Boné na cabeça, caixa de plástico no bagageiro, guarda-chuva amarrado no quadro, sandália havaiana no pé. Uma pessoa tão normal que não chama mais atenção. Um POPULAR, como diria L.F.Veríssimo. Anônimamente pedalando e passando, e você ali, parado e olhando!
O sinal abriu, mas o carro não anda quase nada. Passam outros 3 ciclistas, desta vez, bem diferentes. De roupas coloridas com capacetes, joelheiras e cotoveleiras, com "camelbaks" nas costas e passando rápido pelo canto da pista. Os carros, desviam deles como se tivessem uma doença contagiosa. O grupo chama a atenção. Pedestres os observam passando, quem sabe pensando em um dia comprar também uma bicicleta. O grupo vai pedalando e passando, e você continua ali, parado e olhando.
O tráfego não anda. Seu compromisso já era e você já está estressado. Olha para a frente, busca uma solução, só falta sair do carro para organizar o tráfego você mesmo. Nada. De repente, o pouco movimento para. Você se desespera, quando passa ao seu lado uma garota bonita, de shorts curtinhos, cabelos esvoaçando ao vento, óculos de sol, pedalando uma bicicleta rosa. Seu mundo de repente se torna mais colorido, mais alegre, mais suportável. O compromisso...que compromisso? A garota vai pedalando e passando, e você continua ali, parado e olhando.
E ai você lembra que nestes últimos quatro quilômetros engarrafados do tráfego de Recife, você viu alguém que está vivendo, pedalando e passando. Gente que não se incomoda com a buzina dos carros que brigam entre si pelo pouco espaço das ruas. Gente que se desloca sem problemas, desfrutando o dia de sol quente, tudo com um sorriso nos lábios, com uma tranquilidade enlouquedora. Eles vão pedalando e passando, e você junto com todos os demais motoristas, parados e olhando.
Sim...somos diferentes. Somos aqueles que já descobriram que a vida pode ser mais fácil quando quebramos as regras que nos foram impostas. Experimente. Aprenda a pedalar no trânsito. Comece a pedalar para todos os lugares. Logo você vai entender porque mais que um meio de transporte, usar a bicicleta nos faz muito diferentes. Nos faz HUMANOS de novo. Recupera nosso espaço e nosso tempo no mundo das máquinas, dos prazos desvairados, dos lucros crescentes obrigatórios.
Sim, Sim... somos diferentes!
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Inspiração: ANÚNCIOS DA ADIDAS, em fotos divulgadas no blog do RUIRUIM.
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29 de julho de 2009
NÃO TEM LEI, MAS PRECISA TER ORDEM!
Amigos...
Algumas normas para quem pedala deveriam ser escritas e ensinadas obrigatoriamente. Quem comprasse uma bicicleta deveria receber uma cartilha com a forma correta de pedalar nas ruas, e se continuassemos a encontrar gente pedalando na contramão, pedalando na faixa de alta velocidade, atravessando no sinal vermelho entre outros "jeitinhos", o nosso JEITO seria multa e apreensão da bicicleta. Cada ciclista deveria pedalar com a sua identidade e comprovante de endereço. A multa precisaria ser paga para liberar a bicicleta. Isto já iria motivar os ciclistas a não quebrarem as regras básicas.
Mas por outro lado, teríamos que expandir estas regras, incluindo formas de contornar certos problemas que acontecem no dia a dia do ciclista, e que evitaria que cada ciclista criasse suas próprias regras de trânsito. Estas "criações" normalmente não são percebidas pelos motoristas, e se tornam verdadeiras armadilhas para o ciclista, que acreditando estar fazendo a coisa certa, pode vir a ser pego por um motorista ou motociclista mais afoito e envolvido em um acidente grave! É preciso sempre praticar uma pedalagem defensiva. Proteger a si próprio é o primeiro dever do ciclista.
Abaixo uma pequena lista das situações problemáticas que encontramos no nosso dia a dia. É uma lista de exemplos, que pode ser acrescida com os seus comentários.
Bom, foi isto que surgiu. Ficou um pouco longo mas acho que ficou legal!
COMENTEM!!!
Algumas normas para quem pedala deveriam ser escritas e ensinadas obrigatoriamente. Quem comprasse uma bicicleta deveria receber uma cartilha com a forma correta de pedalar nas ruas, e se continuassemos a encontrar gente pedalando na contramão, pedalando na faixa de alta velocidade, atravessando no sinal vermelho entre outros "jeitinhos", o nosso JEITO seria multa e apreensão da bicicleta. Cada ciclista deveria pedalar com a sua identidade e comprovante de endereço. A multa precisaria ser paga para liberar a bicicleta. Isto já iria motivar os ciclistas a não quebrarem as regras básicas.
Mas por outro lado, teríamos que expandir estas regras, incluindo formas de contornar certos problemas que acontecem no dia a dia do ciclista, e que evitaria que cada ciclista criasse suas próprias regras de trânsito. Estas "criações" normalmente não são percebidas pelos motoristas, e se tornam verdadeiras armadilhas para o ciclista, que acreditando estar fazendo a coisa certa, pode vir a ser pego por um motorista ou motociclista mais afoito e envolvido em um acidente grave! É preciso sempre praticar uma pedalagem defensiva. Proteger a si próprio é o primeiro dever do ciclista.
