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16 de julho de 2011

PARA UMA COISA OU OUTRA!

Madalena inundada - Como em todo Recife, faltam recursos para obras de drenagem. Mas sobra para obras viárias PRÓ-CARRO! Até quando?


Amigos...

Moramos numa das cidades mais ricas do planeta! Sim, porque gastamos dinheiro para privilegiar uma parcela menor da população em detrimento da grande maioria.  A grande maioria é rica, riquíssima! A pequena maioria é apenas MILIARDÁRIA!
Só com ironias assim se explica gastar um horror de recursos públicos em obras que privilegiam quem usa o carro para se locomover em detrimento de meios mais racionais de transporte público.
Pense que não são obras apenas do tipo "faraônico" como a VIA MANGUE, os viadutos TELMUDO e da nova perimetral em MONTEIRO. São obras do dia a dia, como remendar e refazer asfalto que prioritariamente atendem aos carros. Claro que não sou contra a que se façam investimentos para o crescimento da cidade. Sou contra sim a se investir o grosso do dinheiro em obras deste tipo, enquanto as pessoas penam apertadas em ônibus lotados, espremidos, suados, cansados depois de um dia de trabalho, várias vezes molhados em paradas minúsculas. Paradas feitas assim para deixar espaço para o carros circularem, o que obriga que sejam feitas apertadas demais, e que não aguentam 1/10 das pessoas que as usam! São tantos os exemplos de gerenciamento carrocrático do espaço público do Recife, somos tão agredidos diariamente, e sem nenhuma luz ao fim do túnel! Obras ditas para melhorar a mobilidade traduzidas corretamente resultam apenas em MOBILIDADE DE QUEM USA CARRO!  O resto que se exploda! O ônibus são mau gerenciados, obrigados a passar por engarrafamentos causados pelo excesso de carros; as bicicletas não tem vez nem voz, relegadas as classes de menor poder aquisitivo e a alguns poucos cicloativistas que lutam por respeito e espaço no dia a dia. Obras e controle em prol de fluidez para os carros comendo recursos que poderiam ser usados em saneamento básico, bons salários para professores e médicos, melhoras na segurança pública. Mas tudo isto come preciosos recursos NECESSÁRIOS para melhorar a fluidez (DOS CARROS!).
Existe prioridades para obras que NÃO dão "um por fora"?!
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11 de junho de 2011

VERGONHA... ANUNCIADA!

Bonitinho mas ordinário!  No fim do mundo,
em uma área nova que pretende ser uma expansão do Recife,
mas disto aí tudo, mal fizeram a terraplanagem!
Amigos...

A verdade é que a gente vai passar uma vergonha daquelas. Estou anunciando logo porque simplesmente acredito que o governo fez de propósito, que não vai dar tempo de preparar este país para a Copa de 2014. Faltam pouco mais de 2 anos, os estádios nem começaram a ser erguidos, os sistemas para garantir a mobilidade nem ao menos foram decididos. E para completar, falta mão de obra na construção civil. Mas dizem que vai dar tempo! E eu acho que não vai! Nem mesmo se "comerem" uma grossa bola para dizer que vão acelerar as coisas. É como qualquer outra obra pública neste país. Só rola quando alguém muito "intere$$ado" e levando o seu por fora, vai na frente "puxando o trem".  Se não for assim, anda devagar demais!

Aí fazem comissões, criam cargos para alguém ir na frente, mas nada rola. É um angu bem sacrificado para ser dividido para tantos interessados!...

E assim, quem passa a vergonha somos nós, BRASILEIROS. Porque não sabemos escolher quem nos dirija.  Já imaginaram se na hora de abrir a Copa, o estádio ainda não estiver pronto?! Vcs conseguem imaginar com que cara o Brasil ficará pelo mundo a fora. Ou se não tiver como levar as pessoas aos estádios porque os sistemas de transporte são improvisados?! Porque se meter numa empreitada destas se não é para levar a sério?!

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9 de junho de 2011

SE FOR COMPARAR, FEDE!

Extraído daqui para comentários!
Amigos...

