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21 de julho de 2010

PORQUE O RISO?

Amigos...

Tem momentos que não entendo a natureza humana. Porque se ri de uma pessoa que está empurrando uma bicicleta com pneu furado, de capacete e luvas? Qual a graça nisto? O que motivaria alguém a rir de algo tão aborrecido como um pneu furado?! Ou seria de estar usando o capacete numa cidade em que muitos pedalam sem? Ou será porque estava vestido normalmente, só acrescentando o capacete e as luvas e isto me faz diferente?

A grande maioria da população deixou de respeitar os outros, tudo e todos são motivos para chacota, riso, deboche! A vida dos outros é uma seara a ser explorada, devassada, intrometida. É um dos pontos fracos do nordestino. Que temos uma educação social fraquissima todos sabemos. Somos capazes de tolerar gente jogando lixo nas ruas, urinar em locais públicos, e não respeitar idade, deficiência, fragilidade. E desrespeitar o ciclista então?! As pessoas acham que pedalar é coisa de pobre e ponto! Daí derivam todos os comportamentos, de um motorista irresponsável até a falta de investimentos em cicloinfraestrutura.

O pior é que estão errados. Dentre a grande quantidade de ciclistas que temos, estamos cheios de médicos, engenheiros, advogados, POLÍTICOS, administradores, juízes, professores, e muita gente da classe média e alta. E mesmo sem grandes bicicletas, porque investir em terra cheia de ladrões é besteira, são em grande parte formadores de opinião. São pessoas que mesmo usando carrões para o trabalho, sonham e muito ao ver um ciclista passar. Sonham com o dia em que a cidade terá uma vasta rede de ciclovias, em que todas as empresas, shoppings e mercados terão bicicletários, em que a bicicleta que ele tanto gosta de usar no lazer possa vir a ser usada para o trabalho, para levar os filhos na escola, para ir ao cinema, ao teatro, a praia! Isto sim deveria ser motivo de alegria.

Sonham... com o dia em que o povo de Recife deixar de ser tão provinciano e passe a considerar as pessoas pelo que elas são e não pelo que elas aparentam NÃO ter quando estão em cima de uma bicicleta, pobres mesmo sem ser! Até lá, tem vários vôos para a Europa, para Paris, Barcelona, Amsterdam, Copenhagen. E enquanto a pobreza moral e educacional perdurar, se não dá para pedalar tranquilo por aqui, quem sabe se nas férias por lá não dá para tirar o atraso?!

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3 de junho de 2010

OS CUSTOS OCULTOS DO TRANSPORTE

Amigos...

A ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE SAÚDE PÚBLICA publicou um novo relatório entitulado "Os Custos Ocultos da Saúde devido aos Transportes" [em inglês]. O relatório inclui uma estimativa de que a dependência americana do automóvel pode custar várias centenas de bilhões de dólares por ano. Acidentes de automoóveis têm um custo estimado de U$ 180 bilhões, a conta da obesidade é estimada em U$142 bilhões e a poluição causada pelo tráfego é estimada entre U$50 e U$80 bilhões, anualmente.

Como está descrito lá (grifos são meus!):
"Nossa dependência dos automóveis e das estradas tem profundos impactos NEGATIVOS na saúde humana: reduz as oportunidades de atividade física, aumenta a exposição a poluição ambiental e o número de acidentes de trânsito. Os custos de saúde associados a estes impacto, incluem os custos associados com a perda de dias de trabalho e salários, dores e sofrimentos, e morte prematura, e podem ser maiores que vários BILHÕES DE DOLÁRES."
Uma coisa podemos dizer dos americanos: eles pisam na bola, mas não têm medo de mostrar a pisada e de tentar consertar seus erros, haja visto o enorme crescimento do uso das bicicletas em várias cidades americanas. Não sei se existe estudo similar sobre estes impactos aqui no Brasil. Costumamos só resolver as coisas quando se tornam insuportáveis, deixando tudo para a última hora, por isto acho que não existe, e se existe, é mantido a sete chaves. Sim porque reduzir estes impactos exigiria a redução da fabricação de carros poluentes que "garantem empregos", estímulo ao transporte públicos e limpos com menos consumo de gasolina do pré-sal e menos valor das ações da Petrobrás, ou mesmo para não precisarem melhorar os sistema de saúde pública brasileiro (eu disse melhorar? corrijam, implantar um!).

A sociedade tem um bom momento para escolher os seus representantes para que pensem no futuro e no meio ambiente. Esta é a semana do Meio Ambiente, e devemos pelo menos PENSAR no mundo que deiaremos para os nossos filhos, sobrinhos e netos. O mundo vai ser deles daqui a algum tempo, e nós só seremos lembrados como a geração que destruiu ou deixou destruir a Terra! Se você pensa no planeta, comece pensando em sua cidade!

