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27 de julho de 2010

CORRIDA DE OBSTÁCULOS...

Amigos...

Nós que pedalamos pela cidade achamos que somos esquecidos pelo poder público. Somos realmente, mas pelo menos podemos ver e andar sem dificuldade quando descemos da bike. Recife é uma cidade abandonada quando se olham suas calçadas, suas ruas, e todas as dificuldades que os nossos gestores impõem a uma grande massa de desvalidos, cegos, idosos, cadeirantes e gestantes. Nossas calçadas fazem nojo. Uma colcha de retalho, como dito por um especialista que li neste domigo no JC? Não. Uma selva de buracos, desníveis, irregularidades, mais um exemplo desta terra de ninguém que é a veneza brasileira!

Antes as pessoas cuidavam de suas calçadas, procuravam fazê-las homogênea, regular, um local onde se colocavam as cadeiras para conversar com os vizinhos. Hoje, é cada um por si. Na cidade da individualidade moderna, onde ninguém tem tempo para ver ou ouvir ninguém, que dirá conversar, as calçadas são apenas o reflexo da sociedade cada vez mais ávida pela velocidade e pela fantasia mediocre de uma carrocracia de classe média financiada em mil pagamentos!

E o que dizer de nossas avenidas e ruas. Buracos fazem aniversário, alagamentos comemoram décadas de descaso a cada chuva mais forte. Faixas pintadas nas ruas? Só se for de propaganda. Tirar o pó da construção das torres que entope os bueiros, nem pensar! Arranjar uma rampa para quem precisa usar uma cadeira de rodas, nunca! E nós ciclistas achamos ruim a gestão do tráfego e da cidade?! Nós ainda podemos descer da bike e empurrar! E quem não vê o caminho? E quem não tem as pernas e depende das rodas para se locomover? Te vira nego, problema teu!! E pior, além desta minoria, nós temos os nossos idosos que estão rapidamente se transformando em maioria. Parece até que quem define esta manutenção não tem mãe, não tem pai, ou não vai ficar ele mesmo idoso um dia! Deve ser filho de chocadeira! Ou pretende envelhecer milionário e ter um escravo para levá-lo de cá para lá! Quem sabe com nossos impostos...

E de tudo isso sobra só a descrença nestas pessoas que se dizem gestores. Não confiaria nem um carrinho de pipocas para eles administrarem (que me desculpem os pipoqueiros!).

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23 de julho de 2010

7 PASSOS PARA DESTRUIR RECIFE...

Amigos...

Acompanho sempre o que grandes pensadores informais de nossa mobilidade estão escrevendo em seus blogs. Muitos são excelentes escritores e capazes de resumir tudo que acontece no país apenas pensando em suas cidades. O Gledson Silva, do CICLOVENÇÃO URBANA, é um deles. Recentemente, li o seu post entitulado "7 passos para destruir qualquer cidade desordenada", o qual recomendo a leitura detalhada. Eu copiei apenas os títulos dos 7 passos, e vamos ver em que isto parece com o Recife!

Começo resumindo o conceito que ele definiu como sendo a forma mais simples de destruir uma cidade: DESTRUA SEU SISTEMA DE TRANSPORTE PÚBLICO. Cá entre nós, a comparação de que este sistema é quem transporta "o sangue" de nossa cidade, tem tudo a ver. Ninguém pense que 2 ou 3 milhões de pessoas conseguem ser rápidos usando carros. Estamos carecas de ver o que acontece, e ele está certissimo: "o meio de transporte é o sangue de uma cidade, transportando vida em um organismo delicado"!