Flanando depois do jantar, encontrei esta matéria sobre as ciclovias de CURITIBA. A prefeitura da lá está alterando o foco de algumas ciclovias de lazer para transporte. Importante isto, mas uma frase me chamou a atenção:
“A infraestrutura já existe, com as milhares de ruas asfaltadas podem ser compartilhadas com as bicicletas. Só falta a prefeitura pintar algumas baratas e seguras ciclofaixas”
A solução é simples mesmo, serve para qualquer lugar no Brasil e no mundo, e vem sendo adotada. O papel da ciclofaixa pintada não é segregar o ciclista do tráfego, nem impor ao motorista um "curral", tirando dele o valioso espaço que ele já acha pouco para o carro dele. É para mostrar a necessidade de compartilhar a via com todos. Com os ônibus, carros, motos e bicicletas, alertando para o fato de que os ciclistas são frágeis.

Como Recife tem cerca de 22 km de ciclovias, das quais uma boa parte é dedicada ao lazer, seria legal se a CTTU e a PCR acordassem para o grande número de pessoas que passariam a usar a bicicleta se houvesse mais respeito, menos agressividade.  Como regra geral, as ciclovias do Recife começam no nada e terminam em lugar algum. Não existe conexão entre os segmentos e muitos largam os ciclistas em meio a grandes avenidas e pontos de alto risco.

Nestes 22 km, quase TUDO precisa melhorar, assim, aproveito e completo o quadro acima:

FISCALIZAÇÃO - NÃO TEM
SINALIZAÇÃO - PRECISA MELHORAR
LIMPEZA DA VIA - NÃO TEM
ASFALTO - ADEQUADO
PONTOS PARA ALIMENTAÇÃO - PRECISA MELHORAR
BICICLETÁRIOS - NÃO TEM
ESPAÇO PARA CONSERTOS - NÃO TEM
RESPEITO DA POPULAÇÃO - PRECISA MELHORAR
ILUMINAÇÃO - PRECISA MELHORAR

Estamos ferrados! Taí PCR, este seria um ponto que se melhorado iria aumentar a popularidade do futuro gari da cidade, sr.JC, se ele conseguir a vaga!

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22 de maio de 2011

PLANO MARKETEIRO E SACANA!

Amigos...

A propósito desta notícia que saiu hoje no NE10, antes JC ONLINE, eu postei o seguinte comentário.
“Plano de Mobilidade para o Recife” é uma bela mentira marketeira. Plano para o “RECIFE DE CARRO” tentar andar, seria melhor dito. A grande maioria da cidade usa ônibus para se locomover, mas as medidas previstas visam unicamente o transporte individual POR CARRO. Tudo bem que sinais afetam uns e outros, mas obras importantes e medidas emergenciais para melhorar o transporte por ônibus NUNCA são lembradas. O JC mesmo mostra hoje a péssima situação dos terminais de ônibus da cidade, e nem se pensa em fazer algo para melhorar! Mas gastar mais de 400 milhões na VIA MANGUE para melhorar a MOBILIDADE dos carros em Boa Viagem, é sempre possível! Mas recapear o corredor leste-oeste na Caxangá, não tem recurso! Varrer as ciclovias, não tem recurso! Melhorar as calçadas ou punir os proprietários que não cuidam das suas, não tem fiscal nem recurso para contratar!
Quando é que a PCR vai se lembrar das milhares de pessoas que usam ônibus, bicicletas ou simplesmente andam na cidade e VOTAM nos prefeitos?
O tal plano de mobilidade é MARKETEIRO e SACANA.  Ações que poderiam ter sido postas em prática dois, três anos atrás, esperam que o povo fique saturado de um tráfego tão ruim que tope qualquer coisa para melhorar. Ai, quando a situação beira o insuportável, e ACIDENTALMENTE, 1 ano antes da eleição para prefeito, a PCR cria um "fantástico" conjunto de medidas que resolve o problema, saído do nada, espetacular!  MENTIRA!!!!

Mentira, porque as medidas são voltadas para "formadores de opinião", classe média e média alta que influencia as massas, e ANDA DE CARRO!  A PCR, o Sr. João da Costa e o PT se alinham no papel de "PARTIDO SOCIAL", que pensa no trabalhador, no lado social da comunidade!  Mas os transporte públicos e as bicicletas que são os veículos da grande massa trabalhadora, são simplesmente ignorados. Enquanto se gasta 400 milhões numa via Mangue, se pena apenas 1 milhão para varrer e recuperar os 20 km das ciclovias e ciclofaixas da cidade, e NENHUM CENTAVO nem para os corredores de ônibus, nem para novas cicloinfraestruturas! Este é o partido SOCIAL!  Da ALTA CLASSE SOCIAL!