Abaixo uma pequena lista das situações problemáticas que encontramos no nosso dia a dia. É uma lista de exemplos, que pode ser acrescida com os seus comentários.
- ENTRAR A ESQUERDA EM CRUZAMENTOS DE GRANDE FLUXO - esta é uma das principais dificuldades do ciclista, mesmo com sinalização luminosa e períodos de travessia de pedestres que podem ser usados por ele como uma forma de contornar o risco que é realizar esta passagem. A boa técnica manda descer da bicicleta, e atravessar no sinal de pedestres empurrando-a. Como não é lei, ninguém faz isto. Uma simples alteração da lei no que tange aos sinais luminosos e de pedestre, seria incluir o ciclista, entendendo ser ele também uma parte frágil e lenta, no rol de quem pode fazer uso do tempo do pedestre para atravessar o cruzamento e entrar a esquerda na transversal, desde que dando a óbvia prioridade ao dono da faixa.
- QUANDO ENCONTRAR ÔNIBUS PARADOS NO PONTO - nós sempre andamos pelo mesmo local que os ônibus precisam para exercer a sua função. Precisamos entender que estamos dividindo o espaço e procurar não atrapalhar. É preciso lembrar que o ônibus está transportando muito mais pessoas que a sua bicicleta e portanto, tem prioridade. Estar atento e evitar estar nos pontos quando vêm os ônibus é a solução mais prática. Agradecer ao motorista se ele esperar você passar, é o ideal. NUNCA, repito, NUNCA ultrapassá-lo por fora. Se preciso, pare atrás mas distante dele, e junto ao meio fio, procurando ser visto pelo retrovisor do motorista. Não existe uma forma legal de contornar isto. Mesmo que tivessemos uma faixa compartilhada, estes procedimentos ainda precisariam ser observados. A única alternativa para eliminar o problema seriam mais ciclovias. Ou se você for experto, você mesmo descobre caminhos alternativos onde não passem ônibus. Pensar é muito importante para manter a vida do ciclista!
- USANDO AS PONTES E OS VIADUTOS - como são equipamentos urbanos mais estreitos que as vias que os alimentam, algumas pontes e viadutos aqui em Recife têm o defeito de esquecerem que ciclistas também os usam. As vias são tão estreitas que andar seguindo a regra de manter-se a 1 metro do meio-fio e os carros mantendo 1,5 metros de você é impossível. Dois exemplos: a descida da ponte do Derby na Praça do Internacional e a descida da ponte da Capunga no lado da Faculdade Maurício de Nassau. Nestes sentidos ambas só têm uma pista. Aqui esta regra de distâncias NÃO DEVE SER SEGUIDA. Andar pelo lado da faixa, junto ao meio-fio dá ao motorista que vem atrás a falsa sensação de que tem espaço para ele meter o carro dele. Se encontrar outro vindo no sentido oposto, a tendência natural dele será jogar o carro contra você. Peite o tráfego com segurança, sem atrasar demais quem vem atrás, mas garanta seu lado, indo pelo meio da faixa. Igual problema pode ser vivido por quem atravessa a ponte do Carrefour sentido Torre-Parnamirim. Na descida, a via se bifurca com muito tráfego de acesso ao Hiper e ao Shopping Plaza. Descer pelo canto da pista, é certeza de ser imprensado pelos carros na descida. Adote uma postura firme, desça a velocidade moderada, mas vá pelo meio da faixa da esquerda, deixando espaço para qualquer imprevisto. Se tiver muito receio, o sinal que fica em frente ao Carrefour segura um pouco o volume dos carros periódicamente. Espere diminuir e siga em frente pelo meio da faixa. Uma solução legal para isto é difícil. Uma alternativa seria pintar uma ENORME parte da pista PROBLEMÁTICA com os dizeres: TRÂNSITO COMPARTILHADO - DIMINUA A VELOCIDADE e colocar símbolos de carros, ônibus e bicicletas. Pelo menos ajudaria a lembrar a todos que o ponto é crítico!
- PASSANDO PELOS ENGARRAFAMENTOS - Acreditem ou não, é o nosso paraíso! Com os carros parados, conseguimos passar sem grandes problemas. Porém observe que nestes momentos, são os motociclistas que passam dificultar nosso fluxo. Como eles também podem se espremer entre os carros, muitos optam por fazê-lo junto ao meio-fio, onde nós estamos passando, devagar e sempre. E além disto, engarrafamento sempre traz muito estresse aos motoristas que ficam mais sensíveis, buscando alternativas para fugir, imprensando o carro em qualquer espaço mínimo que o caiba. Nestes momentos, esteja mais atento, pedale com segurança, e mantenha-se no canto da pista, para que uma eventual liberação do tráfego não o pegue de surpresa. Surgindo algum impedimento na via que o obrigue a contornar um carro parado, por exemplo, procure avisar ao motorista de sua intenção ANTES de executar a manobra. Qualquer movimento simples com o carro pode derrubar você e causar grandes danos. Como em todas as vias onde deveríamos ser claramente definidos como co-usuários e não somos, a lei deveria criar mesmo faixas estreitas pintadas de azul, sinalizando ao motorista que a via é compartilhada. Isto não iria resolver todos os problemas, mas nos daria pelo menos voz e vez na hora de reclamar invasões no espaço que nos é destinado!
Bom, foi isto que surgiu. Ficou um pouco longo mas acho que ficou legal!
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No aguarde!
Original ROGÉRIO LEITE @ 2010