Aqui estão portanto os 7 passos que um prefeito deve seguir para destruir o transporte coletivo de qualquer cidade, e consequentemente, matando a cidade junto!
  1. Ofereça um único meio de acesso à cidade! Aqui não somos Florianopólis, mas estamos assentados em ilhas, ligados por pontes, poucas pontes. São claramente o principal gargalo do tráfego de Recife e pelos quais todos temos de passar, inclusive os ônibus, se forem para o Centro. Claro, sempre estão engarrafadas! E pior, não temos onde por mais pontes!
  2. Não invista em transportes sobre trilhos, eles não são poluentes. Ih, é o METROREC! Desde que me entendo por gente que se constroi este sistema capenga de metrô! Duas linhas, uma semi-funcional com três trens apenas! Pra que né mesmo? Vamos gastar óleo, poluir a cidade, entupir o tráfego...
  3. Dificulte o uso de bicicletas na sua cidade. E disfarce tudo fazendo ciclovias que vão do nada a lugar algum, e fazendo grandes inaugurações no meio! Pra que bicicleta, barata, eficiente, indicadissima em Recife, mas que não polui, não suja, não faz ruido!
  4. Evite sistemas eficazes de integração de ônibus. É porque que eu saiba o SEI tem pelo menos uns 20 anos de projeto, e ainda não foi todo implantado. Pra que mesmo? A gente podia pegar um ônibus só, rodar por um tempo trocando quantas vezes quisesse, agilizando as rotas e a ocupação dos ônibus. Mais isto não é bom para o prefeito!
  5. Dificulte (e cobre mais caro) o pagamento para usuários desavisados. É mesmo, a gente até tem o tal cartão de passagem, mas só se for assalariado, estudante, idoso ou deficiente. Se for normal e desempregado, nem pensar! E se for turista então? Se vira cabra!
  6. Mantenha um quadro de horários pobre de ônibus e itinerários. E para nem falar nos 30-40 minutos que a gente espera por um ônibus quando precisa?! E se for no domingo, melhor ir a pé, chega primeiro!
  7. Por fim, aumentar a tarifa anualmente, com taxas superiores à inflação. Aqui seja bem dito que a tarifa nem aumenta tanto. Mas em compensação o ônibus é quente demais, atrasa demais, sacode demais. Resumindo, você faz que paga e eles fazem que te transportam com qualidade!
É isto... quem sabe se você for de outra cidade e ler o meu post e o post original do Gledson se empolga e cria um post falando dos mau-feitos que os seus prefeitos têm feito para destruir a sua cidade! Seja criativo, COPIA LOGO!

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8 de janeiro de 2010

COPENHAGEN É AQUI!...EM AFUÁ!

Amigos...

Interessante matéria do Jornal Hoje de ontem, 7/1/2010, sobre a cidade das bicicletas que fica no município de Afuá, na ilha do Marajó, no Pará. Pode ser lida aqui , inclusive com o vídeo da reportagem.

É interessante porque mostra que é possível ter uma cidade onde as pessoas só usam a bicicleta e no Brasil. Isto apesar da Sandra Annenberg dizer que acha legal ir para todo o lugar de bicicleta, mas ela não iria porque, mesmo morando perto do trabalho, acha o tráfego de São Paulo complicado e sem ciclovias para todas as direções. Mas tem tanta gente já fazendo isto!

O interessante seria, se ela experimentasse. A grande chave do uso da bicicleta para o dia-a-dia é a experiência. É através dela que percebemos a cidade e seus problemas como eles realmente são. Notamos que o trânsito é cheio de barbeiragens, estando você no carro ou em cima de uma bicicleta. E pelo número, mais entre os primeiros.

Aparentemente, estamos mais protegido no carro, carapaça de aço nos transformando em macrobesouros! Mas se ela garante segurança, para que freios ABS, air-bags, barras laterais? Porque as energias envolvidas são altas e a carapaça é muito mais efêmera do que se imagina.

Por outro lado, as bicicletas são frágeis, mas nos movemos com menores velocidades e temos mais tempo para reagir a imprevistos. Além do fato de que representando uma medida de acalmia dentro do tráfego - com os carros tentando nos evitar como se fossemos uma doença - conseguimos nos deslocar rapidamente e aproveitar os espaço livres, coisa impossível de fazer em um carro. Dados internacionais mostram que é muito mais seguro e sujeito a muito menos acidentes que se move usando a bicicleta.

Portanto, fica ai uma sugestão para quem alegar insegurança, medo, falta de ciclovia, riscos de acidentes, etc para evitar de pedalar. Experimente. Vá ao trabalho um mês de bike. E descubra como é gostoso, seguro, rápido e tranquilo, ir para todo lugar com a magrela.

O pessoal de AFUÁ já descobriu isto faz tempo!

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12 de agosto de 2009

SIM... SOMOS DIFERENTES!


Amigos...

Você está parado no sinal vermelho, dentro de seu carro, quando na transversal passa um ciclista pedalando tranquilamente. Você não mais o percebe além do estereótipo. Um ciclista. Mais um. Ele, o ciclista, está vestido como todo mundo, a bicicleta dele é uma das mais comuns do mercado, nada chama a atenção de quem o vê. Boné na cabeça, caixa de plástico no bagageiro, guarda-chuva amarrado no quadro, sandália havaiana no pé. Uma pessoa tão normal que não chama mais atenção. Um POPULAR, como diria L.F.Veríssimo. Anônimamente pedalando e passando, e você ali, parado e olhando!