COMENTEM!!!

PS. Não sei se o JC vai publicar meu comentário. Por isto postei ele aqui!

3 de maio de 2010

E CONTINUAMOS CRESCENDO...

Amigos...

Notícia que acabo de ler dá conta de que, apesar de um cenário de malucos dirigindo perigosamente, o número de pessoas que usam a bicicleta em São Paulo não para de crescer. Em 1997, 54 mil viagens diárias eram feitas de bicicleta, contra 91 mil feitas em taxis. Em 2007, este número saltou para 148 mil viagens de bike contra apenas 79 mil de taxis. A bicicleta foi, em números absolutos, o segundo modo de transporte que mais cresceu na capital paulista, um aumento de 174% em 10 anos. E isto nem conta os deslocamentos para lazer e esporte!

Observe que São Paulo é uma Recife em superlativo. Não só no tamanho, mas nos fajutos argumentos que lastreiam a negativa do poder público de promover o uso da bicicleta: a alegação de falta de espaço. Quem quer faz, quem não quer, inventa!

Aqui na terrinha, cidade plana, sem grandes elevações, E COM ESPAÇO, o calor é a desculpa. Como se algum ar condicionado de carro desse conta do nosso calor?! Só quem pedala sabe como a brisa é suave quase todos dos dias, quase todas as horas, quando você está pedalando. Nunca suo a mais por ir pedalando aonde quero ir. Pedalismo não é ciclismo. Não é preciso bater recordes ao pedalar. É o uso da bicicleta como meio de transporte. É rápido, limpo, tranquilo e deve ser feito com suavidade. A bicicleta é mais rápida que os carros presos no tráfego, então para que pedalar correndo?

Para que o recifense passe a considerar a bicicleta como um veículo, precisamos da implantação de ciclovias e ciclofaixas na cidade. Interligadas, conservadas e bem mantidas. Senão ficamos com um dilema ovo-galinha por muito tempo. Não pedalamos porque não temos infraestrutura, nem temos infraestrutura porque não temos quem pedale. Isto não vai acontecer sem decisão política coerente. Coisa que falta em São Paulo, coisa que falta em Recife.

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30 de abril de 2010

TERESINA, PIAUÍ!

Amigos...

Olha aí mais um exemplo de infraestrutura de ciclovias em uma grande cidade do Brasil. Teresina tem cerca de 50km de ciclovias, a grande maioria, como pode ser visto abaixo, sem manutenção e sinalização. Quase todas têm piso de calçamento que dificulta demais o pedalar. Mesmo assim é uma cidade com milhares de ciclistas e que fazem uso da bicicleta todos os dias, para o trabalho e lazer. E trabalho a fazer é o que não falta para melhorar a qualidade de vida dos ciclistas. Vejam o vídeo.



Para os meus seguidores de outras cidades, em especial ARACAJU que sei possuir uma infraestrutura maior de ciclovias, deixo o pedido de fazer igual, filmando as ciclovias da cidade e apontando os defeitos. Em breve, boto RECIFE por aqui. Gostei do modelo de apresentação editada em vídeo. ME AGUARDEM!

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27 de março de 2010

TEM DE QUERER FAZER...

Amigos...

Com frequência comento que existe toda a possibilidade de termos uma cultura da bicicleta em Recife. Na grande maioria das vezes, ouço que não dá para ir ao trabalho de bike porque o calor, o suor, etc, não deixam ninguém apresentável para o dia a dia de trabalho depois de uma pedalada. E que o clima de Recife não é adequado, ou que pode chover, e a pessoa chega toda molhada no trabalho.

Acreditem é possível. Acontece que nossa infraestrutura de mobilidade e de trabalho não é voltada para acomodar o ciclista como faz com o usuário dos automóveis. A cidade é cheia de postos de gasolina, estacionamentos, e pontos de apoio para os carros. Mas se quisermos uma cidade voltada para o ciclistas, isto pode ser feito.

Anexo mais um vídeo descoberto pelo CICLOVENÇÃO URBANA, com o CENTRO CICLISTICO DA PRAÇA REI GEORGE, em Brisbane, Austrália. Não tem narração, apenas algumas legendas em inglês, que acompanham as imagens. Fácil de perceber que alguém lá de cima TEM DE QUERER FAZER, para acontecer!