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Parte inicial, tradução deste artigo da EcoVelo.

29 de maio de 2010

MOTORISTAS & CICLISTAS... PODE HAVER PAZ?

Amigos...

O principal problema da relação motorista x ciclistas, a meu ver, é de formação. Alguns dias atrás, flagrei 3 ciclo-policiais pedalando em cima de uma calçada perto do Clube Internacional, depois descendo e indo pela contramão pela Beira-Rio, em patrulha! Se eles fazem, difícil cobrar o certo dos demais. E eles fazem porque a formação não foi correta.

Outro caso, pessoas que fazem o tal exame da carteira de motorista e nem ao menos foram INFORMADOS de que bicicleta pelo CTB é veículo e merece tanto respeito quanto os demais. Novamente, falta de formação.

Nossa sociedade acostumou-se com a bicicleta como item de lazer. Nossas ciclofaixas são "de lazer", a mentalidade é de que o ciclista está ali brincando e "tomando" o espaço das pessoas que tem coisas mais sérias a fazer (de carro!).

O pior é que em muitos casos, nós também temos alguma culpa. Não registramos queixas contra motoristas assassinos, não nos mobilizamos para parar o tráfego na hora do rush, não queimamos pneus em via pública! Se nosso protesto é calado na indignação, estará para sempre silenciado em seus resultados!

O nosso protesto tem de ser diário, tem de ser de cada um e a todo momento. A divulgação da bike como veículo não pode ficar restrita a BICICLETADAS, PASSEIOS NOTURNOS, e conversas via emal. Cabe aos mais esclarecidos divulgar TODOS os dias e nos comportar como se estivessemos educando nossos próprios filhos, dando bons exemplos, mesmo que estejamos sozinhos na avenida!

Parafraseando o Marketing, cada ciclista que pedala errado, leva 10 motoristas a nos julgar como irresponsáveis! Mas cada um de nós pedalando certinho, só traz 2 para o nosso lado! É um caminho de guerreiro, que precisa ser traçado por todos, para que um dia possamos nós, nossos filhos, netos, etc, ir e vir sem medo, sem necessidade de estar quebrando o vidro de outras limousines!

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11 de abril de 2010

E O PAU COMENDO!

Amigos...

Existem muitas formas de conseguir qualquer coisa, inclusive valer nossos direitos. A via do confronto é uma. A via da negociação é outra. Eu nunca fui muito de brigar, sempre fui habilidoso com o papo, resolvia minhas discussões na conversa. E com minha "massa muscular", não faltam argumentos, mesmo que nunca tenha precisado usá-la! A gente pedir uma força não é vergonha. É uma questão de educação. Gentileza é muito confundido com fraqueza, educação doméstica com fragilidade. A gente tem direito, nunca deve abdicar de cobra-los, mas partir para a ignorância do zero é uma falta de educação sem par! E não é justamente isto que combatemos, o uso da força em vez da educação? O uso das 2 toneladas do carro contra nossa fragilidade ciclística? O uso da velocidade grande dele para nos empurrar para fora da via?

Passei 20 anos na Bahia e hoje descubro que a cidade em que cresci e me fiz gente é uma cidade de mal-educados crônicos. Hoje em apenas 8 km de pedal peguei 5 infrações graves de motoristas, furando sinais, entrando na contramão ou em cruzamentos proibidos. Já me acostumei com a enorme quantidade de gente que não pede um simples por favor ao tentar passar, não agradece os outros por uma gentileza, não tem um pingo de educação BÁSICA, DOMÉSTICA, DE CASA! Será que nestes 20 anos deixamos de ter mãe? Ou as mães daqui esqueceram de puxar as orelhas do povo e ficou todo mundo bruto, rústico, mal-educado! Ou então é tudo filho de chocadeira!

Parece que em algum lugar puxaram a tomada da vergonha, da falta de educação, do descaramento. Tudo hoje é para ser agressivo. Não se faz mais alguma coisa sem ter de considerar a agressividade. Carros tem design "agressivo". Empresa precisam ser mais "agressivas" no mercado.

Depois não sabem como tem tanta violência e brutalidade nas ruas. Como ter paz se tudo que fazemos estimula a matança! A paz começa em cada um. Cada um precisa refletir sobre o que faz, sobre as opções e "lutas" que participa, enxergando até que ponto está indo e até que ponto deixa de ser humano e passa a ser bicho, matando para não morrer.