O sinal abriu, mas o carro não anda quase nada. Passam outros 3 ciclistas, desta vez, bem diferentes. De roupas coloridas com capacetes, joelheiras e cotoveleiras, com "camelbaks" nas costas e passando rápido pelo canto da pista. Os carros, desviam deles como se tivessem uma doença contagiosa. O grupo chama a atenção. Pedestres os observam passando, quem sabe pensando em um dia comprar também uma bicicleta. O grupo vai pedalando e passando, e você continua ali, parado e olhando.

O tráfego não anda. Seu compromisso já era e você já está estressado. Olha para a frente, busca uma solução, só falta sair do carro para organizar o tráfego você mesmo. Nada. De repente, o pouco movimento para. Você se desespera, quando passa ao seu lado uma garota bonita, de shorts curtinhos, cabelos esvoaçando ao vento, óculos de sol, pedalando uma bicicleta rosa. Seu mundo de repente se torna mais colorido, mais alegre, mais suportável. O compromisso...que compromisso? A garota vai pedalando e passando, e você continua ali, parado e olhando.

E ai você lembra que nestes últimos quatro quilômetros engarrafados do tráfego de Recife, você viu alguém que está vivendo, pedalando e passando. Gente que não se incomoda com a buzina dos carros que brigam entre si pelo pouco espaço das ruas. Gente que se desloca sem problemas, desfrutando o dia de sol quente, tudo com um sorriso nos lábios, com uma tranquilidade enlouquedora. Eles vão pedalando e passando, e você junto com todos os demais motoristas, parados e olhando.

Sim...somos diferentes. Somos aqueles que já descobriram que a vida pode ser mais fácil quando quebramos as regras que nos foram impostas. Experimente. Aprenda a pedalar no trânsito. Comece a pedalar para todos os lugares. Logo você vai entender porque mais que um meio de transporte, usar a bicicleta nos faz muito diferentes. Nos faz HUMANOS de novo. Recupera nosso espaço e nosso tempo no mundo das máquinas, dos prazos desvairados, dos lucros crescentes obrigatórios.

Sim, Sim... somos diferentes!

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Inspiração: ANÚNCIOS DA ADIDAS, em fotos divulgadas no blog do RUIRUIM.

29 de julho de 2009

NÃO TEM LEI, MAS PRECISA TER ORDEM!

Amigos...

Algumas normas para quem pedala deveriam ser escritas e ensinadas obrigatoriamente. Quem comprasse uma bicicleta deveria receber uma cartilha com a forma correta de pedalar nas ruas, e se continuassemos a encontrar gente pedalando na contramão, pedalando na faixa de alta velocidade, atravessando no sinal vermelho entre outros "jeitinhos", o nosso JEITO seria multa e apreensão da bicicleta. Cada ciclista deveria pedalar com a sua identidade e comprovante de endereço. A multa precisaria ser paga para liberar a bicicleta. Isto já iria motivar os ciclistas a não quebrarem as regras básicas.

Mas por outro lado, teríamos que expandir estas regras, incluindo formas de contornar certos problemas que acontecem no dia a dia do ciclista, e que evitaria que cada ciclista criasse suas próprias regras de trânsito. Estas "criações" normalmente não são percebidas pelos motoristas, e se tornam verdadeiras armadilhas para o ciclista, que acreditando estar fazendo a coisa certa, pode vir a ser pego por um motorista ou motociclista mais afoito e envolvido em um acidente grave! É preciso sempre praticar uma pedalagem defensiva. Proteger a si próprio é o primeiro dever do ciclista.