Se for possível vcs escreverem depois de babar nestas imagens, COMENTEM!!

12 de março de 2010

RECIFE E OS CICLISTAS...

Amigos...

Moramos em uma cidade que não tem dado a devida atenção as suas vocações naturais. Uma cidade que hoje comemora 473 anos sem tomar conta de seus rios, sem pensar na sua planura, sem olhar para sua população.

Recife tem o apelido de Veneza Brasileira, construída em cima de ilhotas e áreas de manguezal na foz dos rios Capibaribe e Beberibe. Ambos, mortos e enterrados em vida, esquecidos pelas autoridades, mal aproveitados e continuamente sufocados por seus cidadãos.

Em uma cidade plana, não temos uma infraestrutura nem ao menos ruim de ciclovias. Copenhagen, na Dinamarca, um país parte do ano congelado, está construindo 15 cicloestradas, grandes vias expressas para uso por ciclistas, trazendo as pessoas dos subúrbios mais distantes para o centro com toda a comodidade. O Recife constroi quase nada de ciclovias, e mesmo quando o faz, pisa na bola sistematicamente.

Só imagino que fazem isso de propósito. Propósito de manter a bicicleta como veículo da massa pobre e desvalida. De incentivar o uso do carro particular pelas classes média e rica, como forma de manter um sólido comércio de veículos, combustível, peças, manutenção e obras na cidade. Alguém deve estar lucrando com isto, sejam os donos dos postos de gasolina, das revendas de automóveis e das empresas de manutenção ou mesmo os políticos. Construindo ciclovias e ciclofaixas espalhadas, perdidas, sem eira nem beira, pela cidade, apenas quem realmente precisa usa. Porque vai usar a via mesmo, não tem alternativa. Com um arremedo de ciclovia, melhora. Não é ideal, mas que fazer?

Fazer a coisa certa para todos era o ideal! Interligar bairros por vias seguras e bem sinalizadas, fazendo a classe média descobrir a bicicleta. Se não todos, pelo menos quem puder e quiser vai ter como. E isto reduzirá o uso do carro e a sua necessidade, melhorando o tráfego, a poluição, o estresse social.

E isto para nem falar do "por fora" que tantas obras AUTO-viárias geram para quem decide. Porque pintar ciclofaixas e fazer ciclovias custam um nada em relação a tantas pontes, vias mangues e corredores. Precisamos mesmo disto, ou precisamos de melhores gestores, gente com mais peito e raça para tomar medidas reais que resolvam os problemas de tráfego da cidade?

COMENTEM!!!

18 de dezembro de 2009

VEREADORES DEBATEM CICLOVIAS

Amigos...

Marcos "Trilha no Fio" Paulo, participou ativamente da audiência pública sobre a malha cicloviária de Recife, no último dia 16, na Câmara de Vereadores de Recife. Participamos ajudando a elaborar uma carta aberta a ser distribuída aos vereadores sobre o assunto. Abaixo, o depoimento de Marcos sobre a audiência e também a Carta Aberta aos Vereadores da Cidade.

DEPOIMENTO SOBRE A AUDIÊNCIA
Bem, Rogério, gostaria de socializar com todos essa informação. Ontem eu participei da audiência na Câmara de Vereadores do Recife sobre a malha cicloviária do Recife. Sendo curto e direto gostaria de dizer que nossos vereadores mostraram grande preocupação com os ciclistas e grande preocupação com o trânsito na cidade tendo em vista que daqui a 10 anos mais ou menos, nossa cidade vai estar intransitável se não acontecerem intervenções mais sustentáveis no Recife. Os vereadores ficaram sensibilizados com a nossa causa e, em especial, os vereadores Alexandre Lacerda, Jurandir Liberal e Daniel Coelho que presidiu a audiência publica. É fato que agora nós ciclistas temos que fazer pressão para que a Câmara realize outra assembléia como ficou acordado, mas não marcado, e também ficou de ser criada uma comissão. Eu já estou em cima para ver isso e poder participar.