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23 de fevereiro de 2010

QUAIS SÃO OS SEUS MOTIVOS?

Amigos...

Sempre que observamos qualquer ação humana ficamos nos perguntando sobre o que motivou aquela pessoa a fazer aquilo. É mais comum quando se trata de uma coisa muito diferente, como fazer uma tatuagem, pintar os cabelos de roxo ou optar pela bicicleta como meio de transporte.

Pessoas que preferem ir ao trabalho andando ou de bicicleta, em nossa sociedade são vistas pelas demais (a plebe ignara!) como pobres. Enquanto em qualquer lugar civilizado isto seria o normal, nossa cultura e nossa ignorância relega quem pedala ou anda como carente de recursos para ter um carro. Mesmo que tenha e use para ficar sempre preso nos inúmeros engarrafamentos da cidade enquanto quem pedala passa ao lado, sem stress, sem problemas.

Nossa sociedade conecta a riqueza aos bens materiais e em especial ao carro. Ter um carrão, com um baita motor, cheio de "praqueisso", é uma extensão de nossa latinidade, para não falar da nossa sexualidade. Associamos intimamente sucesso a uma coisa de metal com 2 toneladas e autopropelida em alta velocidade, de preferência! Cultura, educação, inteligência, civilidade, respeito, sociabilidade, ética acima de tudo, nada disto conta quando o sujeito não tem um carrão para demonstrar o seu "sucesso".

Acontece que o tempo passa. E o tempo do carro está passando, qualquer pessoa com o mínimo de dicernimento nota. Em algum momento recente, alguns já perceberam que o carro não exprime tudo aquilo que eles querem. Que existem outros motivadores na vida além de um carro do ano, um motor possante, uma direção hidráulica. E são estes que descobriram os motivos reais pelos quais o uso de bicicleta como meio de transporte é mais que uma excentricidade.

Quais seriam estes motivos? Que cada um olhe para si e pense! Eles estão lá!

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26 de agosto de 2009

CAPACETE OU NÃO?


Amigos...

Uma das coisa que aprendi a fazer com os passeios ciclisticos que fiz neste último ano, foi a usar o capacete para pedalar. Quando era criança e adolescente, e até mesmo com minha bicicleta anterior, a Caloi Altus que tinha em Salvador por volta de 1994, eu não usava capacete. Nem mesmo passou uma única vez pela cabeça comprar e usar um capacete para pedalar pela cidade. Graças a Deus nunca precisei dele.

Neste ano pedalando, vi alguns acidentes, quedas feias em que o capacete salvou o dia em alguns casos. Em nenhum, atrapalhou, o que já é muito a se dizer sobre um equipamento de segurança. Em alguns destes acidentes, o capacete chegou a ser destruído, com pequeno ou nenhum dano ao usuário.

Por outro lado, sou um habitué do Copenhagenize.com, um site dinarmaquês que tem como pano de fundo a idéia de que podemos todos, ao redor do mundo, adotar o estilo de vida de Copenhagen, fazendo uma "copenhaguenização" de nossas cidades no que tange ao uso da bicicleta como uma extensão do nosso corpo e criando uma cultura da bicicleta sem paralelos pelo mundo afota. Um dos pontos que eles mais veemente defendem é de que o uso do capacete viola este estilo de vida e a forma como a cultura da bicicleta está enrraizada no modo de vida do povo dinamarquês. Eles apontam que, pelo mundo a fora, em sociedades em que o uso do capacete é obrigatório, isto não reduziu as mortalidades por acidentes com ciclistas. Depois que as mortes por atropelamento de pedestres e por acidentes com automóveis têm o mesmo índice de mortes de ciclistas, e se assim for, porque os pedestres e os motoristas de automóveis também não usam capacetes? São questões importantes e para as quais não tenho resposta.

Polêmicas à parte, observo que é muito diferente o posicionamento cultural geral de um dinamarquês e de um recifense. O índice de analfabetismo - oficial ou estrutural -, ignorância cultural e social, e desagregação comunitária nestas duas culturas são muito diferentes e influenciam diretamente o comportamento de cada um dos elementos que convivem com o trânsito nas duas cidades. Não sei se as estatísticas iriam mostrar os mesmos resultados no Brasil e em Recife, até porque a bicicleta é encarada como veículo apenas para as classes mais baixas, e inexistem estatísticas sobre o assunto aqui. Muitos acidentes com os ciclistas nem mesmo chegam ao registro público oficial, dificultando a elaboração de um retrato correto sobre nossos problemas.