Abaixo uma pequena lista das situações problemáticas que encontramos no nosso dia a dia. É uma lista de exemplos, que pode ser acrescida com os seus comentários.
  1. ENTRAR A ESQUERDA EM CRUZAMENTOS DE GRANDE FLUXO - esta é uma das principais dificuldades do ciclista, mesmo com sinalização luminosa e períodos de travessia de pedestres que podem ser usados por ele como uma forma de contornar o risco que é realizar esta passagem. A boa técnica manda descer da bicicleta, e atravessar no sinal de pedestres empurrando-a. Como não é lei, ninguém faz isto. Uma simples alteração da lei no que tange aos sinais luminosos e de pedestre, seria incluir o ciclista, entendendo ser ele também uma parte frágil e lenta, no rol de quem pode fazer uso do tempo do pedestre para atravessar o cruzamento e entrar a esquerda na transversal, desde que dando a óbvia prioridade ao dono da faixa.
  2. QUANDO ENCONTRAR ÔNIBUS PARADOS NO PONTO - nós sempre andamos pelo mesmo local que os ônibus precisam para exercer a sua função. Precisamos entender que estamos dividindo o espaço e procurar não atrapalhar. É preciso lembrar que o ônibus está transportando muito mais pessoas que a sua bicicleta e portanto, tem prioridade. Estar atento e evitar estar nos pontos quando vêm os ônibus é a solução mais prática. Agradecer ao motorista se ele esperar você passar, é o ideal. NUNCA, repito, NUNCA ultrapassá-lo por fora. Se preciso, pare atrás mas distante dele, e junto ao meio fio, procurando ser visto pelo retrovisor do motorista. Não existe uma forma legal de contornar isto. Mesmo que tivessemos uma faixa compartilhada, estes procedimentos ainda precisariam ser observados. A única alternativa para eliminar o problema seriam mais ciclovias. Ou se você for experto, você mesmo descobre caminhos alternativos onde não passem ônibus. Pensar é muito importante para manter a vida do ciclista!
  3. USANDO AS PONTES E OS VIADUTOS - como são equipamentos urbanos mais estreitos que as vias que os alimentam, algumas pontes e viadutos aqui em Recife têm o defeito de esquecerem que ciclistas também os usam. As vias são tão estreitas que andar seguindo a regra de manter-se a 1 metro do meio-fio e os carros mantendo 1,5 metros de você é impossível. Dois exemplos: a descida da ponte do Derby na Praça do Internacional e a descida da ponte da Capunga no lado da Faculdade Maurício de Nassau. Nestes sentidos ambas só têm uma pista. Aqui esta regra de distâncias NÃO DEVE SER SEGUIDA. Andar pelo lado da faixa, junto ao meio-fio dá ao motorista que vem atrás a falsa sensação de que tem espaço para ele meter o carro dele. Se encontrar outro vindo no sentido oposto, a tendência natural dele será jogar o carro contra você. Peite o tráfego com segurança, sem atrasar demais quem vem atrás, mas garanta seu lado, indo pelo meio da faixa. Igual problema pode ser vivido por quem atravessa a ponte do Carrefour sentido Torre-Parnamirim. Na descida, a via se bifurca com muito tráfego de acesso ao Hiper e ao Shopping Plaza. Descer pelo canto da pista, é certeza de ser imprensado pelos carros na descida. Adote uma postura firme, desça a velocidade moderada, mas vá pelo meio da faixa da esquerda, deixando espaço para qualquer imprevisto. Se tiver muito receio, o sinal que fica em frente ao Carrefour segura um pouco o volume dos carros periódicamente. Espere diminuir e siga em frente pelo meio da faixa. Uma solução legal para isto é difícil. Uma alternativa seria pintar uma ENORME parte da pista PROBLEMÁTICA com os dizeres: TRÂNSITO COMPARTILHADO - DIMINUA A VELOCIDADE e colocar símbolos de carros, ônibus e bicicletas. Pelo menos ajudaria a lembrar a todos que o ponto é crítico!
  4. PASSANDO PELOS ENGARRAFAMENTOS - Acreditem ou não, é o nosso paraíso! Com os carros parados, conseguimos passar sem grandes problemas. Porém observe que nestes momentos, são os motociclistas que passam dificultar nosso fluxo. Como eles também podem se espremer entre os carros, muitos optam por fazê-lo junto ao meio-fio, onde nós estamos passando, devagar e sempre. E além disto, engarrafamento sempre traz muito estresse aos motoristas que ficam mais sensíveis, buscando alternativas para fugir, imprensando o carro em qualquer espaço mínimo que o caiba. Nestes momentos, esteja mais atento, pedale com segurança, e mantenha-se no canto da pista, para que uma eventual liberação do tráfego não o pegue de surpresa. Surgindo algum impedimento na via que o obrigue a contornar um carro parado, por exemplo, procure avisar ao motorista de sua intenção ANTES de executar a manobra. Qualquer movimento simples com o carro pode derrubar você e causar grandes danos. Como em todas as vias onde deveríamos ser claramente definidos como co-usuários e não somos, a lei deveria criar mesmo faixas estreitas pintadas de azul, sinalizando ao motorista que a via é compartilhada. Isto não iria resolver todos os problemas, mas nos daria pelo menos voz e vez na hora de reclamar invasões no espaço que nos é destinado!

Bom, foi isto que surgiu. Ficou um pouco longo mas acho que ficou legal!

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DE OLHO NA BIKE



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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010