Na minha intervenção, que contou muito com a sua ajuda teórica Rogério, eu falei não só da questão das ciclovias mas também da congregação das mesmas e também dos bicicletários, da segurança e educação dos ciclistas. Falei também que somos uma maioria silenciosa que não é ouvida com mais de 2 milhões de ciclistas. Falei também e foi uma unanimidade na plenária que o problema nao é dinheiro ou qualquer outra coisa. É apenas vontade politica dos nossos governantes. Por isso cabe a nós fazer muita pressão para garantirmos as mudanças que nós ciclistas tanto sonhamos e precisamos para pedalar nesta ótima cidade chamada Recife.

Uma coisa que também observei, o corredor norte-sul vai dar muito o que falar ainda, e o debate ficou muito intenso quando foi tocado no assunto do corredor. Falei também na questão do projeto da Via Mangue que precisa ser melhor adequado para nos ciclistas congregando a ciclovia de Boa Viagem e também organizando uma até Prazeres. Mo mais é isso meu amigo Rogerio.



Carta Aberta aos Vereadores da Cidade do Recife
POR UMA CIDADE PEDALÁVEL...
Quase inteiramente plana, com clima quente e constante durante todo o ano, Recife é uma cidade naturalmente pedalável. Porém seu planejamento urbano e a falta de políticas públicas de inclusão social dos usuários, não faz dela uma cidade amiga do ciclista.

Cidades que adotaram políticas de criação de uma cicloinfraestrutura séria, tornaram-se melhores lugares para se viver. Uma cicloinfraestrutura séria é um conjunto de vias que conectem os bairros da cidade, de forma integrada. Iniciativas como limite de 30km em ruas de Copacabana e a rede de ciclofaixas de Aracaju são alguns exemplos. As ciclofaixas e ciclovias podem tanto ser usadas para lazer quanto para o transporte. Faz sentido que sejam construídas desta forma porque agregam valor ao investimento público realizado. Ciclovias ou ciclofaixas que servem apenas para o lazer são efetivamente um desperdício dos minguados recursos disponíveis para obras públicas.

A instalação deste tipo de infraestrutura leva a uma redução dos carros e melhora a qualidade de vida de toda a população, reduzindo a poluição e o estresse, aumentando a economia de recursos públicos, melhorando os transportes como um todo. Ter hoje uma cidade voltada totalmente para os carros é uma utopia dos anos 50, totalmente incompatível com a realidade do planeta hoje.

Do ponto de vista legal, os usuários de bicicletas como veículo nas vias públicas, têm direitos e deveres em relação a sua mobilidade no trânsito. Devemos respeitar e exigir respeito, de todo e qualquer outro usuário das vias públicas. Ouvimos muito falar nos últimos tempos em inclusão social no Brasil, mas deste ponto de vista, quem pedala nas ruas é um excluído das políticas públicas de mobilidade na cidade. A bicicleta é um veículo de baixo custo, tanto na aquisição quanto na manutenção, e é usada por milhares de pessoas no dia a dia de Recife. Pessoas que precisam de ações que as incluam em políticas que garantam segurança nos seus deslocamentos diários para o trabalho, escola, etc.

Do ponto de vista humano elas são pessoas, que utilizam o meio de transporte mais eficente já criado pela nossa espécie, mais eficiente até mesmo que o próprio andar, natural! E tão cheio de vantagens para a sociedade quanto é possível em um meio de transporte.

Politicamente, nós somos uma enorme e silenciosa maioria em Recife, não ouvida, não percebida, não respeitada. Somos "premiados" com ciclovias que não atendem as nossas necessidades de deslocamento, incompletas, sem manutenção, sem sinalização, sem integração entre si e com os outros meios de transporte de massa da cidade.

Além disto, o descaso com a existência destes usuários na sociedade é tanto que não existem paraciclos ou bicicletários nem nos órgãos públicos que deveriam promover a nossa inclusão social. Como cobrar de shoppings e mercados a instalação disto se nem nossos representantes oferecem isto a seus funcionários e visitantes.

Por tudo isto, Recife precisa e merece um plano que inclua ciclovias e ciclofaixas integradas para toda a população que precisar utiliza-las, e também de regulamentos que obriguem as empresas a implantar paraciclos e bicicletários em pólos de compra.

Ciclistas do Recife.

Existem alguma controvérsias. Já ouvi falar de 1,5 Milhões de bicicletas em Recife, 800.000 e agora 2 Milhões. Com certeza existem muitas e tem muita gente usando a toda hora. Basta parar em qq cruzamento importante e observar!