Resumindo, apesar de achar que Recife vai estar sendo candidata ao paraíso no dia em que a gente puder pedalar sem o capacete como Copenhagen, vou continuar a usar o meu, pelo sim, pelo não! NÃO ACREDITO EM BRUXAS, MAS QUE ELAS EXISTEM...

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16 de julho de 2009

PAGAR OU NÃO PAGAR?..EIS A QUESTÃO!


Amigos...

Com certa frequência me deparo com os seguintes argumentos dos defensores do carro
(em geral, opositores do uso das bicicletas também):
"BICICLETA NÃO PAGAR IPVA, NÃO TEM DE USAR AS RUAS"
"BICICLETA ATRAPALHA O TRÂNSITO E NEM PAGA IMPOSTO"
"CICLISTA NÃO TEM DIREITOS NA RUA, SÓ ESTÁ ATRAPALHANDO"

Frases assim saem da boca de pessoas muito desinformadas. Vamos colocar as coisas em números em uma cidade já acostumada a lidar com ciclistas e seu impacto sobre a sociedade. Claro, COPENHAGEN! Para colocar a perspectiva correta sobre a SUA participação quanto ciclista.

USO E DESGASTE DAS VIAS
Um carro médio pesa em torno de 1300 kg, tem alto impacto ambiental - consome muita energia e materiais na fabricação, consome combustível fóssil e emite muitos gases do efeito estufa no seu uso - e paga uns R$ 500 de IPVA por ano. Uma bicicleta pesa uns 13kg, quase não tem impacto ambiental - não polui e usa poucos recursos materiais e energia na fabricação - e não paga nada. Deveria pagar? Não! Baseado no peso para o desgaste das vias e no impacto ambiental, o IPVA das bicicletas deveria ser uns R$ 10,00. Ora, Recife tem mais de 100.000 bicicletas. O custo para desenvolver um sistema para este cadastro, a cobrança do imposto e a fiscalização iriam custar muito mais! Não seria econômico para o Estado. E isto nem computa a energia, o pessoal, ou até o papel usado para que se estabelecesse tal cobrança. Inviável!

IMPACTO SOBRE A SAÚDE
Nem precisa falar sobre a qualidade do nosso atendimento de saúde. Dados de Copenhagen mostram que, pessoas físicamente ativas vivem, em média, 5 anos a mais que as sedentárias, e sofrem, em média, 4 anos a mais com doenças degenerativas. Pedalar tem o mesmo efeito sobre a saúde que outros exercícios. 4 horas de pedal por semana ou cerca de 10 km por dia, já é um exercício de qualidade comparável a uma academia.

Os habitantes de Copenhagen fazem hoje, cerca de 1,2 MILHÕES DE QUILOMETROS por ano na cidade. Se acontecer um aumento de 10% nesta quilometragem (mais 41 Milhões de quilômetros) teríamos uma economia de:
  • 21,7 Milhões de Reais/ano no sistema de saúde;
  • 57 Milhões de Reais de economia em horas de trabalho paradas com 57.000 dias de trabalho a mais
  • 61.000 anos na expectativa de vida total das pessoas;
  • 46.000 anos menos em doenças degenerativas.
Só isto já deveria estimular nossos governantes a estimular OSTENSIVAMENTE o uso da bicicleta como meio de transporte.

JÁ É TUDO PAGO...
Dados de Copenhagen em um ano. Cada quilômetro a mais em ciclovias em uma estrada significa trazer 18-20% a mais de ciclistas para as ruas. Isto significaria de 9-10% menos carros, 9-10% menos acidentes com vítimas, economizando R$ 90 Mil no setor de saúde, R$ 236 Mil em perdas na produção, fazendo com que a sociedade economize cerca de R$ 5,00 para cada R$ 1,00 aplicado na construção da ciclovia. E isto APENAS EM UMA CIDADE!

Resumo, quem pedala contribui de forma indireta com muito mais do que se tivesse de pagar um IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE BICICLETA!?!? Ou um IPVA distorcido, já que este é um imposto para AUTOMOTORES. Pesando a atual situação do planeta, o governo deveria era pagar para o usuário de bicicletas como transporte.


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Dados do site: Copenhagenize.com
Valores convertidos pelo câmbio do Banco Central em 16/Jul/2009.

Foram feitas algumas adaptações ao texto para trazer a nossa realidade.

DE OLHO NA BIKE



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Ei, QUER SUA FOTO AQUI TAMBÉM? Se tiver bicicleta nela, vale! Mande com uns 800 pixels de largura maior para CONTATO.RL@GMAIL.COM, com marca d'água, nome, email e/ou telefone. Atualizado todo final de semana.
No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010