O mais importante é estarmos atentos a mídia e presentes neste futuro debate. E quem sabe não conseguimos por estes vereadores em cima de uma bicicleta pedalando pela cidade para eles "sentirem o problema" que é ser ciclista em Recife!

Fora isto, COMENTEM!!!

11 de dezembro de 2009

CICLOFAIXAS

DECÁLOGO ESMIUÇADO IV

Amigos...

Cidades que adotaram políticas de criação de uma infraestrutura ciclável séria, tornaram-se melhores lugares para se viver. Agora entenda-se o que é uma infraestrutura séria: é um conjunto de vias que conectem os bairros da cidade, de alto a baixo. Aracaju, por exemplo, elaborou um plano que integra os bairros através de ciclofaixas. As ciclofaixas e ciclovias podem tanto ser usadas para lazer quanto para o transporte. Faz sentido que sejam construídas desta forma porque agregam valor ao investimento público realizado. Ciclovias ou ciclofaixas que servem apenas para o lazer são efetivamente quase um desperdício dos nossos minguados recursos para obras públicas. Quer fazer, faça direito!

E isto passa também pela exigência legal de que grandes negócios, como shoppings e hipermercados, tenham bicicletários planejados, e que indústrias e grandes empresas além do bicicletário passe a oferecer intraestrutura de apoio, como armários e chuveiros. Tudo isto leva a uma redução dos carros e melhora a qualidade de vida de toda a população, reduz a poluição, o estresse, e aumenta a economia de recursos públicos.

Continuar a ignorar isto, é uma incapacidade de nossos gestores em perceber que uma cidade só para carros é uma utopia dos anos 50, totalmente incompatível com a realidade do planeta hoje!

COMENTEM!!!

3 de novembro de 2009

PRA QUÊ MESMO?

Amigos...

Aquela ciclofaixa do centro serve para quê mesmo? Tive a oportunidade de ver de perto, apesar de já ter passado por lá algumas vezes pedalando. Porém, desta vez, estava parado, e com a câmera na mão, e pude não só documentar, como analisar detidamente o trecho do Cais do Apolo da tal ciclofaixa. Ciclonada, melhor dizendo!

Bem, para quem não sabe, esta ciclofaixa foi concebida mesmo como sendo um "aparelho de lazer" da cidade. Tem placas em todo o seu percurso avisando que ela só serve entre 6h e 13h dos domingos. Ou seja, naquele horário em que só pedala que está de folga, aproveitando a via para o seu lazer. Ela percorre parte da Aurora, na altura da ponte Santa Isabel, corre para a Ponte Limoeiro, atravessa-a e ao chegar ao Forte do Brum, segue para o Cais do Apolo, atravessa a Ponte Buarque de Macêdo, depois segue até passar pela frente do Palácio do Campo das Princesas, fechando o circuito ao atravessar a ponte Santa Isabel. Circuito fechado! De lugar nenhum, para lugar nenhum de volta!

Mas o problema é que além disto e até para isto, é mal feita! No trecho do cais do Apolo ela tem EXATAMENTE 45 CM de largura, da faixa ao meio fio. Sim, porque é a única faixa que se enxerga, a vermelha junto ao meio fio. A outra ou está apagada, ou cinza claro, sem sinal algum da faixa vermelha. Resumindo, não existe. Quem a utilize seguindo apenas a faixa vermelha está em desacordo direto com o bom senso, que manda seguir uma distância adequada, deixando uma área de escape pequena, mas melhor que nada. Andar rente ao meio-fio é um risco inaceitável.

E foi feito com o seu dinheiro! Sim, porque a prefeitura utilizou recursos públicos em latas e mais latas de tinta especial para pintura de faixas de trânsito, para pintar uma linha vermelha enorme paralela ao calçamento, e sem NENHUMA SERVENTIA. E mão de obra! E tempo de planejamento(?), organização(??) e acompanhamento(???).

Se a via não serve nem a quem foi destinada, para que serve afinal? Tem alguém que pense na Prefeitura???

COMENTEM!!!

Mais detalhes sobre seus direitos e deveres como ciclistas

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DE OLHO NA BIKE



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No aguarde!

Original ROGÉRIO LEITE @ 2010